8 de outubro de 2016

Capítulo 2

— Está tudo... ok?
A voz não era de Mario. Era de Derek.
O tom familiar dispersou o pânico inicial de Kylie, mas apenas por um segundo. Eu estou apaixonado por você, Kylie. As palavras que ele dissera havia menos de quinze minutos ainda ecoavam na cabeça dela, trazendo com elas outra tempestade emocional que fazia sua mente e seu coração darem voltas. Derek a amava. Mas e ela? O que sentia?
Kylie mudou levemente de direção, e o salto direito do sapato se desprendeu, fazendo-a perder o equilíbrio. Sua vida era assim: como se tivesse perdido o salto do sapato e sua única opção fosse andar por aí mancando.
— Alguma coisa errada? — Na voz de Derek transparecia a sua preocupação.
Está tudo bem. As palavras estavam na ponta da língua, mas ela as engoliu. Derek, um meio-fae, podia ler suas emoções. Mentir para ele sobre o seu estado emocional era inútil. Então ela se virou e olhou para ele.
— O que você está fazendo aqui, sem uma sombra? — Derek perguntou. — Você sabe que não deve ficar sem uma, caso aquele vampiro pirado resolva voltar.
Quando seus olhos encontraram os de Derek, ela viu um lampejo de pânico dentro deles. Sabia que o pânico nos olhos dele era o que ela própria sentia. Quando ela estava sofrendo, ele sofria com ela. Quando ela se alegrava, ele se enchia de alegria também. Quando ela temia alguma coisa, ele temia por ela. Considerando seu estado emocional nesses últimos minutos, ele devia estar vivendo num verdadeiro inferno.
O peito de Derek inflou sob a camiseta verde musgo que o moldava. Ele pôs a mão sobre o abdômen bem definido, enquanto enchia os pulmões de ar. Seu cabelo castanho-escuro parecia despenteado pelo vento e a franja se agarrava à testa. Uma gota de suor escorria pelo seu rosto. Por um segundo, ela só pensou em cair nos braços dele, deixando que seu toque reconfortante afugentasse a apreensão dentro dela.
— Você está assim... por causa do que eu disse? — ele perguntou. — Se for... esquece. Não disse aquilo para que se sentisse dividida.
Não dava para esquecer uma declaração de amor, Kylie pensou. Não se ela fosse sincera. Mas ela não disse nada.
— Não tem a ver com o que você disse. — Então ela percebeu que isso também era mentira. A confissão dele tinha causado um verdadeiro caos em suas emoções. — Bem, é outra coisa, também.
— O quê? — As palavras dele saíram entrecortadas. Seus olhos procuraram os dela e ela viu as raias douradas em suas íris ficarem mais brilhantes. — Eu sinto que você está apavorada e confusa e...
— Mas está tudo bem. — Ela percebeu novamente que ele estava sem fôlego, como se tivesse corrido um quilômetro para chegar ali. Será que tinha mesmo? — Onde você estava?
Ele inspirou outra golfada de ar.
— Na minha cabana.
Há mais de um quilômetro daqui.
— Você sentiu minhas emoções mesmo de tão longe?
— Senti. — Ele estreitou os olhos como se esperasse que ela não o culpasse por isso. Ela não gostava que suas emoções fossem como um livro aberto para ele, mas não podia culpá-lo. Ele lhe confessara uma vez que, se pudesse parar de captar as emoções dela, faria isso. Ela acreditou nele.
— Você não tinha falado que isso estava diminuindo? — perguntou ela. — Captar minhas emoções com tanta intensidade ainda te enlouquece?
Ele deu de ombros.
— Ainda é algo bem forte, mas não me oprime tanto quanto antes. Posso lidar com isso, agora que eu...
