4 de outubro de 2016

Capítulo 16

Tão logo o barulho da pesada porta de madeira ecoou no refeitório vazio e ainda cheio de fumaça ao se fechar, Kylie decidiu confessar e pôr um ponto final na situação.
— Eu sei, a culpa é minha. Peço desculpas. Pensei que estava ajudando.
Burnett, com os braços ainda cruzados sobre o peito, olhou para ela.
— O que é culpa sua?
— Isto — disse ela, apontando para o refeitório e desejando, de repente, não ter assumido a culpa tão rápido. Mas depois voltou atrás, sentindo que assumir a responsabilidade era a coisa certa a fazer.
Burnett olhou para ela enquanto os segundos se passavam, o que só intensificou a sua necessidade crescente de acabar com o silêncio.
— Ok, olha — disse ela —, fui eu quem disse a Perry para interromper a dança entre Miranda e Clark.
Ele balançou a cabeça.
— Sim, eu ouvi isso. Estava no escritório.
Kylie franziu a testa, se perguntando se ele também tinha ouvido a sua conversa com Lucas.
Ele baixou os braços, o que o fez parecer menos intimidador.
— Mas isso não significa que seja culpa sua.
— Então você não me segurou aqui para me passar um sermão por provocar essa bagunça?
— Não. — Ele se abaixou e colocou duas cadeiras na posição vertical e fez um sinal para ela se sentar.
— Estou em apuros por causa de outra coisa? — ela perguntou enquanto se acomodava na cadeira.
Ele virou a cadeira e se sentou ao contrário, com uma perna de cada lado.
— Não. Eu só queria falar com você. — Ele cruzou os braços sobre o encosto da cadeira. — Está tudo bem com a sua mão?
Ela estendeu a mão para ele ver.
— Está.
Ele olhou para a mão dela, depois para o seu rosto novamente.
— Holiday ligou. Estava preocupada com você.
— Por quê?
Ele parecia se esforçar para escolher as palavras certas.
— Eu contei a ela o que você tinha perguntado sobre o pássaro.
— O que ela disse? — Kylie se inclinou um pouco para a frente, pronta para receber pelo menos uma resposta da sua longa lista de perguntas.
— Ela disse que você não deve se preocupar. Se de fato trouxe o pássaro de volta à vida, isso custou apenas uma fração muito pequena da sua alma.
— Mas eu realmente dei uma parte da minha alma a ele?
— Possivelmente — disse Burnett.
Kylie hesitou por um segundo, mas precisava saber, então simplesmente perguntou.
— Ela disse algo sobre o pássaro me perseguir?
— Perseguir você?
— É, ele ficou voando à minha volta hoje, mas eu não tinha certeza se não era só por coincidência. Mas então veio até a minha janela hoje de manhã e ficou bicando a vidraça.
Os olhos de Burnett se arregalaram um pouco de surpresa, e então sua expressão inescrutável voltou.
— Você tem certeza de que era o mesmo pássaro?
— Não, mas é muita coincidência se não for, você não acha?
— Talvez — disse ele. — Você sentiu algum tipo de ameaça vinda do pássaro? Como aconteceu com a águia e o cervo?
— Não, nada. Foi tudo tranquilo e sereno.
— Bom. — Ele olhou para as próprias mãos como se tivesse alguma coisa para dizer e não fosse algo fácil. — Bem, sobre a biblioteca da UPF...
— O que tem? — perguntou, sentindo o nervosismo tomar conta dela.
— Eu não quero que pense que eu estava mentindo hoje mais cedo. Eu não estava. No entanto, considerando que trabalho para a UPF, só estava autorizado a dizer o que disse.
— Então você de fato mentiu pra mim? — perguntou ela.
— Não. — Ele apertou os lábios como se estivesse frustrado. — Eu disse a você tudo o que podia. A verdade é que existem alguns livros que eu não tenho permissão para ver.
