31 de outubro de 2016

Capítulo 4

Eles pularam no jipe e Nellie acelerou o carro pela longa estradinha curva. Ela digitou o código e os portões elétricos se abriram.
Carros estavam agora estacionados nas margens gramadas da pista, todos em ângulos esquisitos. Fotógrafos saltaram para frente, com os rostos obscurecidos pelas câmeras.
O barulho das câmeras clicando soava como uma centena de grilos em uma noite de verão.
— Abaixem-se! — Nellie gritou.
Amy se abaixou, mas não antes de ver uma câmera tirando uma foto de seu rosto assustado.
Nellie acelerou o motor e passou rapidamente por eles. Ainda tirando fotos, os fotógrafos correram para seus carros.
— Você consegue despistá-los? — Amy perguntou, seu coração acelerado. Ela se sentia caçada e encurralada.
— Tá brincando? — Nellie acelerou pela rua, em seguida, fez uma curva à direita para uma estrada curta de terra. Ela chiou por cima dos arbustos para se desviar da entrada de uma garagem. — Os Fieldstones não vão ligar. — ela disse. — Eu dei a Marylou minha receita de bolo de café.
Ela saiu da calçada, pulou em um campo gramado, contornou uma rede de badminton, em seguida, fez uma curva fechada à direita para uma estrada secundária que corria ao longo de um lago.
— Nós podemos pegar a autoestrada daqui.
Nellie fez várias curvas rápidas e se aproximou da rodovia. Ela virou o carro para a pista de retorno sob a placa escrita BOSTON.
— Viu? — Ela disse confiante. — Tudo limpo.
Dan se contorceu atrás dela.
— Uh, não. Eu acho que estou vendo aquele Toyota vermelho de novo. E outros carros. Eles devem ter adivinhado que nós iriamos para a cidade.
A viagem foi curta e tensa. Nellie ia tão rápido quanto ousava, mas os carros continuavam se aproximando, tentando conseguir uma foto. Os fotógrafos atravessaram três faixas de tráfego, tirando fotos pendurados na janelas, em cima dos tetos solares.
— Tem alguns chapéus aí atrás — Nellie disse. — Tentem cobrir o rosto, daí eles não vou conseguir tirar foto de vocês. Talvez eles desistam.
Dan remexeu pelos chapéus. Ele segurou um sombrero mexicano. 
— Ahn, Nellie?
— Noite do chapéu de graça na Cantina do Don José. — Nellie explicou. — Vocês tem que provar as chimichangas.
— Já ouviu falar do Dia do Boné no estádio? — Dan resmungou.
Ele vestiu um chapéu de inverno xadrez com protetores de orelha e entregou a Amy um chapéu de praia de lona. Ela o puxou até as sobrancelhas. Ela não conseguia ouvir os estalos das câmeras, mas sentia seus cliques martelando dentro de seu cérebro.
Nellie puxou o volante de repente para a direita e saiu da estrada, deixando dois carros cheios de fotógrafos para trás, com olhares cômicos de surpresa em seus rostos.
— Até mais, otários! — Nellie zombou enquanto atravessava com toda velocidade o farol na luz amarela, fazia duas curvas sucessivas rápidas à direita, e, em seguida, mergulhava no tráfego notório de Boston.
Depois de alguns minutos de fuga, Nellie parou em uma faixa de ônibus com um grito de satisfação.
— Eu domino Beantown!
Eles esticaram o pescoço e olharam para cima do esqueleto de um arranha-céu do outro lado da rua.


Um motorista de ônibus atrás deles jogou o peso sobre a buzina.
— Mandem uma mensagem quando terminarem — Nellie disse. — Encontro vocês aqui.
Ignorando o som da buzina, Nellie examinou a calçada.
— Tem um monte de seguranças. Como é que vocês vão entrar?
— Só siga minha primeira regra da vida — Dan disse, saindo do jipe. — Todo mundo precisa comer.

* * *

Quinze minutos depois, Amy e Dan caminharam até ao lado da construção, os dois carregando um saco de comida. O aroma tentador das almôndegas saía dali.
Três operários da obra estavam sentados em um banco improvisado de madeira e tijolos, logo na frente de uma porta marcada com CANTEIRO DE OBRAS: NÃO ENTRE.
