14 de outubro de 2016

Capítulo 14

Hayden não estava na cabana, mas Holiday, ainda meio em pânico por causa dos soluços, concordou em ir até a sala de aula do professor, ver se ele estava lá.
— Tenho certeza de que não é nada — ela disse, dando um tapinha no peito. — É psicossomático. Falamos dos soluços e eles começaram.
Kylie não tinha muita certeza, e pelo visto nem Holiday, que ficava repetindo aquilo como que para convencer a si mesma.
— Você não quer ter filhos? — Kylie perguntou, lembrando-se de que camaleões tinham dificuldade para engravidar.
— Sim, mas... Burnett não está muito feliz com a ideia. Ele diz que cresceu sem pai, então não saberia ser um.
— Acho que ele seria um ótimo pai.
— Eu sei que sim. Provavelmente seria um pouco superprotetor, como a maioria dos vampiros, mas, ainda assim, seria um pai fabuloso.
Pensando em uma vampira que também poderia ser um pouco superprotetora, Kylie perguntou:
— Della já voltou?
— Não, só à noite — disse Holiday. — Mas ela está bem — acrescentou, como se captasse a preocupação de Kylie. — Burnett falou com Steve novamente esta manhã.
Kylie assentiu.
— E Helen está bem?
— Saiu do hospital ontem à tarde. Seus pais queriam que ela ficasse com eles durante um tempo. Só para ter certeza de que está bem. Claro que Jonathon surtou.
— Aposto que sim — Kylie afirmou, lembrando-se de como os dois andavam grudados um no outro o tempo todo.
Holiday e Kylie chegaram à sala de aula de Hayden. Kylie viu alguém se movendo atrás da cortina.
— Ele está aqui.
Holiday concordou em esperar do lado de fora, e Kylie entrou.
Hayden, sozinho na sala, estava sentado à sua mesa, com um telefone na mão.
— Olá! — cumprimentou Kylie.
Hayden olhou para cima e deixou cair o telefone.
— Eu estava prestes a te telefonar para saber se estava bem. E trouxe meu telefone? Por favor, me diga que você não falou com a minha namorada desta vez.
— Não, eu não falei com ninguém, só com a minha mãe.
— E você está bem?
— Sim — Kylie tirou o telefone do bolso. — Eu queria devolver seu telefone. Obrigada por me emprestar.
Ele acenou com a cabeça.
— Você não ligou para o seu avô?
O bom humor de Kylie diminuiu um pouco. Ela negou com a cabeça.
— Eu não sei o que dizer a ele. Vou ligar daqui a um ou dois dias. — Sim, ela estava adiando as coisas, mas decidiu se permitir uma pequena pausa com relação a esse assunto. — Você contou a ele que Burnett já sabe de tudo?
Ele franziu a testa e fez que sim com a cabeça.
— Tive que me arriscar a usar o telefone do escritório, já que o meu estava com você — disse ele.
Ela lhe lançou um olhar de desculpas.
— Meu avô... aceitou bem a notícia?
— Ele não ficou muito feliz. — Hayden fez uma pausa. — Ainda acho que ele não estava planejando tentar impedi-la de ir embora. E ele parecia ansioso para falar com você sobre isso.
— Eu sei. Acredito em você, é só que... Eu sinto que o magoei indo embora, e agora ele deve estar chateado porque eu contei a Burnett sobre você. Pensar que ele está com raiva de mim é... simplesmente demais.
— Eu expliquei as razões que nos obrigaram a contar a Burnett. — Hayden reclinou-se na cadeira, que rangeu. — Seu avô se preocupa com você. Eu sei que ele pode ser teimoso, mas já perdeu muito nesta vida, o filho, a esposa. Agora, ele está com medo de perder você também.
— Eu sei. E, no entanto... mesmo que eu não pertencesse a Shadow Falls, não poderia viver como eles querem que eu viva. Isolada do mundo.
— Eu sei. Não é fácil.
