16 de outubro de 2016

Um - Que tal não matar meu bode?

UMA LIÇÃO: SE vocês levarem uma valquíria para tomar café, vão acabar tendo que pagar a conta e ainda lidar com um cadáver.
Eu não via Samirah al-Abbas havia quase seis semanas, então, quando ela ligou de repente e disse que precisávamos conversar sobre uma questão de vida ou morte, eu concordei na hora.
(Tecnicamente, já estou morto, o que quer dizer que todo esse papo de vida ou morte não se aplica a mim, mas... Sam parecia nervosa ao telefone.)
Ela ainda não tinha chegado ao Thinking Cup da rua Newbury quando eu entrei. O café estava lotado, como sempre, então fui para a fila do balcão. Alguns segundos depois, Sam apareceu voando (literalmente) sobre a cabeça dos outros clientes.
Ninguém se importou. Mortais comuns não processam elementos mágicos direito, o que é ótimo, porque senão a população de Boston passaria boa parte do tempo correndo de gigantes, trolls, ogros e einherjar carregando machados e lattes.
Sam pousou ao meu lado. Ela usava tênis brancos, calça cáqui, uma camisa de manga comprida azul-marinho com a logo da King Academy e um hijab verde cobrindo o cabelo. Tinha também um machado pendurado no cinto. Eu tinha quase certeza de que o machado não fazia parte do código de vestimenta da escola.
Por mais que eu tenha ficado feliz em vê-la, reparei que a pele embaixo de seus olhos estava mais escura do que o normal. Sam parecia exausta.
— Oi — falei. — Você está péssima.
— É bom ver você também, Magnus.
— Não, quer dizer... não é péssima, tipo, diferente do normal. Você parece exausta.
— Quer que eu pegue uma pá para você cavar esse buraco mais fundo?
Levantei as mãos em rendição.
— Por onde você andou no último mês e meio?
Os ombros dela se retesaram.
— Estou cheia de trabalho este semestre. Estou dando aulas particulares depois da escola. E, como você talvez lembre, tenho meu trabalho de meio período coletando as almas dos mortos e fazendo missões confidenciais para Odin.
— Os jovens e suas agendas lotadas.
— Além disso... tem a escola de pilotos.
— Escola de pilotos? — Nós andamos na fila. — De avião?
Eu sabia que Sam pretendia tirar a licença de piloto um dia, mas não que ela já estava tendo aulas.
— Dá para fazer isso aos dezesseis anos?
Os olhos dela brilharam de empolgação.
— Meus avós nunca teriam dinheiro para pagar, mas os Fadlan têm um amigo que gerencia uma escola de voo. Eles convenceram Jid e Bibi...
— Ah. — Eu sorri. — Então as aulas foram um presente de Amir.
Sam ficou vermelha. Ela é a única adolescente que eu conheço que tem um prometido, e é fofo como ela fica vermelha quando fala de Amir Fadlan.
— Essas aulas foram um presente tão carinhoso, tão generoso... — Ela deu um suspiro melancólico. — Mas chega de falar disso. Não chamei você aqui para falar sobre minhas atividades. Viemos encontrar um informante.
— Um informante?
— Pode ser a oportunidade que eu estava esperando. Se essa informação for boa...
O celular de Sam vibrou. Ela o tirou do bolso, olhou para a tela e soltou um palavrão.
— Tenho que ir.
— Mas você acabou de chegar.
— Coisa de valquíria. Um possível código 381: morte heroica em andamento.
— Você acabou de inventar isso, não foi?
— Não.
— Então... como é, alguém acha que está para morrer e manda uma mensagem dizendo “Estou morrendo! Preciso de uma valquíria AGORA!” com um monte de emojis tristes?
— Acho que me lembro de levar sua alma para Valhala. Você não me mandou uma mensagem.
— Não, mas eu sou especial.
— Pegue uma mesa lá fora — disse ela. — Encontre meu informante. Eu volto assim que puder.
— Eu nem sei quem é seu informante.
— Você vai reconhecê-lo — prometeu Sam. — Seja corajoso. E compre um bolinho para mim.
Ela saiu voando da cafeteria como a Super Muçulmana, me deixando para trás para pagar a conta.

