25 de outubro de 2016

O amor perdido de uma mulher

(Antigo poema egípcio de amor)

Perdido! Perdido! Ó amor perdido!
Ele passa por minha casa e sequer vejo seu rosto,
Enfeito-me com cuidado; ele não vê.
Ele não me ama.
Quisera Deus eu estar morta! Tamanho desgosto!
Deus! Deus! Deus! Ó Amon poderosíssimo!
Serão meus sacrifícios e orações em vão?
Ofereço a ti tudo o que possa agradar,
Ouve meu grito e traz o amor do meu coração.
Doces, doces, doces como o mel em minha boca,
Seus beijos em meus lábios, meu cabelo, meus seios;
Mas agora meu coração é como o Sul calcinado pelo sol,
Onde os campos são desertos, cinzentos e feios.
Venha! Venha! Venha! E me beije quando eu morrer,
Pois a vida está em teu hálito, a vida que desejei;
E com esse beijo, mesmo estando na tumba,
Hei de me levantar e as amarras da morte romperei.

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