14 de outubro de 2016

Capítulo 33

O frio intenso se dissipou junto com o espírito. Kylie ficou ali de pé, com as pernas afastadas, o corpo tenso, a espada preparada para lutar. Ela olhou de relance para Della com presas à mostra e a fúria estampada no rosto, e voltou-se novamente para a entrada da frente.
A perplexidade fez Kylie se manter na mesma posição. Burnett estava em pé sobre a porta caída, com os olhos mais brilhantes do que os de Della. Atrás dele, um exército de campistas: Lucas, Derek, Chris e Jonathon. Todos eles hipnotizados pela arma brilhante.
— Caramba! — A exclamação partiu de Chris e Jonathon. Embora Jonathon já tivesse visto a espada, ele não a vira brilhando.
— Você não vai abrir a boca pra contar nada do que viu aqui! — exigiu Burnett, autoritário.
Kylie baixou a espada e respirou, esperando que o oxigênio diminuísse o fluxo de adrenalina. Que diabos estava acontecendo agora?
Ela encontrou o olhar de Burnett.
— O que há de errado?
Ele olhou em volta.
— Quem está aqui?
— Só o espírito — disse ela.
Chris e Jonathon recuaram.
Derek, acostumado com a história do fantasma, não se moveu. Lucas tampouco. Ela notou os olhos alaranjados do lobisomem, como se ele estivesse preparado para lutar. Seu olhar estava fixo nela.
A postura de Burnett perdeu um pouco da sua ferocidade. Mas não o suficiente para deixar Kylie à vontade.
Outros passos soaram no alpendre. Hayden entrou, dando uma olhada rápida na porta caída no chão.
— O que está acontecendo? — perguntou Kylie.
— Eu também quero saber — disse Della com hostilidade, afastando a cortina de cabelos pretos e lisos do rosto. Seus olhos já não brilhavam, mas a tonalidade verde permanecia, ainda mais perceptível em contraste com a camisola preta um pouco acima dos joelhos.
— Alguém pulou a cerca. Invadiram o acampamento. — Burnett deu mais um passo para dentro.
— Quem? — Miranda saiu do quarto bocejando, vestida com seu pijama dos Smurfs e segurando seu urso de pelúcia.
A mão de Kylie apertou um pouco mais o punho da espada quando uma única pessoa lhe ocorreu. Ela estaria pronta para enfrentar Mario?
Provavelmente não, era a resposta. Mas nada iria impedi-la de tentar. Não quando tantas pessoas que ela amava estavam ali em volta à mercê do malfeitor.
— Eu ouvi o alarme. — disse Burnett. — Então ouvi você lutar e achei que estava sendo atacada.
— Eu disse que treinar no meio da noite não era uma boa ideia... — Della murmurou.
— Cadê o Perry? — Miranda perguntou, como se suspeitasse de que ele estava envolvido na busca.
— Percorrendo a propriedade para ver se vê alguém. — Burnett virou-se para Hayden e balançou a cabeça como se estivesse lhe dando uma ordem em silêncio. O camaleão se virou e saiu para a varanda. A princípio Kylie ficou confusa, então entendeu. Burnett havia instruído Hayden para ficar invisível e ver se ouvia outros camaleões. Ela pensou em verificar isso ela mesma, mas com os olhos de todos sobre ela, com certeza iria assustar todo mundo se ficasse invisível.
Em poucos minutos, Hayden reapareceu atrás dos outros.
— Tudo limpo.
Mas Kylie sabia que, se um intruso invisível ficasse em completo silêncio, não poderia ser detectado.
Burnett desviou o olhar para Della.
— Fique e proteja Kylie. Vamos dar uma olhada por aí.
— Se não se importa, eu gostaria de ficar aqui também — pediu Lucas.
As palavras dele causaram um aperto no estômago de Kylie. Esquecer tudo seria difícil. Esquecer tudo, com ele sempre por perto, parecia impossível.
