4 de outubro de 2016

Capítulo 20

O choque quase fez Kylie perder o fôlego. Jane tinha matado seu bebê? Seria por isso que tinha amnésia? O horror diante do que fizera teria sido demais para ela?
Jane se voltou para Catherine e ergueu os dois pulsos diante do rosto dela, o corpo rígido de pura fúria.
— Quantas vezes tenho que dizer que eu não sou Berta! Não matei meu filho. Nunca mataria o meu bebê. Eu o amava.
Catherine olhou para Kylie.
— Ela está confusa. Acho que fizeram uma lobotomia nela. Provavelmente para tentar curá-la.
— Eu não sou Berta! — Jane Doe gritou tão alto que Kylie se encolheu. — E estou farta de ouvir você me chamando assim.
— Então qual é o seu nome? — Catherine replicou.
Jane tinha lágrimas nos olhos.
— Eu não sei. Não sei quem sou, não sei o que sou, mas sei o que não sou. E não sou Berta Littlemon. Acho que o meu bebê morreu, mas eu não o matei. Eu era casada com alguém. Agora estou perdida. E vazia. E morta. — Ela se virou e olhou para Kylie como se se lembrasse da visão. — Alguém me matou. — Lágrimas escorriam pelo seu rosto no momento em que ela desapareceu.
O peito de Kylie se encheu com um sentimento de solidariedade. Ela voltou a ficar de pé e, embora se sentisse inclinada a acreditar em Jane Doe, tinha ido até ali para encontrar respostas. E para encontrá-las, tinha de fazer perguntas.
— Por que você acha que ela é Berta Littlemon?
— Eu não acho, eu sei — disse Catherine. Então ela sorriu. — E posso contar tudo o que sei se você me fizer um favor.
Kylie ainda estava junto ao túmulo de Berta Littlemon quando Burnett se aproximou dela, cerca de trinta minutos depois. Desta vez, ele não perguntou se ela estava bem. Porque não precisou. Kylie sentiu que ele tinha deduzido que ela não estava bem pelo olhar de desânimo no seu rosto. Colocando a mão de leve em seu ombro, Burnett perguntou:
— Vir até aqui... serviu pra alguma coisa?
— Não sei — disse Kylie, confusa e perturbada com o que tinha descoberto por meio de Catherine O’Connell. Claro, ela tinha obtido algumas informações, mas a ida ao cemitério tinha servido muito mais para confirmar o quanto ela sabia pouco a respeito de Jane Doe e o quanto seria impossível ajudá-la.
— Já podemos ir? — perguntou ele.
Kylie concordou com a cabeça e eles começaram a caminhar na direção dos portões, onde Della os esperava, tão pouco à vontade quanto no momento em que chegaram.
A multidão de espíritos os seguiu de perto, mas não se aglomerou em torno dela.
— Você vai voltar? — sussurrou o espírito de um homem de aparência mais velha.
— Por favor, diga que vai! — implorou o jovem espírito de uma mulher.
— Não é justo! — lamentou-se outra mulher. — Por que ela tem que ir embora agora? Eu não tive nem oportunidade de falar com ela!
Então todos os espíritos começaram a falar ao mesmo tempo, tornando difícil para Kylie compreendê-los e lhe provocando uma forte dor de cabeça. Apesar da multidão de vozes, ela estava vagamente consciente de Ima, a esposa do velho, que ia de um pequeno grupo de espíritos para outro e sussurrava algo para eles.
Kylie parou e massageou as têmporas.
— Lamento muito — disse, e realmente lamentava.
Agora, tudo o que queria fazer era fugir deles, correr para a luz do Sol, ignorar as sombras e fingir que elas não existiam. Mas mesmo que quisesse fugir, sabia que não podia. Como poderia, depois de sentir sua dor, sua mágoa, tão intensamente quanto a sua própria? Como poderia, quando sabia que todos eles tinham algum tipo de assunto inacabado que queriam resolver e ela era a sua única chance de fazer isso?
Ainda assim, Kylie tinha que estabelecer alguns limites ou então provavelmente perderia o juízo como Jane Doe, obviamente, tinha perdido.
E, desse modo, ela não seria capaz de ajudar mais ninguém.
— Eu tenho que ir agora — disse ela. — Vocês não podem vir comigo. Precisam ficar aqui. Mas... eu vou voltar. Prometo. — Era uma promessa que ela tinha a intenção de cumprir, mas que não encarava com muita expectativa.
— Eu não vou voltar — disse Della, caminhando até o carro.
Burnett lançou a Kylie um olhar preocupado e ela balançou a cabeça, indicando que estava bem. Quando saíram do cemitério e ela viu que os espíritos não a seguiam, suspirou de alívio. Ela nunca tinha apreciado tanto a onda de calor do Texas quanto naquele momento.