— Vocês conhecem o Joe? — Dan perguntou, mostrando o saco. — É o pedido dele.
— Apenas entre lá e chame — um deles respondeu. — Ele deve estar no escritório.
Amy e Dan entraram pela porta.
— Como você sabia que havia um cara chamado Joe que trabalhava aqui? — Amy perguntou enquanto eles deixavam o saco de comida em uma mesa.
— Essa é a minha segunda regra da vida — Dan respondeu. — Sempre tem um cara chamado Joe.
Ele pegou dois capacetes amarelos e jogou um para Amy.
  — Está começando a me assustar o quanto você sabe sobre invasão de domicílio — Amy observou, colocando o capacete.
Eles ficaram no hall de entrada, se perguntando por qual caminho deveriam ir. O edifício tinha vigas e gessos que marcavam algumas salas. Pilhas de madeira e vidro estavam espalhadas, juntamente com rolos de isolamento e longos feixes de vergalhões. Baldes de plástico apoiavam xícaras de café vazias e pedaços de metal e madeira. Pintado com spray laranja nas paredes havia letras e números misteriosos. Grandes colunas de concreto sustentavam o espaço, e poeira flutuava no ar através dos feixes de luz.
— Eu sinto cheiro de algo — Dan disse.
— Perigo? — Amy perguntou.
— Perigo cheira como biscoitos?
Amy cheirou o ar. 
— E café.
— Se tem um tour, talvez haja café para a imprensa. — Dan observou. — Talvez a gente possa se misturar entre eles sem sermos notados.
Seguindo seus narizes, eles foram para a parte frontal do edifício. Logo conseguiram ouvir vozes murmurando.
— Eles estão murchos — alguém disse.
— Olha, eles são de graça. O café não tá tão ruim.
Amy e Dan espiaram ao redor do muro. Cerca de uma dúzia de repórteres devorava biscoitos e engolia os cafés em canecas de papéis.
Eles se esgueiraram e ficaram na borda do grupo.
— De onde vocês são? — um dos repórteres perguntou a Dan. Ele tinha um cabelo vermelho espetado e parecia tão jovem quanto eles.
— Uh... em uma revista infantil nacional — ele respondeu. — Homeschooling Mensal.
O cara assentiu. 
— Parece legal. Eu queria ter tido aulas em casa. Só não com, você sabe, meus próprios pais. Eu sou de uma revista virtual, Celebrity Dish.
— Ela não é da Founders Media? — Amy perguntou. — Então, o Sr. Pierce é meio que seu chefe?
  Ele deu de ombros.
— Todos somos parte da companhia. Sua revista também, você só não sabe disso. Você acha que esse cara quer divulgação ruim? Ele já tem uma pilha de violações neste edifício. Está lançando uma sombra num jardim da comunidade – você viu os manifestantes? E algum pobre homem que trabalhava na construção foi morto no mês passado. Eles estão construindo com tanta pressa que inspetores de segurança estão bafejando em seus pescoços... e então eles desaparecem misteriosamente. Ei, você já tem a sua pergunta pronta? Só podemos fazer uma. Eu vou perguntar qual é a cor do pijama que ele veste.
— Você vai perguntar sobre pijamas? — Dan perguntou.
— Eu não vim aqui para ganhar um Pulitzer, cara. Só quero manter o meu emprego. Se o Pierce dizer bolinhas, eu já tenho uma matéria.
— Amei essa notícia contundente — Dan murmurou.
Uma jovem elegante de terno vermelho entrou na sala, seus saltos estalando pelo chão. Ela usava, Dan percebeu, um pequeno fone de ouvido debaixo do cabelo, um fio prateado fino pairando perto do canto de sua boca.
— Olá, pessoal! Eu sou Arabella Kessler. Sou a assistente pessoal do Sr. Pierce, e vou acompanhá-los vocês da sala de estar para a sala da recepção. — Ela balançou seu capacete amarelo. — Vamos todos colocar o capacete! Agora me sigam ao sexagésimo quinto andar!
Eles seguiram Arabella Kessler e seus saltos barulhentos até um grande elevador, na lateral do edifício. Os repórteres se enfiaram ali dentro. O elevador subiu e subiu, muito acima da cidade. Uma rajada de vento balançou o elevador feito de tela de arame. Alguns dos repórteres ficaram verdes.
