29 de novembro de 2016

Capítulo quinze

SYDNEY SOFRE O PIOR ATAQUE.
O capitão da nave de guerra que está lá começa um bombardeio em larga escala algumas horas depois de Adam interromper o discurso de Phiri Dun-Ra. O comandante dedica a destruição ao Adorado Líder, um sacrifício abrasador pela morte de Setrákus Ra. Adam explica que ele está se exibindo: quer causar boa impressão, para o caso de Setrákus Ra ainda estar vivo, e se posicionar para assumir a liderança caso não esteja.
Imagens da Ópera de Sydney em chamas, com a ponte que fica por trás dela desabando, são transmitidas pelos poucos canais de notícias que ainda restam no mundo. É difícil assistir à cena, porque sabemos que nossa mentira sobre Setrákus Ra causou isso. Adam está com cara de quem vai vomitar. Lawson balança a cabeça, o rosto enrugado e bem sério.
— A guerra psicológica tem custos — diz, casualmente.
Tenho a sensação de que ele teria uma perspectiva diferente se fosse uma cidade americana naquele estado.
— Se serve de consolo, minhas fontes garantiram que Sydney foi quase toda evacuada.
— Quase toda — repete Adam.
— Sim, quase toda — confirma Lawson. — Os danos colaterais nem sempre podem ser evitados. É horrível, mas se aprende a viver com isso. — Ele faz uma pausa, pensativo. — Não esperava tanta empatia de alguém de sua espécie.
Adam olha para o general.
— Certo.
Não digo nada. Só gravo o nome do mogadoriano. Rezza El-Doth. E o acrescento à lista de mogs que vou matar.
Está de madrugada, e eu, Adam e Lawson somos os únicos que ainda estão na sala de monitoramento, horas após a transmissão surpresa. Os outros foram descansar um pouco, algo que eu devia estar fazendo, mas não consigo. Então fico largado em uma cadeira, ouvindo Adam descrever em tom robótico as várias transmissões dos mogs.
Ao meu lado, Lawson está de olho em um tablet, acompanhando relatórios que chegam de todo o mundo.
— Admiro a coragem necessária para uma proeza dessas — continua Lawson. — Você sabia que haveria consequências. Fez as contas e chegou à conclusão de que os benefícios superavam os custos. É claro que, se as coisas não tivessem se desenrolado a nosso favor, estaríamos tendo uma conversa bem diferente, não é?
Olho para Lawson. Ele me encara, me avaliando. Mais uma vez, fico em silêncio.
Mas ele está certo. Assim que Adam me contou sobre os desentendimentos entre os mogs na ausência de Setrákus Ra, eu sabia que tínhamos que explorá-los. Adam concordou. Como Lawson disse, eu sabia que haveria riscos.
E não me importei.
Sydney sofreu muito, mas, em outros locais, o anúncio de Adam provocou efeitos melhores.
Em Pequim, onde o exército chinês vinha resistindo fortemente aos mogadorianos e organizando contra-ataques bastante imprudentes, os mogs levaram os Skimmers de volta para a nave de guerra. O capitão declarou que esperaria instruções de Setrákus Ra antes de desperdiçar mais guerreiros nascidos artificialmente para garantir a tomada da cidade. Nenhuma resposta veio de West Virginia, o que permitiu uma trégua para os chineses.
Enquanto isso, o capitão da nave de guerra em Moscou se proclamou o novo Adorado Líder. Acho que o poder subiu à cabeça depois que ele viu a rapidez com que os russos se sujeitaram aos seus esforços de ocupação. O capitão em Berlim não gostou nada da declaração e partiu com sua nave para tentar matar o usurpador.
As duas se encontraram no Cazaquistão e começaram a se atacar. Por sorte, tudo aconteceu nos céus das estepes cazaques, que são pouco povoadas. Como não há muitas testemunhas do ocorrido, os relatos são bastante vagos. Não sabemos se as naves destruíram uma à outra, se chegaram a um empate ou se uma delas saiu vitoriosa. Mas nenhum resultado é ruim para nós.
E, talvez a melhor notícia de todas, a nave de guerra que pairava sobre São Paulo foi embora. Ela levantou voo, saindo da atmosfera, e ao que parece está orbitando a lua. Também encerrou as comunicações. Não fazemos ideia do que está acontecendo por lá.
O restante da frota mog ignorou Adam, preferindo acreditar em Phiri Dun-Ra. Mesmo assim, as fissuras estão começando a aparecer. Eles não são uma força imbatível. Três naves de guerra estão fora do páreo, e nem saímos de Patience Creek.
Ainda temos vinte pela frente, mas estamos fazendo progressos.
No entanto, a vitória me parece vazia. Não é satisfatória. Minhas mãos estão limpas demais.