Olhou para trás, na direção do cemitério. Os espíritos ainda estavam lá, fitando-a sem palavras. Kylie se perguntou se a promessa tinha sido suficiente para convencê-los a ficar ali, em vez de segui-la. Ou se o fato de eles permanecerem no cemitério tinha mais a ver com a mensagem que Ima tinha sussurrado para eles, fosse ela qual fosse.
Kylie sentiu um arrepio descer pela sua espinha. Ela o ignorou e caminhou com Burnett e Della para o carro.
O trajeto de volta a Shadow Falls foi curto. Eles não falaram. Depois de estacionar, os três se arrastaram para fora do Mustang preto. Kylie trocou um olhar com Burnett e perguntou se ela podia faltar às atividades do acampamento pelo resto do dia.
Ele hesitou e Kylie ficou com medo de receber um não, mas então ele franziu a testa e perguntou:
— Será que Holiday iria aprovar?
Kylie acenou com a cabeça.
— Sim — ela respondeu com honestidade. Ajudar os fantasmas fazia parte de seu trabalho como sobrenatural. Holiday iria entender isso e também o esforço que essa missão exigia dela. A líder do acampamento era provavelmente a única que entenderia.
Burnett ainda fez uma pausa.
— Você está bem? Precisa conversar ou alguma outra coisa?
— Não. Estou bem — disse Kylie.
O alívio estampado no rosto do vampiro era quase cômico. Obviamente, a ideia de ter que oferecer conselhos ou mostrar compaixão pelos espíritos não o agradava. Kylie poderia ter brincado com ele por causa disso se não estivesse tão perturbada pelo que havia acontecido no cemitério.
— Só quero ligar meu computador e verificar alguns fatos que descobri.
— Tudo bem — disse ele, acenando para Della segui-la.
— Por favor, não me peça pra voltar lá de novo — implorou a vampira enquanto se afastavam. — Foi superestranho.
— Sinto muito — disse Kylie.
— Você descobriu o que você precisava saber?
— Na verdade, não.
— Eles não responderam às suas perguntas? Eu ouvi você falando com eles.
— Não é assim tão fácil.
Por um segundo, Della parecia disposta a fazer mais perguntas, mas então mudou de ideia e resolveu ficar em silêncio.
Isso foi bom. Kylie não estava nem um pouco a fim de explicar como funcionava a comunicação com os mortos. Agora, ela precisava se concentrar no que havia descoberto em sua aventura. Não tinha nem começado a recapitular tudo e concluir em que acreditar.
Jane era ou não era uma assassina de crianças e a crueldade em pessoa? Ansiosa para provar que Catherine O’Connell estava errada, Kylie apressou o passo.
Chegou à primeira curva da trilha, onde as árvores cortinavam o céu, sombreando o caminho. Ela respirou os perfumes do verão, a vegetação verdejante da floresta, o aroma inebriante de terra seca. Estava quase conseguindo acalmar sua mente caótica quando um pássaro azul precipitou-se do céu e pousou bem em seu caminho. A gralha azul inclinou a cabeça e piou alegremente como se se exibisse só para ela.
— Fora! — gritou Della. Mas o pássaro, com toda a atenção concentrada em Kylie, ignorou Della. — Merda! — Ela tirou o cinto. — É aquele metamorfo idiota? — Quando a vampira ameaçou arremeter para a frente, para fazer só Deus sabe o que com o pássaro, Kylie pegou-a pelo braço.
— Para! É só um pássaro.
Os olhos de Della se arregalaram.
— É o mesmo pássaro que você... trouxe de volta à vida?
— Não sei — disse Kylie, mas sabia que era mentira.
Della acenou com os braços, tentando assustar o pássaro.
— Isso é muito esquisito.
O pássaro continuou a cantar.
— Saia daqui antes que eu quebre o seu pescoço! — Della berrou.
— Deixe-o em paz. — A verdade era que o pássaro estava assustando Kylie também, mas ele não merecia morrer. Ou morrer outra vez.
Além disso, Kylie não estava disposta a dar outra parte da sua alma para trazê-lo de volta à vida.
O pássaro finalmente parou de cantar, então bateu as asas e levantou voo, pairando na frente do rosto de Kylie. Um raio de sol infiltrou-se através das árvores e fez as penas da criatura azul-marinho cintilarem. Então, soltando mais um piado, ele se afastou. Kylie disparou a correr e não diminuiu o ritmo até chegar à sua cabana. Della seguiu-a na mesma velocidade.
Talvez depois de pesquisar sobre Berta Littlemon, Kylie pesquisasse sobre o pássaro azul que a perseguia. Embora ela duvidasse que fosse possível encontrar alguma coisa a respeito disso no Google.


