4 de outubro de 2016

Capítulo 9

Ela poderia dizer não, mas não queria. Então o seguiu. O Sol tinha se posto, embora sua luz ainda brilhasse no céu. Porém, quando entraram na floresta, sob a copa das árvores, o que restava da luz do dia se desvaneceu na penumbra. Eles caminharam em silêncio.
Ela se lembrou da ave morta e do anúncio do fantasma de que havia alguém lá fora, à espreita. A sensação de medo roçou o pescoço de Kylie. Era quase como se ela pudesse sentir o bafo quente de algo malévolo em sua nuca, então passou a mão ali para tentar dissipar a sensação. Tudo parecia cada vez mais escuro.
— Deveríamos estar nos embrenhando na floresta? — Ela ouviu um barulho e olhou à sua esquerda. Então colidiu com as costas de Lucas, sem perceber que ele tinha parado. Ele se virou e ela o viu levantar a cabeça, como se estivesse farejando o ar.
— Você está com medo de mim? — perguntou ele.
Mesmo na penumbra ela podia ver uma expressão de raiva no rosto dele.
— Não. Estou com medo de... outras coisas. — Ela não sabia como definir essas coisas.
— Está com medo de que Derek saiba que está comigo? — Seu tom era de acusação.
— Não.
Ele se virou e recomeçou a andar. Ela acompanhou seus passos. Então ele parou abruptamente e olhou para ela.
— Eu disse que teria paciência e terei, mas você não vai me fazer de otário.
— Eu não estou fazendo você de otário — ela protestou.
— Você defendeu Derek.
— Eu apenas declarei os fatos. Você estava errado em culpar Derek. — Sua garganta se apertou novamente. Ela tinha lutado contra as lágrimas o dia todo, e dessa vez, quando elas formaram um bolo em sua garganta, não conseguiu reprimi-las.
Kylie se virou, na esperança de poder contê-las antes que Lucas as visse. Mas quando ela passou a mão no rosto para secá-las, ele pegou a mão dela. O modo imperceptível como conseguiu girar o corpo até ficar de frente para ela, sem fazer nenhum som, era enervante.
Ele soltou um profundo suspiro.
— Eu não queria te deixar triste, é só que...
Ela tentou dizer que não era por causa dele que estava chorando, mas a preocupação em sua voz fez o nó em sua garganta duplicar de tamanho. No minuto seguinte ela estava com a cabeça em seu peito, as lágrimas e soluços quase silenciosos abafados pela camisa azul-clara e seu peito irradiando calor.
Os braços de Lucas estavam em volta de Kylie e ela sentia seu queixo sobre a cabeça dela. Ela se sentia segura. Segura e mais alguma coisa... Ela se sentia valorizada. O modo como os braços dele a aninhavam, como cada centímetro dele a envolvia... Tudo o que ela queria era ficar ali. Saborear o momento.
— Sinto muito — ela murmurou, com o rosto ainda enterrado contra ele. — Eu não devia estar ensopando a sua camisa.
— Acabou? — Os lábios dele fizeram cócegas no topo de sua cabeça.
— O quê? O choro? — Ela ainda não estava pronta para se afastar daquela muralha de músculos ou dos braços em volta dela. Nem estava pronta para deixar que ele a visse com o rosto todo vermelho e com cara de choro.
— Não. Você e Derek. — Seu tom se aprofundou, e ela sentiu que era difícil para ele até fazer a pergunta.
— Sim. — Ela assentiu com a cabeça, ainda encostada a ele.
Os braços dele a estreitaram um pouco mais. Ela quase suspirou, com a sensação boa que isso lhe causava.
— Então você pode ensopar a minha camisa à vontade — disse ele, enquanto a sobrecarga de raiva desaparecia da sua voz. — Eu não tenho muitas regras, mas essa é uma delas. Só garotas não comprometidas podem molhar a minha camisa.
Ela riu.
— É um sorriso isso que eu sinto contra o peito? — Os lábios dele agitaram o cabelo de Kylie.
