8 de outubro de 2016

Capítulo 8

— É melhor correr. — A voz de Kylie não passava de um sussurro. Seu coração martelando no peito parecia bater mais alto.
— Quem corre acaba sendo perseguido — Della respondeu. — Eu prefiro ser quem persegue.
— Garota esperta! — uma voz profunda respondeu de volta. E esse único som enviou calafrios pela espinha de Kylie.
Três figuras silenciosas saíram das sombras. O único som filtrado pelo emaranhado de árvores era o silvo de Della. Kylie avançou para ficar ao lado de Della, caso eles a atacassem. Sua mente ainda considerava a opção de correr. Uma boa opção. Mas primeiro ela tinha que convencer Della.
O leve som de galhos estalando sob os pés de alguém soou às suas costas. Elas estavam cercadas.
Era hora de encontrar uma nova opção.
Mesmo apenas com a lua iluminando o caminho, Kylie conseguiu enxergar os padrões dos três homens à frente delas: lobisomens. As bordas dos padrões eram escuras, como se as suas intenções não fossem as melhores. Isso só podia significar uma coisa: lobisomens foras da lei.
O maior deles, ladeado pelos outros dois, deu um passo à frente. Della sibilou mais forte. Kylie sentiu seu sangue ferver com a necessidade de proteger a pequena vampira. Por mais corajosa que Della se considerasse, essa não seria uma briga justa. Não que os delinquentes se importassem.
— Eu acharia melhor que vocês fossem embora — disse Kylie, sem saber de onde vinha tanta insolência, mas sem se incomodar em demonstrá-la. — Vocês estão invadindo. Shadow Falls é uma propriedade particular. — Ela pôs os ombros para trás e o queixo para cima. Sabendo que podiam farejar o medo, tentou não deixar que a semente dessa emoção crescesse ainda mais.
Kylie viu Della pronta para atacar, e tocou o cotovelo da amiga, com a esperança de convencer a vampira a esperar. Talvez elas conseguissem convencê-los a ir embora.
— Ou vão embora agora ou rasgo sua garganta primeiro — disse Della ao homem na frente dela.
Esse não era o tipo de conversa que Kylie tinha em mente.
— Não viemos aqui para fazer mal a ninguém — o sujeito do meio disse a Kylie, e então fitou Della com um sorriso, como se zombasse da sua ameaça. — Mas, se provocarem, isso pode mudar.
Della sibilou alto.
— Então saiam. — O olhar de Kylie voltou-se para ele. Ela teve a sensação de que ele era o líder. Ele não parecia velho, mas o cabelo grisalho nas têmporas e as linhas de expressão em torno dos olhos azul-escuros lhe diziam que era mais velho do que ela tinha presumido. Aprisionada ao seu olhar, sua mente tentou identificá-lo. Ela sentiu-o olhando para ela, também tentando identificá-la, e então seus olhos se estreitaram, enquanto ele lia o seu padrão.
Tão repentinamente quanto um raio cortando o céu, ela descobriu quem ele era. E sentiu que ele a reconhecera também. A semente de medo cresceu dentro dela. Esse homem não valia nada. Ele já tinha provado isso a Kylie uma vez.
Ele deu mais um passo adiante. Della tentou pular na frente dele, mas Kylie a segurou.
— Deixe que eu cuido disso. — O chiado no sangue de Kylie — o chiado que sempre aparecia quando ela sentia a necessidade de proteger alguém – intensificou-se.
— Não estou aqui para derramar sangue — ele insistiu.
— Então, vá embora — Kylie exigiu.
— É, coloque o rabinho entre as pernas e passe daqui — Della vociferou.
Um rosnado ameaçador veio de trás delas. Della deu meia-volta, libertando o braço do aperto de Kylie, os olhos mais brilhantes.
