8 de outubro de 2016

Capítulo 7

— Eu não menti. — Tão logo as palavras saíram, Kylie se lembrou de que ela tinha de fato mentido quando Holiday perguntou se havia algo errado. Droga! Kylie deveria ter lembrado que Burnett podia ouvir seu coração acelerando quando ela mentia.
Ela continuou andando. Ele olhou para baixo com uma sobrancelha arqueada em descrença.
— Te dou mais uma chance de falar a verdade.
Kylie franziu a testa.
— É a questão do fantasma. Eu só estou tentando descobrir por mim mesma. — De jeito nenhum ela poderia contar a Burnett sobre o fantasma com a aparência de Holiday. Ele iria pirar. Ou talvez não. Talvez não tivesse tanto medo de fantasmas quanto fingia ter.
— O que você está escondendo dela sobre a cachoeira? — Kylie perguntou.
Ele baixou a sobrancelha arqueada.
— Eu não estou escondendo nada.
— Você consegue entrar na cachoeira quando tanta gente não consegue.
— Isso também me intriga. No entanto, não me sinto exatamente à vontade quando estou lá.
— Não é como se a cachoeira o chamasse?
Ele hesitou.
— Talvez um pouco. — Ele deu alguns passos em silêncio.
— Por que você não disse isso a Holiday? — perguntou Kylie.
Ele a fitou com um olhar travesso.
— Talvez eu esteja tentando descobrir por mim mesmo.
Ele usou as mesmas palavras que ela.
— Tudo bem. — disse Kylie, revirando os olhos.
Passados alguns minutos, ele voltou a falar:
— Eu pensei que você podia conversar com Holiday sobre os fantasmas.
— Eu posso. Mas gostaria de lidar com isso sozinha, se for possível. — Era verdade, por isso ela não se preocupou com o que ele poderia ouvir por trás das suas palavras.
Burnett acenou com a cabeça. Quando se aproximaram da cabana, Kylie se lembrou de que ela queria falar com Lucas.
— Lucas pode ser a minha sombra por um tempo hoje à noite? Eu preciso falar com ele.
Burnett pareceu pensar a respeito. Por um segundo, ela teve a impressão de que ele ia recusar seu pedido.
— Ok, mas não entre na floresta.
A resposta dele a fez se lembrar.
— O alarme está funcionando?
— Sim, mas em determinadas condições meteorológicas, alguém pode conseguir entrar na floresta sem ser pego.
Ela assentiu com a cabeça.
— Você já viu alguém? — ele questionou.
— Não.
Ele parou.
— Tem certeza?
— Tenho. Às vezes eu só... os bosques me assustam um pouco.
— Então respeite os seus medos e evite-os.
— É o que pretendo fazer. — Kylie olhou para a fileira de árvores e para as sombras escuras além delas. Não sentiu nada. Talvez o que tivesse sentido antes fosse apenas sua imaginação hiperativa.
Kylie avistou sua cabana entre as árvores. As luzes estavam acesas e um tom dourado derramava-se das janelas. Ela viu a sombra de Della passar na frente da vidraça e se lembrou...
— Por que você teve uma reunião com Della hoje?
— Apenas negócios da UPF. — Ele parecia propositalmente vago.
— Algum problema? — ela perguntou.
Burnett balançou a cabeça.
— Não.
— Você pediu para ela fazer algo pela UPF?
— É possível. Por quê?
Kylie franziu a testa.
— Considerando que a UPF está me causando uma dor de cabeça e tanto, eu não fico muito entusiasmada ao pensar nos meus amigos envolvidos com eles.
Ele parou, tirou as mãos dos bolsos do jeans e balançou a cabeça, frustrado.
— A UPF é uma organização que serve para ajudar os sobrenaturais, assim como a polícia ajuda os seres humanos. Existem policiais corruptos e até mesmo grupos de policiais que fazem coisas ilícitas, mas não é por isso que deixamos de confiar na instituição como um todo.
— Eu poderia, se eles mataram a minha avó — disse ela honestamente.
A expressão dele endureceu.
— Eu não concordo com tudo o que a UPF faz, mas, sem ela, o mundo seria um caos. As espécies se voltariam umas contra as outras, matando e mutilando. A raça humana seria vista como fonte de alimento.
Kylie tremeu diante da descrição.
— Se você não consegue confiar na UPF, pelo menos confie em mim — disse Burnett. — O lado bom da UPF supera em muito o lado ruim.
— Eu vou tentar vê-los assim. — Mas ela não prometeu nada. Não conseguiu.


— Você poderia só ter ligado para ele — reclamou Della, cerca de uma hora depois, enquanto desciam pela trilha escura em direção à cabana de Lucas. Kylie teve a sensação de que Della estava meio irritada porque ela queria ver Lucas em vez de lhe fazer companhia. Especialmente quando Miranda tinha escapulido com Perry. Mas a culpa de Kylie por ter deixado Lucas falando sozinho tornou indispensável que ela fosse vê-lo.
