14 de outubro de 2016

Capítulo 41

Naquela noite, Kylie estava sentada na cama olhando para o relógio e rolando no pulso a pulseira que sua mãe lhe dera. Era quase meia-noite. Lucas estaria se transformando em breve. Ela tinha falado com ele naquele dia duas vezes. Ele ligou da última vez apenas para ouvi-la dizer de novo.
Ela sabia do que ele estava falando, então ela satisfez o desejo dele.
Eu te amo.
Ele não disse que viria esta noite, mas ela ainda assim o esperava.
O olhar de Kylie se desviou para a luz brilhante do outro lado do quarto. A espada não tinha parado de brilhar durante todo o dia e ela ainda nem a tocara. Era como se a arma estivesse tentando lhe dizer alguma coisa. Obviamente, Kylie não sabia interpretar a linguagem das espadas.
Não que ela não tivesse tentado. Depois do jantar, Kylie de fato se sentou e teve uma conversa com a arma. Perguntou se havia algo que ela precisasse saber. Contou a ela suas preocupações sobre continuar viva.
A espada não respondeu coisa alguma. Não que Kylie esperasse, mas, sério, ela não teria ficado muito chocada se ela tivesse falado. Era preciso admitir, coisas estranhas aconteciam em Shadow Falls.
Ao ver que era quase meia-noite, Kylie se levantou. Della saiu do quarto dela no momento em que Kylie saiu do seu.
— Aonde você está indo? — perguntou Della.
— Só quero me sentar na varanda. Sozinha.
— Você está esperando que ele venha, não é?
Kylie assentiu.
— Tudo bem — disse Della. — Mas, se amanhã você acordar toda feliz, eu vou saber...
Kylie deu uma risadinha e saiu. Ela olhou para a Lua e se perguntou se a mudança ajudaria Lucas a lidar com a dor de perder a avó. Ela esperava que sim.
A lembrança dele como lobo quando ele tinha impedido Fredericka de atacá-la ainda estava fresca em sua memória, e ela ansiava por vê-lo naquela forma novamente. Havia tantas coisas que ela queria saber sobre ele... Que aparência ele tinha quando acordava de manhã? Em que lado da cama normalmente dormia? Será que roncava?
Pegando o celular, ela checou seus e-mails para ver se ele tinha enviado algum. Havia apenas um, de Derek. Ele tinha encaminhado todos os links que encontrara, relacionados com Lucinda Esparza.
Como o espírito de Lucinda não tinha feito sua transição ainda, Kylie suspeitava que ela não faria isso antes do confronto com Mario. Ou talvez ela simplesmente não estivesse ansiosa para ir para o inferno.
O pensamento causou um arrepio na espinha de Kylie. Ia desligar o telefone, mas abriu acidentalmente um dos links. Ela o leu, embora na verdade não tivesse nada de novo. Então viu o último link da lista, um velho recorte de jornal anunciando o casamento de John Anthony Esparza e Lucinda Edwards.
Kylie abriu o link. Viu uma imagem de Lucinda em seu vestido de noiva. Ela era bonita, jovem e inocente, toda vestida de branco.
A foto ao lado era do casal cortando o bolo.
Kylie olhou para a foto. E seu coração parou. Completamente. Ela piscou, rezando para que seus olhos estivessem lhe pregando uma peça, mas não: era ele.
Não era à toa que ela não gostava dele. John, o John de sua mãe, era John Anthony, o filho de Mario.
Entrando imediatamente em modo de proteção, seu sangue começou a borbulhar, conforme a adrenalina se espalhava pelo seu corpo. A espada apareceu ao lado de Kylie – brilhando, chamando-a para a ação. Com clareza, Kylie se lembrou da ameaça de Mario. Você vai vir até mim, Kylie Galen, vai vir até mim disposta a morrer, a sofrer em minhas mãos, para minha alegria, porque o preço será muito alto! Sua fraqueza será sua ruína.
Ele tinha esse plano o tempo todo.