O medo oprimiu o coração de Kylie. Não temia por ela mesma, mas pelo que estava para acontecer. Seu sangue agora zumbia enquanto era bombeado em suas veias. Ela manteve o foco em Della. Se alguém colocasse as mãos nela, aquilo não iria acabar bem.
— Calma aí! — o líder falou, e Kylie sentiu que ele tinha falado tanto com ela quanto com seus próprios homens. — Eu só vim aqui para falar com o meu filho.
— Então fale com ele. — Uma nova voz soou de entre as árvores. — Mas você e seus guardas, recuem agora mesmo. — A voz de Lucas, profunda e ameaçadora, veio da direita de Kylie. Quando ela se virou, viu que seus olhos brilhavam num tom laranja queimado. Ela observou-o levantar a cabeça levemente para puxar o ar pelo nariz.
Soube então que tinha perdido a batalha de tentar esconder o medo. Lucas o tinha farejado assim como provavelmente os outros também. Mas ela se perguntou se eles haviam percebido o fato de que ela não temia uma briga. Ela temia a devastação emocional que isso teria causado. Matar o pai do namorado não seria muito bom para o seu relacionamento.
— Eu disse, recuem — Lucas ordenou.
Quando os três homens não obedeceram, Della falou novamente.
— Vocês ouviram, seus imbecis. Recuem.
De repente, Lucas estava do outro lado de Kylie. Seu antebraço quente roçou no ombro de Kylie, não deixando nenhuma dúvida de sua lealdade a ela, até mesmo com relação ao próprio pai. O pensamento aqueceu o coração da garota, mesmo acelerado pelo pânico.
Mais campistas lobisomens saíram de trás das árvores. Eles não pareciam agressivos, mas a mera presença deles indicava a sua lealdade a Lucas.
— Parece que eu não sou o único que trouxe seus guardas — disse Parker.
— Se eu precisar deles, vão me apoiar — disse Lucas.
Um rosnado baixo veio de um dos lobos que acompanhavam o pai de Lucas.
Parker olhou para ele.
— Não vai haver nenhum confronto esta noite.
Ainda desconfiada e com a tensão deixando o ar tão carregado que tornava difícil respirar, Kylie ouviu o comando na voz do homem e sentiu que seus homens não iriam desafiá-lo. O fluxo de adrenalina em suas veias diminuiu.
Will, outro campista e um dos amigos de Lucas, aproximou-se. Nos recônditos da mente de Kylie, uma constatação lhe ocorreu. Lucas não estava só na companhia de Fredericka. Uma semente de culpa por duvidar do namorado brotou em seu peito.
Como se pensar na garota a atraísse, Fredericka saiu de entre as árvores e dirigiu-se à pequena clareira.
— Senhor Parker — Fredericka cumprimentou num tom leve, rompendo a tensão. — Que prazer vê-lo novamente! — A loba lançou para Kylie um leve sorriso, como se quisesse que a outra soubesse que ela era amiga do pai de Lucas.
— Digo o mesmo — respondeu o homem com desinteresse. Ele não deu a Fredericka nenhuma atenção. Ainda estudava o padrão de Kylie, que estava preocupada com a possibilidade de ele notar alguma coisa estranha. — Então os rumores são verdadeiros — disse Parker, parecendo perplexo.
— Que rumores? — Kylie perguntou.
— Eu posso ver por que meu filho está tão intrigado com você. Uma pena que você não seja uma de nós.
O peito de Kylie se afligiu com a insinuação. Era como se o seu relacionamento com Lucas estivesse condenado.
— Chega — disse Lucas. — Eu acho que...
— Você é um pássaro estranho, Kylie Galen. — Parker franziu as sobrancelhas, como se para discernir melhor o padrão da garota.
Kylie ergueu mais o queixo. Não um pássaro, Kylie pensava. Um camaleão. E uma sensação inexplicável de orgulho encheu seu peito. Pela primeira vez, Kylie aceitou que, embora não soubesse nada sobre o que significava ser um camaleão, o seu pouco conhecimento tinha algum valor.