A súbita rigidez em seus ombros revelou a Kylie quanto tinha sido difícil para ele.
— Quantos anos você tinha quando fugiu?
Ele pegou um lápis.
— Como você sabe que eu fugi?
— Eu supus — respondeu Kylie.
Ele hesitou.
— Tinha 17 anos.
— Você já viu seus pais desde então?
Ele negou com a cabeça.
— Seu avô me dá notícia deles e... ele começou a me deixar falar com Jenny quando...
— Quando o quê? — perguntou Kylie.
— Quando ele começou a ficar preocupado com a possibilidade de ela estar planejando fugir.
— Ela está?
— Acho que consegui acalmá-la. Ela só tem que ficar lá mais um ano ou coisa assim. Está quase madura.
— Madura? — perguntou Kylie.
— Sim. Quando o camaleão é capaz de mudar o próprio padrão. A regra é que, se você for embora depois da maturidade, não vai ser excomungado. Eles te olham com desaprovação, mas você pode visitá-los. Mas os anciãos estão tentando fazê-la se casar. É apenas mais um estratagema para tentar fazer com que ela continue a viver no complexo.
Kylie sentiu a dor de Hayden e teve pena de Jenny, também.
— Eles não percebem que assim estão estimulando os jovens a ir embora? É como um daqueles cultos que obrigam as crianças a viver como se estivessem no século XIX.
— Eles acham que a estão protegendo — explicou Hayden. — E talvez antigamente fosse a coisa certa a fazer. Mas as coisas mudaram e eles não conseguem ver isso. Eu dei um jeito de criar uma vida própria e não corro perigo.
Kylie assentiu com a cabeça, mas não pôde deixar de pensar até que ponto ele tinha uma vida boa se era obrigado a esconder sua verdadeira identidade. No entanto, ela supunha que fosse a melhor opção.
— Você vai ficar aqui? — Ela prendeu a respiração, com o coração cheio de esperança.
Ele se recostou na cadeira.
— Burnett ainda não me deu uma resposta.
— Mas, se ele disser que você pode ficar, você vai ficar?
Ele pegou o lápis e o rolou em sua mão. Ela o interrompeu.
— Por favor. Eu ia gostar, se você ficasse. Ainda tenho dúvidas e seria muito bom ter você por perto. E... Eu acho que quero tentar mudar as coisas. Você sabe, ajudar os outros camaleões adolescentes. Eu ainda não contei isso a Holiday ou Burnett, mas só estou esperando o momento certo.
— Vou pensar — disse ele. — Mas deixe-me dizer que o seu amigo Burnett fez com que a ideia de ir embora parecesse bem atraente.
— Ele não é ruim — disse Kylie. — Eu sei que ele pode ser... difícil. Em muitos aspectos, ele me lembra o meu avô. E até você, um pouco.
— Eu não sou tão teimoso. — defendeu-se Hayden. — Ele não tem o direito de me tratar assim.
Kylie poderia argumentar com Hayden que chegar ali e esconder sua identidade não instilara confiança em Burnett, mas o que adiantaria?
— Só prometa que você vai pensar na possibilidade de ficar. Eu realmente preciso de você aqui.
— Vou pensar, mas isso é tudo o que posso prometer.
Depois de outro sanduíche, mais biscoitos de chocolate e Burnett a reboque, Kylie e Holiday foram para a cachoeira. Burnett andava ao lado delas, mas o vampiro não parava de tropeçar, principalmente porque seu foco estava em Holiday, e não onde pisava.
Ela não tinha soluçado de novo, mas ainda estava em pânico. Pelo menos parecia que estava, porque ainda exibia um olhar de susto no rosto. Obviamente, Burnett percebeu o olhar de susto, também.
— Está tudo bem? — ele perguntou pela segunda vez.
— Eu disse a você, é apenas um problema na barriga — Holiday respondeu, e Kylie reconheceu que sua resposta era uma versão da verdade, por isso o seu batimento cardíaco não iria revelar que ela estava mentindo.