Como Adam e eu continuamos em silêncio, perdidos em pensamentos, Lawson retoma o discurso sobre nosso sucesso.
— Um risco estratégico — diz ele, reflexivo. — Vocês dariam ótimos generais um dia.
— Pretendo encarar o restante do conflito na linha de frente — declaro, enfim quebrando o silêncio.
— Bem, é a prerrogativa de um jovem — observa Lawson.
Em seguida, ele se levanta e estala as costas. Nas horas que se passaram desde que interceptamos a discussão mogadoriana, as coisas começaram a se acalmar. Não recebemos novos desdobramentos há algum tempo, apenas os relatórios de costume.
Acredito que nossa tática rendeu todos os frutos que poderia dar.
Lawson olha para mim.
— Está tarde. Ou melhor, está muito cedo. Vou descansar um pouco antes de planejarmos a operação. Você devia fazer o mesmo, John.
Lanço um olhar preguiçoso para o general, e ele responde com um sorriso discreto.
O velho assente rapidamente para Adam, em um gesto de despedida, e sai, nos deixando sozinhos. Adam está todo largado na cadeira em frente ao console, os olhos turvos.
— Você planeja dormir em algum momento? — pergunto.
— E você? — rebate ele.
Nós nos acomodamos.
Cruzo os braços e descanso o queixo no peito. De vez em quando me assusto ao ouvir as ásperas vozes mogadorianas que vêm do rádio, mas Adam não se dá ao trabalho de traduzi-las, o que significa que não deve ser nada importante. Vamos invadir uma dessas naves de guerra em apenas algumas horas. Será meu primeiro combate desde que comecei a colecionar Legados, minha primeira chance de testar os novos poderes.
Minha primeira oportunidade de vingança.
Eu deveria mesmo dormir. Seria irresponsabilidade minha continuar fugindo disso. Mas da última vez que tentei, tudo o que eu via era o rosto dela...
Não posso continuar fazendo isso.
Eu me levanto e estico os braços. Estão pesados, assim como o restante do meu corpo. O ar parece espesso, quase como se eu estivesse nadando nele. Aquela sensação de exaustão que venho buscando desde que chegamos aqui está enfim começando a se instalar.
— Você me chama se algo importante acontecer, certo? — pergunto a Adam.
Ele não responde. Mantém o rosto virado, observando o console com atenção. As comunicações mogadorianas caem num silêncio estranho. Por alguma razão, em vez de perguntar a Adam o que está acontecendo, não digo nada e saio da sala.
E entro em uma caverna.
Não estou mais em Patience Creek.
Já estive aqui antes.
Estou em um longo corredor mal iluminado. As paredes são de pedra cor de ferrugem e têm vigas de aço. O ar, quente e mofado, fede a algo podre, mas vivo. Dou um giro rápido de trezentos e sessenta graus e tento me orientar. Se eu seguir na direção em que o corredor desce em um ângulo suave, sei que vou chegar à área onde pikens, krauls e outras feras estranhas são criadas. Se eu subir para onde as luzes brilham mais forte, acabarei me deparando com uma fileira de celas.
Estou em West Virginia, sob a montanha. No quartel-general dos mogadorianos.
Eu me sinto atraído pelas celas, então começo a caminhar devagar nessa direção. Gritos abafados chegam de lá. Mesmo assim, continuo a andar em um ritmo tranquilo.
Não sou idiota. Isto é um sonho. E fico feliz por entrar no jogo.
Sei quem está esperando por mim adiante, e isso me deixa contente. Quero olhar nos olhos dele.
Chego à área onde um nicho na caverna foi transformado em celas claustrofóbicas. Cada porta reforçada está equipada com uma escotilha de vidro à prova de balas para que se possa espiar as péssimas condições lá dentro. As primeiras celas estão vazias.
Então chego à primeira ocupada, onde uma garota de cabelos escuros pressiona o rosto no vidro. Seus olhos e sua boca foram costurados com arame.
É Seis.
Eu a encaro. Faço questão de não desviar o olhar e de deixar que o terror e a repulsa tomem conta de mim.
Não é real. Ele está tentando mexer comigo, mas não vai funcionar.
Outra visão horrível aparece na cela ao lado. Nove, bem do jeito que o conheci, só que com um lençol amarrado em volta do pescoço, balançando pendurado em uma viga. Não gasto muito tempo ali, até porque não caio nessa nem por um segundo.
— Por que você não para com essa palhaçada e aparece? — digo em voz alta, sabendo que ele me ouve. — Já está ficando chato.
À frente, os gritos ficam mais altos. Lembro que a sala da qual me aproximo era usada pelos mogs para interrogatórios. Há uma parede de vidro que mostra o que há lá dentro. No centro do cômodo, correntes pesadas pendem do teto.
