8 de outubro de 2016

Capítulo 9

Kylie se virou, o coração quase saindo pela boca.
— Aonde vai? — Lucas perguntou.
— A lugar nenhum. — Ela engoliu o pânico. — Eu estava esperando você e ouvi algo. — Não era totalmente mentira; ela tinha ouvido com o coração.
Ele a puxou contra si.
— Quando isso acontecer, você deve entrar na cabana, não ir para a floresta. Mesmo gente normal sabe disso quando assiste a filmes de terror.
Ela revirou os olhos.
— Eu teria entrado, se achasse que se tratava de algo ruim.
— Mas às vezes não dá pra saber. — Ele deslizou a mão até a cintura dela.
Kylie concordou com ele nesse ponto, e provavelmente precisava se lembrar disso também.
No entanto, era difícil se lembrar de alguma coisa com ele tão perto. Tão perto que ela sentia sua respiração. O toque suave da sua palma aquecia sua pele sob a roupa. A ternura e o calor criando uma trilha que fazia formigar a sua pele.
Ele baixou a cabeça e a fitou nos olhos.
— Você faz ideia de como eu me sentiria se algo acontecesse a você?
— Provavelmente da mesma forma que eu me sentiria se algo acontecesse a você — ela disse. — O que seu pai queria?
Ele franziu a testa.
— É Clara, minha meia-irmã. Ela fugiu novamente. Disse a ele que estava vindo para cá, mas ele suspeita de que ela tenha voltado com o namorado.
— Eu sinto muito. O que vai fazer?
— Eu não sei. — Ele suspirou. — Já fui atrás dela duas vezes. Ela disse que queria vir para cá. Mas talvez tenha mentido. Se eu a trouxer contra a vontade, o que vai impedi-la de fugir?
— E o namorado é tão ruim assim?
Ele fez uma careta.
— Ele é um fora da lei e está envolvido até o pescoço com uma gangue.
— E isso faz dele automaticamente uma pessoa ruim? — Ela sabia que nem todos os seres sobrenaturais eram registrados, e para algumas pessoas isso por si só fazia com que fossem vistos como delinquentes, mas nem todos os seres sobrenaturais não registrados eram ruins. Della não considerava Chan um delinquente. E Kylie queria crer que seu avô e sua tia-avó também não fossem ruins. — Todas as gangues são ruins?
Ele fez uma pausa antes de responder.
— Não necessariamente, mas mesmo as gangues que não são completamente antiéticas geralmente estão na ilegalidade.
— Drogas? — Kylie perguntou.
— E outras coisas.
Kylie se lembrava de como ela tinha se sentido mal por Lucas, quando o vira tão defensivo com relação ao próprio pai. Ela se lembrou de que ele tinha se voltado contra a própria família para protegê-la. Seu coração se compadeceu.
— Se sua meia-irmã for ao menos parecida com o meio-irmão, ela vai fazer a coisa certa. — Ela ficou nas pontas dos pés e apertou seus lábios contra os dele.
Já era tarde. Estava escuro. Mas o momento parecia tão certo... O que era para ser apenas um beijo rápido se prolongou e tornou-se algo mais. Muito mais. Lucas aprofundou o beijo e ela se apoiou nele. Sentiu o corpo do namorado pressionado contra o dela, rígido em todos os lugares em que ela era macia.
Ela ouviu o ronronar que os lobisomens faziam quando estavam perto de um parceiro em potencial. Ficou quase hipnotizada, atraída pelo som, tentada e seduzida por tudo o que poderia vir depois.
Ele tinha um gosto tão bom, um toque tão bom! Ela queria mais. Queria sentir mais. Provar mais. Experimentar mais.
Então a magia desapareceu quando Lucas se afastou. Ele roçou a mão em seu rosto e, embora os olhos azuis ainda estivessem ardentes de paixão, ela percebeu que sua mente estava em outro lugar.
— Sinto muito que o meu pai tenha assustado você.
Ela lutou contra o desejo de lhe dizer para apenas beijá-la novamente.
— Está tudo bem — ela disse, e tentou não parecer desapontada.
— Não, não está. — Ele pegou a mão dela e conduziu-a até a varanda.
