14 de outubro de 2016

Capítulo 3

— Parem com isso! — Kylie sentiu que seu instinto de proteção começava a entrar em ação; a familiar sensação efervescente percorria seu corpo, mas ela não tinha ideia de onde aplicar sua força. Dividida, sem saber a quem ser leal. As palavras de Derek ecoaram em sua cabeça. Os camaleões eram a sua espécie. O avô era seu sangue. No entanto, Burnett e Derek eram... Eles eram sua família, também!
Sem aviso, outra figura apareceu e agarrou o avô por trás, afastando-o de Burnett com violência. O avô conseguiu ficar em pé e virou-se de frente para o recém-chegado. Sentindo-se forçada a agir, mesmo antes de pensar no que estava fazendo, ela se aproximou, agarrou o mais novo membro da briga pela camiseta e atirou-o para bem longe do avô. A figura impotente voou cerca de dez metros no ar e caiu com estrondo no chão. Nesse momento, seus olhos azuis encontraram os dela e Kylie percebeu quem ela tinha atirado no ar.
Lucas.
Então, ele tinha vindo.
A lembrança do garoto beijando a noiva veio à tona em sua mente e ecoou dolorosamente em seu coração. E por um milésimo de segundo, ela desejou tê-lo atirado duas vezes mais longe.
Kylie se virou, ofegante, e seu olhar se encontrou com o de Derek, ainda se debatendo entre os dois camaleões que o seguravam.
— Larguem ele! — ela gritou para os homens. Viu que eram membros do grupo do avô, mas isso não importava. Ela não deixaria que machucassem Derek.
Suas palavras não tinham deixado completamente seus lábios, quando de repente os sujeitos que seguravam Derek se estatelaram no chão como moscas mortas. Derek olhou zangado para os seus corpos e ficou ereto, quase com um sentimento de orgulho pelo que tinha feito.
A visão dos corpos imóveis no chão provocou uma onda de pânico. O que Derek tinha feito? Ela queria que eles libertassem Derek, mas não queria... Ela então se lembrou da capacidade do fae para nocautear mentalmente as pessoas, mas deixando-as praticamente ilesas. Ou pelo menos era o que ela esperava.
Voltando-se para a sua direita, ela se recusou a olhar para Lucas, mas ouviu-o se levantar e pressentiu seu olhar sobre ela. E o sentiu implorando por um olhar apenas. Ele poderia implorar quanto quisesse; ela não estava disposta a ceder.
No entanto, menos de duas semanas atrás, ela teria dado seu coração a ele.
Mas quem ela queria enganar? Ela já havia dado seu coração a ele! Por isso estava sendo tão difícil.
Piscando, ela voltou a se concentrar no avô, que parecia preparado para atacar Burnett novamente.
O vampiro se levantou, o sangue escorrendo dos lábios. Seu rosto e linguagem corporal expressavam ferocidade; ele parecia alguém prestes a pagar na mesma moeda, mas uma das suas mãos se estendeu à frente, sugerindo uma tentativa de paz. Graças a Deus alguém tinha demonstrado bom senso, pois com o seu coração partido repetindo a mesma ladainha dolorosa várias vezes em sua cabeça, ela não achava que estivesse completamente sob controle.
Quando o avô deu mais um passo à frente, Burnett falou:
— Nós dois não precisamos brigar. Vamos parar antes que alguém se machuque.
Kylie, percebendo que precisava reagir, correu para o lado do avô.
— Ele tem razão — disse Kylie. — Pare, por favor! — Ela colocou a mão em torno do braço do avô. O calor encheu seu peito. Depois atravessou o seu braço e chegou aos dedos. Em seguida ela o sentiu fluindo do seu toque diretamente para o ancião. Instintivamente, soube que havia passado a emoção de calma para ele. E isso, obviamente, estava funcionando, pois ele baixou a cabeça e respirou fundo, como se estivesse tentando se recompor. Com o queixo ainda abaixado, ele deve ter visto os homens que Derek havia nocauteado, porque correu até eles.
