14 de outubro de 2016

Capítulo 5

— Kylie? Você está bem? — A voz do avô soou na porta do quarto ao mesmo tempo que ela reconheceu o rosto na janela.
Jenny. A jovem camaleoa que falara com Kylie mais cedo e agira com tanto nervosismo. A mesma que Kylie pensou ser Monique.
O que ela estava fazendo na janela? O que poderia querer àquela hora da noite? O olhar de Jenny disparou para a porta do quarto e ela balançou a cabeça.
O pânico transpareceu em seu rosto, fazendo seus olhos se arregalarem; sua expressão implorava que Kylie não dissesse ao avô que ela estava ali.
— Sim, eu estou bem. Acho que estava sonhando — Kylie mentiu, esperando que o avô não estivesse no padrão dos vampiros e fosse capaz de detectar a mentira por meio do seu batimento cardíaco. Olhando pela janela, ela viu o alívio nos olhos verdes da menina.
— Durma bem, então — disse o avô, por detrás da porta.
— Pode deixar — respondeu Kylie. Ela esperou até ouvir os passos se afastando pelo corredor e, em seguida, foi até a janela e abriu a vidraça.
Jenny pôs um dedo sobre os lábios e fez sinal para Kylie sair.
Antes de atender ao pedido de Jenny, Kylie colocou a cabeça para fora e olhou ao redor. Ela não tinha certeza do que estava procurando, só não queria ter nenhuma surpresa. A presença de Jenny já era surpresa suficiente.
Assim que ela começou a rastejar para fora da janela, Jenny a deteve e inclinou-se para dentro do quarto.
— Aquela é a sua mala pronta?
Kylie olhou para a mala sobre uma cadeira.
— Sim.
— Pegue-a — Jenny sussurrou de volta.
Kylie prendeu a respiração.
— Por quê?
— Eu tenho que tirar você daqui.
— Você o quê? Não! — Kylie balançou a cabeça. — Eu vou embora amanhã.
— Não, você não vai. Ou pelo menos não vai para onde acha que vai.
— O que você está dizendo? — Kylie perguntou, e parte dela queria fechar a janela na cara da garota, porque sabia instintivamente que a notícia que Jenny tinha não ia agradá-la nem um pouco.
Dez minutos depois, esgueirando-se pela parte de trás da propriedade do avô, com a velha mala marrom na mão, Kylie ainda não conseguia aceitar o que Jenny lhe havia dito.
— Não posso acreditar que meu avô faria isso.
— Eu disse a você, provavelmente essa não é a vontade dele. São os outros anciãos. Para ser sincera, seu avô é o mais tolerante de todos eles.
Kylie parou.
— Mas ele não ia prosseguir com isso. Não deixaria que me raptassem e me prendessem contra a vontade.
— Olhe, para ser sincera, nem sei se ele sabe. Eles podem estar fazendo isso pelas costas dele. Mas você e eu vimos os outros anciãos, lá na casa, falando com ele.
A raiva e a dúvida ficaram tão fortes dentro dela que lágrimas brotaram de seus olhos.
— Mas ir embora desse jeito... É tão errado! Eu deveria voltar e falar com ele.
— Não! Se você voltar, é quase certo que vão nos encontrar. Eu conheço o horário dos guardas e, se não nos apressarmos, eles vão pegar você fugindo.
Kylie respirou fundo. O aroma da floresta encheu seus pulmões e ela tentou raciocinar. A noite parecia se arrastar entre as árvores e o ar estava espesso.
— Por quê? Por que eles fariam isso?
— Não é óbvio? Você é uma protetora e pertence aos camaleões.
— Eu não pertenço a ninguém!
— Eu não quis dizer isso... Sei que você na verdade não pertence a ninguém. Mas é assim que eles se sentem. — Jenny se aproximou. — Eles estão errados, estão completamente errados acerca de muitas coisas! Por que você acha que estou fazendo isso?
Kylie olhou para Jenny e a pergunta da garota vibrou na sua cabeça.