* * *

Comprei dois cafés grandes e dois bolinhos e procurei uma mesa do lado de fora.
A primavera chegara cedo em Boston. Ainda havia amontoados de neve suja nos meios-fios como dentes amarelados, mas as cerejeiras estavam cheias de botões brancos e rosados. As vitrines das lojas de grife exibiam roupas floridas em tons pastel. Turistas passeavam, aproveitando o dia ensolarado.
Sentado do lado de fora, confortável com minha calça jeans, camiseta e jaqueta jeans limpas, percebi que aquela seria a primeira primavera em três anos em que eu não era sem-teto.
Em março, eu estava procurando comida no lixo. Dormia debaixo de uma ponte no Public Garden e andava com meus amigos Hearth e Blitz, fugindo da polícia e tentando sobreviver.
Dois meses atrás, eu morri lutando contra um gigante do fogo. Acordei em Valhala como um dos guerreiros einherji de Odin.
Agora, eu tinha roupas limpas. Tomava banho todos os dias. Dormia em uma cama confortável todas as noites. Podia me sentar a essa mesa e comer coisas pelas quais tinha pagado, sem precisar me preocupar em ser expulso.
Desde que eu renasci, me acostumei a muitas coisas esquisitas. Viajei pelos nove mundos e conheci deuses nórdicos, elfos, anões e um bando de monstros com nomes impronunciáveis. Encontrei uma espada mágica, atualmente pendurada no meu pescoço na forma de um pingente de runa. E até tive uma conversa muito louca com minha prima Annabeth sobre os deuses gregos, que habitavam Nova York e dificultavam a vida dela. Aparentemente, os Estados Unidos estavam infestados de deuses antigos. Era uma verdadeira praga.
Isso eu até conseguia aceitar.
Mas estar de volta a Boston em um belo dia de primavera, andando por aí como um garoto mortal comum?
Isso já era estranho.
Observei os pedestres em busca do informante de Sam. Você vai reconhecê-lo, prometera ela. Eu me perguntei que tipo de informação esse cara teria e por que Sam a considerava uma questão de vida ou morte.
Meu olhar foi atraído por uma loja no final do quarteirão. Acima da entrada, a placa de cobre e prata ainda brilhava orgulhosamente: O MELHOR DE BLITZEN. Mas a loja estava fechada. O vidro na porta estava coberto de papel por dentro, com uma mensagem rabiscada com caneta vermelha: Fechada para reformas. Abriremos em breve!
Eu andava querendo perguntar a Samirah sobre isso. Não sabia por que meu velho amigo Blitz tinha desaparecido abruptamente. Um dia, algumas semanas atrás, eu tinha passado pela loja e a vira fechada. Desde então, não tive notícias de Blitzen nem de Hearthstone, o que não era típico deles.
Pensar nisso me deixou tão preocupado que só vi nosso informante quando ele estava quase em cima de mim. Sam tinha razão: de certa forma, ele se destacava. Não é todo dia que eu vejo um bode vestindo sobretudo.
Havia um chapéu enfiado entre os chifres curvos e óculos escuros apoiados no focinho. O sobretudo ficava se emaranhando nas patas de trás.
Apesar do disfarce inteligente, eu o reconheci. Já tinha matado e comido a carne daquele bode em outro mundo, e esse tipo de experiência é impossível esquecer.
— Otis.
Shhh — disse ele. — Estou incógnito. Pode me chamar de... Otis.
— Não acho que você sabe o que é incógnito, mas tudo bem.
Otis, também conhecido como Otis, ocupou a cadeira de Sam. Ele se sentou sobre as patas traseiras e apoiou as da frente na mesa.
— Onde está a valquíria? Ela também está incógnita? — Ele olhou dentro da sacola com os bolinhos, como se Sam pudesse estar escondida ali.
— Samirah teve que ir buscar uma alma. Ela já volta.
— Deve ser bom ter um propósito na vida. — Otis suspirou. — Bem, obrigado pela comida.
— Não é para...
Otis pegou o saco com o bolinho de Sam e começou a comê-lo, com papel e tudo.