Ela de repente sentiu frio, o tipo de frio que vinha do medo de saber aonde aquela conversa os levaria. Do medo de descobrir a verdade sobre si mesma.
— Existem livros sobre... outros como eu, não existem? — perguntou ela. — Outros que não sabem o que são.
Ele hesitou novamente e entrelaçou os dedos.
— Eu nem sei o que existe nessa biblioteca, mas, se houver esse tipo de livro, duvido muito que conseguiria permissão para que você os lesse.
— Por quê?
— A UPF considera noventa por cento do que eles coletam como informação confidencial.
A frustração cresceu em seu peito.
— Qual é o grande segredo? Quer dizer, a chave para entender o que eu sou poderia estar nessa biblioteca. E vocês não estão me deixando descobrir. É tão frustrante! É como se estivessem tentando de propósito me impedir de saber sobre os meus poderes, a minha identidade.
— Não estamos te impedindo de saber, e quanto à chave para você descobrir o que é, é muito mais provável que esteja em outro lugar, aqui no mundo exterior, e não na biblioteca. Existe um monte de informações confidenciais em jogo, mas não há nada que estejamos tentando esconder de você.
— Mas não é o que parece — disse ela. — Diga a verdade, por favor. Você sabe o que eu sou?
— Não — ele disse novamente, e seus instintos lhe diziam que ele não estava mentindo. — Olhe, a única razão que me levou a falar sobre isso é que não quero que você deixe de confiar em mim. Estou tão perplexo com o que você é quanto... bem, quanto você mesma.
Kylie afundou na cadeira, resignada com o fato de ele não querer, e talvez nem poder, lhe dar mais respostas.
— Tudo bem.
Ele assentiu e, em seguida, olhou ao redor do refeitório.
— Você acha que podemos convencer todo mundo a não contar a Holiday sobre esse desastre?
Kylie olhou para a madeira chamuscada, escurecida pelo sopro do dragão e as bolas de fogo de Clark.
— Acho que não vai ser fácil.
Ele olhou ao redor e franziu a testa.
— Tem razão. Mas, que droga!, eu queria provar a ela que sou capaz de cuidar sozinho do acampamento sem estragar tudo.
— Você não estragou nada — disse Kylie. — Tudo está bem quando termina bem. Não há mortos nem feridos.
Ele soltou um grande suspiro.
— Até me transformaram num canguru.
Kylie não conseguiu reprimir uma risadinha. Então Burnett riu também. Kylie não podia ter certeza, mas achava que era a primeira vez que ela o via fazer isso.
— Holiday vai gostar disso, não vai?
Kylie continuou a rir.
— Com certeza! Posso contar a ela?
— Não. — Então ele lhe lançou o que ela podia jurar ser um sorriso. — Se é para fazê-la rir, eu mesmo faço.
Kylie o analisou por alguns instantes, sentindo novamente a devoção que ele tinha por Holiday. Pensando em devoção e em Burnett, ela decidiu fazer outra pergunta que tinha lhe ocorrido.
— Você e Perry têm uma história em comum, não têm?
Ele parou por um segundo e então disse:
— Mais ou menos. Por quê?
— Por causa do jeito como vocês dois se tratam.
Ele assentiu, mas não entrou em detalhes.
— Foi através do programa de adoção, não foi? Você também foi assistente social ou coisa assim?
A expressão de Burnett continuou impenetrável.
— Ele te contou sobre o programa?
— Contou.
Burnett balançou a cabeça.
— É. Foi por causa dele que nos conhecemos.
Ele não parecia ansioso para contar mais nada sobre seu passado, por isso Kylie decidiu deixar isso de lado, ou pelo menos em parte.
— Perry não está muito encrencado por causa disso tudo, não é? — Ela franziu a testa. — Quer dizer, isso tudo aconteceu um pouco por minha causa. Ele estava indo embora e eu o convenci a voltar.
Burnett arqueou uma sobrancelha.