Burnett assentiu. Em seguida, ela ouviu passos descendo os degraus da varanda enquanto todos se afastavam.
Kylie olhou para Lucas, Della e Miranda.
A bruxa ainda estava agarrada ao ursinho de pelúcia.
— Quem eles acham que está no acampamento? — perguntou Miranda.
Ninguém respondeu. O olhar de Miranda disparou para Kylie.
— Ah, ele.
Della suspirou.
— Parece que vai ser uma noite longa e insana...
Lucas sentou-se numa cadeira da sala de estar. Kylie, tentando ignorá-lo, colocou a espada em cima da mesa de centro. Observou a arma perder o brilho e, em seguida, olhou para Miranda.
— Está sentindo alguma coisa?
A bruxa fechou os olhos. Depois de longos instantes, abriu os olhos e olhou para Kylie.
— Sim.
O coração de Kylie apertou. Ah, droga. Mario estaria ali? Ela quase pegou a espada outra vez.
— Mas não é ruim desta vez. — Miranda olhou para a arma em cima da mesa de centro. — Talvez seja isso que estou sentindo.
— Você não a sentiu aquela outra noite, não é?
— Não. Mas essa espada tem uma aura, por isso eu posso senti-la.
Kylie soltou um suspiro profundo. Ela esperava que Miranda estivesse certa, que quem estivesse ali não fosse ruim.
O som repentino de passos na varanda deixou todos em alerta novamente. Lucas pulou da cadeira. Della atravessou a sala.
Kylie, porém, foi mais rápida e se aproximou da porta. Se fosse Mario, nem por cima do seu cadáver ele iria machucá-los.
Steve entrou. Seu olhar disparou de Kylie para Della.
Della franziu a testa.
— O que você está fazendo aqui?
— Só vim saber se você está bem.
Della olhou para ele carrancuda.
— Eu não preciso de você para me proteger.
Ele saiu ao mesmo tempo em que Kylie ouviu um rugido. Não um rugido humano. Ela apostaria qualquer coisa que o metamorfo tinha acabado de se transformar num enorme felino furioso. Kylie pensou em ir atrás dele para ajudar a acalmar o seu ego, mas, como quase se tornara o jantar de um leão irritado ao chegar a Shadow Falls, decidiu deixar Steve lidar com o seu próprio ego.
Miranda fez um gesto de desaprovação.
— Isso não é maneira de tratar o cara que te deu um chupão.
Della rosnou.
— Por que não? Viu como ele foi embora rápido? Se estivesse realmente preocupado, teria ficado.
Kylie revirou os olhos para a lógica de Della.
Lucas ergueu as sobrancelhas – provavelmente ao comentário do chupão. Em seguida seus olhos se desviaram para Kylie com um olhar de proteção. Mas, em menos de um segundo, algo mais suave brilhou em seus olhos, algo mais terno. Amo você, aqueles olhos azuis pareciam dizer.
O leão rugiu novamente em algum lugar na frente da cabana, e, então, um enorme pássaro pré-histórico aterrissou com um baque na soleira da porta aberta.
Miranda soltou um gritinho, deixou cair o urso de pelúcia e foi abraçar o pássaro.
Kylie se sentou no braço do sofá. A vampira tinha acertado em cheio quando disse que seria uma noite muito longa e insana.


— Para que a fita adesiva? — Kylie perguntou a Lucas, no dia seguinte, quando ele esvaziou o saco novamente e preparou-se para o treino. Kylie havia dormido demais e perdido as aulas da manhã, e Lucas tinha ligado um pouco depois das onze, perguntando se ela queria cancelar o treino, visto que tinham ficado acordados a maior parte da noite.
Ela queria dizer que sim, queria muito ficar dormindo, mas atendendo ao seu coração, bem como ao aviso do fantasma de que precisava aprender a lutar, ela concordou em treinar.
— Para proteger. Vamos enrolar na ponta da lâmina. — Ele olhou para as árvores, como se tivesse ouvido alguma coisa. Ou alguém.