Na mesa ao lado, um casal idoso olhou para meu companheiro bode e sorriu. Talvez seus sentidos mortais vissem apenas uma criança fofa ou um cachorro engraçadinho.
— Então... — Tive dificuldade de ficar olhando Otis comer o bolinho, espalhando migalhas pelas lapelas do sobretudo. — Você não tinha alguma coisa para nos contar?
Otis arrotou.
— É sobre meu mestre.
— Thor.
O bode fez uma careta.
— É, ele mesmo.
Se eu trabalhasse para o deus do trovão, também teria feito uma careta ao ouvir seu nome. Otis e seu irmão, Marvin, puxavam a carruagem de Thor. E também forneciam a ele um suprimento eterno de carne de bode. Todas as noites, Thor os matava e comia no jantar. E, todas as manhãs, Thor os ressuscitava. É por isso que vocês devem fazer faculdade: para, quando crescerem, não precisarem aceitar um emprego como o de bode mágico.
— Eu finalmente encontrei uma pista — disse Otis. — Sobre aquele objeto que meu mestre perdeu.
— Você está falando do marte...?
— Não diga em voz alta! — avisou Otis. — Mas, sim... marte.
Meu pensamento voltou para janeiro, quando conheci o deus do trovão. Foram bons momentos ao redor da fogueira, ouvindo Thor peidar, falar sobre suas séries preferidas, peidar, reclamar sobre o martelo desaparecido – que ele usava para matar gigantes e assistir às suas séries preferidas – e peidar mais um pouco.
Ainda está desaparecido? — perguntei.
Otis bateu com as patas da frente na mesa.
— Bem, não oficialmente, claro. Se os gigantes soubessem que Thor está sem o você-sabe-o-quê, eles invadiriam os mundos mortais, destruiriam tudo e me deixariam muito deprimido. Mas, extraoficialmente... sim. Estamos procurando há meses e nada. Os inimigos de Thor estão ficando abusados. Eles sentem a fraqueza. Contei para meu terapeuta que isso me lembra quando eu era jovem e os valentões ficavam me encarando. — Uma expressão distante tomou conta dos olhos amarelos de pupilas estreitas de Otis. — Acho que foi quando meu estresse pós-traumático começou.
Essa seria minha deixa para passar as próximas muitas horas falando com Otis sobre seus sentimentos. Por ser uma pessoa horrível, eu só disse “Entendo sua dor” e mudei de assunto.
— Otis, na última vez que vimos vocês, nós encontramos um belo cajado de ferro para Thor usar nesse meio-tempo. Ele não está exatamente indefeso.
— Não, mas o cajado não é tão bom quanto... marte. Não inspira tanto medo nos gigantes. Além do mais, Thor fica mal-humorado quando tenta ver suas séries no cajado. A tela é pequenininha, e a resolução é péssima. Não gosto quando Thor fica mal-humorado. É difícil para mim ficar de boa.
Muitas coisas não faziam sentido: por que Thor teria tanta dificuldade de encontrar o próprio martelo? Como tinha conseguido esconder dos gigantes que perdera sua arma favorita por tanto tempo? E qual seria a ideia que o bode Otis tinha de ficar de boa?
— Então Thor quer nossa ajuda — supus.
— Não oficialmente.
— Claro. Vamos todos ter que usar sobretudos e óculos escuros.
— É uma excelente ideia — disse Otis. — Eu prometi à valquíria que a manteria atualizada, pois ela está encarregada das... você sabe, missões especiais de Odin. Essa é a primeira boa pista que consegui sobre o paradeiro do objeto. Minha fonte é confiável. É um bode que vai ao meu terapeuta. Ele ouviu uma conversa no celeiro dele.
— Você quer que a gente siga uma pista baseada em uma fofoca de celeiro que você ouviu na sala de espera do seu terapeuta.
— Sim, seria ótimo. — Otis se inclinou tanto para a frente que tive medo de ele cair da cadeira. — Mas vocês vão ter que tomar cuidado.
Precisei me esforçar muito para não rir. Eu já brinquei de jogar bola de lava com gigantes do fogo. Esquiei em uma águia pelos telhados de Boston. Tirei a Serpente do Mundo do fundo da baía de Massachusetts e derrotei o lobo Fenrir com um pedaço de corda. Agora, esse bode estava me dizendo para tomar cuidado.