— É um sorriso lambuzado de ranho. — Ela enfiou a mão entre os corpos colados e passou a mão no rosto antes de olhar para cima.
— Eu aposto que ainda assim é bonito.
Ela se afastou um centímetro, e à luz do bosque sombrio, sentiu os olhos dele sobre ela.
— Você pode perder a aposta. — Ela queria cobrir o rosto, mas se sentiria muito tola fazendo isso.
— Você está certa, eu teria perdido. — Ele riu. — Chorando você não fica tão bonita.
Ela golpeou o peito sólido, com a palma da mão. Ele riu de novo.
— Vamos. — Ele entrelaçou os dedos nos dela e começou a andar novamente, embrenhando-se na floresta. Com os sons da noite ao seu redor, ela apurou os ouvidos e esperou que tudo ficasse em silêncio... que algo ruim, de repente, aparecesse.
Ela deu um leve puxão na mão dele.
— Vamos voltar para o outro lado.
Ele se virou e analisou-a.
— Do que você tem medo?
— Quando sairmos do bosque, eu digo. — Ela tentou minimizar o pavor que sentia em suas entranhas.
Ele franziu a testa.
— Eu não vou deixar nada te machucar.
— Eu sei, mas eu me sentiria melhor se fôssemos por aquele caminho. — Ela acenou com a cabeça na direção da clareira.
— Tudo bem. — Ele começou a caminhar nessa direção. — Mas comece a falar. Por que está com medo? Ainda é por causa do casal de velhos?
— Não. — Ela desejava poder ver a clareira à sua frente, mas a noite parecia se fechar sobre ela.
De repente, algo escuro passou sibilando por baixo de uma árvore. Kylie cambaleou para trás e puxou Lucas com ela. Seu coração quase saiu pela boca. Ela apertou a mão dele e, com todas as forças, começou a correr. Ele correu com ela. Eram duas pessoas se deslocando juntas, num só movimento sólido e fluido, a mão dele apertando a dela.
Assim que eles chegaram à clareira, Kylie parou, se inclinou para a frente e buscou com toda força suprir de oxigênio os pulmões.
Por fim endireitou o corpo e olhou para ele. Sobre o emaranhado de árvores, a noite ainda não havia caído por completo e ela pôde ver as feições de Lucas.
Ele ficou ali parado, olhando para ela. Não estava lutando para respirar nem segurava o estômago como ela. Caramba! Ele nem sequer parecia sem fôlego!
A curiosidade era evidente nos olhos dele.
— Foi só uma águia.
— Foi?
Ela olhou para o céu, matizado com as últimas cores do pôr do Sol, e rezou para que o pássaro não os tivesse seguido. Felizmente, só umas poucas estrelas brilhavam na noite. Nenhuma águia. Pelo menos não que ela pudesse ver.
— Será que ela nos seguiu? — Kylie perguntou, lembrando que ele podia enxergar melhor do que ela.
— Não. — Ele a observou. — Alguma coisa aconteceu, não foi?
— É. Talvez. Só umas coisas estranhas. — Ela percebeu que ainda segurava a mão dele. Embora a temperatura ambiente fosse amena, o toque quente era agradável. Ele aquecia a palma da mão dela de um jeito bom, como uma xícara de chocolate quente, transmitindo-lhe uma sensação de conforto. Embora seu toque não possuísse a magia de um fae para acalmar o seu medo, ele produzia esse efeito nela.
— Vamos. — Ele voltou a correr. Rápido. Cada vez mais rápido.
Toda vez que ela se obrigava a aumentar o ritmo para alcançá-lo, ele o aumentava também.
Então ele olhou para ela como que para ter certeza de que ela não estava excedendo suas forças para acompanhá-lo. Ela tinha a sensação de que ele a testava, querendo saber até que velocidade ela conseguia correr.
— Para onde estamos indo? — perguntou Kylie, que mal conseguia falar.
— Para o riacho. — A voz dele soou inalterada.
