25 de novembro de 2016

Capítulo 27

Tikal, Guatemala

— Aqui está.
Amy e Dan se agacharam no mato do lado de fora acampamento dos caçadores. A lua cheia era tanto uma bênção e uma maldição – uma bênção porque estava tão brilhante que Dan e Amy não precisaram usar suas lanternas, que os teriam entregado. E uma maldição, porque era mais difícil se esconder dos guardas do parque que patrulhavam a floresta. Mas no campo não havia sinal de vida, nem mesmo as cinzas de uma fumaça de fogueira. Onde os chantagistas estavam se escondendo?
Havia definitivamente exploradores ilegais aqui, ou tinha havido em algum momento. Madeireiros tinham derrubado cerca de um acre de árvores de mogno. A madeira estava empilhada na traseira de um caminhão, pronta para ser levada para fora da floresta. Tendas estavam montadas na extremidade perto de um templo em ruínas. Os exploradores tinham arruinado parte da selva e colocado em perigo o hábitat de vários pássaros e outros animais.
Além disso, estavam aparentemente ansiosos para aceitar o dinheiro sujo de Pierce e esconder seus homens para ele.
— Você se lembra das instruções? — ela sussurrou para Dan.
Dan assentiu, erguendo o pequeno saco de dinheiro. No início da noite os chantagistas enviaram instruções específicas por e-mail sobre como e onde deixar o dinheiro e encontrar o livro.
— Deixar o dinheiro no pé do templo. Haverá um bilhete no último degrau nos dizendo onde encontrar o livro.
— Melhor que seja assim — Amy cerrou os dentes.
Ela estava coçando para pegar o livro e sair de lá. Os nervos sob sua pele se arrepiaram com a eletricidade. Ela não tinha certeza se era o soro agindo em seu sistema nervoso ou se seus instintos agudamente afinados para o perigo estavam tentando avisá-la de alguma coisa.
— Você dá o sinal — ela falou para Dan.
Ele balançou a cabeça de novo, verificando a clareira com cuidado.
Eles não viram qualquer sinal de movimento. Atrás deles, a selva fervilhava com vida noturna. Mas na clareira, tudo estava quieto.
Eles teriam que atravessar a clareira para chegar ao templo em ruínas, a pirâmide meio escavada ainda coberta por videiras. Os exploradores podem ter começado a escavá-lo, na esperança de encontrar alguns tesouros para vender. Um lado do templo parecia um simples monte de terra, enquanto o outro tinha sido remexido para revelar parte de uma pirâmide com degraus de pedra. A lua iluminava tão claramente como um holofote. Não havia como atravessá-la despercebidos, não havia onde se esconder. Era aí que eles estariam mais vulneráveis.
Dan observou por um momento. Quando Amy pensou que não havia motivo para esperar por mais tempo, Dan tocou em seu antebraço. .
Agachando-se, eles se arrastaram-se a área aberta. Amy se preparou para o ataque, mas nada aconteceu. Eles estavam a alguns metros de distância do templo quando ouviram um grito.
— Amy! Dan! Parem!
Amy se virou. Pony vinha na direção deles através da clareira, seu rabo de cavalo balançando.
— Pony! — ela chamou. — Abaixe-se!
Mas ele continuou correndo.
— O livro não está aqui! — ele gritou.
— Vamos sair daqui — disse Dan.
Eles começaram a voltar para a cobertura da selva. Houve uma explosão súbita de movimento perto do templo enquanto as tendas se abram e três homens grandes e musculosos saíram de lá.
— Brutamontes! — Dan gritou. — Corram!
Eles correram pela clareira para a selva. Mas as árvores balançaram no meio da noite sem vento, e das sombras surgiram mais dos homens de Pierce, pelo menos uma dúzia deles, bloqueando seu caminho de volta ao hotel.
Eles estavam cercados. E desta vez havia mais bandidos com quem lutar do que nunca.

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