— Por que você está fazendo isso? E não diga que é só porque acha que eles estão errados, ou porque você gosta de mim ou algo assim, porque você não trocou mais do que algumas palavras comigo. Minha intuição me diz que é mais do que isso e a minha intuição geralmente está certa.
Ela desviou o olhar, mas não antes de Kylie ver a culpa em seus olhos.
— Isso é algum tipo de armadilha? — Kylie começou a olhar ao redor.
— Não, não é uma armadilha! — afirmou Jenny.
Kylie sentiu convicção na voz de Jenny, mas ela não era um vampiro e não podia ter certeza se a menina estava mentindo ou não. Ela olhou para Jenny com firmeza.
— Ou você se explica agora ou eu vou dar meia-volta e procurar o meu avô.
— Explicar o quê? — Jenny perguntou, parecendo frustrada.
— Explique por que você está me ajudando se nem gosta de mim.
Ela bufou.
— Olha, eu não gosto de você porque Brandon gosta. Eu deveria me casar com ele e, embora fique furiosa de pensar que eles acham que podem me dizer por quem eu devo me apaixonar, ainda assim fiquei chateada quando vi que ele estava dando em cima de você.
— Se casar com ele? Você quer dizer que os mais velhos tentam arranjar casamentos?
— Eles tentam fazer tudo. São todos loucos. Bem, seu avô, nem tanto, mas... — Jenny passou a mão na calça jeans como se ficasse nervosa ao falar dos seus verdadeiros sentimentos. — Eles nos obrigam a ficar longe de tudo. Dizem que é porque não querem que as pessoas nos vejam até que a gente tenha habilidade para esconder os nossos padrões. Mas olhe para você. Você vivia no mundo normal e não foi morta nem escravizada.
— Escravizada?
— É, eles usam o medo para nos manter submissos. Para nos convencer a ficar aqui e não sair pelo mundo.
Kylie balançou a cabeça.
— Não ouvi nada a esse respeito. — Mas ela percebeu de repente quanto tinha ficado isolada desde que chegara. Sentia-se tão sobrecarregada que não tinha se dado conta disso.
— Eles tomam cuidado com o que dizem na sua frente. Mas você tem que acreditar em mim. Eles querem nos manter aqui. Para nos proteger, dizem, mas... às vezes eu acho que o que mais devemos temer é sermos sufocados por esse modo de vida. E se descobrirem que não concordamos com eles, vão fazer da nossa vida um inferno.
— O que me leva de volta à minha pergunta original — disse Kylie. — Se você tem tanto medo, por que está fazendo isso?
A garota desviou os olhos de novo.
— O que você não está me contando? — Kylie insistiu.
Jenny suspirou.
— É Hayden.
— Hayden Yates? — perguntou Kylie.
— Conversamos às vezes. Meus pais não sabem. Os mais velhos não sabem. E você não pode contar a ninguém.
Kylie fez as contas na cabeça, comparando a possível idade de Hayden com a de Jenny.
— Ele é velho demais para você.
Os olhos verdes de Jenny se arregalaram. Ela balançou a cabeça.
— Ele não é meu namorado. É meu irmão mais velho.
Kylie tentou avaliar essa nova informação.
— Então por que seus pais não querem que você fale com ele?
— Por que ele nos deixou. Quando um camaleão vai embora, tem que cortar todos os laços com a família para não nos expor.
— Mas meu avô mantém contato com Hayden — disse Kylie.
— Como eu disse, seu avô é o menor dos males aqui. Ele, na verdade, me deixa falar com o meu irmão às vezes. — Jenny fez uma careta. — Mas não temos tempo para ficar aqui conversando. Estou falando sério, se não formos agora, os guardas vão nos pegar. — O som de passos se aproximando, e bem rápido, ilustrou o alerta de Jenny.
— Droga! — ela exclamou. — Corra! Basta continuar indo para o sul e você vai chegar aos limites da propriedade. Se correr, vai chegar lá antes dos guardas.
— Mas...
— Vá! Eu prometi ao meu irmão que iria tirar você daqui!