Kylie pensou em chamar Della, ou ir atrás de Burnett, mas algo dentro dela sabia que essa luta era sua.
Para que saísse vitoriosa.
Ou derrotada.
Ela não tinha o endereço exato da casa de praia de John, mas a mãe dela tinha dito que ficava na mesma rua de uma das antigas casas de fazenda que tinham visitado um tempo atrás. A espada brilhou e Kylie sentiu que ela poderia saber exatamente aonde estavam indo.
Pegando a arma, Kylie pôde jurar que ouvira algo se mexer na floresta. Ela olhou para trás, não viu nada, então quis ficar invisível e decolou.
Ela voou por cima do portão sabendo que o alarme iria tocar, mas nem olhou para trás. Burnett ficaria furioso. No entanto, sua intuição lhe dizia que ela estava certa. Viver ou morrer não era importante. Salvar sua mãe, sim.
Nesse momento, ela soube exatamente o que Mario queria dizer quando se referiu à sua fraqueza.
O amor.
Fraqueza ou não, era a única coisa pela qual valia a pena morrer.


Kylie seguiu pela costa, passou pela ilha de Galveston, e continuou até a próxima ilhota. A Lua pairava no céu escuro, redonda e brilhante. O som do mar mudou com o vento e levou Kylie mais para perto. Ela encontrou a rua onde devia ficar a casa de praia de John e, enquanto avançava o mais próximo possível do chão, a espada ficou mais brilhante. Quando se aproximou de uma grande casa amarela sobre palafitas, com um muro de quase três metros de altura ao redor da propriedade, instintivamente soube que a tinha encontrado. Ela observou que a casa ficava de frente para a praia, mas só tinha um portãozinho que se abria para a areia e o mar. Quem compraria uma casa na praia para fechá-la daquele jeito? Só alguém com medo de intrusos.
A espada parecia puxá-la para mais perto da propriedade. Nossa! Talvez ela e a espada falassem a mesma língua, afinal!
Kylie pensou em aterrissar do lado de dentro do muro, mas percebeu que John poderia ter um sistema de alarme igual ao de Shadow Falls.
Com o coração acelerado e o sangue borbulhando nas veias, ela disse a si mesma para ir mais devagar e pensar antes de fazer alguma coisa que pudesse arriscar a sua vida ou a da mãe.
Sem sair do lugar, deu uma olhada nos arredores. A vegetação era escassa em comparação com Houston e a área rural montanhosa. Palmeiras e alguns grandes oleandros com flores cor de salmão forravam o muro. Ela ouviu vozes ao longe. Correu até a sombra negra do muro, longe do brilho da Lua, e seguiu o muro alto ao redor da propriedade, até chegar mais perto das vozes. No mesmo instante, a luz da espada desapareceu como se para evitar que ela fosse vista. Mas a mão que segurava a espada ainda sentia o poder da arma, sua energia.
Depois de fazer uma ligeira curva, ela avistou uma garagem lateral e um portão de ferro. Avançou em silêncio até que se aproximou de outro grande arbusto. Espiando através de galhos e folhas, viu dois homens conversando atrás do portão. Guardas. De que tipo?
Ela precisava saber com quem estava lidando. Apertando os olhos, ela se concentrou na testa dos homens – camaleões. Mas os padrões eram sombrios, quase negros.
Gente ruim.
Ela prendeu a respiração por um segundo, consciente do que ia enfrentar e conformada com isso.
O zumbido de um motor chamou sua atenção. O motor do Cadillac prata que estava ao lado dos homens tinha sido ligado. Outro som de motor encheu a noite enluarada. O portão rangeu e começou a se abrir. Ela observou das sombras um dos guardas entrar num carro branco.
Era sua chance. Talvez sua única chance. Ela tinha que entrar por aquele portão. Tinha que salvar sua mãe.
Então lhe ocorreu que podia ser tarde demais. Afastou o pensamento para longe, incapaz de aceitá-lo.