O pensamento de Kylie saltou da luta com espadas de verdade para a vigilância cautelosa de Lucas.
— Quem está aí?
— Chris e Will — ele respondeu.
Como o invasor não tinha sido encontrado na noite passada e eles não tinham ouvido outro alarme de segurança avisando que alguém tinha saído, todo o acampamento estava em alerta vermelho. No momento ela não tinha só uma sombra, mas três.
Que adorável! Simplesmente adorável!
Enquanto ela observava Lucas pegar as espadas, uma lufada de ar frio arrepiou os pelos da sua nuca. O que fazia o número de sombras subir para quatro.
— Isso é coisa de maricas! Diga a ele para não enrolar a fita nas lâminas. Você precisa aprender a lutar de verdade! O tempo está se esgotando.
Olhando por cima do ombro, Kylie viu o espírito usando o vestido sujo de sangue novamente.
O que aconteceu com você? Quem a matou?, perguntou Kylie.
O espírito olhou para o vestido e franziu a testa.
— Eu não sou importante. Você é.
De repente desesperada para obter respostas, Kylie continuou: Como você me conhece? Qual a ligação entre nós? Eu preciso de respostas.
— Você precisa aprender a lutar. Ou logo vai estar tão morta quanto eu.
O aviso cravou um punhal de pavor no coração de Kylie. Ela observou Lucas ficar de cócoras e começar a enrolar a ponta das lâminas.
— Será que a fita é realmente necessária?
Ele olhou para ela com surpresa nos olhos.
— Está falando sério?
Ela assentiu com a cabeça.
— Você precisa me ensinar a lutar de verdade.
Ele se levantou, a preocupação estampada no rosto.
— Por quê? O que você sabe que eu não sei?
— É apenas um pressentimento — ela mentiu.
— Eu não gosto dessa sensação — disse ele.
— Você não é o único. — Ela piscou. — Só me ensine a lutar, Lucas.
Com ar resignado, ele pegou as duas espadas. A arma de Kylie começou a brilhar no instante em que ela a segurou. Talvez fosse sua imaginação, mas a arma parecia estar ainda mais brilhante. O que isso significava? Será que a espada, como o fantasma, sabia que a hora da batalha se aproximava?
Lucas, ao lado dela, começou a fazer as posições de aquecimento. Ela imediatamente o imitou.
O telefone de Kylie, no bolso, tocou avisando da chegada de uma mensagem. Ela esperou até a pausa seguinte para tirá-lo dali. Era Derek.
Ligue para mim!
Será que ele ia tentar convencê-la a reatar o namoro? Lembrou-se de vê-lo contrariado na noite anterior, quando Lucas insistiu em ficar na cabana para protegê-la.
— Quem é? — perguntou Lucas.
Ela hesitou, depois não fez mais segredo.
— Derek.
Lucas fechou a cara, mas permaneceu em silêncio. Eles voltaram para os exercícios básicos.
— Quando vamos começar a lutar? — ela perguntou enquanto imitava os movimentos dele.
— Quando é que você vai dizer para aquela “fada” que está tudo acabado entre vocês dois?
— Eu já fiz isso — respondeu ela, antes de perceber seu deslize.
Lucas parou. Sua espada, apontando para cima, desceu com um assobio. Ele olhou para ela.
— Você já fez isso?
Era tarde demais para voltar atrás.
— Sim.
Ele sorriu.
— Obrigado.
Ela franziu a testa.
— Eu não fiz isso por você. Fiz isso por ele.
Ainda sorrindo, ele arqueou uma sobrancelha.
— Mas eu sou o motivo que a levou a fazer isso.
Não era uma pergunta, mas ela poderia negar. No entanto, hesitou demais. Ia parecer uma mentira. Teria sido uma mentira.
Um sorriso ainda maior apareceu nos olhos dele. Um sorriso de confiança. De esperança.
— Eu te amo — ele disse, a voz quase musical com a felicidade.