A urgência na voz de Jenny fez Kylie começar a correr, mas ela só tinha avançado uns cem metros quando seu peito se contraiu com um mau pressentimento. Um mau pressentimento sobre deixar Jenny. Kylie sentia uma mudança sutil em seu corpo diante da menor ideia de que alguém poderia estar em perigo. Ela não ia deixar a menina, não até saber que ela não estava em perigo. Ela parou e começou a voltar.
— Droga! — Uma voz grave explodiu no escuro da floresta. Parecia uma voz familiar. — Me solta!
— Deixe ela em paz! — Jenny gritou. — Ela está voltando para o lugar a que pertence.
Os pés de Kylie batiam com mais força contra o chão enquanto ela corria para a orla das árvores.
Ela não tinha parado completamente quando reconheceu a voz. Então viu Derek com Jenny, muito irritada, agarrada às costas dele, com as mãos sobre os olhos do garoto e as pernas em volta da sua cintura.
Derek puxou as mãos dos olhos, mas Jenny as apertou em torno do pescoço dele.
— Onde está Kylie? — ele resmungou, e virou-se, como se tentasse encontrá-la ao mesmo tempo que lutava para se livrar da sua agressora.
Kylie quase sorriu ao ver Jenny agarrada às costas de Derek. O sorriso desapareceu quando ela o viu fechar os olhos, como se fosse se concentrar. Ela sabia que ele estava prestes a fazer aquela coisa com a mente. Isso deixaria Jenny inconsciente.
— Pare! Eu estou aqui! — Kylie gritou.
— Você o conhece? — perguntou Jenny, com as pernas ainda agarradas à cintura de Derek.
— Sim. Eu o conheço. Saia de cima dele. — Kylie sugeriu, sem ter certeza de que Derek compreendia que Jenny não era uma ameaça.
Jenny escorregou para baixo e, em seguida, recuou rapidamente, como se agora que o momento de pânico tivesse acabado, ela sentisse medo. Derek virou-se e, pela expressão de Jenny, sem dúvida a encarou de cara feia.
Depois de apenas um segundo, sua raiva diminuiu. Os dois olhares se encontraram, nenhum deles parecendo feliz, mas avaliando um ao outro.
— Então... então é melhor irem embora, vocês dois. — Jenny acenou com os braços e rapidamente desviou o olhar de Derek. — Vão antes que os guardas encontrem vocês.
— O que está acontecendo? — Derek perguntou, e finalmente olhou de Jenny para Kylie. Ela viu o olhar dele se desviar para a mala em sua mão.
— Ela diz que os anciãos vão tentar me impedir de ir embora.
Kylie sentiu o aperto da traição ao dizer isso. Será que seu avô estava envolvido nisso?
— Mas Burnett disse que...
— Vocês não têm tempo para falar sobre isso! — repreendeu-os Jenny.
Derek olhou para Kylie, como se estivesse esperando uma explicação.
— Temos que ir — disse ela, e a tristeza vibrou dentro de si, ao pensar em partir dessa maneira.
Sem saber se o avô a traíra ou não.
Ela olhou mais uma vez para Jenny.
— Obrigada.
Jenny lançou a Kylie um sorriso tímido e acenou com a cabeça antes que ela e Derek se afastassem.
Kylie manteve o ritmo dos passos de Derek, sabendo que ele não conseguiria acompanhar os dela. A mala parecia leve em sua mão firme, mas o sacolejar, para a frente e para trás, era incômodo.
— Eu poderia ter batido nela. Mas você sabe que eu não queria machucar aquela garota.
— Eu sei. — Kylie reprimiu um sorriso. Ah, os rapazes e seus egos...
Seus passos pareciam ecoar nas árvores e encher a escuridão.
Mas os ânimos de repente mudaram. Embora ela não conseguisse explicar, sua pele estava ultrassensível e seu sangue parecia correr mais rápido. Medo. Perigo. A sensação queimava dentro dela como um fogo lento, e o cheiro parecia encher o ar, causando um ardor na sua carne.
E pelo olhar rápido que Derek lhe lançou, Kylie sabia que não era a única a sentir. O ritmo dos seus passos aumentou de repente.


