30 de novembro de 2016

Fanfic: Alexis não é Cinderela


Sinopse:
"Alexandra Santos, ou apenas Alexís, é uma adolescente apaixonada por artes que vê sua vida mudar, quando um novo garoto se muda para o prédio onde ela mora e se apaixona por ela em uma festa. Mas só tem um problema: ele não sabe quem era ela. E para piorar a sua situação, Rafaella sua madrasta(também conhecida como Cruella para os mais íntimos) vai fazer de tudo para atrapalhar que Alexís revele toda verdade dessa confusão para o garoto, já que sua filha Joana também gosta do garoto. "
O primeiro capítulo está em formato de arquivo, e aqui o link da história no wattpad:

Categorias: ficção, romance, aventura, história original
Autora: Nalanda Araujo

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Prólogo: “Alexis”

  Eu nunca entendi muito bem o que meu pai viu na minha madrasta. Veja bem, aquela mulher era estupidamente linda por fora, mas horrorosa por dentro, além de ser extremamente burra. Tipo, eu tenho uma teoria que Rafaella, mais conhecida por mim como Cruella, era apenas uma maneira do meu pai suprir a falta que minha mãe fazia nele e em mim. Não havia outra coisa que explicasse ele ter sido tão burro para ter se casado com aquela mulher e trazido as duas filhas dela para nossa casa. Vocês devem estar pensando que eu sou aquele tipo de filha revoltada que, nunca vai aceitar a felicidade do próprio pai. Mas, não é bem assim que a banda toca não, ok? Eu perdi minha mãe ainda muito pequena, devia ter uns quatro ou cinco anos, e é claro que eu sofri na época, mas com o passar do tempo eu aceitei. E que fique claro, que fui eu que dei o pontapé inicial para que meu pai achasse alguém que o fizesse feliz. Mas eu nunca imaginei que seria com aquela ogra em corpo de fada. Seja como for, alguns anos depois de meu ter casado com a Cruella, ele adoeceu e bem, faleceu... infelizmente me deixando com a Cruella e suas filhas extremamente escrotas.
 Agora parada, aqui bem em frente ao seu túmulo, eu me pergunto, o que ele quis ao se casar com ela? E porque Deus me deixou aos cuidados daquela mulher má? Porque? Seu meus pais e avós, nem tios ou tias, apenas dois melhores amigos o que Deus está fazendo com o meu destino? Sinceramente eu não sei.
—Você não deveria estar aqui sua idiota. —Ouvi uma voz ao meu lado. Sorri e me virei para ver meu melhor amigo parado do meu lado. —Sabe, tem essa festa no nosso prédio, que pelo o que eu me lembre, você prometeu que iria.
Droga, eu tinha esquecido dessa festa. Por algum motivo o dono do prédio iria dar uma festa de boas-vindas para alguém. Talvez fosse seu filho, ou outro alguém.... Sei lá. Fiz uma cara azeda demonstrando que não queria ir para a tal festa.
—Alexandra Santos, não acredito que esqueceu da festa! —Fiz uma carranca ao ouvir meu nome. Eu odiava meu nome, e preferia mil vezes que me chamassem pelo meu apelido: Alexis. Pois era assim que minha mãe e meu pai me chamavam. —Alexis, eu sei que hoje você está toda depre aí, mas ficar trancafiada em um quarto não te ajuda em nada. Então passa uns rebocos brabos aí nessa sua cara de lua, e vamos logo. Tenho certeza que o tio Carlos está concordando comigo lá do céu.
—Você é insuportável Junior. —Falei em meio a um sorriso pegando em seu braço estendido. Saímos do cemitério juntos, enquanto eu ouvia atentamente o quanto o ar do cemitério era ruim para a pele e dava rugas, palavras de Junior.