— Verdade seja dita, ele se comportou muito bem... Considerando... — Ele olhou em volta novamente. — Você não acreditaria se visse quanta bagunça já tive que limpar por causa desse garoto.
Kylie imaginou Burnett vindo em auxílio de um Perry mais jovem – um Perry que não tinha ninguém, porque seus pais o abandonaram. Suas dúvidas sobre Burnett ou sobre se devia confiar nele praticamente desapareceram. Sem pensar, ela disse:
— Sabe, você não é nem de perto o cara durão que finge ser.
Burnett franziu a testa como se não gostasse de ser considerado um cara bonzinho.
— Eu não apostaria nisso — disse ele. — Basta perguntar a Holiday. — Ele ficou de pé. — Venha, vou levá-la até a sua cabana. Preciso falar com Clark antes que fique muito tarde.
— Você não precisa me acompanhar. Posso ir sozinha.
— Nada disso. Você ainda está sob a proteção de uma sombra.
Quando saíram do refeitório, Kylie ficou satisfeita ao respirar o ar da noite, livre do cheiro de fumaça. A lembrança da dança com Lucas voltava de vez em quando à sua mente, mas ela a afastava, pois não queria pensar naquilo enquanto estivesse na companhia de outra pessoa. Principalmente por temer que Burnett tivesse ouvido toda a conversa.
Eles começaram a percorrer a trilha que levava à cabana de Kylie. Algumas criaturas da noite agitavam os arbustos ao longo do caminho. Burnett olhava de um lado para o outro, sempre atento, sempre vigilante.
— Você não sofreu mais nenhuma ameaça, não é? — ele perguntou.
— Não.
— Sempre me surpreendo ao ver o que uma sombra pode evitar.
Kylie olhou para ele através da escuridão.
— Você acha que é só por isso que nada voltou a me acontecer? Acha que alguém, muito provavelmente Mario ou seu neto, ainda está à espreita para me pegar quando eu estiver sozinha?
Ela pensou em contar sobre o sonho, mas não viu como isso ajudaria.
— Acho que não poderíamos ser mais cuidadosos.
Kylie sentiu um conhecido arrepio passar por ela lentamente e soube que tinham companhia. Ela olhou em volta para ver se o espírito tinha se materializado, mas não viu nada.
Um sentimento de tristeza, porém, que parecia penetrar em seus ossos, revelou que se tratava de Jane Doe. A lembrança do espírito da mulher e do filho que ela perdera aflorou na mente de Kylie. A necessidade de ajudá-la oprimia seu peito. Se Holiday estivesse no acampamento, ela a procuraria para conversarem sobre isso. Mas não achava que Burnett seria útil no que dizia respeito a fantasmas. Especialmente quando se tratava de um fantasma grávido.
— Quem será a minha sombra amanhã de manhã? — perguntou ela.
— Eu acho que será Della — disse Burnett, olhando em volta, quase como se sentisse a presença fantasmagórica.
— Você se importaria se fôssemos ao cemitério de Fallen amanhã?
Burnett parou de andar.
— Por que você quer ir até lá?
Kylie esfregou os braços, tentando afugentar o frio.
— Tem a ver com o meu mais recente fantasma.
— O que é uma boa razão para não ir — disse ele.
Kylie franziu a testa ao pensar que ela e Holiday eram as únicas que não eram contra os fantasmas.
— O espírito não consegue se lembrar de quem é e, como na primeira vez em que apareceu para mim, minha mãe e eu estávamos passando de carro pelo cemitério, acho que poderia estar enterrado lá. Eu perguntei a Holiday se eu podia ir e ela me disse que sim, desde que alguém me acompanhasse e vocês soubessem onde eu estava.
A expressão de Burnett não mudou, mas algo sobre a maneira como ele afundou os ombros dizia que se dera por vencido.
— Deixe-me conversar com Holiday primeiro. Se ela disser que tudo bem, eu... eu vou com você.
— Você não precisa ir. Tenho certeza de que Della e eu poderíamos...