— Ele afirmou logo de início que não estava ali para fazer mal a ninguém — ela explicou, querendo acalmar Lucas. Querendo tornar tudo mais fácil.
— E você nunca deve acreditar nele — disse Lucas.
Um leve sentimento de medo se instalou no peito de Kylie. Eles se sentaram na varanda, com as costas apoiadas na parede da cabana.
Ele roçou o polegar sobre os lábios de Kylie.
— Eu não quero meu pai perto de você.
Ela fitou o olhar sério de Lucas.
— Ele machucou você? — A necessidade de protegê-lo fez seu sangue correr mais rápido.
— Não a mim. Eu sou filho dele. Mas ele não respeita mais ninguém.
— Se ele é tão ruim, por que você se encontrou com ele? Por que ainda se relaciona com ele?
— Por Clara, principalmente. Mas agora... Eu preciso dele.
— Por quê?
— Sua aprovação vai ser uma grande ajuda para eu entrar no conselho dos lobisomens.
O conselho do qual Lucas não faria parte se resolvesse se casar com ela. O pensamento lançou uma onda de apreensão através de Kylie ela se lembrou do que Della tinha dito sobre o relacionamento ser mais difícil entre eles, por causa da família e da alcateia. Ela afastou o pensamento e tentou entender.
— Mas, se eles buscam a aprovação do seu pai, então por que você quer fazer parte desse conselho?
Ele fechou os olhos por um segundo, como se a explicação fosse difícil.
— Se eu fizer parte do conselho, então vou poder mudar as coisas.
Kylie se lembrou da avó dele dizendo que ele queria mudar a forma como o mundo via as crianças criadas por sobrenaturais fora da lei.
— Mas, até lá, eu tenho que convencê-lo de que vejo as coisas do jeito dele.
— Que coisas?
Ele balançou a cabeça lentamente.
— Coisas que eu não acho que você precise saber.
Kylie franziu a testa, não gostando de ser deixada de fora do mundo dele, mesmo sem ter certeza de que queria pertencer a ele. Ela apostava que Fredericka sabia tudo.
— Mas eu preciso saber. Eu quero fazer parte da sua vida. Não quero ser excluída. — Não quero que a sua alcateia ou a sua família nos separem.
Os olhos dele se estreitaram.
— Eu não estou excluindo você. Só prefiro que não conheça esse outro Lucas.
Ela digeriu as palavras dele.
— Só pode haver um Lucas.
— Só existe um. O verdadeiro. Mas eu tenho que fingir na frente do meu pai e do conselho. Tenho que convencê-lo de que estou do lado dele.
Ela balançou a cabeça.
— Eu não entendo.
— E eu não espero que entenda.
Ela tirou a mão do braço dele.
— Não está certo. Como você se sentiria se pensasse que eu escondo coisas de você?
Seu rosto assumiu uma expressão de contrariedade.
— Você esconde coisas de mim. Coisas sobre os seus fantasmas. — Os olhos de Lucas brilharam de frustração. — Coisas que você conta a Derek e não a mim. E você tem razão, eu não gosto disso.
Ela refletiu sobre as palavras dele e sabia que era verdade.
— Eu só escondo porque você não quer saber sobre essas coisas. Elas te deixam meio fora de si.
Ele concordou e a aceitação brilhou em seus olhos, mas ela sabia que isso lhe custava muito.
— E acredite em mim quando digo que você não gostaria de saber as coisas que eu mantenho em segredo.
Ela olhou no fundo dos olhos dele, odiando a conversa, mas apenas porque ele era muito importante para ela.
— Não é bom manter segredos. Eles podem separar as pessoas. Por que simplesmente não dizemos tudo um ao outro?
— Às vezes, o que não sabemos nos protege. Não podemos nos magoar se não sabemos. — Ele encostou a testa na dela. — Eu posso prometer isso a você, Kylie Galen. Vou fazer o que quer que eu tenha que fazer, mas não vou deixar que isso te magoe.
Ela franziu o cenho.
— O que você quer dizer com “o que quer que tenha que fazer”?
— Quer dizer só isso. Eu não vou deixar que o que está acontecendo na minha vida confusa magoe você.
