14 de outubro de 2016

Capítulo 43

De pé diante de Kylie, totalmente materializado, estava seu pai. Não apenas totalmente materializado, mas mais brilhante do que nunca. O barulho da cachoeira ficou mais alto. Um murmúrio pacífico de água.
— Pai? — ela sussurrou.
— Oi, filhota.
— Oi.
Ele olhou por cima do ombro dela e franziu a testa.
— Sua mãe desmaiou.
Kylie olhou para trás.
— Ela teve uma noite difícil.
— Você também. — Ele apontou para o sangue na camiseta dela.
— É só um machucado superficial — disse ela, ou seria mais do que isso? Ela olhou para baixo perguntando se só estaria imaginando que o ferimento era pequeno e se seu pai estava ali para levá-la com ele.
O sangue tinha encharcado sua camiseta; não chegava a ser uma hemorragia, mas era o suficiente para que a sensação de paz diminuísse e fosse substituída pelo medo. Estranhamente, ela não temia por si mesma, mas que a sua morte entristecesse outras pessoas. Ou será que sua vitória sobre John e Mario resolveria isso? Seria simplesmente a sua hora de ir?
Olhando para cima, ela contemplou o pai, a visão um pouco turva com as lágrimas.
— Eu vou morrer? Os outros vão sofrer porque...
— Não, Kylie. — Ele foi até ela. As mãos segurando seus ombros, o frio que o acompanhava proporcionando um conforto ao qual ela dava as boas-vindas. — Você tem muito ainda que viver, filha. Não estou aqui para levá-la. Estou aqui para ajudá-la a explicar isso à sua mãe.
Ela piscou.
— Os anjos da morte lhe deram um pouco mais de tempo na terra?
— Só um pouco mais, mas o que eles me ofereceram foi melhor. Eu tenho um lugar ao lado deles agora.
Levou um segundo para Kylie compreender.
— Você vai ser um anjo da morte?
— Vou, assim que ajudar você agora, pela última vez. Mas o melhor é que, de agora em diante, vou estar sempre cuidando de você. A sabedoria que você ouve em seu coração vai vir de mim, filha.
Lágrimas encheram os olhos dela novamente. Ela percebeu então que ele tinha dito algo sobre ajudá-la a explicar aquilo à mãe. Kylie estivera tão empenhada em salvá-la, que ainda não tinha pensado em como ia explicar o que acontecera.
— Como é que eu vou conseguir fazer com que ela aceite isso?
— É por isso que estou aqui. Vamos fazer isso juntos.
Então Kylie se lembrou.
— Ela viu você... antes de desmaiar.
— Sim. Ela sempre sentiu a minha presença, mas agora me concederam energia suficiente para que ela pudesse me ver. — Ele olhou em volta, franzindo a testa para os corpos sem vida. — Mas, por enquanto, ligue para Burnett.
Kylie pegou o telefone e discou novamente o número do vampiro.
— Ela está quase acordando. — Daniel apareceu. Kylie, sentada numa cadeira ao lado da cama, no quarto extra da casa de John, olhou para o pai.
A mãe estava desacordada fazia quase quatro horas agora.
Burnett e Holiday tinham aparecido minutos depois que ela ligara. E ele imediatamente chamou uma equipe para dar um jeito naquela bagunça. A UPF ia fazer com que parecesse um código vermelho, um acidente de carro.
Como eles fariam para que os ferimentos com espadas parecessem um acidente de carro, ela não sabia.
Nem queria saber.
Depois de chorar um bom tempo no ombro de Holiday, Kylie explicou o que tinha acontecido. Ela também contou sobre Daniel. Holiday ficou impressionada ao saber que Kylie teria uma conexão pessoal com um anjo da morte. Kylie quase lhe disse que ela teria preferido que o pai estivesse vivo ao lado dela, mas aquilo não dependia da vontade dela e ela se lembrou de que tinha muito que agradecer.