— Eles estão bem — disse Derek, afastando-se do avô de Kylie, como se temesse que o homem viesse a agredi-lo. Mas o avô não mostrava mais nenhum sinal de que pretendia agredir alguém.
Kylie se lembrou do toque calmante que aplicara nele. Será que ela tinha instintivamente se transformado em fae? Tinha que ser isso, não é?
Lucas deu um passo à frente; não que ela tivesse olhado diretamente para ele, mas com a visão periférica observava seus movimentos. Tentou sentir algumas das emoções serenas que acabara de transmitir ao avô. Mas não funcionou. A dor da traição de Lucas tomou conta do seu coração, toldando seu julgamento e dando um nó em sua garganta.
— Todos nos deem licença — falou o avô. — Com exceção de Kylie e do senhor Burnett James.
— Para o senhor poder atacá-lo de novo? — Lucas perguntou, o tom duro, irado.
E, no entanto, ela poderia jurar que havia um toque de arrependimento na voz dele, também. Imaginou sua expressão, seus olhos cheios de remorso, mas mesmo assim não olhou para Lucas.
— Façam o que ele disse — Burnett ordenou, parecendo perceber, como ela, que o avô tinha recuperado a razão.
As pessoas começaram a se afastar. Kylie sentiu Lucas mover-se novamente, mas seus passos pareceram se demorar um pouco mais quando ele passou atrás dela. Seu cheiro encheu o ar que ela respirava e uma pergunta sussurrada chegou aos seus ouvidos.
— Você me odeia tanto que não consegue sequer olhar para mim?
Se ao menos ela pudesse odiá-lo, Kylie pensou.
Então ele continuou num tom de voz baixo, que só ela podia ouvir.
— Eu nunca me importei com ela. Só com você. — O som de seus passos se afastando soou como os últimos compassos de uma música triste.
Fisicamente ele tinha se afastado, mas suas palavras continuavam pairando no ar. Oprimiam Kylie com onda após onda de emoção. Ela sabia que Lucas tinha falado a verdade – sabia porque, sendo ainda fae, ela captava seus sentimentos; sentia-os se infiltrando em sua pele, deslizando para o seu coração e preenchendo-o a ponto de causar dor. Mas saber que ele falava a verdade não mudava nada.
Se ele tinha ou não a intenção de magoá-la, isso não mudava o fato de que a magoara. Como podia não ter lhe ocorrido que ela ficaria arrasada ao saber que ele estava comprometido com outra pessoa? Será que ele não via como ela ficara magoada ao descobrir que, durante todos os meses em que estiveram juntos, ele vinha se encontrando com aquela garota e pelo menos fingido se importar com ela?
Logo em seguida, Kylie ouviu os passos de outra pessoa movendo-se atrás dela. Então sentiu o leve toque de dedos roçando suas omoplatas. O toque lento e macio não pretendia seduzir nem chamar a atenção. Só queria acalmar.
O toque quente e tranquilizador não deixava dúvidas acerca da identidade da pessoa: Derek. A dor em seu peito diminuiu e ela piscou para se livrar das lágrimas que começavam a se acumular em seus olhos.
Tentando recuperar o controle de suas emoções rebeldes, Kylie ficou parada ali, de olhos fechados, concentrando-se na sensação do sol em sua pele e da brisa em sua face.
— Kylie? — A voz de Burnett obrigou-a a abrir os olhos.
O avô e Burnett estavam na frente dela. A preocupação escurecia os olhos de ambos.
— Você está bem? — perguntou o avô.
— Estou ótima. — Ela abriu um sorriso que certamente não convenceu ninguém.
— Então venha — disse o avô. — Nós precisamos conversar. Em casa e diante de um copo de chá gelado.