As palavras dele a assustaram. Mas o medo era mais por Lucas do que por ela mesma.
— Eu não sou uma garota frágil. Não sou a mesma menininha que você espiava da janela.
Um ar de divertimento brilhou nos olhos sedutores e calorosos e Lucas.
— Ah, isso eu já percebi.
— Estou falando sério.
— Eu sei. Mas você ainda é a minha garota, e eu quero protegê-la.
Ela revirou os olhos em frustração.
— Eu sou a protetora aqui. Isso é o que eu sou — Kylie insistiu.
— Eu sei. Você é incrível e pode fazer coisas incríveis. E já salvou a minha vida. Mas, como protetora, a única coisa que não pode fazer é proteger a si mesma. Então, por favor, não tente me impedir de fazer isso.


Na manhã seguinte, Kylie acordou antes do nascer do sol. A única coisa de que estava consciente era de Socks dormindo sobre a sua barriga, o focinho pontudo do gambá descansando entre os seus seios. Ela levantou a cabeça e olhou para o animalzinho. Ele abriu um de seus olhos redondos e depois o outro, e olhou para ela com adoração. O tipo de olhar que se ganha apenas de um animal de estimação.
O tipo de olhar que expressa puro amor e aceitação.
O silêncio no quarto era absoluto. Sem saber direito o que a tinha despertado, ela puxou o braço para fora da coberta fina para sentir a temperatura. Nenhum frio. Nenhum fantasma.
E então ela ouviu. Ou a ouviu.
— Bichano!... — Miranda chamando Socks da porta ligeiramente aberta. — Vamos, Socks. Você não quer ser transformado novamente num gatinho?
Socks ficou de pé, pulou para o chão e correu para debaixo da cama. Kylie não tinha certeza se o aborrecimento do bichinho era por Miranda viver tentando transformá-lo em gato novamente ou porque ele não queria ser transformado. Considerando que Kylie tinha vivido um verdadeiro inferno nesses últimos meses, ela não podia culpar Socks. Mudar era algo assustador.
Miranda abriu a porta um pouco mais.
— Vamos, não dificulte as coisas.
Kylie se apoiou no cotovelo e bocejou.
— Acho que ele está com medo.
Miranda entrou um pouco mais.
— Eu acho que descobri. Só preciso levá-lo para fora e fazê-lo tomar a primeira luz da manhã.
— Humm. — Kylie levantou-se, pousando os pés descalços na madeira fria do assoalho. Não estava fria demais? Ela deu mais uma olhada para verificar se havia algum fantasma ali. Não. Nada de fantasmas.
— Desculpe se acordei você. Achei que eu pudesse me esgueirar até aí e agarrá-lo. — Miranda parecia bem acordada e de bom humor, quando se sentou na cama num pulo, sacudindo o colchão.
— Tudo bem. Eu estava praticamente acordada — Kylie mentiu. Na verdade, tinha sido uma noite muito mal dormida. Depois que Lucas foi embora, Della se retirou para o seu quarto e Miranda ainda não tinha voltado para casa, de modo que Kylie pegou Socks no colo e foi para a cama. Não para dormir. Isso teria sido muito fácil. Ela se revirou na cama durante horas, remoendo seus problemas, e sem realmente resolver nenhum deles.
No entanto, precisava admitir que ela já estava se acostumando a se ver como um camaleão. E parecia animada por já estar um dia mais perto de quinta-feira, quando seu avô verdadeiro viria visitá-la.
Ou pelo menos ela estava rezando para que ele viesse.
A lembrança da sua dificuldade para dormir a fez recordar de que a última vez que consultara o relógio, em torno das três horas da manhã, Miranda ainda não tinha voltado.
— Então, você vai me contar? — Kylie perguntou.
— Contar o quê? — O sorriso de Miranda estava cheio de malícia. Kylie estudou sua amiga com mais atenção. Ela usava as mesmas roupas que vestira na noite anterior. Será que Miranda tinha acordado para tentar transformar Socks novamente num gatinho, ou será que precisava de alguém para conversar? Não que Kylie se importasse. Ela tinha acordado Della e Miranda muitas noites, a maioria com sonhos ou visões assustadoras, mas, se ela precisasse apenas conversar, sabia que as amigas a ouviriam.