Quando explicou que Daniel estava ali para ajudá-la a explicar algumas coisas para a mãe, Burnett expressou a preocupação de que a mãe de Kylie não conseguisse aceitar a verdade. Kylie estava preocupada com a mesma coisa.
No entanto, quando ele sugeriu que trouxessem Derek para apagar a memória da mãe, Daniel apareceu e discordou.
— Ela precisa saber a verdade — Daniel insistira. Ele não deu nenhuma explicação, nem precisava. Kylie tinha que confiar em seu pai, mesmo quando seu coração temia a reação da mãe à notícia.
Foi Holiday quem ressaltou que a mãe de Kylie não era um ser humano normal. Sendo descendente de uma tribo indígena americana, ela tinha uma certa intuição no que dizia respeito a poderes sobrenaturais.
Assim, com a ajuda de Daniel, um futuro anjo da morte, Kylie se preparou para contar tudo à mãe. Mas ela não estava ansiosa por isso.
A mãe abriu os olhos. Concentrou-se em Kylie e então as palavras jorraram dos lábios dela.
— Eu tive o pior sonho da minha vida! — Ela se sentou e olhou em volta.
Kylie olhou ao redor também, sem saber se Daniel ainda estava visível. Ele não estava. Ela supôs que ele iria aparecer quando ela precisasse dele. Mas se sentia muito carente no momento.
Olhando novamente para a mãe, Kylie soube no mesmo instante que ela tinha percebido que estavam na casa de John. Ela prendeu o fôlego.
— O que você está fazendo aqui?
Kylie pegou a mão da mãe.
— Você estava em apuros.
A mãe piscou, balançou a cabeça e caiu para trás, contra os travesseiros.
— Eu ainda estou sonhando.
— Não, mãe. Não foi um sonho.
— Foi, sim! Foi horrível, Kylie! Pelo menos partes dele foram. Você estava lutando e...
— Foi horrível. Mas não foi um sonho. — Kylie sabia apenas uma maneira de provar isso. Ela puxou a gola da camiseta para baixo e mostrou à mãe o corte. Provavelmente teria que levar alguns pontos, mas estava muito ocupada para se preocupar com isso. Claro, Holiday tinha visto o sangue na camiseta de Kylie e não sossegou enquanto não procurou algo na casa para limpar a ferida.
Os olhos da mãe se arregalaram.
— Você está... bem?
“Bem” era um termo muito vago, Kylie pensou. Não chegava nem perto de expressar o que Kylie sentia. Mas, ao mesmo tempo, as palavras lhe faltavam.
Ela tinha visto a mãe quase morrer estrangulada. Tinha sido forçada a lutar pela sua vida com uma espada reluzente. Tinha visto seu sequestrador matar o próprio pai. Tinha sido ferida por uma espada. Então fora obrigada a matar um homem.
— Sim — Kylie assentiu. — Eu estou bem. — Ela respirou e tentou se lembrar de como planejara contar a verdade à mãe.
— É claro que está tudo bem — a mãe deixou escapar. — É apenas um sonho.
Kylie apertou novamente a mão da mãe. Daniel havia dito que ia tentar entrar nos sonhos da mãe e ajudar a tornar tudo mais fácil. Será que ele tinha conseguido?
— Mãe, você se lembra de me dizer que pensou que havia algo meio mágico em Daniel?
A mãe concordou.
— Sim, mas...
— Bem, você estava certa. Ele tinha poderes mágicos. E isso fez com que eu também tenha.
A mãe agarrou os lençóis quando algo lhe ocorreu.
— Eu sonhei com ele, também! Ah, meu Deus! Isso não está fazendo sentido... — Ela se reclinou na cama e cobriu os olhos com as mãos.
— Vai fazer, mas você vai ter que me ouvir, mãe. — Ou talvez não fosse fazer sentido. Kylie não tinha levado semanas para aceitar tudo isso?
Ela fez uma pausa. A expressão “fazer sentido” era outro termo vago.
— Se lembra do perseguidor que eu pensei que tinha? Sabe, quando você me levou naquela terapeuta?