Sam está preso ali. Os gritos são dele. Um ácido preto viscoso escorre pelos elos metálicos e deixa queimaduras em seus pulsos.
Setrákus Ra está de frente para Sam, mas não com a aparência que estou acostumado a ver. Sua cabeça não está pálida, bulbosa e cheia de veias negras. Ele não tem dois metros e meio de altura, nem aquela cicatriz roxa e grossa em volta do pescoço. Este Setrákus Ra é um homem jovem, como o cara da visão sobre a história e Lorien. Seu cabelo escuro está penteado para trás, seus traços são acentuados e severos, e ele claramente é um lorieno.
Ele faz parte do meu povo. Essa noção continua sendo perturbadora.
Setrákus age como se não tivesse me notado, embora eu saiba que não é verdade. Afinal, ele me trouxe até aqui. Paro em frente à sala de interrogatório e o observo. Ele anda de um lado para outro, e, toda vez que passa pelas correntes, bloqueando minha visão delas por um instante, a pessoa sendo torturada ali muda.
Sam se transforma em Seis, os gritos dela preenchendo a sala.
Depois, Adam.
Marina.
Nove.
Sarah.
Soco o vidro que separa o corredor da sala. Ele se quebra com facilidade e não machuca nem um pouco. Flutuo para dentro da sala e pouso a alguns passos de Setrákus Ra. Ele se vira para mim, sorrindo como se tivéssemos nos encontrado por acaso na rua.
— Olá, John.
Tento não olhar para Sarah, inconsciente, sendo torturada, pendurada atrás dele.
Ela não é real. Ela não está aqui. Ela está em paz.
Para mostrar que ele não me atinge, começo a andar pela sala e a assoviar.
— Sabe, um tempo atrás, esses sonhos me assustavam.
— É mesmo?
— Agora sei que são só seu desespero.
Setrákus Ra abre um sorriso indulgente e cruza os braços.
— Você me faz lembrar tanto dele. Meu velho amigo Pittacus Lore.
— Não sou como ele.
— Não?
— Ele teve compaixão por você. Eu vou matá-lo.
Setrákus Ra anda pela sala, deixando o corpo de Sarah entre nós. Ele a empurra de leve, e a garota começa a balançar para a frente e para trás.
— Como está minha bisneta? — pergunta ele, jogando conversa fora.
Meus olhos acompanham o movimento de Sarah, depois voltam depressa para Setrákus Ra.
— Muito melhor do que quando estava presa a você.
— Ela vai mudar de ideia — responde ele, com um sorriso. — Quando eu acabar com vocês, ela vai voltar para mim.
— Seu exército vai voltar também? — indago, inclinando a cabeça. — Enquanto você lambe suas feridas e se esconde em meus sonhos, eles o abandonam.
Seu rosto se fecha, e fico feliz ao ver que feri seu ego. Ele se afasta de Sarah e avança em minha direção.
— Os mogadorianos sempre foram apenas um meio para um fim, John. Uma espécie de feras estéreis que tornaram seu próprio planeta inabitável por causa do amor estúpido que sentem pela guerra e pela poluição. — Ele cospe no chão. — Os seres humanos serão súditos muito melhores quando finalmente se submeterem. Os outros serão cinzas ao vento.
— Foi por isso que você me trouxe até aqui? — pergunto, olhando para aquela versão mais nova do meu pior inimigo. — Para me explicar que você é mau e cruel? Porque já entendi isso.
Setrákus Ra sorri e se aproxima, me observando. Seus olhos não estão mais tão pretos como antes. São escuros, mas normais, não alterados por anos de experimentos. Mas a mente doentia por trás deles ainda é a mesma.
— Estou velho, John — entoa ele. — Aquelas visões que minha bisneta nos fez ter, rever minha juventude... Senti certa nostalgia com tudo aquilo. Pittacus Lore foi meu amigo um dia. Se ele tivesse me ouvido, se tivéssemos trabalhado juntos, poderíamos ter poupado o universo de muitas mortes. Poderíamos ter engrandecido todas as formas de vida.
— Awn... você precisa de um amigo? É esse o problema? Essa é a parte em que você me oferece a oportunidade de unirmos forças?
Setrákus Ra suspira. Estamos separados por alguns poucos passos. Eu tenho que me lembrar de que nada disso é real. Que não adianta alcançá-lo e rasgá-lo ao meio.
Mesmo que eu queira muito.
— Não, John. Quando deixei que sobrevivesse em Nova York, prometi que você veria este mundo arder em chamas. E planejo cumprir minha palavra.
— E depois?
— Como eu disse, você me lembra Pittacus — responde Setrákus Ra. Ele volta para onde Sarah está, passa a mão por um dos braços cheio de hematomas dela e agarra a corrente que sustenta seu corpo. — Tentei mostrar a ele assim como vou lhe mostrar agora. Queria que você soubesse o que está perdendo.