— A que horas você chegou em casa, mocinha? — Kylie perguntou em tom de brincadeira.
— Cedo. Eu juro. — Miranda deu uma risadinha. — Esta manhã.
— Detalhes. Quero detalhes. — Kylie esfregou as mãos, imitando Miranda.
— Não fique muito animada — disse Miranda. Então ela suspirou. — Nós não fizemos... você sabe. Mas nós estávamos... bem, você sabe.
Kylie deixou o enigma dar voltas na sua mente sonolenta e balançou a cabeça.
— Eu acho que captei o primeiro “você sabe”, mas estou meio perdida com relação ao segundo.
Ainda sentindo frio na sola dos pés, ela puxou as pernas para cima do colchão. A escuridão do quarto se iluminou só com a presença de Miranda.
— Nós nos beijamos, demos uns amassos... — O sorriso de Miranda se alargou, e então ela ficou com aquele olhar sentimental e apaixonado no rosto.  — Nós dormimos nos braços um do outro perto do riacho. Ele me abraçou durante toda a noite, e eu acho que estou apaixonada de verdade. É como se eu soubesse que pertenço a esse lugar. Aos braços dele.
Kylie se lembrou das vezes em que ela havia adormecido nos braços de Lucas. Dizer que tinha sido incrível era pouco. Mas ela não tinha acordado sabendo com certeza que ele era o cara certo. Não conseguia se lembrar de ter sentido isso.
Então, percebendo que esse momento era de Miranda, ela deixou os próprios sentimentos de lado.
— Bem, estou feliz por você. — E Kylie estava. Mesmo que sentisse com um pouco de inveja, também.
— Eu sei que você está. — O sorriso de Miranda desapareceu. — Mas eu não acho que Della vá se sentir da mesma forma.
— É claro que vai — disse Kylie. — Ela só tem dificuldade para demonstrar. Lembra-se de como ela vivia incentivando você a fazer as pazes com Perry quando estava brava com ele?
— Acho que sim — disse Miranda, não parecendo convencida. — Quer dizer, eu sinto como se não pudesse dizer nada sobre Perry perto dela agora. Percebi que ela está magoada com Lee e eu não quero fazê-la se sentir mal, mas eu também quero poder conversar com ela sobre o que está acontecendo na minha vida. E agora tudo o que está acontecendo na minha vida tem a ver com Perry. Sério, eu não quero viver pisando em ovos quando estou perto dela.
— Eu acho que você está se preocupando à toa. Acredite em mim, daqui a alguns dias as coisas vão voltar ao normal e vocês vão estar se atracando por um motivo que não tem nada a ver com Perry.
Miranda soltou o ar dos pulmões.
— Você fala de um jeito que parece que brigamos o tempo todo.
— Não o tempo todo — disse Kylie. — Apenas a maior parte do tempo.
Miranda deu de ombros.
— Enfim, você acha que pode me ajudar a segurar Socks para eu ver se consigo reverter o feitiço? Perry me ouviu praticar por uma hora. Eu quero corrigir isso. — Miranda franziu o cenho. — Eu sinto como se fizesse tudo errado.
— Você não faz tudo errado. — Kylie olhou para o chão. — Venha aqui, Socks. Venha aqui, baby.
Miranda se deixou cair de costas no colchão.
— Eu me sinto assim, especialmente quando minhas irmãs wiccanas me provocam. Eu sou uma droga de bruxa!
— Elas provocam você por causa de Socks? — Kylie perguntou.
— Sim, não que eu as culpe. Eu faço a maior bagunça.
— Que se danem! — xingou Kylie. — Você deveria descobrir como enfeitiçá-las com uma dose de dislexia e ver como elas lidam com isso.
— Elas não são ruins de verdade — disse Miranda.
— Mas isso te magoa. — A raiva por Miranda queimava o peito de Kylie. Ela odiava bullying. Odiava que as pessoas colocassem as outras para baixo para se sentirem melhores com relação a si mesmas.
Miranda se levantou da cama.