Lucas virou-se para Della.
— Vocês duas, voltem para a cabana. — Seu olhar pousou em Kylie. — Te vejo mais tarde.
O ressentimento por ter sido mandada embora agitou Kylie por dentro, mas a lógica interveio e ela sentiu que a intenção dele vinha da necessidade de protegê-la, não de controlá-la. Então Kylie percebeu que, se ela tinha se ressentido com o seu tom autoritário... Ela relanceou os olhos para Della.
— Eu prefiro ajudar a despachar esses caras — Della rosnou.
— É melhor a gente ir — aconselhou Kylie.
Della franziu a testa, mas sua expressão dizia que ela ia ceder à vontade de Kylie.
— Tudo bem. Eu não queria mesmo ficar mais tempo com esses cachorros. — Ela rosnou para os intrusos.
Um dos guardas do senhor Parker deu um passo à frente em defesa, e tanto Kylie quanto Lucas avançaram um passo também. Esse pequeno passo não deixou dúvida de que nenhum deles permitiria que o guarda tocasse em Della. Kylie não deixou de perceber o olhar reprovador de Lucas para ela, como se dissesse que não queria que ela assumisse o papel de protetora. Mas isso era o que ela era. Uma protetora. Um camaleão protetor.
Della fez uma careta para os dois, como se dissesse que não precisava da proteção de nenhum deles.
— Vá. Por favor — disse Lucas.
Kylie fez sinal para Della segui-la.
Quando saíram dali, Kylie não resistiu a olhar para trás. Ela viu Lucas, sua postura defensiva, como se o pai trouxesse à tona o que havia de pior nele. Ela logo pensou no próprio pai e no padrasto. Nenhum deles a colocava na defensiva. Sim, seu padrasto tinha cometido alguns erros muito ruins, e Kylie ainda estava tentando perdoá-lo, mas, no fundo, ela sabia que ele a amava. E com seu pai de verdade, Daniel, bem, ele se importava tanto com ela que não tinha deixado nem mesmo a morte separá-los.
Kylie percebeu que Lucas nunca tinha sentido nenhuma afeição pelo pai. Seu coração se condoeu por ele, e seu sangue se aqueceu com a necessidade de defendê-lo.
Mas defendê-lo contra o quê? O que tinha trazido o senhor Parker ao acampamento? Algo lhe dizia que não tinha vindo apenas para dar um abraço em Lucas. Haveria algo errado com a avó de Lucas? Com sua meia-irmã?
Uma pena que você não seja uma de nós. Essas palavras ecoaram em sua mente e em seu coração. Ele poderia estar no acampamento por causa dela? Protestando contra o fato de Lucas estar... intrigado com ela?
— Burnett vai ficar tão puto com isso! — Della lamentou, seu ritmo apressado combinando com a irritação na voz.
Kylie mordeu o lábio de preocupação, antes de expressar seus pensamentos.
— É por isso mesmo que você não vai dizer nada a ele.
Della olhou para Kylie. Os olhos da vampira ainda estavam brilhantes de fúria.
— Eles são uns delinquentes.
— Mas ele é o pai de Lucas. — E pensar que Lucas teria que enfrentar Burnett depois de já ter enfrentado o pai parecia injusto.
— É contra os regulamentos.
— Assim como era quando Chan apareceu — Kylie a lembrou. — E como Chan, o senhor Parker não fez mal a ninguém. Ele só queria falar com o filho.
Della soltou um suspiro de frustração.
— Sabe, eu realmente odeio quando você faz isso.
— Faço o quê? — Kylie evitou se chocar contra um galho balançando na frente dela.
— Usar a lógica e esfregar no meu nariz o fato de que você está certa.
— Eu não esfreguei no seu nariz.
— Talvez não. Mas ainda assim eu não gosto.
Elas andaram alguns minutos sem falar.