— A melhor vista de Boston. — Arabella disse, e abriu a porta.
Eles saíram em um espaço semelhante ao piso térreo. Concreto, pilhas de vidro, máquinas desocupadas. Fios pendiam da grade do teto, enrolados como cobras prestes a dar o bote.
A sala tinha sido enquadrada com colunas metálicas. Em uma das extremidades um púlpito havia sido colocado, com cortinas vermelhas penduradas atrás dele. O vento soprava através do espaço aberto. Mesmo que eles não estivessem nem perto da borda, Amy estremeceu.
Os repórteres se agruparam nervosamente. Todos se sentiam expostos, tão acima da cidade, sem paredes para protegê-los.
Arabella Kessler ficou atrás do púlpito e falou ao microfone. Sua voz ecoou e saltou de um pilar de concreto para outro.
— Bem-vindos ao sexagésimo quinto andar da nova sede da Founders Media, o conglomerado de mídias número um nos Estados Unidos!
Houve silêncio, então poucas pessoas aplaudiram. Aparentemente era o que os outros deveriam ter feito.
— Sim, não é emocionante? O design inovador da sede da Founders Mídia incluirá um complexo de um quarteirão com três prédios distintos, todos unidos por passarelas para pedestres! Os edifícios vão oferecer escritórios, varejo, restaurantes e os estúdios de televisão da Founders. Depois de uma breve conferência de imprensa durante a qual vocês poderão fazer suas perguntas pré-aprovadas, vocês terão um tour pessoal na inovadora sede da Founders Media liderado pelo próprio J. Rutherford Pierce. Senhoras e senhores, eu lhes apresento J. Rutherford PIERCE! — Ela quase gritou seu último nome.
Um homem alto, com cabelos grisalhos e um sorriso de estrela de cinema atravessou as cortinas. As luzes ricochetearam em sua pele lustrosa. Ele parecia brilhante e saudável e pronto para enfrentar o mundo.
— Estou tão feliz de estar aqui hoje, meus amigos! — ele disse, tomando o lugar no pódio. — Responderei algumas perguntas antes do tour.
— Qual é seu segredo para o sucesso? — alguém perguntou.
— Trabalhar duro e amar seu país.
— O que você gosta de fazer em seu tempo livre?
— Brincar com o meu cachorro, Sport, e grelhar uma boa carne!
— Contanto que ele não grelhe o Sport — Dan murmurou para a Amy. O repórter ao lado deles ouviu e tentou segurar uma risada.
— Como você explica sua ascensão espetacular?
— Eu trabalhei muito duro e amei meu país.
Dan gemeu no ouvido de Amy. 
— Falando em perguntas chatas. Como é que vamos falar com ele?
— No tour — ela disse.
— Não com todos esses manipuladores por perto. Eu sugiro que a gente agite um pouco as coisas — ele ergueu a voz. — Quanto custa nesses dias subornar um inspetor de segurança?
Os repórteres ficaram instantaneamente em silêncio. O repórter ruivo se virou e gesticulou freneticamente para o Dan calar a boca.
— Quero dizer, o custo aumenta ou abaixa, dependendo de quão perto você está de terminar o prédio? — Dan continuou.
— Desculpe, eu não consegui ouvir — Pierce espiou a plateia, mas não conseguiu ver Amy e Dan, que estavam atrás de repórteres mais altos. Seu olhar se desviou para Arabella Kessler, sujo olhar afiado escaneou a plateia.
— Alguma outra pergunta? — ele olhou para os repórteres.
— E quanto ao trabalhador que foi morto? — Amy perguntou. — Será que isso aconteceu porque o senhor está cortando fundos na segurança? 
O jornalista ruivo lançou um olhar de admiração a Amy e Dan. Amy o viu dar de ombros. Ele levantou a mão.
— E como a viúva dele conseguiu um milhão de dólares se ele não tinha seguro de vida? Ela foi paga?
— Importa-se de comentar sobre isso? — alguém gritou.
Pierce piscou uma vez. Duas vezes. Seu sorriso não oscilou. Ele girou em direção a Arabella Kessler. Ela foi para frente rapidamente enquanto Pierce desaparecia atrás da cortina vermelha.