Enquanto ela os acompanhava, viu Burnett lhe lançar um rápido olhar, dando a entender que tinha percebido sua mentira. Ela não estava ótima. Não estava nem mesmo bem. Então ela viu algo mais no olhar do vampiro. Ou ela tinha lido suas emoções? Medo. Medo de revelar alguma coisa, como se estivesse preocupado com a possibilidade de ela não gostar do que ele tinha a dizer.
Mal sabia ele que Kylie não gostava de nada do que andavam lhe dizendo nos últimos tempos.
Então, no mesmo instante ela percebeu que estava pensando apenas em si mesma. Egoisticamente, estava focada apenas em sua própria dor. Havia uma razão para Burnett estar ali e talvez não fosse apenas por causa dela.
Fazendo uma parada repentina, ela pegou o vampiro pelo cotovelo.
— Estão todos bem? O que... o que aconteceu?


Cinco minutos depois, Kylie estava sentada à mesa da sala de jantar e esperava a tia lhes servir chá gelado antes de começarem a conversa. Ela só rezava para que não continuassem brigando, como tinham feito lá fora. A tensão entre Burnett e o avô lentamente voltou a aumentar. Kylie, porém, já estava no limite. Era melhor que alguém começasse a falar ou ela iria surtar. E “alguém” era uma referência a Burnett.
Ele tinha evitado responder à pergunta dela até chegarem a algum lugar... onde pudessem conversar. Isso basicamente colocou-a em alerta máximo, convencendo-a de que estava certa. Mario não era a única razão para ele estar ali. Alguém não estava bem.
No caminho para casa, ela quase tinha enlouquecido, imaginando o pior. Agora, sentada ali, com a pizza fria no centro da mesa, lutava contra a sensação de náusea, enquanto diferentes versões do “pior” oprimiam seu coração. Ela sabia que Derek e Lucas estavam bem. E, sim, ela sabia que não devia se preocupar com Lucas, mas ainda assim se preocupava.
Holiday tinha que estar bem, do contrário Burnett não estaria ali agora. Ele a amava demais para não ficar fisicamente arrasado caso algo tivesse acontecido a ela. Isso só deixava uma alternativa...
Seus pensamentos imediatamente se desviaram para suas duas amigas mais próximas – amigas com quem o avô insistira para que ela não falasse durante algum tempo. Mas como ele fora menos rígido com relação às suas conversas com Holiday, ela tinha tentado aceitar isso. Agora... se algo tivesse acontecido a elas... Ah, Deus! Sem saber o que pensar, as lágrimas começaram a arder em seus olhos.
A mente de Kylie voltou-se primeiro para Della. A vampira teimosa estava numa missão para a UPF. Será que alguma coisa tinha dado errado? Será que Della estava bem?
Kylie lembrou-se do dia em que dissera a Della que não gostava de vê-la trabalhar para a UPF, mas, quando Della lhe perguntou se queria que ela desistisse de ajudá-los, Kylie tinha dito que não. Ela sabia quanto Della queria trabalhar para a agência.
Mas agora... se algo tivesse acontecido a Della, Kylie iria se arrepender para sempre daquela resposta.
A preocupação minava a paciência de Kylie.
— É Della? — ela finalmente falou, quando o copo de chá foi deixado na sua frente e a tia saiu da sala. — Aconteceu alguma coisa com ela?
Burnett olhou para Kylie.
— Não, Della está bem... até onde eu sei. Ela ainda está em missão.
— Então quem... o que aconteceu?
Burnett segurou o vidro frio na palma da mão, mas não tomou nenhum gole do chá. Se não fosse sangue, ele raramente bebia alguma coisa, a não ser o café forte que ela o vira tomar certas manhãs.
— Depois que Mario foi visto em Fallen, ocorreu um incidente. Não temos certeza se tem alguma coisa a ver com isso.
— Alguém se machucou? — As palavras deixaram um gosto amargo em seus lábios, pois ela de algum modo sabia que alguém não tinha saído ileso.
Ele girou o copo nas mãos duas vezes antes de responder.