A mãe concordou, mas fracamente, quase como se estivesse prestes a desmaiar de novo. Então Kylie percebeu por que ela poderia de fato desmaiar.
— Respire, mãe.
A mãe encheu os pulmões de ar e Kylie continuou.
— Lembra que eu disse que ele vestia roupas do exército?
A mãe balançou a cabeça novamente.
— Eu sei agora que isso provavelmente assustou você porque.... Bem, meu pai não morreu no exército? Não foi essa parte que assustou você?
— Ele disse que você ia me contar tudo isso. O que está acontecendo, Kylie?
— Só o que papai lhe falou — Kylie disse calmamente. — Eu sei que isso parece loucura e sei que o que você... o que nós passamos aqui foi difícil, mas você tem que tentar acreditar.
Os olhos da mãe, fixados no ombro de Kylie, de repente se arregalaram. O frio surgiu no exato momento em que a mãe ofegou e Kylie soube que Daniel tinha aparecido. E se a expressão dela fosse uma indicação, Kylie tinha certeza de que a mãe podia vê-lo, também.
— Respire, mãe. — Kylie sentiu lágrimas nos olhos ao ver o olhar de perda que passou pelo rosto da mãe quando ela olhou para o homem que amara tanto tempo antes.
— O sonho que eu tive... você... — A voz da mãe vacilou.
— Eu disse que você iria me ver. — Daniel aproximou-se da beirada da cama. — Agora, eu quero que você ouça a nossa filha. Ela vai explicar tudo a você melhor do que eu. Eu tenho que ir agora, mas lembre-se do que eu disse. Você vai encontrar o amor novamente. Não lute contra isso.
Daniel se inclinou e beijou a mãe suavemente nos lábios.
— Vocês foram os amores da minha vida — disse ele.
Lágrimas toldaram os olhos da mãe novamente, quando Daniel se afastou. Ele olhou para Kylie e, em seguida, deu um beijo suave na bochecha dela.
Daniel olhou para a mãe e apontou para Kylie.
— Temos uma bela filha, não acha?
A mãe dela concordou.
Daniel olhou para Kylie.
— Eu sempre vou estar por perto quando vocês precisarem. — Ele desapareceu e Kylie enxugou as próprias lágrimas.
A mãe olhou para Kylie.
— Eu tive um sonho, ele me disse que tem cuidado de nós duas o tempo todo.
Kylie assentiu.
— Ele tem feito isso, mãe. Eu só comecei a vê-lo recentemente, mas ele sabia de muitas coisas da minha vida.
Kylie deslizou pela cama e abraçou a mãe, enquanto ambas choravam. Choravam por alguém que havia morrido anos atrás, mas de quem sempre sentiriam falta. Depois de vários minutos de lágrimas,
Kylie contou para a mãe que Shadow Falls era um lugar para adolescentes com poderes mágicos, e falou sobre Mario e Roberto, e que John era na verdade o filho de Mario. Num tom suave, ela contou que eles tinham poderes mágicos, mas Mario e John eram na verdade adeptos de um tipo maligno de magia.
A mãe suspirou.
— Acabei de me lembrar. John não matou uma pessoa? Um homem? Onde está a polícia?
— Foi Mario. E, bem, Burnett cuidou disso.
A mãe pegou a mão de Kylie.
— Burnett de... da sua escola?
Kylie confirmou com a cabeça e percebeu que a mãe tinha parado de respirar novamente.
— Respire, mãe.
Ela suspirou e, em seguida, perguntou:
— Ele, este Burnett, é mágico também?
— Sim. — Kylie decidiu esperar um pouco antes de explicar sobre todas as espécies diferentes para a mãe. Vampiros, lobisomens e coisas assim poderiam assustá-la. E certamente também assustaram Kylie, pelo menos até que ela se tornou amiga de um e se apaixonou por outro.
A mãe fechou os olhos como se estivesse tentando se esquecer de algo, ou talvez tentando se lembrar.