— Nós estamos sem tempo! — ela anunciou alegremente. — Houve um imprevisto, e o Sr. Pierce precisa ir. Eu dirigirei o tour.
Amy exclamou: 
— Ei, e as fotos?
Os repórteres assumiram a questão e começaram a gritar com Arabella Kessler. Amy e Dan se moveram rapidamente para frente e entraram atrás da cortina, à procura de Pierce.
— Lá está ele — Amy sussurrou.
Atrás de uma coluna de concreto, eles viram Pierce escolher seu caminho em torno de uma pilha de pisos de madeira.
Desviando-se de baldes e ferramentas e rolos de faixas de isolamento, eles encontraram Pierce enquanto este se movia através do edifício. Eles podiam ver que ele estava indo em direção aos elevadores do lado leste do edifício.
— Sr. Pierce! — Amy gritou, correndo atrás dele. — Nós temos uma pergunta!
Ele virou, seu sorriso congelou. Amy viu algo atravessar seu rosto quando ele a viu: reconhecimento.
Ele sabe quem somos.
E, em seguida, um segundo pensamento, mais surpreendente enquanto seus olhos cinzentos permaneciam no rosto dela.
Ele me odeia.
— E quem seriam vocês? — ele perguntou.
— Você sabe quem somos — Amy respondeu. — Amy e Dan Cahill. As crianças que você esteve atormentando através de suas mídias.
— Eu não tenho nada a ver com os conteúdos nas minhas revistas e nos meus sites — Pierce respondeu. — É disso que se trata o Terceiro Aditamento, imprensa livre.
— Primeiro Aditamento — Amy devolveu, e notou duas manchas vermelhas nas bochechas dele por causa de sua correção. — E a liberdade de imprensa significa que o governo não pode censurar a mídia. Isso não significa que o senhor não pode proibir seus funcionários de escrever histórias sensacionalistas e mentirosas apenas para vender jornais.
— Mas meu trabalho é vender jornais, mocinha — Pierce disse. — E revistas, e conteúdo de sites. Mas se está chateada sobre algo, sugiro que contate o escritório da imprensa. Eles lhe guiarão até a pessoa certa.
— Você é a pessoa certa — Dan disse. — Você é o chefe.
  Dois seguranças apareceram, usando bonés e óculos escuros. Amy e Dan não os ouviram chegar, mas lá estavam eles, tão sólidos e inflexíveis quanto os pilares de concreto ao redor deles.
— Ei, camaradas — Pierce disse para eles. — Deus, é por isso que temos um tour guiado, crianças. Vocês não podem ficar vagando por aí sozinhos. As construções são lugares perigosos. Acidentes acontecem facilmente quando se está sessenta e cinco andares acima do solo em um arranha-céu sem paredes. Especialmente quando se é os aventureiros Cahill! Nós não queremos que vocês morram agora, não é?
Amy olhou para ele, assustada. Ele estava mesmo os ameaçando? Impossível. Ele era um homem de negócios. Uma grande celebridade da mídia...
— Mostrem-lhes a eles a saída, senhores — Pierce disse aos guardas de segurança. — A saída rápida, digo.
Dan se dobrou e espirrou várias vezes. Enquanto Pierce se afastava, com uma expressão de desgosto em seu rosto por causa dos espirros, Dan mergulhou a mão no balde de plástico ao lado e, em seguida, a enfiou no bolso.
Pierce rosnou para os seguranças.
— Por que vocês continuam parados aí?
Um dos guardas grosseiramente empurrou Dan para a frente.
— Anda.
Os seguranças os levaram na direção oposta dos repórteres. A mente de Amy acelerou. Algo não estava certo. Por que eles não estavam sendo levados de volta para o grupo?
Eles estavam sendo encurralados em direção à extremidade do edifício. Saíram do corredor de gesso, e Amy, de repente teve a visão desbloqueada de Pierce. Ele apertava repetidamente o botão do elevador. A partir desta posição Amy também podia ver o que Pierce não podia – a multidão de repórteres correndo na direção dele, Arabella atrás, agitando os braços. Pierce não podia vê-los... mas podia ouvi-los. Ela pode dizer pelo olhar severo de irritação em seu rosto.