— Helen foi atacada.
Kylie prendeu a respiração. Helen, meio fae, era a pessoa mais tímida e dócil de Shadow Falls. Quem diabos iria querer machucá-la? A resposta lhe ocorreu como um eco indesejado. Mario.
— Ela está... bem? — A palavra “viva” permaneceu em seus lábios, mas ela temeu pronunciá-la porque, caramba!, teria doído demais.
— Sim — ele respondeu. — Ela vai ficar bem. E nem mesmo sabemos se isso tem alguma ligação com Mario.
— Então esse Mario não estava procurando Kylie — concluiu o avô.
Ela olhou para o avô e disse o óbvio.
— Burnett não estaria aqui se não suspeitasse disso.
Burnett relutantemente concordou.
— Nós suspeitamos disso. — Ele olhou para Kylie. — Mas não há realmente nada que comprove. Ela foi atacada por trás. Não consegue se lembrar do que aconteceu.
— Está muito ferida? — Kylie perguntou, rezando para que Helen não ficasse com cicatrizes, físicas ou emocionais.
— Ela é mais forte do que qualquer um de nós imaginava. — Ele hesitou. — Os ferimentos foram graves, mas não fatais. Como você pode imaginar, Jonathon não sai do lado dela. Os pais dela estão no hospital e passaram por alguns momentos difíceis. Aparentemente, Helen não contou a eles sobre o seu novo amor.
Kylie imaginou Jonathon, o vampiro alto, magro e cheio de piercings, segurando a mão de Helen diante dos pais da garota.
— Posso imaginar que ele também esteja para lá de chateado e queira se vingar.
— Vejo que você conhece Jonathon muito bem. — Um levíssimo indício de sorriso passou pelos lábios de Burnett. Mas o sorriso não se demorou ali. — Pusemos guardas no hospital, apenas para o caso de o agressor voltar.
— Devo ir até lá? — perguntou Kylie.
— Não — disseram Burnett e o avô ao mesmo tempo.
Burnett continuou.
— Se foi Mario, isso poderia ser uma estratégia para fazê-la ir até o hospital.
O pensamento de que ela e mais ninguém fosse a razão de Helen ter sido atacada fez Kylie sentir tristeza. Então a raiva brotou e encontrou o seu próprio espaço. Ela estava farta de ver pessoas sofrendo na mão de Mario por causa dela! Mas como poderia detê-lo? Essa era a pergunta crucial, e Kylie concluiu que ela precisaria ser respondida. Melhor mais cedo do que mais tarde.
Burnett endireitou-se na cadeira e voltou a atenção para o avô de Kylie.
— Foi depois do ataque a Helen que fiquei preocupado com a segurança de Kylie. Imaginei que, se eu conseguisse encontrá-la, ele com certeza também conseguiria. Acho que Kylie estaria mais segura se voltasse para o acampamento.
— E eu discordo — disse o avô.
— O senhor discorda? — Burnett sibilou a pergunta. — Mario deixou claro: ou Kylie se junta ao seu grupo de camaleões ou ele tem planos para matá-la. Ele se sente ameaçado pelo poder que ela tem como protetora.
— Mais uma vez repito que eu sei disso — o avô insistiu. — Você não é o único em quem Kylie confia. Mas se esse ataque contra a outra garota foi para fazer com que Kylie aparecesse, então isso significa que ele não sabe onde ela está.
— Mas por quanto tempo? — perguntou Burnett. — Mario não é alguém que desista facilmente.
— Talvez, mas se ele já conseguiu entrar no acampamento para chegar até essa menina, como você quer me fazer acreditar que não poderia fazer o mesmo para pegar Kylie?
— Mas... — Kylie falou, porém o olhar direto de Burnett pareceu pedir que ela o deixasse resolver aquilo sozinho. Ela fechou a boca, embora com certa irritação.