Desejando ficar invisível, consciente de que havia ali outros camaleões, ela apurou os ouvidos para saber se havia mais alguém no reino invisível. Os ruídos produzidos por outros camaleões invisíveis sempre pareciam mais próximos do que os outros.
Mais altos.
Só o silêncio ecoava nesse mundo extraordinário, mas, como ela, eles podiam estar ali em silêncio.
Escutando.
Ciente de que seus passos poderiam ser ouvidos, Kylie esperou até que o barulho do portão se abrindo ficasse um pouco mais alto, oferecendo a ela um pouco mais de vantagem. Quando o portão se abrisse alguns centímetros a mais, ela poderia deslizar para dentro.
Com a respiração presa, tentando pisar o mais leve possível, ela se esgueirou para dentro. Logo depois de atravessar o portão, ouviu outro barulho – um passo. Ela não era a única pessoa invisível.
Outro guarda apareceu a poucos metros. Ele olhou ao redor.
— Temos companhia? — perguntou o primeiro guarda de pé junto à porta.
— Será? Desligue o maldito portão para que eu possa ter certeza.
Sabendo que essa era a sua única chance, antes que ele desaparecesse de novo, Kylie disparou numa corrida mortal. Agachada atrás de um arbusto espinhento, percebendo que a chance de ser vista no reino visível podia ser menor do que a de ser ouvida na esfera do invisível, ela desejou aparecer.
O seu modo de proteção ainda estava superativo e ela percebeu que precisava de mais oxigênio. Ainda segurando a espada, fechou os olhos por um segundo e foi então que ouviu: um grunhido nervoso e profundo.
Merda. Eles tinham cães de guarda.
Abrindo os olhos, ela olhou para um focinho com dentes arreganhados e olhos amarelos brilhantes. A coleira preta com cavilhas revelou que ela estava certa, era um cão de guarda, mas o brilho selvagem em seus olhos lhe dizia que o animal era, pelo menos em parte, um lobo.
Kylie engoliu seu medo e farejou a respiração do animal. Ele levantou o focinho, mostrando mais os dentes. Seu rosnado se tornou mais baixo, mais intenso. As plaquinhas penduradas em sua coleira tilintaram e o barulho pareceu muito alto.
Olhando o animal direto nos olhos, ela apertou o cabo da espada. Não me faça matar você. Minha luta não é com você. Eu tenho até uma certa devoção pelos lobos.
Instantaneamente o animal recuou. Seus olhos amarelos nem pestanejaram. Ele se sentou, desviando o olhar dela. Kylie se lembrou do lobo com que ela se deparara em Shadow Falls e como ele tinha lhe mostrado submissão.
Kylie não entendia, mas usaria qualquer vantagem que tivesse agora. Porque precisava admitir, ela tinha a sensação de que precisaria disso.
Ela olhou para trás, onde os homens estavam no portão. Apenas um permanecia ali. O outro tinha ido dar uma volta pelo reino do invisível. Ele poderia estar em qualquer lugar. Desejando ficar invisível novamente, ela apurou os ouvidos. Ouviu passos na frente do arbusto.
Eles ficaram mais lentos. Seu coração batia tão alto que ela tinha certeza de que ele poderia ouvi-la.
O cão-lobo se virou e saiu correndo do arbusto.
— Ah, é você seu vira-lata! — a voz do guarda ecoou do vazio. — Pensei que fosse alguma coisa.
Através das folhas, Kylie viu o homem aparecer. Ele avançou sobre o animal e chutou a perna traseira do cão. Com força. O cão ganiu e o sangue de Kylie ferveu pelo animal indefeso. Quando o homem ensaiou outro chute, Kylie se abaixou, pegou uma pedra e a jogou nos arbustos à sua direita.
O homem se virou de repente e foi vasculhar os arbustos ao lado dela. Quanto mais perto ele chegava, mais difícil era respirar.
— Achou alguma coisa? — O homem da porta gritou.
— Acho que não — ele murmurou, e encaminhou-se para o portão. — Só aquele cachorro feio como o diabo.