Ela lhe lançou um olhar de desaprovação.
— Dizer isso não é um pouco perigoso, considerando que estas espadas não são de madeira e nem sequer estão protegidas com fita?
Ele riu. Uma risada de verdade, e o som caiu sobre ela como uma suave chuva de verão num dia sufocante de calor. Então ela se lembrou do olhar no rosto dele quando os lobisomens o haviam deixado sozinho no dia dos pais. Então ela se lembrou também que Will e Chris estavam ali, provavelmente ouvindo cada palavra que diziam. Will supostamente era amigo de Lucas, mas será que ele também tinha virado as costas para ele?
Ela desviou os olhos para a floresta e cochichou:
— Nós não estamos sozinhos, lembra-se?
— Eu não me importo com quem possa ouvir. Eu te amo! — Sua voz se elevou mais alto dessa vez.
Ela franziu a testa.
— Nada mudou.
— Tudo mudou! — exclamou ele.
Não, não tinha mudado. Ele poderia pensar que abriria mão de tudo que mais importava para ele, mas ela não estava disposta a deixá-lo fazer isso. Ela o amava demais.
— Vamos começar o treino? Se não, eu vou embora.
— Então vamos ao treino — disse ele.
Eles continuaram com os exercícios por mais dez minutos. Por fim, ele ficou de frente para ela.
— Vamos começar, mas lembre-se de que esta espada não é de madeira. Vamos começar devagar.
Ele não estava brincando sobre ir devagar. Começaram a se mover no ritmo de uma tartaruga e continuaram assim durante os quinze minutos seguintes.
— Com quem você estava lutando ontem à noite? — A pergunta dele quebrou o silêncio tenso que pairava no ar desde que, finalmente, tinham começado a acelerar um pouco mais.
— Com o fantasma da mulher.
— Ela luta bem? — ele perguntou.
O fato de ele perguntar sobre um fantasma a surpreendeu.
— Ela diz que é melhor do que você.
— Eu sabia que não gostava dela — disse ele, com um meio sorriso. Depois de uma pausa, ele perguntou: — Quem é esse fantasma? — O olhar dele não se desviava das espadas.
— Eu não sei — respondeu ela com sinceridade. E de repente Kylie sentiu que precisava descobrir isso o quanto antes.


Kylie não se lembrou de ligar para Derek. Ela e Lucas tiveram um bom treino. Eles não se soltaram de fato nem lutaram como faziam com as espadas de madeira, mas quase chegaram a isso.
Quando ela checou o telefone, encontrou outra mensagem de Derek – Me ligue agora! – e viu que era quase meia-noite, ela se sentiu culpada.
Ela o vira no jantar – e isso tinha sido depois da mensagem – e ele não tinha dito nada. Não tinha sequer se sentado com ela; só pegou o jantar e saiu.
Ainda um pouco preocupada, mas sem saber se ele ainda estaria acordado, ela mandou uma mensagem de volta. O que foi?
Ela esperou por uns bons 45 minutos para ver se ele respondia. Nada.
Frustrada, deixou-se cair sobre o travesseiro. O frio fantasmagórico envolveu o quarto pela terceira vez desde que ela fora para a cama, mas o espírito não apareceu.
A conversa de Kylie com Holiday aquela tarde tinha reforçado seus sentimentos. Se ela conseguisse descobrir a identidade do espírito, isso podia ajudar a responder um monte de perguntas.
Embora o espírito não tivesse confirmado, Kylie estava quase certa de que ele tinha alguma ligação com Mario.
— Quem é você? — Kylie perguntou para o vento frio que se movia como uma sombra fugidia pelo quarto. — Me diga. Ou pelo menos me mostre alguma coisa.
Nenhuma resposta. Aceitando que nenhum espírito falava antes que estivesse pronto para isso, Kylie se virou na cama e tentou dormir. Tentou pensar em outra coisa que não fosse o espírito.