— Então você realmente falou com os espíritos? — Jonathon perguntou. O vampiro tinha sido incumbido de ser sua sombra logo depois que Kylie e Della chegaram à cabana. Claro que a primeira coisa que Della fez foi contar tudo o que tinha acontecido no cemitério. Kylie olhou para Jonathon, sentado em seu sofá.
— Posso fazer minha pesquisa agora, em vez de ficar aqui conversando sobre fantasmas? — Kylie estava orgulhosa de si mesma. Em vez de ceder à vontade de ir direto para a cama, puxar as cobertas sobre a cabeça e dar um grito bem demorado, ela tinha ligado o computador.
Quando a palavra Google apareceu na tela, ela digitou o nome “Berta Littlemon”. Enquanto o computador buscava a informação, olhou para Jonathon novamente.
— Eu só preciso fazer isso aqui.
— Tanto faz... — O tom de voz do vampiro indicava que ele considerara seu comportamento rude.
E talvez fosse, mas com um possível fantasma assassino de criança em suas mãos e um pássaro azul perseguindo-a, Kylie não tinha tempo para ser educada.
— Desculpe — ela ainda resmungou.
Kylie leu a lista de sites que o Google mostrou na tela: as mais famosas assassinas do Texas, mães que matam, mulheres cruéis do passado. O coração de Kylie se apertou. Ela clicou no primeiro site e preparou-se para ficar perplexa.
E não foi desapontada. A única coisa que ela não encontrou foi uma imagem decente de Berta Littlemon que fosse o suficiente para identificá-la.
— Que bela sombra você é, vampiro!
Kylie se voltou e viu Lucas parado na porta, olhando Jonathon dormir no sofá.
Jonathon não se mexeu. Nem sequer abriu os olhos ao falar.
— Ouvi você chegar quando estava a um quilômetro daqui. Farejei sua bunda lupina quando estava a dois.
Lucas rosnou.
Kylie revirou os olhos. Ah, o amor entre vampiros e lobisomens era encantador! Por um momento, ela se lembrou da vontade de Lucas de que ela se tornasse um lobisomem. E se perguntou o que aconteceria se ele descobrisse que ela não era. O que aconteceria se ela fosse uma vampira? Será que ele ainda ia gostar dela? Kylie queria muito acreditar que isso não teria importância para ele, que Lucas estava acima de qualquer tipo de preconceito.
Mas a verdade era que Kylie sabia que provavelmente teria importância.
E isso a assustou mais do que pássaros azuis a perseguindo e fantasmas esquecidos que possivelmente mataram seus próprios bebês.
Lucas mudou seu foco de Jonathon para ela.
— Tudo bem?
Kylie respirou fundo. Ela sentiu que ocultar sua fraqueza de Burnett tinha sido uma necessidade. Nem tinha se sentido à vontade para contar alguma coisa a Della ou Jonathon. Mas bastou que os olhos preocupados de Lucas a fitassem para que ela sentisse a garganta apertar com a necessidade de um pouco de conforto.
Ele devia ter sentido a tensão dela, ou talvez fossem as lágrimas que faziam seus olhos arderem, porque foi até ela, pegou sua mão e levou-a até o quarto.
— Eu tenho que ficar de olho nela — Jonathon falou ainda deitado no sofá.
— Por que você não continua aí, observando a parte de trás das suas pálpebras, como estava fazendo quando entrei? — rebateu Lucas, batendo a porta do quarto. A cabana estremeceu com a força que ele fez.
Ao se verem sozinhos, o olhar de Lucas voltou-se para Kylie.
— O que aconteceu? — Ele se aproximou, colocou a mão no pescoço dela e a puxou para si.
Kylie descansou a testa no seu peito e lutou contra as lágrimas. A necessidade de conforto era grande, mas a de chorar era ainda maior.
— Foi horrível! — disse ela, engolindo em seco.
— O que foi horrível? — perguntou ele.
— Eles estavam por toda parte. E então...
— Quem estava por toda parte? — A mão dele se moveu pelas costas dela, consolando-a e oferecendo o toque reconfortante de que ela precisava.
Seu coração doía com o desejo de ter alguém para ajudá-la a compreender a experiência. Kylie levantou a cabeça e olhou para Lucas, mas não se afastou.
— Os espíritos. Mas essa não foi a pior parte. Eu...
Ele soltou outro grunhido de frustração, interrompendo-a. Então observou-a por um segundo como se pesasse as palavras com cuidado.
— Por acaso você não esperava que eles estivessem por toda parte num cemitério, Kylie? Depois do que aconteceu com aquela visão, não consigo entender o que deu na sua cabeça para ir até lá.
Ok, então Lucas era como os outros; não entendia o que ela fazia. Kylie não podia culpá-lo, porém. Tal como Della tinha salientado naquela manhã, falar com fantasmas era algo apavorante. Ainda assim, a reação dele a magoou.