O ritmo da corrida continuou aumentando. Querendo impressioná-lo, e esquecendo tudo sobre a águia, ela se obrigou a continuar. Finalmente, ele parou. Despreparada para a parada abrupta, ela continuou avançando. Sentiu então um puxão no braço, quando ele segurou a mão dela, e um braço envolvendo sua cintura.
Sem forças e desequilibrada, ela caiu sobre ele e os dois desabaram no chão. Não doeu, ou pelo menos não em Kylie, porque ela aterrissou em cima dele.
— Tudo bem? — ela perguntou, com coração ainda aos pulos e o peito subindo e descendo enquanto ela arfava. Quando seus pulmões expandiram-se novamente, ela se deu conta da maneira íntima com que seu corpo descansava sobre o dele.
Ele riu.
— Se eu estou bem? Você é que não consegue respirar. — Ele passou os braços em torno dela e pousou as mãos em sua cintura.
— Eu consigo... respirar. — Ela riu. Um contentamento quente a preencheu e ela percebeu que gostava da companhia dele. Gostava de estar tão perto, talvez até demais.
Ela podia sentir cada centímetro do corpo dele sob o seu, e isso deixava ainda mais difícil respirar. Ela rolou o corpo para longe do dele. A terra e a grama sob as costas provocavam uma sensação de frescor, especialmente depois de todo calor que Lucas irradiava.
Os sons da noite, os grilos e alguns pássaros cantavam em torno deles. Ela olhou através da cortina de cabelos para o céu azul-escuro e fixou o olhar numa estrela que cintilava no céu.
— Estou impressionado. Não sabia que você podia correr assim. — Ele se deitou de lado, apoiando a cabeça na mão, e tirou os cabelos do rosto dela.
— É. — Uma palavra foi tudo o que ela conseguiu dizer.
Kylie piscou e olhou para o rosto do lobisomem. Mesmo à noite, ela podia ver e apreciar os ângulos e linhas do rosto dele. Era um rosto totalmente masculino. Sempre fora, mesmo quando ele tinha 7 anos de idade. Mas agora, com uma leve sombra de barba, parecia bem atraente.
A vontade de tocar o rosto de Lucas, de correr as pontas dos dedos pela barba por fazer, passou pela cabeça dela.
Ela inspirou, com os pulmões ainda implorando por oxigênio. De repente, o som de água corrente nas proximidades preencheu seus sentidos.
— A gente está... ? — Ela levantou a cabeça e percebeu que tinham chegado ao riacho, no ponto em que ela tinha levado a mãe no dia que perguntou sobre Daniel.
A tristeza se esgueirou através dela quando se lembrou de que poderia não ver mais o pai. Ela tentou não pensar nisso e não deixar que a felicidade daquele momento se desvanecesse.
— Batemos algum recorde. — Ela percebeu o quanto eles tinham corrido.
— Há quanto tempo você sabe que pode correr assim? — ele perguntou.
— Só desde que cheguei aqui. Mas estou ficando mais rápida.
Ele pegou uma mecha do cabelo de Kylie e deixou-a deslizar pela palma de sua mão. Seu rosto estava a poucos centímetros do dela. Ela o viu franzir as sobrancelhas para verificar seu padrão.
— Ainda é um mistério — disse ela.
Ele encontrou os olhos dela.
— Você nem sequer suspeita o que é?
Ela franziu a testa.
— Bem que eu gostaria.
Ele puxou uma longa folha de grama do chão e girou-a nos dedos. Então olhou por cima do ombro para a meia-lua.
— Quando eu era criança e morava na casa ao lado da sua, costumava pular a cerca do seu quintal quando me transformava e observá-la através da janela do seu quarto. Vivia na expectativa, querendo saber em que você ia se transformar.
— Você me espiava pela janela?
Ele sorriu.
— Não que eu quisesse vê-la nua ou coisa assim. Você quase sempre usava aquele camisolão da Pequena Sereia. — Ele deixou escapar uma risada. — Você parecia um anjo. Às vezes eu ficava lá metade da noite pensando que você ainda podia se transformar.