Agora que ele tinha aceitado que a amava. Foi isso que ele havia dito a ela. Era por isso que a ligação entre eles tinha ficado mais forte. O peito dela ficou novamente pesado com a indecisão. Ainda bem que um deles conseguia lidar melhor com isso. Porque ela não tinha certeza se conseguia. Não depois de saber que ele a amava. Não, com qualquer das revelações com que tinha de lidar agora. Pelo menos não naquelas circunstâncias.
— O que você tem? — Ele se aproximou. Estava tão perto que ela podia sentir o cheiro da sua pele – conhecido, autêntico, real.
A tentação de cair em seus braços tomou conta dela. Ansiava por sentir seu peito subindo e descendo enquanto ele respirava, deixar que o que acontecera entre eles no passado também fizesse parte do seu futuro. Fechando os punhos com força, ela passou por ele mancando com o salto quebrado, foi até uma árvore e escorregou pelo tronco até o chão. A terra estava mais fria do que a temperatura no ar. As folhas de grama faziam cócegas na parte de trás das suas pernas, mas ela ignorou.
Ele não esperou por um convite; sentou-se ao lado dela. Não tão perto a ponto de se tocarem, mas perto o suficiente para que ela pensasse em tocá-lo.
— Então é mais de uma coisa? — ele perguntou.
Ela assentiu com a cabeça, e a decisão de confiar nele parecia já ter sido tomada.
— Meu pai apareceu para mim. — Ela mordeu o lábio. — Ele me disse o que eu sou.
Derek pareceu intrigado.
— Eu pensei que você quisesse saber.
— Eu queria, mas... Ele disse que eu sou um camaleão. Sabe, como um lagarto.
Ele franziu as sobrancelhas e então riu.
Ela não gostou muito da franqueza dele. O pânico voltou triplicado. Kylie queria saber o que ela era para que os outros a aceitassem, para que finalmente pudesse encontrar a sua tribo, mas e se ela acabasse se tornando de fato uma aberração?
— Eu detesto lagartos! — ela desabafou. — Eles são como cobras, criaturinhas viscosas de olhos esbugalhados, que vivem correndo por aí na imundície, comendo insetos rastejantes. — Ela olhou para a floresta de novo, imaginando uma brigada de lagartos olhando para ela. — Uma vez eu vi um programa na TV que mostrava em câmera lenta um lagarto de língua comprida comendo uma aranha. Foi nojento!
Derek balançou a cabeça, todo o humor desaparecendo dos seus olhos.
— Eu nunca ouvi falar de lagartos sobrenaturais. Você tem certeza?
— Eu não tenho certeza de nada. Isso é que é tão assustador. Não saber. — Ela estremeceu. — Sério, é melhor se alimentar de sangue do que ter uma língua comprida e comer insetos.
— Talvez seu pai esteja errado. Você disse que fantasmas têm dificuldade para se comunicar.
— A princípio, sim, mas agora tudo o que o meu pai fala faz sentido.
Derek não parecia convencido.
— Mas o que você acha que um camaleão sobrenatural é, ou faz? Só consigo pensar que eles mudam de cor.
Kylie deixou que as palavras dele dessem voltas no seu cérebro por um instante.
— Será que é isso?
— Você pode mudar de cor? — A dúvida se estampou no rosto dele.
— Não, mas talvez eu possa mudar de padrão. Como o meu avô e a minha tia, quando pareciam humanos. E como eu pareço humana agora.
— Ou... talvez seu pai esteja passando por uma recaída e esteja apenas confuso. Porque eu nunca ouvi falar de nenhum ser sobrenatural capaz de fazer seu padrão cerebral mudar.
— E quanto a mim? — ela perguntou. — E o meu avô e a minha tia?
Ele deu de ombros.
— Holiday disse que provavelmente um feiticeiro lançou um feitiço no seu avô e na sua tia.
— E lançou um feitiço em mim também? — Kylie perguntou.
— Não, mas... Ok, eu não tenho resposta. — Ele franziu a testa. — E eu sei que isso a deixa frustrada. Mas você não me disse que o seu avô de verdade vai vir visitá-la? Com certeza ele vai esclarecer tudo isso.