— E onde está o marte? — perguntei. — Em Jötunheim? Niflheim? Em Thorpeidaheim?
— Engraçadinho. — Os óculos de Otis escorregaram pelo focinho dele. — Mas o marte está em um local inusitado e perigoso. Está em Provincetown.
— Provincetown — repeti. — Em Cape Cod.
Eu tinha lembranças vagas de Provincetown. Minha mãe me levou para passar um fim de semana lá, no verão, quando eu tinha uns oito anos. Eu me lembrava de praias, balas de caramelo, sanduíche de lagosta e um monte de galerias de arte. A coisa mais perigosa que encontramos foi uma gaivota com síndrome do intestino irritável.
Otis baixou a voz.
— Há um draugr em Provincetown. Na verdade, o dólmen de um draugr.
— Droga? Que tipo de droga?
— Não, não. Draugr... — Otis estremeceu. — Bom, um draugr é uma criatura morta-viva poderosa que gosta de colecionar itens mágicos. O túmulo de um draugr se chama... se chama dólmen. Desculpe, tenho dificuldade de falar sobre draugrs. Faz com que eu me lembre do meu pai.
Isso despertou outra série de perguntas sobre a infância de Otis, mas decidi deixá-las para seu terapeuta.
— Há muitos túmulos de vikings mortos-vivos em Provincetown?
— Só um, até onde sei. Mas é o bastante. Se o objeto estiver lá, vai ser difícil recuperá-lo: o dólmen é subterrâneo e deve estar protegido por magia poderosa. Você vai precisar dos seus amigos: o anão e o elfo.
Isso seria ótimo se eu soubesse onde meus amigos estavam. Esperava que Sam tivesse mais informações do que eu.
— Por que o próprio Thor não vai dar uma olhada nesse dólmen? — perguntei. — Espere aí... deixe-me adivinhar. Ele não quer chamar atenção. Ou quer nos dar a chance de sermos heróis. Ou é uma trabalheira danada e ele tem muitas séries atrasadas para ver.
— Para ser justo — disse Otis —, a nova temporada de Jessica Jones acabou de estrear.
Não é culpa do bode, falei para mim mesmo. Ele não merece um soco.
— Tudo bem. Quando Sam chegar, vamos pensar em uma estratégia.
— Não sei se devo esperar com você. — Otis lambeu uma migalha do bolinho da lapela. — Eu devia ter mencionado antes, mas sabe, alguém... ou alguma coisa... está me seguindo.
Os pelos da minha nuca se eriçaram.
— Você acha que foi seguido até aqui?
— Não sei — respondeu Otis. — Talvez meu disfarce tenha funcionado.
Ah, que ótimo, pensei.
Olhei a rua, mas não vi suspeitos óbvios.
— Você deu uma boa olhada nessa pessoa/coisa?
— Não — admitiu Otis. — Mas Thor tem muitos inimigos que poderiam tentar nos impedir de recuperar o... você-sabe-o-quê. Não iam querer que eu revelasse informações para você, principalmente essa última parte. Você tem que avisar Samirah que...
TUMP.
Por morar em Valhala, eu estava acostumado a armas mortais surgindo do nada, mas fiquei surpreso ao ver um machado brotar no peito peludo de Otis.
Eu me joguei por cima da mesa para ajudá-lo. Sendo filho de Frey, deus da fertilidade e da cura, consigo fazer uma magia de primeiros socorros bem impressionante, se tiver tempo. Mas assim que toquei Otis, soube que era tarde demais. O machado tinha acertado o coração.
— Ah, droga. — Otis tossiu sangue. — Eu vou... morrer... agora.
A cabeça dele pendeu para trás. O chapéu caiu na calçada. A moça sentada na mesa atrás da nossa gritou, como se só agora tivesse reparado que Otis não era um cachorrinho fofo. Ele era, na verdade, um bode morto.
Observei os telhados do outro lado da rua. A julgar pelo ângulo, o machado devia ter sido jogado de algum lugar lá em cima... Sim. Notei um movimento na hora em que o assassino se escondeu: uma figura vestida de preto usando algum tipo de elmo de metal.
Minha manhã relaxante já era. Puxei o pingente mágico do pescoço e corri atrás do assassino de bodes.