— Obrigada por não contar — Kylie disse, sabendo que Della atenderia seu pedido.
Elas avançaram pela vegetação densa, tendo apenas a canção da noite sussurrando por entre as árvores. Finalmente, Kylie falou:
— Lucas não estava sozinho com Fredericka.
— É, eu percebi — disse Della. — Mas...
— Mas o quê?
— Eu não sei. Quer dizer, eu sinto que encorajei você a ir se encontrar com Lucas e talvez eu estivesse errada.
— Errada? — Kylie pegou Della pelo braço. — Você quer dizer errada por me pressionar, ou errada por achar que eu deveria ir atrás de Lucas?
Della franziu a testa.
— As duas coisas.
— Por que diz isso? — Kylie perguntou, magoada por Della ter feito tal afirmação, especialmente quando seu coração já estava tão confuso.
— Não é que eu não goste de Lucas, eu gosto. Mas ele é um lobisomem e você obviamente não é. Eu admito que antes pensei que fosse. Mas esta noite, quando fomos cercadas por aqueles lobisomens, tive certeza de que você não era como eles. E depois do que a avó dele disse e agora, depois do que o pai dele disse, acho que a família e a alcateia dele vão dificultar o relacionamento de vocês.
— Ele me disse que não se importa com o que dizem. — E ela acreditou. De fato acreditou.
A tristeza encheu os olhos de Della e Kylie sentiu a mesma emoção ressoar dentro de si.
Della expirou.
— Foi o que Lee me disse. E veja o que aconteceu com a gente.
Não é a mesma coisa.
Enquanto Kylie esperava na varanda que Lucas aparecesse, ela pensou no que Della lhe dissera e no dia difícil que tivera de enfrentar.
Ela havia falado com a mãe, que precisava se assegurar de que Kylie estava bem. Tinha falado com Holiday, que precisava da mesma coisa. Então seu telefone tocou novamente. Derek, dessa vez, fazendo a mesma pergunta.
— Oi, eu só queria ter certeza de que está tudo bem — ele disse.
Era engraçado, na verdade, como ela o conhecia bem. Ela sabia o que ele estava sentindo sem ele nunca ter que dizer e, portanto, sabia por que ele estava ligando. Derek obviamente tinha sentido algumas de suas emoções.
— Está tudo bem.
— Se você precisar conversar ou qualquer coisa, estou aqui. — Ele parecia tão melancólico que ela sentiu o coração ficar mais apertado.
— Eu sei — respondeu ela. — E agradeço.
— Você já descobriu alguma coisa sobre o fantasma?
— Ainda não — Kylie admitiu, seu tom de voz deixando transparecer um pouco da frustração que sentia.
— Você falou com Holiday sobre isso? — ele perguntou, parecendo genuinamente preocupado.
— Até certo ponto — disse ela. — Mas eu não estava... Eu só falei por cima.
— Ah, merda!
— O que foi?
— É ela, não é? Foi o rosto dela que o fantasma roubou. É Holiday.
Kylie fechou os olhos.
— Sim, mas, por favor, não diga nada. Estou tentando descobrir algo antes de contar a ela.
— Ela está em perigo? Será que isso significa... alguma coisa?
— De uma maneira indireta, perguntei a Holiday, e ela disse que era improvável. Mas...
— Mas o quê?
— É assustador — Kylie admitiu. — Vê-la como um fantasma sabendo que ela não está morta.
— Claro que é. E você não deveria tentar descobrir tudo sozinha. Eu estou com você nisso. Não sei como ajudar a resolver, mas topo fazer o que for preciso.
— Obrigada. — Ela encostou-se à parede da cabana, e logo em seguida foi atingida por uma onda de frio. Um frio mortal.
— E eu não espero nada em troca — disse ele. — Aceito que somos apenas amigos.
— Obrigada.
O espírito, idêntico a Holiday, estava em pé diante dela, olhando para baixo, com o rosto sério.