— É. — Ela mordeu o lábio inferior.
Derek ficou olhando para ela.
— Tem alguma coisa errada nisso também, não tem?
Ela suspirou.
— Quando eu perguntei ao meu pai o que significava ser um camaleão, ele disse que descobriríamos juntos.
— E por que isso é ruim...?
Kylie declarou o óbvio.
— Ele está morto, suas visitas aqui na terra são limitadas; então isso significa que vou morrer em breve?
— Não, ele não quis dizer isso. — Seu tom de voz se aprofundou com a sua convicção.
Ela começou a argumentar, dizendo que ele não podia dizer aquilo com tanta certeza, mas queria tanto acreditar nele que se calou. Respirou fundo, olhou para a grama e tentou encontrar paz na certeza de que seu avô estaria ali em poucos dias. Tentou encontrar paz sabendo que dividira com outra pessoa os seus problemas. E ela se sentiu um pouco melhor.
— Você perguntou a Holiday? — Ele se inclinou e seu ombro esbarrou nela, seu calor, seu toque suave afugentando um pouco de sua angústia.
Ela balançou a cabeça.
— Ainda não. Ela ainda está no escritório com Burnett.
Kylie ainda não tinha refletido sobre a questão do fantasma. Se o espírito de alguém aparecia quando a pessoa ainda não estava morta, o que isso significava? As respostas possíveis começaram a acelerar o seu coração.
— Eu acho que isso é importante — disse ele.
— Eu sei, mas...
— Tem outra coisa, não é?
Ela olhou para ele. Derek estava lendo suas emoções ou a sua mente?
— Problemas com fantasmas — disse ela.
— Que tipo de problemas?
De todos os campistas, Derek era o único que não fugia à menção dos fantasmas.
— Essa pessoa não está morta.
— Então não é um fantasma. — Derek parecia confuso.
Kylie mordeu o lábio.
— É... Quero dizer, a princípio o espírito tinha todo aquele jeitão de zumbi — pedaços de pele pendurados, vermes —, mas depois mudou. E quando isso aconteceu, o rosto se transformou no de alguém que eu conheço.
— Como isso é possível? — ele perguntou.
Ela fez uma pausa.
— Eu não sei. Talvez seja um truque.
— Ou não — discordou Derek. — Acha que alguém vai morrer?
Não outra pessoa, ela queria gritar.
— Eu não sei. — Ela arrancou um tufo de grama do chão.
— Quem é? — ele perguntou. — Não é alguém daqui, é?
O peito de Kylie se apertou. Ela não queria dizer, com medo de que, se dissesse em voz alta, faria a coisa acontecer de verdade.
— Eu só preciso de mais um tempo para pensar nisso.
Derek empalideceu.
— Ah, droga! Sou eu?
— Não. — Kylie jogou longe o tufo de grama e ficou observando-o girar no ar até aterrissar no chão.
Quando ela olhou para trás, pôde sentir Derek captando as suas emoções, tentando decifrar o seu significado.
— Você gosta um bocado dessa pessoa.
Ele franziu as sobrancelhas.
— Lucas?
Ela ouviu a dor em sua voz só por dizer o nome do lobisomem.
— Não — ela disse. — Podemos mudar de assunto? Eu não quero mais falar sobre isso. Por favor.
— Então é Lucas? — Derek perguntou.
— O que tem Lucas? — Uma voz profunda e irritada soou de repente.
Kylie olhou para cima e viu Lucas saindo do bosque. A raiva tinha feito seus olhos adquirirem um tom alaranjado. Ela se encheu de culpa só por um segundo, então lutou contra esse sentimento. Não estava fazendo nada errado.
— Nada — Derek respondeu com rispidez, quando viu que Kylie não ia dizer nada. O fae ficou de pé e deu um passo na direção do escritório. Depois fez uma pausa, olhou para trás, na direção dela, e em seguida para Lucas. — A gente só estava conversando. Não precisa brigar com ela por causa disso.