***
Era uma festa de máscaras, o que causou certa revolta no Junior que insistiu para que eu usasse pelo menos um pouco de maquiagem no rosto, pois “se eu encontrasse algum garoto bonito, eu deveria tirar a máscara na hora e lhe tascar um beijo”, com certeza esse garoto não era normal. Era estranho estar numa festa em que eu não conhecesse ninguém, além do Junior, todos eram desconhecidos. Eu não era a pessoa mais sociável do mundo, ao contrário de minhas irmãs postiças, Joana e Gilda. E por isso eu acabei aqui, sentada em dos balanços do playground do prédio. Desenhando o céu noturno enquanto o som ensurdecedor estoura os ouvidos da galera que estava curtindo a festa. Sério, como eles conseguiam?
—Hey. —Ouvi alguém falando comigo ao meu lado. Não dei bola, estava ocupada demais desenhando. —Sabe, é muita falta de educação ignorar uma pessoa que está falando com você...—O olhei surpresa e deixei meu desenho de lado por alguns segundos antes de voltar a atenção para o mesmo.
—Também é muita falta de educação atrapalhar uma pessoa quando ela está ocupada. —Falei rebatendo a lição de boas maneiras do garoto. Encarei ele pelo canto do olho e notei que o mesmo me olhava divertido. Sorri de canto e continuei meu desenho.
—Porque não está na festa? —Ele perguntou curioso. —Aliás, meu nome é Davi, se quer saber...—Ele falou meio hesitante.
—Respondendo a sua pergunta anterior, eu não sou a pessoa mais associável para festas, meu amigo que me obrigou a vir. E quanto ao seu nome, eu realmente não queria saber, mas já que você disse eu sou obrigada a me lembrar.
—Ok senhorita grossa! —Ele disse com um misto de surpresa e diversão. —Pode ao menos me dizer o seu nome e o que está fazendo?
—Não.
—Sempre tão difícil assim? —Ele perguntou me fitando com um sorriso sacana. —Pode pelo menos me dizer se tem namorado?
—Você está dando em cima de mim? —Perguntei surpresa e divertida. —Não eu não tenho namorado, e também não sou sempre difícil não. Apenas fui aconselhada a nunca conversar com um cara que usa uma máscara e vem falar comigo no meio de uma festa. —Brinquei com ele.
—Ah claro! —Ele disse em meio aos risos. —Pode pelo menos me dizer se mora aqui, garota mistério?
—Que apelido tosco! —Falei rindo. —Sim, eu moro aqui. Mas, e você? Mora aqui?
—Sim! Cara esse troço está muito quente! —Ele disse retirando a sua máscara e eu pude ver o seu rosto, e que rosto! Os olhos tão negros quanto a noite e impossíveis de se decifrar, o cabelo em uma mistura nem um pouco decidida entre liso e ondulado de um castanha claro, e os lábios... Céus que lábios! Tão carnudos que dava vontade de saber se na hora do beijo eram tão bons quanto aparentavam. —Na realidade, meu pai deu essa festa para comemorar minha chegada. Eu vou morar com ele.
—Seu pai é o dono do prédio? E deu uma festa para você? —Indaguei curiosa. —E você está perdendo o seu tempo conversando comigo, a senhorita antissocial do prédio? Nossa...—Falei em meio a uma risada sem humor.
—Sim...—Ele falou em meio a um transe. —Tem certeza que não pode nem tirar a máscara ou me dizer pelo, menos a sua idade?
—Eu tenho 16 anos. Completo dezessete em agosto desse ano, e então no ano que vem eu finalmente faço dezoito! —Falei me empolgando. — E é claro que eu posso tirar a minha máscara, mas aí eu deixaria de ser a garota mistério não acha? —Brinquei com ele. Vi quando ele fez um olhar decepcionado em minha direção e decidi tirar a máscara por um instante. —Tá! Eu tiro, mas, não irei dizer nem meu nome, e muito menos meu apartamento tudo bem?
—Claro!
 Levei minhas mãos ao elástico de minha máscara que estava preso atrás de minha cabeça em um nó. Comecei a desfrouxar quando meu celular vibra e eu largo rapidamente o elástico e vejo de quem é a mensagem:
“Alexandra entre logo para casa! Lembre-se de que você tem que acordar cedo amanhã para preparar o café!