 Aconteceu em um estalar de dedos. Amy piscou quando Pierce pegou uma corda pendurada nas proximidades, pulou para o ar vazio, em seguida, caiu na ponte estreita de metal parcialmente concluída um andar abaixo. Ele rapidamente a atravessou por ela, sessenta e quatro andares acima da cidade, e em seguida, entrou no esqueleto do prédio ao lado e desapareceu.
O que foi isso? O cara tinha acabado de pular três metros, aterrissado em uma viga... e se equilibrado através dela?
— Anda, mocinha — um dos homens disse, empurrando Amy.
Os guardas os empurraram através de uma cortina espessa de folhas de plástico. Ali, a construção não estava tão avançada quanto no resto do andar. Vigas estendiam-se no ar vazio. Não havia gesso algum, apenas um piso de concreto. Equipamento de construção os rodeava. Um pedaço de fita amarela atuava como uma frágil barreira entre eles e ao ar livre.
— Opa, sem elevador. Acho que nós nos enganamos — um dos seguranças disse. — Então acho que vocês terão que pegar o caminho mais rápido para descer.
— Você tá zoando? — Dan perguntou.
— Eu não sei — o guarda disse com um sorriso horrível. — Estou?
Os dois homens os empurraram mais perto da borda. Amy e Dan tiveram que se afastar.
— Qual é, vocês são aventureiros, não são? — o outro disse. — Vamos ver o que vocês podem fazer. Se andarem nas vigas, podem quase chegar ao prédio ao lado. Se puderem pular essa distância — ele gargalhou.
Eles estavam perto da borda agora. Amy não queria olhar para baixo, mas não podia evitar. Ela podia ver pequenas pessoas que se deslocavam abaixo, carros e ônibus que se pareciam com os brinquedos que Dan costumava deixar espalhados pelo chão, quando tinha cinco anos.
— Você está me assustando! — Dan disse de repente. Ele estremeceu, as duas mãos em seus bolsos. — E-eu tenho medo... de altura! NÃO! NÃO! — ele gritou.
— Cala a boca, pirralho!
Dan se moveu como um raio. Suas mãos saíram dos bolso e ele jogou esferas de aço  no chão entre eles.
Amy não precisou que dissessem algo. Ela sabia o que Dan estava planejando apesar de nenhuma palavra ter sido trocada entre eles. Ela e Dan correram na direção oposta das bolas descontroladamente rolantes. Ouviram os palavrões dos guardas enquanto eles balançavam os braços descontroladamente, tentando manter o equilíbrio e correr ao mesmo tempo. Ambos caíram no chão.
Amy e Dan sabiam que eles tinham apenas alguns segundos antes que os seguranças fossem atrás deles novamente. Eles atravessaram as folhas de plásticos grossas e começaram a correr.
— Por aqui — Dan disse, apressando-se por um corredor.
Amy o seguiu sem questionar. Ela sabia que a memória fotográfica de seu irmão tinha gravado o layout do andar em sua cabeça. Ele provavelmente os estava levando de volta ao elevador que tinham tomado para chegar até lá, na esperança de que Arabella tivesse finalmente encurralados os repórteres. Haveria segurança em uma multidão.
Eles ouviram o farfalhar da tela de plástico, em seguida, o tum-tum de passos correndo. Os guardas estariam sobre eles a qualquer momento.
Em seguida, Amy ouviu o zumbido do elevador. Dan já havia seguido em direção ao som.
— Eles estão ali! Pegue eles! — Eles ouviram as vozes guturais atrás deles, mas seria perda de tempo se virar. Eles só tinham segundos agora.
Eles irromperam para fora do corredor bem a tempo de ver a metade superior do elevador enquanto os repórteres desciam passando pela altura chão.
— Nossa única chance. — Amy disse ao Dan. — Vamos.
Ambos correram em direção à gaiola que descia e pularam.
Amy sentiu a gaiola chacoalhar quando ela pousou. Dan pousou ao lado dela. Arabella Kessler gritou, e um dos jornalistas gritou: “Ei!”
Amy e Dan caíram de joelhos e entrelaçaram os dedos através da tela. O vento frio ameaçou derrubá-los do topo da gaiola. Amy olhou para baixo através da gaiola de arame. O rosto irado de Arabella a encarava.
— Descendo? — Dan perguntou.

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