Lucas soltou um rosnado. Derek se afastou, parecendo não se importar nem um pouco com a raiva de Lucas. Kylie agarrou outro tufo de grama e arrancou-o do solo.
— Eu não gosto disso. — Lucas olhou para ela.
— Estávamos só conversando.
— Sobre mim.
— Eu estava contando a ele sobre um espírito e que... ele se parece com alguém de quem eu gosto, e ele perguntou se era você. Você devia ficar feliz de saber que eu gosto de você.
A expressão de Lucas se fechou ainda mais. Seria por causa de Derek ou porque ela tinha mencionado os fantasmas? A incapacidade de Lucas de aceitar o seu trabalho com os espíritos a magoava.
— Ele é louco por você — respondeu Lucas.
Eu sei.
— Estávamos apenas conversando.
— Isso me deixa possesso. — Seus olhos brilhavam, num profundo tom de laranja queimado.
— O que o deixa possesso? Que eu fale com Derek ou que eu fale de fantasmas?
— As duas coisas. — Ele disse isso com tanta honestidade que ela achou difícil culpá-lo. — Mas, principalmente, saber que você fica por aí com essa “fada”.
Kylie estremeceu ao ouvir o insulto a Derek. Então, sem saber direito o que dizer, se levantou. Esquecendo-se do sapato com o salto quebrado, ela quase tropeçou. Lucas a segurou pelo cotovelo.
Ela encontrou o olhar de Lucas, ainda marcado pela ira lupina. Mas o seu toque era terno e solícito, sem nenhum indício da fúria que ela vira em seus olhos.
Ela se lembrou de que algumas das reações de Lucas eram instintivas, o que significava que não podia condená-lo por isso. Outra parte dela sabia que, fossem instintivas ou não, ele não estava agindo da maneira correta.
Kylie suspirou.
— Nós já conversamos sobre isso.
— Conversamos sobre o quê?
— Sobre as duas coisas. Eu ajudo espíritos, Lucas. Isso provavelmente nunca vai mudar.
— Eu sei, mas eles vivem te matando de susto. Eles vivem me matando de susto.
Kylie ficou tensa.
— Você acha que o fato de você se transformar em lobo não me assusta?
— Não é a mesma coisa. Eles são fantasmas, Kylie. Isso não é... não é natural.
— Mas se transformar em lobo é totalmente natural — disse ela com sarcasmo.
Ele bufou.
— Ok, considerando que você viveu a vida toda como humana, eu entendo o que quer dizer. E embora eu tenha certeza de que nunca vou apreciar essa sua capacidade de falar com fantasmas, estou me empenhando para aceitar isso. — Seu tom revelava quanto isso era difícil para ele. — Mas aceitar que você fique por aí com Derek não é fácil quando sei que, se ele tivesse uma chance, ia roubar você de mim num estalar de dedos.
Ela engoliu a emoção intensa que a invadiu e tocou o peito de Lucas. Seu calor atravessou a camisa e aqueceu a mão dela.
— Eu sei como se sente. Porque sinto a mesma coisa quando vejo você com Fredericka. E é por isso que sei que não posso lhe dizer para ficar longe dela.
Ele colocou a mão sobre a mão de Kylie, e uma súplica suave para que ela o compreendesse transpareceu em seu olhar.
— É diferente. Fredericka faz parte da minha alcateia.
Ela balançou a cabeça.
— E Derek é meu amigo.
— Exatamente. Essa é a diferença. Um amigo não é a mesma coisa que um membro da alcateia.
— Para mim é. — Ela sacudiu a cabeça. — Pense. Você é leal aos membros da sua alcateia. Você iria defendê-los. Você se preocupa com eles. Eu me sinto da mesma maneira com relação aos meus amigos.