                               -Rafaella”
Droga, era da maluca da Cruella. Eu não podia desobedece-la, pois se não ela era capaz de deixar a minha vida um inferno, mais do que ela já é. Olhei para a hora do celular vi que já era meia noite. Direcionei meu olhar para o Davi.
—Desculpa, eu... tenho que ir correndo para casa! —Falei já me levantando e pegando meus papéis de desenho. —Eu te vejo por aí! —Falei já correndo com os meus papéis.
—Ei! Pera aí, pelo menos me mostra o seu rosto! —Continuei correndo. Ele não imaginava o cão que era a Cruella. Um dos meus desenhos tinha voado, mas não dei bola e continuei correndo. —Ei! —Ele me chamou de novo. —Você deixou cair seu desenho...—Sua voz morreu, no instante que eu entrei no elevador e apertei que nem uma louca o botão do décimo andar.
Fico imaginando se ele achou que iria saber meu nome pela a minha assinatura. Tadinho, eu assinava todos os meus desenhos com o pseudônimo “Ninguém”. Era uma pena, estou meio arrependida de ter feito aquela palhaçada e não ter dito meu nome na hora, mas no momento não era com isso que eu deveria pensar e sim, no que a maluca ia reclamar comigo. Entrei no apartamento e a vi sentada no sofá vendo televisão, ela olhou para mim dura feito gelo, que me fez ficar com medo dela por alguns segundos, eu sabia do que ela era capaz de fazer.
—Tira essa máscara. —Ela mandou e eu tirei. —Achei que tivesse dito para não ir a lugar algum. Lembre-se de que você ainda é menor, e quem manda em você sou eu. Da próxima vez que sair de casa sem minha ordem, porque aquele seu amigo idiota mandou, lembre-se de que você nunca mais ir embora daqui. Até porque todo o dinheiro que seu pai te deixou, sou eu que guardo. —Ela disse se levantando e parando ao meu lado e logo depois seguindo para a cozinha. —Ah, e da próxima vez que eu souber que você anda se candidatando para bolsa naquela escola de artes sem meu consentimento, eu tiro de você aquilo que você mais gosta. —Ela disse da cozinha. Suspirei pesadamente e fui para o meu quarto.
 Gosto de pensar que meu quarto é meu refúgio. Tranquei a porta do mesmo e me deitei em minha cama olhando para o teto em que havia vários desenhos colados. Meu quarto inteiro tinha folhas de papéis coladas, com vários desenhos e pinturas. Aquele era meu quarto, meu refúgio, o quarto das luas, como minha mãe costumava dizer. Fui até a janela que dava de frente para o playground do prédio e sorri ao perceber que tinha uma figura lá embaixo olhando a lua com um papel na mão. Fechei a janela e fui me deitar. Durante todo o tempo em que não dormi, fiquei pensando em Davi e nos seus olhos enigmáticos, era estranho encontrar uma pessoa com olhos tão envolventes e enlouquecedores como os dele. Principalmente porque o meu era azul e sempre me disseram que eles eram tão claros como o céu. E que, apenas os olhos misteriosos combinam com olhos claros. Suspirei e me virei de lado na cama. Meus olhos foram se fechando pesadamente e por um momento eu me deixei me perder no rosto dele antes de ter meus pesadelos. Amanhã seria um longo dia....
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Saiba mais: https://www.wattpad.com/myworks/76488415-alexs-no-a-cinderela-wattys2016

8 comentários:

  1. vc devia enviar pra alguma editora, vai ser sucesso de vendas

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  2. Quanto entusiasmo o da Estefane hehehe

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  3. vai ter continuação ???? diz que sim.. pfv

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  4. Respostas
    1. Tem que ver se tem ali no link em "Saiba mais"

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  5. amei lindo mega super lindo mai o melhor livros que li aqui foram jogos vorazes harry potter amoooooooooooooo muito vcs

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