— Mas elas estão apenas brincando. — Ela se ajoelhou e bateu os dedos no chão. — Aqui, gatinho! Gatinho!
As palavras de Miranda pareciam ter sido sugadas pelas sombras nos cantos do quarto. Kylie tirou os pés do colchão e bateu um calcanhar contra o pé da cama.
Ela esperou sentir Socks atacando seu tornozelo. A única coisa que sentiu foi ar gelado saindo de debaixo da cama. Um frio gelado que provocou em Kylie um mau pressentimento.
Ela olhou para Miranda.
— Por que você não vai lá fora e eu... eu pego Socks pra você. Ele provavelmente vai sair quando você for embora. — Por algum motivo, o quarto pareceu ficar mais escuro. Kylie esperava que Socks fosse a única coisa a sair de debaixo da cama.
Miranda se levantou.
— Eu não sei por que ele não gosta de mim — ela murmurou e saiu.
Kylie levantou-se cautelosamente e olhou embaixo da cama.
— Socks? Gatinho?
Nenhum gambazinho veio correndo de debaixo da cama. Nenhum miado baixo partiu dali para alertá-la de que ele estava bem.
Respirando fundo, ela ficou de quatro e olhou a ponta imóvel da colcha. Ela lutou contra a tentação de assoprar o tecido. Por alguma estranha razão, queria ver algo se mover; a estranha imobilidade do tecido não parecia natural. Nada parecia certo.
Ela estendeu o braço na direção do tecido de algodão para olhar embaixo, rezando para não encontrar nada mais do que um gambá assustado. Os dedos de Kylie quase tocavam a colcha quando um som – um gemido ou um grito estrangulado – ecoou embaixo da cama. Ela tirou a mão. Sem fôlego. Aquilo não se parecia em nada com Socks.
Um frio gelado e antinatural serpentou de debaixo da cama. O vapor subia de detrás da colcha. Medo, um medo primitivo invadiu o peito de Kylie. Ela olhou para a porta. Seria bom se pudesse sair. Mas sabia que não conseguiria. O instinto lhe dizia que Socks não estava sozinho sob a cama.
Ainda de quatro, ela arrastou o joelho um pouco para trás. Quantas vezes, quando criança, havia temido um monstro debaixo da cama? Quantas vezes sua mãe tinha afirmado que monstros não existiam? O gemido ecoou novamente.
A mãe dela estava errada. Um monstro, ou algo igualmente assustador, se escondia debaixo da cama de Kylie.
Ela não podia culpar a mãe pela mentira. Ela não sabia.
Mas Kylie sabia.
Não que isso importasse. Recusando-se a abandonar o seu animal de estimação, tentando desacelerar o coração enlouquecido, ela estendeu novamente o braço na direção da colcha. Bem diante dos seus dois dedos que pegavam o tecido de algodão, uma mão surgiu.
Seu grito ficou estrangulado na garganta quando a mão, fria e sem vida, agarrou o braço de Kylie e puxou-o.
Ela lutou para se libertar, arranhou com os dedos, torceu o braço, nada conseguia soltá-la. Nada funcionou.
— Socorro! — ela gritou, mas ninguém a socorreu. Os dedos ao redor do seu punho apertaram, arrastando-a mais para perto. A última coisa que ela viu foi a colcha deslizando sobre seu rosto enquanto ela deslizava para uma sombria inconsciência. Seu último pensamento antes de sentir a mente entorpecida foi que ela ia finalmente conhecer o monstro debaixo da cama.

2 comentários:

  1. Um ar de divertimento brilhou nos olhos sedutores e calorosos e Lucas.
    — Ah, isso eu já percebi.
    — Estou falando sério.
    — Eu sei. Mas você ainda é a minha garota, e eu quero protegê-la.
    Ela revirou os olhos em frustração.
    — Eu sou a protetora aqui. Isso é o que eu sou — Kylie insistiu.
    — Eu sei. Você é incrível e pode fazer coisas incríveis. E já salvou a minha vida. Mas, como protetora, a única coisa que não pode fazer é proteger a si mesma. Então, por favor, não tente me impedir de fazer isso. QUE FOFO

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