— É por isso que você não é um lobisomem. Ou pelo menos não ainda. — Ele pôs a mão livre ao redor da cintura dela e puxou-a para mais perto. — Espero que, em breve, tudo comece a fazer sentido para você.
Eu nunca serei um lobisomem. Ela olhou para ele. As evidências da raiva tinham desaparecido dos olhos dele, e ela viu afeição nos profundos olhos azuis. Lucas gostava dela. Ela sabia disso com certeza. E talvez por essa razão, hesitava em contar o que sabia. Instantaneamente, ocorreu-lhe que ela não hesitara em contar a Derek. Por que ela confiava em Derek e não em Lucas? Incomodada com o pensamento, obrigou-se a dizer:
— Eu não sou uma loba.
— Você ainda não sabe — discordou ele. — O fato de ter se desenvolvido mais antes da lua cheia e de ter oscilações de humor tem que significar alguma coisa.
Ela balançou a cabeça.’
— Eu não sou um lobisomem. Eu sei o que sou.
Os olhos dele se estreitaram, intrigados.
— Você sabe...? Como?
— Meu pai apareceu para mim novamente. Ele disse que eu sou um camaleão.
Perplexidade se estampou no olhar de Lucas.
Ela franziu o cenho.
— Eu não sei exatamente o que significa.
— Não faz sentido — ele deixou escapar. — Isso não existe. Só porque algum fantasma disse...
— Não foi “algum fantasma”. Foi o meu pai.
— E seu pai é um fantasma. — Se ele tinha ou não intenção de insultá-la ou não, foi isso que pareceu para Kylie.
Suas palavras e sua atitude a feriram. Ela tirou a mão do peito quente de Lucas. Todo o caos emocional de antes se agitou dentro dela.
— Eu sei que ele é um fantasma — disse Kylie. — E gostaria que ele não estivesse morto. Gostaria de saber o que ele quis dizer. E gostaria que você pudesse me aceitar como eu sou. Mas não posso mudar o fato de que meu pai morreu antes de eu nascer. Eu não tenho culpa de não entender o que ele quis dizer. Aliás, não entendo um décimo do que está acontecendo na minha vida agora. E tenho a impressão de que você nunca vai conseguir me aceitar pelo que eu sou.
— Isso não é verdade. — A expressão de Lucas endureceu com a negação.
— É verdade, sim. — Ela se virou e se afastou, mancando por causa do salto quebrado.
Kylie ouviu-o pedindo para que ela não fosse embora. E ignorou o seu pedido. Então parou e se abaixou para tirar os sapatos. Ao se endireitar novamente, seus olhos se desviaram para a fileira de árvores e ela reparou que as folhas se mexiam mesmo sem que houvesse uma brisa. Percebeu de novo aquela sensação inexplicável de que estava sendo atraída para a floresta. Por mais tentador que fosse, ela se afastou. Afastou-se da floresta. Afastou-se de Lucas.
E ambas as coisas, de alguma forma, pareciam erradas.

4 comentários:

  1. Nossa vey...
    quando a autora colocou o Lucas para agir assim?! Na aparição dele, em nascida a meia noite que ele levou ela pra ver as pegadas de dinossauro, ele tava completamente diferente. Antes de ele sair para a viagem, estava diferente. Não entendi. Confesso. Essa mudança toda.

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    1. Ele mudou assim pq ele se apaixonou mais ainda por ela, e ficou possessivo com isso o deixando bem idiota .-. :v

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    2. Também estava pensando isso
      ele não era doce mas ele era muito fofo.
      O primeiro beijo foi lindo e tal
      agora ele está virando um namorado possessivo, a Kyle não pode ter ciumes dele mas ele pode mandar nela.

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  2. Sério, eu não suporto o Lucas, ele é chato pra caraca.
    O Derek é mais legal e mais compreensivo e respeita ela e a aceita :v
    #TeamDerek
    Enfim esse negocio de Kylie ser um camaleão é bem confuso, mas faz todo o sentido u.u

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