Ela fitou os olhos dele.
— Você achava que eu era um lobisomem?
— Eu tinha esperança. — Ele tocou a ponta do nariz dela com a folha de grama. Então deslizou-a sobre os seus lábios. Fazia cócegas e ainda assim parecia um gesto sedutor. Ele continuou olhando para ela como se ainda estivesse se lembrando. — Eu queria correr no bosque com você. Para mostrar o quanto podia ser rápido. Levá-la ao meu lago favorito, para que pudéssemos apostar corrida na primavera, sob a luz do luar.
— Você ainda espera que eu seja um lobisomem?
Ele hesitou.
— Espero. Provavelmente não devia dizer isso, mas, sim, espero. Ficaria tudo mais fácil.
— O que ficaria mais fácil? — ela pensou no que Fredericka tinha dito.
— Tudo. — Ele voltou a passar a folha de grama pelos lábios dela. — Eu não teria que ficar longe de você quando me transformasse. Nós poderíamos caçar juntos. Você estaria comigo quando eu liderasse a alcateia.
O pensamento de caçar e matar animais selvagens não lhe agradava nem um pouco, nem estar no mesmo bando de lobos que Fredericka, mas ela tentou não deixar transparecer.
— Seríamos uma bela equipe.
— E se eu não for um lobisomem?
Ele sorriu, mas só por um segundo, e ela pensou ter visto decepção nos olhos dele.
— Ainda assim seríamos uma bela equipe — disse ele.
— Será que todo mundo pensa assim? — ela perguntou, sem querer falar de Fredericka.
— O que está querendo dizer?
— Nas últimas vezes em que estivemos juntos, alguém da alcateia sempre apareceu para vir buscá-lo como se não quisessem que você ficasse comigo.
— Não é nada disso — disse ele.
— Tem certeza?
Ele fez cócegas nas bochechas dela com a grama.
— Confie em mim.
— Eu confio em você.
— Você não me disse do que tem medo.
Ela mordeu o lábio. Lucas passou a lâmina de grama nos lábios dela.
— Comece a falar.
Ela lhe contou sobre a águia e a cobra e, em seguida, sobre o cervo enorme e o relâmpago.
Ele franziu a testa.
— Você acha que Derek pode estar fazendo isso? Ele se comunica com os animais.
— Não. Derek não faria isso.
— Você diz isso como se confiasse nele. — O tom de Lucas ficou mais ríspido.
— Eu confio. Por favor, não me entenda mal. Acabou tudo entre a gente, mas eu sei que ele não tentaria me ferir e nem me assustar. Ele se preocupa comigo.
— E você com ele? — Os olhos de Lucas passaram do azul até quase laranja.
— Sim. Mas, mesmo assim, acabou. — Ela sabia que ele não gostava de ouvi-la dizer aquilo, mas pareceu entender. Por uma fração de segundo, ela se perguntou quanto tempo levaria até que ela conseguisse entender aquilo também.
Ele olhou outra vez para a Lua.
— Se não é Derek, então quem é?
— Acho que Holiday e Burnett acreditam que Mario e Ruivo estejam por trás disso. E que enviaram os impostores que se passaram pelos meus avós. Mas Della disse que eles são vampiros, não metamorfose, e então não poderiam estar fazendo isso eles mesmos.
— Talvez Mario tenha um metamorfo trabalhando pra ele. Embora seja incomum que duas espécies trabalhem em conjunto desse jeito. — Ele colocou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha. — Eu não vou mais deixar aquele cretino encostar um dedo em você.
Kylie sabia que, na verdade, Lucas não tinha como manter essa promessa, mas gostava de ouvi-lo falando assim. Então, por ter se sentido tão à vontade conversando com ele, ela lhe contou sobre o fantasma e o pássaro caindo da árvore.
Ele pareceu preocupado.
— Você acha que ela é um anjo da morte? — Lucas evidentemente ficou mais perturbado com o fantasma do que pelo fato de Kylie ter trazido à vida um pássaro morto.
— Não, mas acho que ela é sobrenatural.