— Eu preciso desligar.
— Algo errado? — Derek perguntou, e ela não pôde deixar de se perguntar se ele podia senti-la agora.
— É que... tenho companhia.
— Lucas? — Seu tom expressou exatamente como ele se sentia com relação ao lobisomem.
— Não. O fantasma.
— Ah. Então, eu vou desligar. Mas Kylie...
— Sim? — Ela ficou de pé porque não gostava de ver o espírito olhando para ela de cima.
— Estou aqui se precisar de mim. — Ele parecia tão sincero...
— Eu sei — disse ela, sentindo as palavras vibrarem em seu peito. Ela desligou e sustentou o olhar esverdeado da mulher.
— Acho que você devia escolhê-lo — disse o espírito.
— O que disse?
— Entre ele e o lobisomem. Eu gosto dele. Ele é fae.
Kylie conteve a frustração.
— Eu acho que seria melhor deixar que eu decida isso.
Só um pequeno conselho — disse o espírito.
Kylie a estudou.
— Você descobriu alguma coisa?
— Na verdade, não, mas eu me lembro de algumas coisas.
— Que tipo de coisas?
— Assustadoras.
— Você pode me contar?
O espírito analisou Kylie com o mesmo tipo de olhar preocupado que Holiday sempre demonstrava.
— Eu não acho que você precise ouvir. Você é... jovem.
Kylie revirou os olhos.
— Você veio aqui para eu te ajudar. Não posso ajudar se você não me contar nada.
Ela piscou.
Eu não sei se é isso mesmo.
— O quê?
— Que eu vim para você me ajudar. — Ela ficou em silêncio por alguns instantes.
— Eu acho que vim para você poder ajudar outra pessoa.
— Quem?
— Eu não sei exatamente. Mas eu sinto isso.
— O que você sente?
— Que o perigo está por perto. — Seus olhos se encheram de preocupação.
— Posso impedir que algo ruim aconteça?
Ela inclinou a cabeça para um lado e considerou a questão.
— Eu acho que sim. Acho que é por isso que eu vim. Assim, você poderá evitar.
O coração de Kylie se encheu de esperança. Com certeza, se não fosse possível ajudar, o espírito saberia. Assim, mesmo que fosse Holiday, talvez Kylie pudesse salvá-la. Talvez a pessoa que o espírito deveria salvar fosse ela mesma e não soubesse.
— Você já descobriu o seu nome?
Ela balançou a cabeça.
— Eu só fico me lembrando das mesmas coisas. Eu acho que é Hannah.
— Por favor, me diga o que você sabe. Pode ser importante.
Ela negou com a cabeça.
— Eu não estou pronta para falar sobre isso. E não é a história inteira. São só fragmentos.
— Por que você não está pronta para falar sobre isso?
O espírito se virou e olhou para a floresta, como se tivesse ouvido algo.
Kylie seguiu seu olhar. Ela não viu ninguém, mas, estranhamente, a sensação que tivera antes tinha retornado. Alguém estava lá. Chamando por ela.
Quem é você? O que você quer? Kylie perguntou mentalmente.
— Eles querem falar com você — disse o fantasma.
— Quem? — Kylie perguntou. — E você disse “eles”? Como sabe que há mais de um?
— De alguma forma, sei que há mais de um. Mas, se eu não sei o meu próprio nome, como posso saber quem eles são?
— Você já os viu? Sabe o que eles querem de mim?
Ela fez que não com a cabeça.
— Eu apenas os sinto. Estão chamando você.
— Será que eles querem me fazer mal? — Kylie perguntou.
— Eu... não posso dizer com certeza. Mas eles não parecem ruins.
— Também não sinto que sejam ruins. — Ou talvez ela só quisesse acreditar nisso. Ela desceu os degraus. Estava quase chegando à floresta quando alguém agarrou seu braço, alguém vivo e quente.

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