— Você precisa ir ao médico? — ele franziu as sobrancelhas e aquele vampiro forte e com pinta de valentão se transformou num sujeito preocupado, de aparência comum e evidentemente apaixonado por Holiday.
Ela ficou emocionada só de olhar para eles. Com a emoção veio um sentimento de realização. A sensação de que ela não só tinha colaborado para que os dois ficassem juntos, mas essa tinha sido parte de uma missão que ela concluíra, e muito bem.
— Não, eu não preciso ir ao médico — respondeu Holiday. — Pelo menos ainda não — ela acrescentou rapidamente para conter outra mentira.
— Provavelmente nervosismo com o casamento — Kylie acrescentou, na esperança de ajudar a afastar a conversa dos problemas na barriga de Holiday antes que ela não conseguisse encontrar outra meia verdade para dizer a Burnett.
Desviando o olhar do casal de mãos dadas, Kylie pôde jurar ter ouvido o murmúrio de água corrente da cachoeira. Ela desacelerou o passo e ajustou os ouvidos para escutar. Sim, era a cachoeira, mas eles provavelmente ainda estavam a quase um quilômetro de distância. Ela respirou fundo, ansiando pela paz que encontraria por trás da mágica coluna d’água – um lugar onde todas as desventuras da vida não pareciam tão ruins. Ou pareciam pelo menos mais fáceis de administrar.
— Nervosismo com o casamento? — Burnett perguntou como se tivesse refletido sobre o comentário de Kylie. — Ela não tem nenhum motivo para ficar nervosa. — Ele quase pareceu ofendido. — Farei tudo que estiver ao meu alcance para ser um bom marido.
— Noivas sempre ficam nervosas — disse Holiday.
— Nervosas com o quê? Não é como se você ainda não conhecesse todas as minhas manias. Ou se eu não conhecesse as suas.
Holiday olhou para ele com uma cara engraçada.
— Que manias eu tenho?
— Você rouba todas as cobertas à noite — Burnett sorriu e olhou com devoção para ela. Kylie tinha visto aquele olhar em seu rosto antes, mas agora ele o ostentava com orgulho. — Mas, falando sério — Burnett continuou —, por que você estaria nervosa?
Kylie reparou que, quando conversavam, era como se ela nem estivesse ali. Eles estavam tão sintonizados um com o outro que tudo o mais desaparecia à volta deles. E ela por acaso não sentira a mesma coisa quando estava com Lucas? Ela afastou o pensamento.
— E se você for muito pé-frio e ficar com medo? — Holiday perguntou, com um tom de provocação na voz.
Kylie lembrou que Blake, o ex-noivo de Holiday, a tinha deixado no altar, depois de dormir com a irmã gêmea dela. Sem dúvida, Holiday tinha suas razões para ficar nervosa com casamentos.
— Eu estou sempre com o pé frio. Sou um vampiro! — disse ele numa voz provocante, quase como se estivesse tentando afastar o ânimo sombrio de Holiday. — E se bem me lembro, você reclamou disso a noite passada. — Ele diminuiu o passo colocou o braço em volta de Holiday. — Casar com você não me assusta nem um pouco. É a melhor coisa que poderia me acontecer. Eu nunca vou abandonar você. Vou ser o primeiro a chegar à igreja.
O coração de Kylie transbordou de emoção ao ouvir as palavras de Burnett.
Kylie ouviu Holiday soltar um suspiro sentimental.
— E é quando você diz coisas como essas que eu sei por que suporto os seus pés frios. — Holiday ficou na ponta dos pés para beijá-lo. Burnett puxou-a para que pudesse aprofundar o beijo.
— Ei! — Kylie disse, sorrindo. — Há uma donzela observando vocês agora.
— Então olhe para o outro lado — Burnett disse a Kylie, e sorriu. — Tenho o direito de beijar a minha noiva.
Kylie riu.
— Sim, mas é melhor tomar cuidado, eles vão revogar sua licença de vampiro se você ficar muito romântico e sentimental.