Aquele cachorro feio como o diabo acabou de salvar a minha vida, Kylie pensou, o coração ainda acelerado com o impulso de proteção.
Quando o homem permaneceu visível e começou a conversar com o outro guarda, ela soube que era a sua oportunidade de se afastar, talvez encontrar um lugar para entrar na casa.
Tornando-se invisível novamente, ela avançou silenciosamente ao redor da casa, procurando uma entrada. O cão-lobo veio mancando na direção dela, confirmando sua suspeita de que ele podia vê-la.
Desejando ficar visível, ela estendeu a mão e tocou a perna traseira do cão. Ela sentiu a mão ficar quente. Me leve para dentro da casa, amiguinho, disse para o animal mentalmente, sem saber se ia funcionar, ou se ela estava simplesmente sendo otimista. Derek podia se comunicar com os animais. Talvez ela tivesse se transformado em fae.
O cão se virou e começou a andar sob os pilares que sustentavam a casa de praia. Ela começou a seguir em frente, mas o cão parou e olhou para ela quase como se dissesse, Por aqui.
Arriscando, ela seguiu o cão. Depois de contornar várias vigas, ela questionou sua decisão, mas então o cão parou no que parecia ser uma rampa que levava a uma portinhola para entrada de animais pequenos. Ainda invisível, ela tentou andar no ritmo do seu amigo canino. Não era nada fácil, carregando uma espada.
Ela acidentalmente bateu a espada na beirada da porta. Se alguém estivesse espreitando de dentro dessa dimensão invisível, teria ouvido o barulho.
Dentro da casa, ela parou e escutou. Nenhum som ecoou na escuridão. Ela viu alguns sacos de dormir e tigelas vazias de cachorro. Aposto que eles não te dão comida direito, hein, rapaz? Mas se os animais eram alimentados ali, isso significava que deveria haver uma porta para a casa. Se estava trancada era outra questão.
Observando o cômodo escuro, ela viu a porta. Acariciou o animal novamente. Obrigada.
Levantou-se e estendeu a mão para a maçaneta. Ela girou na sua mão. Uma virada quase silenciosa do pulso. Ela inspirou, sentindo-se bem-sucedida até agora. Mas não ia enganar a si mesma, pois a parte mais difícil seria encontrar a mãe e fazê-la sair dali.
Tirá-la dali e também sair com vida.
A espada parecia vibrar em sua mão, como se a lembrasse de que escapar dali aquela noite não seria tão simples assim. Essa noite ela iria usar a arma, só que desta vez não seria um treino. Seria pra valer.
A princípio, Kylie pensou que todos na casa estivessem dormindo. Ela andou até uma grande cozinha, em seguida entrou numa ampla sala de estar com uma enorme lareira de pedra. Esse cômodo parecia ser o centro da residência. Havia uma porta para ambos os lados da casa. Ela viu uma luz no final de um corredor. Ouviu vozes. Atravessando o corredor na ponta dos pés, ela apurou os ouvidos para ver se conseguia ouvir a mãe.
Uma voz era clara: a de John. Uma segunda voz provocou calafrios na sua espinha. Ela sentiu o gosto de medo na garganta: Mario.
Não havia vozes femininas na conversa. Debatendo sobre o que fazer, decidiu procurar a mãe. Naquela hora da noite, ela deveria estar dormindo. Kylie se virou para o outro corredor, onde parecia haver quartos.
O primeiro cômodo parecia um quarto de hóspedes. Esperando que a mãe estivesse dormindo ali, ela abriu a porta. O quarto estava vazio e sinistramente silencioso.
Ela viu outro quarto no final do corredor e percebeu que era a suíte principal. Nesse momento, de algum modo ela soube que era onde a mãe dormia.
Onde dormia com John.
Dormia com o inimigo.
Mas Kylie estava ali para corrigir isso. Ela segurou firme a espada enquanto girava silenciosamente a maçaneta.