— Você checou o padrão dela?
— Esse é outro problema. Ela não tem um padrão.
— Todo mundo tem um padrão — disse ele.
— Mas ela não tem. Antes de desaparecer, ela me disse que havia outros ali.
— Que outros? Mais fantasmas? — Lucas olhou em volta.
— Eu não acho que ela quis dizer fantasmas. Deu a entender que eram seres malévolos.
— E os fantasmas não são? — ele perguntou, incrédulo.
— Na verdade, não. Pelo menos nenhum que eu tenha conhecido.
Ele balançou a cabeça.
— Eu não consigo me imaginar falando com um deles.
Ela hesitou antes de responder.
— Foi difícil no começo. Ainda é estranho, mas não tão ruim. — Ela encontrou os olhos dele. — Mas também não consigo me imaginar me transformando em lobo.
Ele sorriu.
— É muito fácil. Espero que você descubra isso por si mesma, também.
Ela refletiu sobre o fato de que ele realmente queria que ela fosse um lobisomem. Embora não tivesse intenção de desrespeitar a espécie, não tinha tanta certeza se queria o mesmo que ele.
— Eu ouvi dizer que você passou por algumas oscilações de humor no mês passado. — Seu olhar baixou para os seios dela. — Também sofreu mudanças hormonais como as fêmeas de lobisomem.
Sim, ela estava um centímetro mais alta e usando sutiã e sapatos um número maior. Mas isso não seria tão estranho se não tivesse acontecido da noite para o dia. E ela não gostava que a lembrassem disso. Sentiu o rosto ficando vermelho.
Tentou disfarçar o embaraço.
— É verdade, mas também há muitas evidências de que eu não sou um lobisomem. De acordo com Holiday, os lobisomens raramente veem fantasmas. Eles começam a se transformar quando são muito jovens e não têm sonhos lúcidos.
Um leve sorriso apareceu nos olhos dele e, droga!, ela sabia exatamente no que ele estava pensando: no sonho. Aquele em que eles nadavam praticamente nus e...
— Acho que vamos ter que esperar ainda algumas semanas, até que a Lua esteja cheia.
Ele passou a folha de grama sobre os lábios dela novamente e depois no queixo. Ela quase parou de respirar quando ele deslizou a folha pelo vale entre os seios, acima do decote da blusa. Era só uma folha de grama, mas era como se fosse o dedo de Lucas, pela doce sensação que se espalhou pelo seu peito.
Ele se inclinou, seus lábios a centímetros dos dela.
— Eu tenho um pedido.
— O quê...? — Ela mal conseguia pensar, muito menos falar.
Ele deslizou a folha de grama pelo rosto dela e depois pela testa.
— Quando você fechar os olhos e aquelas imagens aparecerem na sua mente...
Suas palavras a lembraram do que ele a ouvira dizer a Della sobre o filme pornô. Seu rosto ficou quente de novo.
— Eu quero que o filme que veja em sua mente seja de nós dois. Apenas de nós dois. De mais ninguém.
Ela sentiu o calor do hálito de Lucas, então, por um segundo ele encostou a boca nos lábios dela. Logo em seguida ficou de quatro, levantou-se lentamente, com um rosnado baixo no fundo da garganta, enquanto observava a linha das árvores.
Ela ficou de pé.
— O que foi?
Ele olhou para ela, os olhos faiscando com um brilho laranja incandescente.
— Vem vindo alguém.

5 comentários:

  1. — Quando você fechar os olhos e aquelas imagens aparecerem na sua mente...
    ´´Suas palavras a lembraram do que ele a ouvira dizer a Della sobre o filme pornô. Seu rosto ficou quente de novo.
    — Eu quero que o filme que veja em sua mente seja de nós dois. Apenas de nós dois. De mais ninguém.´´´Mdssss essa parte

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  2. pq esses escritores só fazem triângulos amorosos nos livros ?É so pra matar a gente do coração com a indecisão

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  3. Que capítulo mais amorzinho, mainha! 💘

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