— Havia um lobo e depois você matou... John. Oh, Deus, querida, você teve que matá-lo. O que a polícia vai dizer? — Ela se sentou na cama. — Vamos dizer que fui eu que o matei. Você me ouviu? Eu o matei, não você.
O coração de Kylie se encolheu diante da disposição da mãe de confessar o assassinato por ela. Como, Kylie se perguntou, um dia ela podia ter duvidado de que a mãe a amava?
— A polícia não vai aparecer. Burnett trabalha para uma organização como o FBI. Ele está cuidando disso para nós. Isso significa que você não pode nunca falar sobre isso a ninguém.
A mãe assentiu e, em seguida, se inclinou mais para perto.
— Mas, Kylie, como Burnett vai explicar os corpos? As pessoas vão saber que eu estava namorando John.
— Burnett está cuidando disso também.
Ela afundou de volta nos travesseiros.
— Vai levar um longo tempo para eu acreditar nisso.
— Eu sei — disse Kylie. — Eu levei, também.


Na manhã seguinte, segunda-feira, era Dia do Trabalho. Kylie desceu cedo e começou a preparar o café da manhã para ela e a mãe. Kylie tinha ficado com ela, e teve que lembrá-la muitas vezes de respirar. Elas dormiram na mesma cama durante toda a noite. Conversaram até de madrugada.
A mãe fez um monte de perguntas. Algumas respostas difíceis foram necessárias.
Sim, Kylie entrou na questão das espécies. Vampiros e lobisomens foram os mais difíceis de explicar, por causa do medo instintivo que as pessoas têm devido a todo o folclore em torno deles.
Kylie contou para a mãe que ela era um camaleão, e decidiu esperar até mais tarde para explicar que isso significava que ela na verdade tinha um pouco de todas as espécies.
No fim de semana, Kylie também tinha falado com Della e Miranda.
Della ficou furiosa por Kylie ter desaparecido durante o plantão dela novamente.
— Está começando a pegar muito mal para mim! — disse Della.
Kylie prometeu falar com Burnett e assumir toda a culpa.
Miranda lembrou Kylie da promessa dela de nunca ir embora de Shadow Falls, e Kylie assegurou-lhe de que ela já estava voltando. E aquele dia era o grande dia: o casamento de Burnett e Holiday.
Ela e a mãe iriam mais cedo para ajudar nos preparativos.
Lucas tinha ligado para Kylie três vezes. Ele estivera hospedado na casa do tio desde a Lua cheia. Pelo visto, um funeral era uma cerimônia de vários dias para os lobisomens. E hoje, antes do casamento, Lucas tinha seu encontro com o Conselho, como estava previsto. Ela tinha se oferecido para ir junto, mas ele disse que precisava fazer aquilo sozinho. Ela pediu a Deus que ele fosse aceito.
Não que isso fosse mudar alguma coisa entre eles. Como a avó dele dissera, eles faziam parte das missões um do outro – missões que estavam em curso desde que tinham se conhecido anos atrás.
Algumas coisas simplesmente faziam parte do destino.
Kylie esperava que fosse verdade o que Daniel havia dito sobre a mãe encontrar um novo amor.
Infelizmente, Kylie tinha a sensação de que não seria seu padrasto. Ela tinha na verdade falado com Tom Galen aquela manhã. Haviam passado uns vinte minutos fazendo planos para a viagem de verão. Antes de desligar, ela lhe disse que o amava, e estava falando sério. Mesmo sabendo que ela teria Daniel como anjo da guarda, seu padrasto tinha um lugar cativo no seu coração e sempre teria. Ela sabia que Daniel não ia querer que fosse de outra maneira.
Kylie foi até a geladeira para pegar os ovos. O vapor subiu da embalagem de uma forma estranha.
— Adivinhe o que aconteceu!
Kylie reconheceu a voz do espírito.
— O quê?
— Eles não vão me mandar para o inferno!