Eles estariam a cem metros do portão em menos de cinco minutos. Kylie poderia ter chegado lá na metade do tempo, mas Derek não. Quando se aproximaram, Kylie divisou o portão. Eles poderiam facilmente pular. Kylie estava prestes a dizer a Derek qual era o plano, quando de repente ela se lembrou. Só porque não podia ver os guardas não significava que eles não estivessem lá.
Ela agarrou o braço de Derek e puxou-o para trás de uma árvore.
— Espere! — ela sussurrou baixinho.
— Está tudo bem — ele disse, olhando para trás, além do tronco de carvalho.
— Não dá para ter certeza — disse ela. — Eles são camaleões.
O olhar dele disparou para a cerca, a testa franzida em perplexidade.
Ela percebeu o segundo exato em que ele se deu conta do que ela queria dizer.
— Como vamos saber se... eles estiverem invisíveis? — ele perguntou.
Kylie de repente recordou que, embora não pudesse ver ninguém quando estava invisível, ela podia ouvir.
— Deixe-me verificar uma coisa.
Ela fechou os olhos e se concentrou em desaparecer. Por um segundo, teve receio de que aquilo não fosse funcionar, mas logo em seguida sentiu o tipo estranho de formigamento em seus pés e depois nos joelhos.
Os olhos de Derek se arregalaram quando ela desapareceu. Assim que não conseguiu mais ver a si mesma, ela se concentrou em ouvir. Seu olhar vagou entre as árvores, tentando ver alguma coisa no escuro. Ao seu lado, podia ouvir a respiração de Derek. Ela olhou para ele, viu-o ainda olhando para ela, como se achasse seu desaparecimento um pouco demais. Em seguida, ela ouviu. Som de passos.
Merda.
Alguém estava se aproximando deles. Tinha que ser os guardas.
Em pânico, ela pensou no que poderia fazer. Eles podiam ouvi-la, estivesse invisível ou não.
Mas pelo menos ela não podia ser vista.
Mas e Derek?
Lembrando-se de algo que tinha aprendido, ela desejou ficar visível novamente e, quando apareceu, Derek só olhou para ela ligeiramente surpreso.
Ela se inclinou e cochichou em seu ouvido.
— Eles estão por perto. — Ela pegou a mão de Derek e entrelaçou os dedos nos dele.
Normalmente, Kylie não se preocuparia tanto com os guardas. Camaleões não eram conhecidos como bons lutadores, mas a sensação de medo que ainda eriçava seus pelos lhe dizia que ela não deveria arriscar. Não agora, quando estavam tão perto de escapar.
Ela inclinou-se para mais perto da orelha de Derek.
— Vou fazer você ficar invisível, junto comigo. Você tem que ficar muito quieto, porque eles não podem nos ver, mas podem nos ouvir. Entendeu?
— Espere aí. Você vai me deixar inv...?
Ela o interrompeu, pressionando um dedo sobre os lábios dele. Então, sem saber realmente se conseguiria fazer aquilo, fechou os olhos com força e não pensou em nada que não fosse desaparecer, levando Derek consigo.
Aos poucos, suas pernas começaram a se desvanecer, e então ela viu a mão de Derek começar a brilhar. Ela o ouviu ofegar de leve quando ele viu a mesma coisa. Não tinha ocorrido a ela até então que essa coisa toda de ficar invisível poderia não funcionar da mesma forma com outras espécies. E se aquilo fizesse mal a ele? Kylie quase largou a mão dele, mas ouviu a intuição e ela lhe dizia que estava tudo bem.
Santo Deus!, ela esperava que sua intuição não a deixasse na mão justo agora!
À medida que a sensação de formigamento subia lentamente pelo seu corpo, ela viu o braço dele desaparecer completamente. Então segurou firme o pulso de Derek e sentiu o polegar dele acariciar a parte de trás do seu braço. Quando ela mirou seus olhos, viu que o olhar dele estava fixo em sua boca. Ele se inclinou um pouco. Ah, Deus! Felizmente, antes que ele pressionasse os lábios contra os dela, ele tinha visualmente sumido. E ela também. Quando sentiu a respiração dele nos lábios, ela se afastou um pouco.