Outra coisa que não fosse matar alguém.
Outra coisa que não fosse morrer.
Qualquer coisa diferente de Lucas e da esperança que ela tinha visto nos olhos dele.
Kylie tinha acabado de cair no sono quando ouviu um leve ruído.
Passos no piso de madeira. Ela abriu os olhos e estendeu o braço debaixo do travesseiro para pegar a espada.
Debaixo do travesseiro? Ela não dormia com a espada!
Instintivamente, ela sabia que tinham vindo atrás dela.
Quem tinha vindo atrás ela?
Algo não estava certo. No entanto, Kylie puxou a arma e pulou para fora da cama. Seus pés pousaram no tapete. Ela olhou para o tapete oriental. De lã. Caro.
Onde ela estava?
Ou seria melhor perguntar: Quem ela era?
Com o coração batendo ao som dos passos que se aproximavam, ela olhou ao redor da sala. Um quarto. Não o quarto de Kylie.
Móveis de madeira pesados e de aparência cara brilhavam à fraca luz do luar que entrava através de uma grande janela, de onde se viam palmeiras.
O gosto de medo e fúria permanecia em sua língua. Ela levantou a espada. Só para descobrir que não era a espada que tinha sido entregue a ela, mas a espada do...
Tudo fazia sentido agora. Ela era o espírito e estava em meio a uma visão. Avistou um pesado espelho emoldurado sobre uma cômoda. Por um segundo, ela olhou para a imagem. Seu cabelo escuro estava solto, despenteado.
Mas o que causou o primeiro arrepio de pânico em Kylie foi o vestido. O mesmo que o espírito, obviamente, estava usando quando fora assassinado.
E Kylie iria reviver a cena. Seu primeiro impulso foi gritar “Pelo amor de Deus, não!” O segundo foi ficar alerta, para encontrar as respostas de que precisava.
O barulho de passos se aproximou, batendo forte no chão, como se subissem antigos degraus de madeira. Instintivamente, Kylie sabia que o espírito aguardava seus agressores. Ela sabia que a noite traria a morte. Ela tinha escolhido usar branco, mas indagado se o sinal de pureza adiantaria alguma coisa.
Agora, enquanto esperava o fim se aproximar, uma onda de arrependimento, de remorso pela vida que vivera, cruzou sua mente. Mas, no fundo, ela aceitou que era tarde demais. Tarde demais para mudar o modo como tinha vivido. Mas ela podia e iria mudar a forma como iria morrer.
Quem é você? A pergunta sussurrou na mente de Kylie. Ela rezou para que a resposta viesse logo para que ela pudesse deixar a visão antes que tivesse de reviver a morte daquela mulher.
O espírito olhou para a janela como se considerasse a possibilidade de fugir.
Saia daí, Kylie disse a ela. Você não tem que morrer.
Mesmo antes de o pensamento se completar, Kylie sabia que as ações do espírito nesta véspera de sua morte já faziam parte do seu destino. Kylie não tinha sido levada ao interior de seu corpo, ou de sua memória, para mudar o que já tinha acontecido. Ela tinha sido levada até ali para viver isso.
Para saber a verdade.
Que verdade? Por que o espírito não tinha ido embora? Kylie sentiu que ir embora tinha sido uma opção. O espírito tinha escolhido morrer. Por que motivo?
— Mamãe. — O menininho correu para a porta. — Ele achou a gente! — Em seus olhos arregalados, medo e lágrimas. — Ele achou a gente! Agora o que vamos fazer?
Ela segurou o menino pelos ombros. A mãe queria abraçá-lo, enterrar o rosto em seu cabelo para poder morrer com o cheiro de seu único filho ainda preenchendo os seus sentidos. Mas o tempo tinha acabado. Ela o empurrou para dentro do armário.
— Use o alçapão, como eu mostrei. Corra e não olhe para trás. — Ela fechou a porta do armário ao mesmo tempo em que a porta do quarto se abria com um estrondo.

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