— Não. — Pelo seu tom ela sabia que ele não cederia. — Até termos certeza de que você não corre mais nenhum perigo, não vai deixar o acampamento sem mim. — Seu olhar severo pontuava suas palavras, e então ele continuou: — Estou falando sério sobre isso, Kylie. Eu não quero te assustar, mas, se for mesmo Mario ou o Ruivo, eles não vão desistir. Estão esperando uma oportunidade em que você esteja mais vulnerável para atacar novamente. E da próxima vez você pode não ter tanta sorte.
Com uma nuvem de frio fantasmagórico seguindo-a, Kylie entrou na cabana poucos minutos depois. Della e Miranda estavam sentadas à mesa da cozinha, conversando.
Miranda disparou a falar.
— Você viu Perry? Ele não estava absolutamente impressionante? Ainda lutou por mim quando estava na forma humana!
— É, eu vi — disse Kylie, relutante em se aproximar um pouco mais e arruinar o momento de descontração das amigas, quando sentissem o espírito. Kylie olhou para Della, cujos olhos ainda brilhavam de raiva.
— Burnett expulsou Clark? — Della perguntou. — Porque se não expulsou, vou ter que dar uma lição naquele bruxo que ele nunca mais vai esquecer.
Kylie se lembrou de que Della tinha sido atingida por uma bola de fogo e sabia que, para uma vampira, aquilo provavelmente tinha sido muito embaraçoso, especialmente depois que Kylie conseguira agarrar outra e tirá-la do caminho.
— Sei que Burnett está indo falar com ele agora, mas não sei o que pretende fazer.
— Ele queimou a saia nova de Miranda! — Della levantou a saia, que tinha uma parte chamuscada.
Miranda acenou com a mão.
— Eu já disse que não faz mal.
— Faz mal, sim — Della retrucou. — Se Kylie não estivesse lá, ele poderia ter machucado você.
— E você? — Kylie perguntou, olhando para Della. — A bola de fogo te queimou?
— Um pouco, mas já me curei. — O olhar de Della se voltou para a mão de Kylie. — Você deve se curar rápido, também.
— É. — Kylie preferiu não dizer que não tinha sido queimada por nenhuma bola de fogo atirada por Clark. Ou pelo menos não tinha sentido a queimadura. Ela se lembrou da observação de Lucas de que ela realmente era uma protetora. E novamente se perguntou por que ele parecia quase infeliz com essa possibilidade.
O frio fantasmagórico se aproximou e Kylie passou a mão na pele arrepiada dos antebraços. Então se sentou no sofá.
— Burnett está bravo comigo por transformá-lo num canguru? — Miranda perguntou.
Kylie sorriu.
— Acho que a raiva já passou.
— Eu ainda o evitaria por alguns dias se fosse você — sugeriu Della. — Quer dizer, você viu como ele estava furioso quando você transformou-o de volta? — Ela sorriu. — Embora ele não esteja tão puto quanto eu estaria. Juro, se tivesse sido eu, teria voado no seu pescoço, logo depois de dar um daqueles socos de canguru no Clark. Mas foi engraçado ver Burnett saltitando pra lá e pra cá feito um maluco.
— Eu não queria ter feito aquilo — lamentou-se Miranda. — Não estava nem mesmo pensando num canguru.
— Em que você estava pensando? — Kylie perguntou.
— Numa cacatua. Acho que pronunciei errado. — Ela franziu os lábios como se estivesse pensando. — Mas, bem, pelo menos descobri como transformá-lo em ser humano novamente. Eu devia receber algum crédito por isso.
— Crédito? — Della riu. — Se você não tivesse sido capaz de transformá-lo de volta, suspeito que a essa hora já teria virado comida de canguru.
Miranda suspirou.
Kylie decidiu mudar de assunto e olhou para Della.
— E o que aconteceu com o nosso pacto?
Della franziu a testa.