— Acho que eu queria tomar a iniciativa em vez de esperar que ele fizesse isso. — Kylie notou a lua prateada e brilhante, quase cheia, pendurada no céu. Estava uma noite bonita. A temperatura tinha caído para uns 27 graus, ficando quase agradável.
— Por quê? O que você fez de errado?
— Eu fiquei brava e fui embora, deixando Lucas lá sozinho.
— Foi por isso que ele pareceu tão sentimental quando veio visitá-la, enquanto você estava dormindo? — ela perguntou.
— Pode ser. — Kylie deu uma boa olhada na fileira de árvores e não sentiu nada, o que foi muito bom. Então ela olhou para Della.
— O que Burnett queria falar com você hoje?
— Nada, na verdade.
Kylie olhou para ela.
— Sabe, quando se é amigo de uma pessoa por algum tempo, nem é preciso ouvir o seu batimento cardíaco para saber que ela está mentindo.
Della fez uma careta.
— Tá, mas eu pensei que seria mais educado do que dizer que não é da sua conta.
Kylie franziu a testa.
— Você vai fazer algum serviço para a UPF?
— Como você sabe?
— Lucas e Derek também prestam serviço para eles. Me pareceu lógico. Não que eu goste. — Ela se lembrou de Burnett dizendo que a UPF não era de todo ruim, e tentou mudar de atitude, mas ela não conseguia confiar completamente na organização.
— Eu acho que seria muito legal trabalhar para eles — disse Della. — Me daria uma justificativa para chutar alguns traseiros de vez em quando.
— Você confia neles? — Kylie perguntou.
— Eu confio em Burnett — disse Della, e estudou Kylie. — Você não?
— É claro que confio. — Ela não tinha contado a Miranda ou Della que Burnett tinha trocado sua avó de túmulo. Isso não parecia uma coisa que se saísse por aí, contando para todo mundo. — Eles procuraram a minha mãe, para que ela os autorizasse a fazer testes comigo.
— Ah, droga, eu me lembro de Miranda dizendo que sua mãe esteve aqui, mas me esqueci. O que ela disse? Deus do céu! Eles contaram a ela que você é sobrenatural? Aposto que ela surtou.
— Não, disseram que estavam preocupados porque eu tinha dores de cabeça e desmaios e aconselharam que eu fizesse alguns exames. Holiday explicou a ela que eram só terrores noturnos e desaconselhou os exames.
— Ah, mas que inferno! O que Burnett disse?
— Ele não concorda com os exames também.
— Que bom! — comemorou Della. — Quero dizer, eu não gostaria que ninguém sondasse a minha cabeça. Não depois de ouvir o que aconteceu com a sua avó. — Della parou e olhou para Kylie. — Você não quer que eu trabalhe para eles por causa disso?
Kylie teve a sensação de que Della realmente abriria mão da sua chance de trabalhar para a UPF se essa fosse a vontade de Kylie – mesmo estando claro quanto estava animada com essa possibilidade. A gratidão pela lealdade de Della a emocionou.
— Não — tranquilizou-a Kylie. — Mas... eu quero que você tome cuidado.
— Vou tomar. — Della esfregou as mãos. — Estou feliz por você ter descoberto. Eu estava morrendo de vontade de contar a alguém. Vai ser tão legal!
Elas chegaram à cabana de Lucas. As luzes estavam acesas. Kylie bateu na porta enquanto Della esperava mais atrás, nos degraus da varanda. Steve, o metamorfo que tinha uma queda por Della, atendeu à porta. Com tanta coisa acontecendo, Kylie tinha se esquecido de que ele era colega de alojamento de Lucas. E o mesmo acontecera a Della, Kylie percebeu, ao ouvi-la ofegar.
— Olá! — disse Steve.
— Lucas está? — Kylie perguntou.
O olhar de Steve se desviou para um ponto mais atrás de Kylie e sua expressão mudou. Kylie sabia que ele tinha visto Della.
— Hã... sim. Quero dizer, não. Ele saiu há alguns minutos com Fredericka.
— Ah. — Kylie tentou não demonstrar seu aborrecimento com a notícia ,enquanto dava meia-volta para ir embora.
Steve falou atrás dela:
— Provavelmente vai voltar logo.
Ela virou-se.
— Você se importa se esperarmos?
— Não. — Seus olhos brilharam quando ele olhou para Della. — Entrem, se quiserem.
Della limpou a garganta como se quisesse avisar Kylie de que não tinha gostado nem um pouco da ideia.
— Podemos apenas nos sentar aqui na varanda? — Kylie perguntou. — Está uma noite bonita.