Setrákus Ra puxa a corrente com força. Pela lógica impossível dos pesadelos, o teto inteiro desaba. A sala é inundada por aquela gosma preta viscosa.
— Queria que você sentisse meu poder.
É como uma represa se rompendo. Em poucos segundos, não vejo mais a sala de interrogatório e sou coberto pelo líquido escuro, gelado e viscoso. Tento escapar, nadar, mas a substância logo cobre minha cabeça, fazendo meus olhos arderem, invadindo meus pulmões.
Entro em pânico e começo a me debater. Por um instante, eu me esqueço de que é apenas um sonho.
Sinto um peso dentro de mim, como se minhas entranhas estivessem cheias de um lodo espesso. Minha pele pinica. Parece que milhares de dentes minúsculos estão tentando me roer.
Mas posso respirar. Estou vivo. Perceber isso me acalma um pouco.
Sou capaz de enxergar, embora não haja nada ao redor além de uma escuridão sólida e impenetrável. Enquanto flutuo na gosma oleosa, acendo meu Lúmen.
Funciona... a luz brilha em um halo em torno de mim.
O efeito dura pouco. Vejo, por baixo da pele das minhas mãos brilhantes, a energia lórica azul-cobalto correndo pelas veias. O lodo penetra dolorosamente nas pontas dos meus dedos, atraído por essa energia, e começa a corroê-la.
— Isso não é bom?
Olho para cima. Setrákus Ra flutua na escuridão acima de mim. Ele deixou de lado toda aquela coisa de jovem Setrákus e está como eu esperava: hediondo. Está sem camisa – talvez esteja nu, mas por sorte o lodo obscurece a parte inferior de seu corpo – sua pele de uma palidez impressionante na escuridão, a cicatriz roxa ao redor do pescoço bem grossa. Seus olhos, vazios e ocos como os de um crânio, olham bem dentro dos meus.
Há uma ferida aberta no peito de Setrákus Ra. À esquerda do coração. Deve ser onde Seis o acertou. Ela chegou tão perto... Tentáculos daquela gosma avançam pela ferida e penetram no corpo dele. A substância não está curando a pele cortada, mas preenchendo-a, substituindo o buraco medonho por obsidiana pura.
Outro corpo flutua à frente de Setrákus Ra. É uma mulher mogadoriana com o cabelo escuro puxado para trás em tranças. Noto que ela tem marcas de queimaduras nas mãos. E parece estar inconsciente. Setrákus Ra move as mãos sobre a substância viscosa que nos rodeia e ela obedece ao seu comando, entrando sob a pele da mulher, remodelando-a.
Abro a boca e, embora o lodo corra pela minha garganta, descubro que ainda sou capaz de falar.
— É assim que você está, não é? — digo. — Isto é real. Sua grande ideia de progresso é... este banho de esgoto.
Setrákus Ra sorri para mim.
— Você resiste. Mas é assim, John, que eu controlo o destino de toda a nossa espécie. Aqui, eu faço Legados. Pego o mundano e o moldo, o aprimoro à minha vontade.
Ele ergue a mão, dois dedos estendidos para mim, e meu braço se levanta, fora do meu controle. O Lúmen brilha, os tentáculos da gosma se juntando em torno da minha mão. É como se minha pele estivesse sendo descascada.
Uma bola de energia lórica sai de minha mão. Meu Lúmen enfraquece enquanto a energia flutua através da gosma. Lentamente ela se corrói e se transforma, até Setrákus guiá-la para a mulher mogadoriana. O corpo dela convulsiona por um instante, propagando ondas pelo lodo.
Mas, em seguida, o fogo a rodeia. Ela vira a cabeça e sorri para mim, mostrando os dentes como um animal selvagem.
— Eu sou o criador agora, John — diz Setrákus Ra. — Venha. Veja por si mesmo.
Minhas mãos tremem. O Lúmen não funciona. A escuridão me rodeia...
— John! John!
Meus olhos se abrem de repente. Adam está me sacudindo pelos ombros. Estou de volta aos subterrâneos de Patience Creek, e não mais me afogando em lama negra, não mais tendo meus Legados roubados por uma mogadoriana.
— Você pegou no sono — conta Adam, de olhos arregalados. — E, depois, bem...
Olho para baixo. Minhas mãos, que descansavam nos braços da cadeira, deixaram marcas escuras no tecido. Meu Lúmen deve ter se acionado durante o pesadelo. O cheiro de tecido queimado toma conta da sala.
— Desculpa... — digo, me levantando, meio trêmulo.
Adam hesita, à espera de uma explicação.
— Você está bem? — pergunta, por fim.
— Sim, estou bem — respondo, e saio da sala devagar.
Chega de dormir. Pelo menos até tudo terminar.

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