— Digamos que não tenha funcionado tão bem para nós. Mas esqueça nós duas. Como vão as coisas com Lucas? Vi que vocês dois ficaram lá fora por um tempo.
Kylie mordeu o lábio, sem saber o quanto queria contar às amigas.
— Foi bom.
— Bom quanto? — perguntou Miranda, que não era de respeitar a privacidade de ninguém. A bruxinha chegou a esfregar as mãos de expectativa.
— Muito bom — Kylie respondeu, lembrando-se de como se sentira ao dançar com Lucas, beijá-lo como se tivessem a noite toda. Mas o frio fantasmagórico arrepiando seus braços nus afugentou a lembrança. Kylie olhou em volta novamente para se certificar de que Jane Doe não tinha se manifestado.
— Até que ponto vocês foram? Só conversaram? Se beijaram? — Os olhos castanhos de Miranda se arregalaram. — Ou vocês dois...?
— Só nos beijamos. — Lembrando-se da acusação das amigas de que ela era uma espécie de freira, Kylie acrescentou: — E dançamos à luz do luar. Foi muito romântico.
— Romântico ou sexy? — Della perguntou. — Existe uma diferença, você sabe.
Kylie franziu a testa.
— Não, não existe, não.
— Ah, existe, sim — Della insistiu. — Romântico é pensar... “Oh, ele é tão doce!” E sexy é... “Ai, Deus! Como ele é gostoso! Acho que vou derreter por dentro...” Então, como foi? Romântico ou sexy?
— Derreter por dentro? — Kylie revirou os olhos.
— É só modo de falar, mas você sabe o que eu quero dizer — Della insistiu. — Então, como foi? Romântico? — Ela estendeu uma mão. — Ou sexy? — Estendeu a outra.
Kylie analisou a questão e, em seguida, admitiu a verdade.
— As duas coisas.
Miranda deu um gritinho.
— Foi tão bom quanto o beijo do riacho?
Kylie se lembrou de que tinha estado no riacho com Lucas mais de um mês antes. Ela tinha caído sobre ele e eles se beijaram. Trocaram um beijo profundo enquanto a água fria do riacho passava por eles e o corpo quente de Lucas pressionava o dela. E ela percebeu que Della tinha razão sobre a diferença entre sexy e romântico. O beijo do riacho tinha sido sexy. Aquela noite tinha sido... Bem, mais romântica, mas mesmo assim sexy.
— Sabe, vocês duas têm que começar a ter seus próprios encontros românticos! Eu estou cansada de ser a única que tem coisas pra contar.
— A gente está se esforçando — disse Miranda, dando de ombros. — E então? Dê mais detalhes. Hoje foi tão quente quando o dia do famoso beijo no riacho?
Socks saiu do quarto gingando, se aproximou de Kylie e encostou o nariz pontudo em seu tornozelo.
— Não foi tão quente — disse Kylie, abaixando-se para pegar o gambá no colo. Ela abraçou o gambá e esfregou seu focinho contra o nariz. — Mas quase.
Lembrando-se da noite “quase tão quente”, Kylie olhou para suas duas melhores amigas e se perguntou se elas saberiam responder à pergunta que ela planejava fazer a Lucas.
— O quanto vocês duas sabem sobre os lobisomens e seus poderes?
— Eu sei que não são tão poderosos quanto os vampiros — Della disparou.
— Não estou falando da força física. Mas de outros tipos de poder.
— Que outros tipos de poder? — perguntou Della.
Kylie tentou descobrir uma maneira de dizer aquilo.
— O poder de persuadir uma garota a fazer coisas.
— Coisas? Que tipo de coisas? — Della olhou para Miranda, que arregalou os olhos. — Você quer dizer... ? — As duas se voltaram para Kylie. — Ok, desembucha! — exigiu Della. — O que aconteceu hoje à luz da Lua, afinal?
— É isso aí, pode começar a falar — acrescentou Miranda. — E não deixe de fora nenhum detalhe picante.

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