— Eu entendo as suas preocupações — disse Burnett. — No entanto, o ataque não aconteceu no acampamento. — Ele girou mais uma vez o copo de chá nas mãos e fitou o líquido cor de âmbar, como se não soubesse se deveria bebê-lo ou não. Então ergueu o olhar. — Outro fator a considerar é que temos mais gente para ajudar a combater Mario e seus seguidores. E, embora eu saiba que essa ideia provavelmente vai enfurecer o senhor, eu também tenho a ajuda da UPF. Com o escritório em Fallen, perto do acampamento, posso ter uma centena de pessoas treinadas lá em questão de minutos.
O avô fez uma careta.
— Você está certo, essa ideia me enfurece. — Ele fez uma pausa e Kylie o viu rangendo os dentes antes de falar novamente. — Devo dizer que a única razão pela qual eu me sento à mesa com você é porque a minha neta o tem em alta conta. Na ausência do pai e na situação familiar em que ela se encontrava, você, em muitos aspectos, assumiu o papel de pai para ela.
Burnett passou o dedo sobre as gotículas condensadas do seu copo de chá, quase como se se sentisse desconfortável ao saber quanto Kylie o considerava.
— Peço a Deus que você mereça o respeito dela. — O avô suspirou novamente. — Dito isso, sua lógica me confunde. Você afirma que está protegendo minha neta da UPF e ainda assim iria chamá-los para ajudar a protegê-la. Como isso é possível?
— Estou ajudando a impedir que eles a submetam a testes simplesmente porque não tenho certeza de que esses testes sejam totalmente inofensivos. Acredito que a ânsia da UPF por encontrar respostas a impeça de levar em conta os interesses de Kylie. Mas, por favor, não considere isso uma afirmação de que acho que eles são capazes de fazer o que fizeram com outros no passado. A UPF não é perfeita, senhor Summers, nenhuma organização é nem nunca será, mas ela não é a mesma organização daquela época.
O silêncio encheu a sala. A tensão pairava espessa no ar.
— Deixe-me levar Kylie de volta a Shadow Falls, onde eu acredito que ela estará mais segura — Burnett continuou. — Vou ter guardas de prontidão, esperando Mario dar a sua próxima cartada. Quando ele fizer isso, estaremos prontos. Nós vamos pegá-lo e acabar com isso de uma vez por todas.
— E nós podemos fazer o mesmo — acrescentou o avô, o tom de voz firme novamente.
A carranca de Burnett se aprofundou.
— Olhe nos meus olhos e me diga com franqueza se acredita que o senhor e o seu pessoal são capazes de lidar com isso.
O avô entrelaçou os dedos – com força – e colocou as mãos fechadas sobre a mesa. Então olhou para as mãos como se refletisse sobre as palavras de Burnett.
Quando o avô levantou o olhar, encontrou os olhos de Kylie, e em seguida voltou o cenho carregado para Burnett.
— Eu não concordo com o seu plano, nem com a sua avaliação sobre a minha capacidade ou a do meu pessoal para proteger um dos nossos. No entanto, posso estar apegado aos meus preconceitos do passado. Preconceitos que, estou certo, farão parte de mim até a morte.
Ele limpou a garganta e soltou um suspiro.
— Contudo, uma coisa a minha neta deixou clara desde que chegou aqui: ela se considera dona do próprio nariz. Então, embora eu espere que ela ouça o meu conselho, estou consciente de que a decisão será dela. Perdi muitos familiares nesta vida e me importo muito com ela para afugentá-la tentando prendê-la demais.
Os olhos de Kylie encheram-se de lágrimas novamente. Ela estendeu o braço e tocou as mãos do avô. Ele virou a palma da mão para cima e segurou a mão dela. Seus olhares se encontraram.
— Fique aqui, Kylie. Fique e continue a aprender sobre quem você é e sobre o lugar a que pertence. — O toque do avô, tão parecido com o do pai, aqueceu seu corpo.
Uma parte dela queria ceder. Mas a que preço?

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