31 comentários:

  1. Não sei vocês, mas quando o negócio começa com bodes morrendo a marchadadas, sinto que o bagulho vai ser louco

    ResponderExcluir
  2. É claro que ele não teria um dia normal, ele é um semideus.

    ResponderExcluir
  3. cara eu estou feliz além do livro primeira a comentar eeeeeeeee
    vlw por postar o livro, Karina gisLoveVA

    ResponderExcluir
  4. Jessica Jones aaaaaaaaa

    ResponderExcluir
  5. Oooo tava esperando muito essa sequencia obrigado karina

    ResponderExcluir
  6. Respostas
    1. Tbm tentei mas não consegui... Tô muito doida pro próximo.

      Excluir
  7. Acho muito adorável isso de Sam e Magnus serem amigos e não estarem loucamente apaixonados um pelo outro, e dele parecer ficar feliz pelo relacionamento dela.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com vc Carol, sai um pouco do padrão é bom pra variar.

      Excluir
    2. Eu tenho a leve impressão que ele e gay seria muito legal

      Excluir
  8. Que saudade dessas piadas sem graça S2

    ResponderExcluir
  9. ELE CITOU JESSICA JONES *----------*

    ResponderExcluir
  10. Espero que o Amir seja do mal. Rick não estraga meu ship!

    ResponderExcluir
  11. Mano!!! O Thor assiste Jessica Jones hahahahaha!!! É meio sem lógica, se parar pra pensar, já que eles fazem parte do mesmo universo...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Existe alguma coisa q tem lógica nos livros do tio Rick???

      Excluir
  12. — Para ser justo — disse Otis —, a nova temporada de Jessica Jones acabou de estrear.

    ResponderExcluir
  13. Em que capítulo do outro livro a Annabeth conversa com o Magnus sobre os deuses gregos?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ei, vc é minha xará... Bom, não tem. O tio Rick não mostra eles conversando, só dá a entender que depois do último capítulo eles conversaram sobre tudo isso...

      Excluir
    2. No último eles se encontram para conversar, mas é o último capítulo, e termina sem mostrar toda a conversa deles. Eles só dizem que tem que conversar e tals (sem a parte dos deuses nórdicos e gregos )

      Excluir
    3. Não chega a mostrar, mas quando Annie e Magnus se encontram, eles conversam sobre isso

      Excluir
  14. bodes e machados melhor prologo

    ResponderExcluir
  15. É errado eu shippar o Magnus com a Sam?
    '-'

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu shippo tbm. Quando li sobre casamento arranjado na sinopse já pensei q o Magnus tivesse se apaixonando pela Sam, q larga o Amir pra ficar com o Magnus... Ah, vocês sabem, o amor eterno.

      Excluir
  16. Porque não consigo parar de ler os livros desse cara?
    Melhor escritor ever...

    ResponderExcluir
  17. Caçadora de sombras9 de novembro de 2016 20:56

    E quando eu vejo, já pulei de PJO pra HDO, de HDO pra TOA, de TOA pras Cronicas dos Kane e das Cronicas dos Kane pra Magnus Chase... Realmente me viciei um pouco/muito nos livros do tio Rick '-'

    ResponderExcluir
  18. Amando
    O tio Rick sempre supreendendo

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!