Ela queria que ele entendesse, que fosse capaz de perceber o quanto isso era importante para ela. Mas Lucas não podia. Ele não era... fae. Ele não era Derek.
Não querendo pensar em Derek, ela procurou afastar o pensamento.
— Eu tive que ir — disse ela, embora não achasse que isso fosse fazer diferença para Lucas. — É o que eu devo fazer. É por isso que me procuram, para obter ajuda.
Lucas franziu a testa.
— Mas a que preço? Eu não gosto de vê-la chateada como está. E com certeza não gosto de pensar que você está se colocando em perigo para ajudar alguém que já está morto. Pelo que sabemos, eles estão mortos porque fizeram alguma idiotice e agora tentam fazer você fazer alguma idiotice também, e pode acabar se machucando por causa disso.
Seu tom de voz, sua expressão, e até mesmo sua postura corporal diziam a Kylie que contar a Lucas que havia muita chance de o seu fantasma ser uma assassina de criancinhas podia não ser uma boa ideia. Então ela se resignou à sua realidade atual. O máximo que podia fazer era resumir o resto da história até Holiday chegar. O que ela esperava que fosse em breve.
— Droga! Eu detesto ver você chateada — ele murmurou entre dentes, e então puxou-a para mais perto.
Kylie mordeu o lábio, lembrando-se de como tinha se sentido quando sua boca ficou coberta de gelo no cemitério.
— Foi um pouco assustador, mas não aconteceu nada.
Ele levantou seu queixo e olhou nos olhos dela.
— Tem certeza?
Não querendo mentir para ele, ficou na ponta dos pés e o beijou. Ele tinha um gosto tão bom! Como uma mistura de pasta de dentes com um pouquinho de chocolate.
Ela sempre gostou de chocolate com hortelã, então abriu um pouco mais a boca. Ele aceitou o convite e, num piscar de olhos, o beijo deixou de ser doce e passou a ser apaixonado. Quando a língua de Lucas deslizou pelos seus lábios, ela se espremeu ainda mais contra ele e qualquer vestígio de preocupação que poderia haver no seu coração se desvaneceu. Tudo em que conseguia pensar era na maravilha daquele momento. A maravilha que era a paixão.
Ela adorava tê-lo tão perto de si. A sensação sedosa de sua boca contra a dela era perfeita. A barba mal feita fazia cócegas nas suas bochechas e seu peito pressionava o dela, encaixando-se perfeitamente. Kylie saboreou a sensação de suas mãos fortes apertando sua cintura. Uma voz no fundo do seu ser lhe dizia que ela poderia lidar com qualquer coisa, pássaros perseguidores, centenas de fantasmas, até um espírito assassino com amnésia. Ela poderia enfrentar tudo isso se tivesse os braços e beijos de Lucas à espera dela quando tudo acabasse. Ela poderia sobreviver enquanto tivesse sua deliciosa proximidade para ajudá-la a lidar com aquilo.
— Alguém vive e alguém morre.
A voz surgiu ao mesmo tempo que o calafrio percorreu de alto a baixo a sua espinha. Kylie se afastou do beijo quente e enterrou o rosto no peito cálido de Lucas, sem querer sentir o frio. Agora não. Não tão pouco tempo depois da visita ao cemitério e a lembrança assustadora de todas aquelas almas perdidas precisando de ajuda. Não quando tinha acabado de saber das coisas terríveis que aquela mulher tinha feito.
— Eles continuam insistindo para que eu diga isso a você — disse Jane, também conhecida como Berta.
Quem morre? Kylie fez a pergunta mentalmente.
— Talvez eles estejam se referindo a mim — o espírito disse, parecendo confuso de novo.
De algum modo, Kylie sabia que não se tratava disso. Alguém vive e alguém morre. As palavras flutuavam novamente pela sua cabeça. Talvez houvesse uma coisa que os beijos de Lucas não pudessem consertar. A ideia de perder alguém que amava era demais para ela.
Levantando o rosto do peito quente de Lucas, ela abriu os olhos e tentou se concentrar em Jane Doe.
Ao olhar para o rosto do espírito, Kylie se lembrou dos trechos da história que tinha lido sobre Berta Littlemon. Ela não tinha matado apenas o próprio filho, mas o de um vizinho também.
Jane Doe olhou para Kylie sem reservas. Sem nenhuma preocupação. Sem vergonha alguma. Será que a mulher tinha esquecido o que acontecera no cemitério? Que Catherine a tinha delatado? Que Kylie já sabia de tudo?
Mas mesmo agora, quando Kylie olhava no fundo dos seus olhos, ela não via a alma de uma assassina. Ela via a alma de uma mulher que estava perdida, esquecida e precisava de sua ajuda.
Será que isso significa alguma coisa? Kylie perguntou. Mas o quê?

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