— Claro — ele saiu da cabana. Seu cabelo castanho estava caído na testa. Mesmo no escuro, Kylie poderia adivinhar que seus olhos eram castanhos escuros e estavam cheios de interesse ao fitarem Della.
Quando Kylie se virou, Della não parecia muito feliz, mas seguiu a amiga.
— Não podemos esperar muito — alertou a vampira, sentando-se nos degraus.
— Só um pouquinho. — Kylie abaixou-se ao lado da amiga, que parecia contrariada. Steve sentou-se na varanda com elas. Ninguém disse uma palavra.
— Eu ouvi falar que alguns dos professores novos estavam jantando no refeitório esta noite. — Kylie comentou, para iniciar a conversa, na esperança de não pensar em Lucas perambulando pela floresta com Fredericka.
— É — disse Steve. — A professora de inglês, Ava Kane, parece legal. Ela é meio bruxa, meio metamorfa.
— Por que você simplesmente não admite que gosta dela por causa dos peitões? — Della perguntou.
Mesmo no escuro, Kylie sentiu que Steve enrubescera.
— Eu... não vou negar que ela é bonita, mas não foi isso que eu quis dizer.
Kylie estendeu o pé e chutou Della disfarçadamente.
— Ai! — Della olhou para Kylie. — Por que você fez isso?
— Quando as aulas vão começar mesmo? — Kylie perguntou, e ninguém respondeu. — Steve provavelmente porque estava com medo de se ver em apuros novamente, e Della porque estava muito ocupada esfregando o tornozelo dolorido.
Steve finalmente arriscou.
— Se não me engano, na próxima segunda-feira.
— Havia outros professores no refeitório? — Kylie olhou para Della, esperando que ela respondesse.
— Sim — acrescentou Della. — Um tal de Hayden Yates. Ele é meio vampiro, meio fae. Acho que vai ensinar ciência. Parece boa gente.
— E...? — Steve perguntou, o tom mais profundo, embora não passasse de um sussurro.
— E o quê? — Della perguntou.
Ele tencionou os ombros. Que, aliás, Kylie tinha que admitir, eram muito largos. O cara era bonito. Por que Della não era pelo menos agradável?
— Por que você gosta de Yates? — Steve perguntou. — Porque o corpo dele é sexy ou você finge que é por causa da inteligência do cara?
Droga, pensou Kylie. Esses dois se comportavam tão mal quanto Della e Miranda. Ou Burnett e Holiday.
Della fez uma careta para Steve e então olhou para Kylie.
— Eu estou indo embora.
Envergonhada, Kylie olhou para Steve.
— Obrigada. Pode dizer a Lucas que eu passei aqui?
— Você pode ir encontrá-lo se quiser — disse Steve, levantando-se. — Acho que eles foram até a clareira, seguindo o riacho.
— Ah, tá — disse Kylie, seguindo Della.
Kylie se encheu de ciúme quando se lembrou de quando ela e Lucas tinham ido ao riacho. Ela estava tão preocupada em tentar não sentir o ciúme que a oprimia, que não tinha percebido que elas estavam seguindo na direção errada.
— Aonde estamos indo? — Kylie perguntou.
Della olhou para ela.
— Para o riacho, bocó. E não finja que não quer saber o que ele está fazendo lá com aquela loba. Se ele fosse o meu namorado, eu iria agarrá-lo pelo cangote e ensinar àquela loba uma lição que ela jamais iria esquecer. Ele ficaria choramingando como um filhotinho abandonado.
Kylie continuou seguindo Della enquanto travava um debate interior sobre se deveria continuar ou voltar para a cabana. Se ela fosse até o riacho, Lucas pensaria que ela tinha ido porque estava com ciúme? Mas e se não fosse e Steve contasse que ela o procurara e não fizera questão de ir ao riacho, será que ele acharia que ela tinha ido embora porque estava com ciúme?
Ok, a única coisa que concluiu com esse dilema foi que não queria que Lucas pensasse que ela estava com ciúme.
Embora estivesse.
Mas isso significava que ela estava errada?
Ou que Lucas estava errado? Errado por sair por aí no escuro para ficar na companhia de Fredericka no riacho? Será que agora ele estava rolando na grama com a loba, beijando-a do jeito que ele a beijara quando a levou até lá? Ou seria algo tão inocente quanto ser pega conversando atrás do escritório com Derek?
Kylie olhou para a lua. O astro parecia mais brilhante e ela sentiu aquela picada estranha em sua pele. Assim como se sentia na lua cheia.
Ela respirou fundo e disse a si mesma que estava imaginando coisas.
— Pare de tentar se convencer de que não quer ir — disse Della.
— Como você sabe que estou fazendo isso?