— Você pode me ouvir? — ela sussurrou, ainda pensando no beijo que quase aconteceu. Por que parecia tão errado? Ela não precisava ser leal a Lucas agora. Mas precisava ser fiel aos seus sentimentos, e o “quase beijo” não parecia certo. Talvez não totalmente errado, mas certo também não.
— Você está bem? — ela perguntou.
Ela ouviu sua resposta calma.
— Claro! Isso é demais!
É estranho como cada pessoa interpreta as situações de um jeito diferente. A primeira vez que aquilo tinha acontecido com Kylie, ela tinha ficado apavorada. Claro, ela não tinha ninguém ao seu lado, nem mesmo sabia que aquilo era possível.
— Não tire a mão da minha ou você vai ficar visível — ela sussurrou. Pelo menos era assim que a seu ver a coisa funcionava. Ah, ótimo! E se não fosse assim tão simples?
— Não me afastar de você é muito fácil — ele sussurrou, acariciando o pulso dela com o polegar novamente. — Eu nunca quis deixar você.
— Agora não é hora...
— Eu sei. — Um pouco de culpa soou na voz dele.
Kylie tentou acalmar sua mente acelerada que oscilava entre o “quase beijo” e o medo de ter causado algum mal a Derek, tornando-o invisível. Felizmente, ele parecia estar bem. Agora ela só rezava para que torná-lo visível fosse tão fácil quanto o contrário. Deus, ela esperava que não tivesse sido um erro!
— E agora? — ele perguntou numa voz quase inaudível, e ela sentiu a respiração dele contra sua bochecha. Ela se afastou um pouco.
— Se entendi o que Jenny queria dizer, os guardas andam a pé pela propriedade. Eu posso ouvir os passos, e suponho que sejam eles agora. Não estão muito perto, mas pelo barulho parece que são dois. Só espero que passem por nós e se afastem.
— Seria bom.
Seria como um tiro no escuro, Kylie pensou.
Ficaram completamente silenciosos e invisíveis. Os passos chegaram mais perto. Bem perto. Em seguida, se aproximaram mais. Mas eles permaneceram invisíveis. O som da respiração dos dois guardas ecoava muito alto no ar da noite. Kylie tentou ouvir para ver se a respiração dela e de Derek também estava muito alta.
Derek devia ter transferido o peso do corpo para a outra perna porque o som de um galho estalando encheu o ar.
Kylie se retesou e rezou para que o barulho não os delatasse.
— Ouviu isso? — perguntou uma voz.
Kylie reconheceu uma das vozes dos camaleões. Ela não o conhecia bem o suficiente para chamá-lo pelo nome. Não que saber o nome dele ajudasse em alguma coisa agora. Se ele os descobrisse, provavelmente chamaria os anciãos. E o que os anciãos fariam, ela não fazia ideia.
— Quem está aí? — Uma voz diferente soou, e os passos se aproximaram mais. Eles definitivamente eram dois.
— Fale agora se você é um de nós! — a segunda voz disse, aproximando-se tanto que Kylie poderia jurar que era capaz de sentir o calor de seu corpo invisível.
E esse calor deixou Kylie gelada de medo.
Principalmente quando o corpo se materializou e ficou a poucos centímetros dela. Derek apertou mais os dedos de Kylie, indicando que estava sentindo seu medo.
O camaleão de cabelo ruivo olhou ao redor e gritou.
— Olá? Tem alguém aí?

4 comentários:

  1. Ah...eu acho que Derek não tem mais chances mesmo...=(

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    1. Moça... só vira a boca pra lá, pelo amor de Deus!

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  2. Derek é tão perfeito. *.*
    Queria que ele tivesse chance com ela :(

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  3. Tudo indica que ela vai mesmo eescolher o Lucas mas :(

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