Kylie olhou para o espírito sentado na bancada de sua mãe e sorriu. Ela usava um belo vestido, sem cortes e sem sangue, e tinha deixado a espada para trás, também.
— Você vai para o céu?
— Não, bem, ainda não. Eles estão me dando uma segunda chance. Você sabe, vou ter que fazer um trabalho para eles para compensar todas as minhas transgressões. Então, se eu ganhar o direito, vou para lá. Eu vou ficar com o meu menino. — Ela sorriu, radiante.
Kylie sorriu para ela.
— Eu gosto de segundas chances. — Ela fez uma pausa.
— Você sabe por que eles estão me dando essa segunda chance?
— Por quê? — perguntou Kylie.
— Porque eu amava o meu filho.
Kylie sorriu e se lembrou de que Mario tinha chamado aquilo de fraqueza, e, no entanto, fora exatamente isso que o levara à derrocada.
— É um sentimento poderoso — disse Kylie. E ela pensou em todos os amores que ela tinha em sua vida. Sua família. Seus amigos. Lucas.
— Eu tenho que ir agora — o espírito disse, sua imagem já desaparecendo.
— Foi bom te conhecer — disse Kylie.
— Você também. — A voz desvaneceu-se com o último resquício de frio. Kylie concentrava-se novamente no café da manhã, quando a mãe entrou na cozinha.
— Com quem você estava falando agora há pouco?
Kylie refletiu um instante se deveria falar a verdade e resolveu adiar.
— O telefone tocou a manhã toda.
— Quem ligou? — a mãe perguntou enquanto pegava uma xícara de café.
— Papai, Lucas e Sara — disse Kylie.
Os olhos da mãe se arregalaram.
— Seu pai?
— Tom — Kylie esclareceu.
A mãe assentiu.
— Eu acho... que seu pai não iria usar um telefone para falar com você.
Kylie sorriu.
— Acho que não.
A mãe se serviu de café e acrescentou uma colher de creme à sua xícara.
— Esse rapaz, Lucas... ele é... importante pra você?
Kylie assentiu.
— Sim, muito. Eu o amo.
Os olhos da mãe se arregalaram.
— Você dois já... você sabe...
A mãe ainda não conseguia dizer a palavra “sexo”.
— Ainda não — disse Kylie. — Mas vai acontecer em breve.
A mãe concordou com a cabeça.
— Você provavelmente vai consultar um ginecologista antes, para se informar sobre...
— ... métodos anticoncepcionais — Kylie terminou por ela.
A mãe assentiu.
— Vou — tranquilizou-a Kylie.
A mãe respirou fundo como se a conversa tivesse sido penosa, então perguntou:
— Sara vai vir te ver antes de você voltar?
— Não, ela está em Nova Orleans numa reunião de família. Foi para me dizer isso que ligou. Para me dizer isso e que as tias estavam quase sufocando-a ao abraçá-la com seus peitos enormes.
A mãe riu e, em seguida, sua expressão ficou aérea. Ela só ficou ali, olhando para seu café, mexendo-o sem parar. O barulho da colher contra a lateral da xícara parecia o único ruído no cômodo. Ela finalmente olhou para Kylie, a preocupação estampada no rosto.
— Quando eu levei Sara para visitá-la em Shadow Falls, ela me disse que você a curou. Você não a curou de fato... curou?
Ok, Kylie não poderia esconder tudo da mãe.
— Sim.
Kylie continuou ocupada com a rabanada, fingindo que aquilo não era grande coisa.
— Existe alguma outra coisa que você pode fazer? — a mãe perguntou, com respiração presa, na expectativa.
— Não é melhor eu contar um pouquinho por vez? — disse Kylie.
A mãe soltou um suspiro profundo que pareceu de alívio.
— Boa ideia!

Um comentário:

  1. Que bom pra Kylie cara!O pai vai se tornar um anjo da morte e continuará protegendo e dando conselhos para ela,gostei muito desse capitulo!😊😊😊😊😊

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