— Porque eu posso ver na sua cara. E porque você não conseguiria andar mais devagar nem se fosse uma tartaruga de muletas.
— Eu só não quero bancar a namorada psicopata.
— Se eles estiverem dando uns amassos, ou pior, brincando de esconder o salame, então ele merece que você dê uma de psicopata. Que droga! Eu vou me juntar a você e nós duas vamos bancar as psicopatas e dar um chute na bunda dele.
— Eu não acho que ele esteja fazendo isso. — Como se dizer isso em voz alta a ajudasse a acreditar.
— Você não queria pensar isso de Derek, também. — Della suspirou como se já tivesse arrependida de dizer aquelas palavras. — Não quero desrespeitar Ellie nem nada, mas ainda assim foi errado.
O peito de Kylie se apertou quando ela mencionou o nome de Ellie.
— Aquilo foi diferente.
— Como? — Della perguntou. Um galho baixo balançou na frente de Kylie e ela o desviou com o braço sem dificuldade. — Eu acho que isso é mais uma prova de que os homens não prestam. Talvez não devêssemos nem nos acasalar com eles.
— Derek e eu não estávamos juntos.
— Talvez vocês não dissessem que estavam juntos. Mas no seu coração, estavam.
Kylie se lembrou do que Miranda tinha dito sobre ela falar mais de Derek do que de Lucas. De repente, ela não queria falar mais sobre sua vida amorosa complicada. Então por que não falar sobre a vida amorosa complicada de Della? Parecia um jeito perfeito de mudar o rumo da conversa.
— Você poderia ter sido mais simpática com Steve.
Della se virou, mostrando irritação em sua postura corporal.
— Eu fui simpática.
— Não, não foi. Você o acusou de gostar dos peitões da professora nova.
Della retomou a caminhada.
— Você deveria ter visto o olhar de cobiça que ele lançou para ela; foi embaraçoso.
— Isso é sinal de que você está com ciúme, o que indica que gosta do cara — observou Kylie.
Della começou a andar mais rápido, seu ritmo acompanhando o seu humor.
— Eu não gosto dele. Mas vou admitir que tem um belo traseiro.
— E você disse que ia tentar ser mais acessível ao seu belo traseiro — Kylie lembrou.
— Eu tentei. Não deu certo. Eu não acho que o traseiro dele seja tão legal assim.
Outro galho apareceu de repente e no instante que Kylie o agarrou, ela se lembrou. Parou e olhou através das árvores para o céu. Algumas estrelas brilharam como se rissem dela.
— Merda... — ela murmurou.
— O que foi? — Della olhou por cima do ombro.
Kylie olhou ao redor. A lua lançava um brilho prateado através das árvores e das sombras que dançavam no chão.
— Acabei de me lembrar.
— Lembrar do quê?
— Eu não deveria entrar na floresta. — Kylie inalou o aroma verdejante das árvores e da terra úmida. Então procurou interiormente o sentimento de ser atraída, chamada para a floresta. Não sentiu nada. Talvez todos aqueles sentimentos fossem apenas um produto da sua imaginação hiperativa. Era nisso que ela queria acreditar.
No entanto, ela tinha desobedecido às ordens de Burnett. Talvez não de propósito, mas ela não achava que ele iria considerar essa desculpa aceitável.
— Nós temos que voltar.
— Mas estamos quase lá. E você tem ao seu lado uma vampira de arrasar quarteirão. Nada vai acontecer. E você não quer saber se Lucas e Fredericka estão encenando o canguru perneta?
Kylie agarrou outro galho que surgiu na sua frente.
— Se Burnett descobrir, ele vai ficar fulo da vida.
— Então não vamos contar a ele. Confie em mim. Vai dar tudo certo.
Mesmo sabendo que não era a melhor coisa a fazer, Kylie continuou a acompanhar Della. Os grilos faziam sua cantoria típica e um pássaro ocasional piava. Ao fundo, Kylie podia ouvir os sons dos animais selvagens do parque. Normalmente, quando ela ouvia os sons da noite, isso significava que tudo estava bem. Era no silêncio que as coisas saltavam das sombras. Quando o mal parecia dar as caras.
Inspirando o ar da noite, ela continuou avançando, saltando por cima de alguns arbustos espinhosos e abaixando-se para evitar os galhos mais baixos.
— Merda! — Della sibilou e parou abruptamente.
— O que foi? — Kylie perguntou, e foi então que a floresta ficou em silêncio.
Não morta como acontecia quando surgia um fantasma, mas como se ocultasse uma ameaça.
— Da próxima vez que eu lhe disser para confiar em mim, não confie. — Della olhou para trás sobre o ombro. Seus olhos estavam verdes brilhantes e seus caninos, expostos. — Temos companhia.

2 comentários:

  1. Estou tão viciada na história que ando até sonhando com a UPF 'o'

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