No leito havia uma forma familiar. A luz noturna lançava um brilho sobre a mãe. Kylie se lembrou de todas as noites, quando criança, em que ela entrava no quarto dos pais depois de ter pesadelos ou por causa de um nariz entupido. A mãe nunca ficava brava. Ela podia não ser um exemplo de carinho, mas estava sempre disposta a recebê-la. A raiva que Kylie sentiu por causa de toda a situação dos Brightens de repente pareceu insignificante.
Aproximando-se, ela ficou ao lado da cama.
— Mãe? — sussurrou.
A mãe não se mexeu, e por um segundo Kylie entrou em pânico, mas em seguida ela se virou na cama e respirou.
Olhando para a cômoda, Kylie viu uma taça de vinho. A luz noturna brilhou no cristal e revelou pequenas manchas de alguma substância no fundo da taça.
Kylie pegou a taça e a segurou contra a luz. Então teve certeza de que havia algo diferente no vinho que a mãe bebera – algo como comprimidos esmagados. John teria drogado a mãe dela?
Voltando a colocar a taça sobre a cômoda e sentindo outra onda do seu instinto de proteção circulando nas veias, ela apertou o punho da espada e se inclinou.
— Mãe!
A mãe se mexeu um pouco, mas não acordou.
Tocando o ombro dela, Kylie sacudiu-a levemente.
— Mãe, eu preciso que você acorde!
Os olhos da mãe se abriram.
— Kylie? O que você está... — Ela olhou em volta, como se não conseguisse se concentrar. Seria porque ainda estava sonolenta ou porque estava drogada? — Onde está...
— ... John? — Kylie concluiu para a mãe.
Respirando fundo, Kylie percebeu que ela não tinha tido tempo para descobrir exatamente o que dizer à mãe. Sem tempo para inventar algo inteligente, percebeu que teria que dizer a verdade. Mas seria hora de despejar tudo? Será que a mãe conseguiria aceitar a verdade? Ou pelo menos parte dela?
— John? — a mãe chamou.
Kylie colocou dois dedos sobre os lábios dela, rezando para que não tivesse chamado alto o suficiente para ele ouvir.
— Não, você não pode...
— Meu Deus, o que é isso? — A mãe deu uma guinada para trás, com os olhos fixos na espada, que agora brilhava intensamente. Então fez uma cara estranha. — Isso é um sonho, não é?
— Mãe — Kylie tentou falar com calma. — John não é o que você pensa. Ele não é um cara legal e nós precisamos ir embora daqui.
A mãe desviou os olhos da espada e voltou a encarar Kylie.
— Você precisa parar de pensar nisso. Eu sei que dói, que seu pai e eu...
— Mãe, eu realmente preciso que você fique quieta e apenas ouça o que eu digo, ok?
A mãe franziu a testa e Kylie teve certeza de que ela estava parcialmente drogada.
— Como você chegou aqui? — Ela sacudiu um pouco a cabeça, como se estivesse tentando acordar. Então, olhou para a espada novamente. — Tem que ser um sonho.
— Vamos! — Kylie puxou a mãe da cama.
A mãe levantou-se, mas depois caiu de volta na cama. Kylie puxou-a novamente e desta vez notou que ela usava uma camisola sexy. Mas não tinha tempo para se preocupar com isso. Tinha que tirá-la dali.
Kylie pegou a mão dela e começou a caminhar até a porta. Mas um segundo antes de chegar lá, a porta se escancarou.
John estava ali parado, olhando para Kylie. Então, como se saído de um pesadelo, Mario apareceu ao lado dele.
Kylie empurrou a mãe para que ficasse atrás dela e estendeu a espada.
— Fique fora do nosso caminho.
A resposta de Mario foi um sorriso diabólico, cheio de maldade.
— Eu disse que você viria até mim.
— Quem é você? — a mãe perguntou, tentando passar na frente de Kylie.
Kylie puxou a mãe pelo braço e segurou-a de volta.
— E olha o que você trouxe! — Mario apontou para a espada. — Um brinquedinho para a gente brincar.

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