— Não se preocupe — respondeu Burnett, apertando os olhos como se estivesse falando sério. — Eu ainda posso ser um brutamontes e chutar algum traseiro se for preciso.
Sim, como na noite passada, Kylie pensou. Ela ainda tinha alguns hematomas no seu ego, assim como Hayden Yates, mas não disse nada. No fundo, sabia que Burnett tinha seus motivos para ser rígido com ela e Hayden.
Seus pensamentos voltaram para a conversa com Hayden, mas a calma da cachoeira já lhe dera uma sensação de paz e ela foi capaz de deixar as preocupações de lado. Ela olhou para os dois pombinhos caminhando de mãos dadas. Talvez não fosse apenas a cachoeira que despertasse essa sensação de bem-estar, Kylie admitiu. Estar de volta a Shadow Falls e entre amigos era bom demais!
Quase no mesmo instante, o som da cachoeira ficou mais alto e um sentimento de serenidade se espalhou dentro dela. Kylie tinha que admitir que a cachoeira definitivamente estava contribuindo para a sensação mágica de bem-estar. E depois de tudo o que tinha acontecido nas últimas 24 horas, ela queria se agarrar a essa magia. Esquecer que ver Holiday e Burnett a fazia se lembrar de que amava alguém, também. Esquecer que Lucas a tinha traído. Esquecer que havia topado com Mario. Esquecer que ela provavelmente tinha magoado o avô ao ir embora sem dizer adeus.
Ah, sim, ela queria a calma que acompanhava aquele lugar abençoado, um lugar que banhava o espírito das pessoas com tranquilidade. Que oferecia uma sensação de bem-estar.
E coragem.
Uma voz ecoou em sua mente. Kylie parou de andar. A voz de alguma forma parecia significar alguma coisa, algo mais do que apenas enfrentar suas tribulações habituais. Como se a voz soubesse algo que ela não sabia.
Por que eu iria precisar de coragem?
Se não fosse pela tranquilidade, Kylie podia ter começado a entrar em pânico com a leve intrusão em sua cabeça. As palavras não vinham com o calafrio que ela costumava sentir quando um fantasma a visitava. Não que Kylie não tivesse ouvido a voz antes; ela tinha, várias vezes. No passado, tentara se convencer de que era seu subconsciente. Mas, desta vez, parecia mais do que isso.
O som calmo da cachoeira ficou mais forte e diminuiu suas preocupações. Ela não queria se preocupar com a voz, ou mesmo com a razão de precisar de coragem. Ela acelerou o ritmo.
Cinco minutos depois, chegaram à entrada da cachoeira. O ambiente sereno a envolveu. Até mesmo as folhas das árvores pareciam sussurrar suas saudações. A água cascateando do penhasco acima enchia o ar com uma doce umidade. A brisa leve, transportando minúsculas gotinhas de água, perfumava o ar com o aroma de alguma flor distante e ervas naturais.
A costumeira expressão severa de Burnett dissolveu-se em algo mais pacífico. Ele parou na orla das árvores e concordou em esperar ali, permitindo que elas tivessem sua experiência particular na cachoeira. Retirando os sapatos e enrolando as pernas da calça jeans, Holiday e Kylie caminharam através da parede de água em cascata.
Lá dentro, demorou um segundo para os olhos de Kylie se ajustarem à pouca luz. Não estava completamente escuro ali, mas apenas uma réstia de luz infiltrava-se na caverna atrás da cachoeira. Sombras iridescentes nas cores do arco-íris tremulavam nas paredes rochosas. Água fria escorria do cabelo de Kylie e molhava suas costas, mas a sensação de frio em sua pele parecia refrescante, como caminhar através de um dispersor num dia quente.
Ambas, Kylie e Holiday, se sentaram nas pedras lisas, bem à beira da água. Nenhuma das duas falou durante vários minutos. A reverência que preenchia o espaço parecia exigir um momento de silêncio.
A tranquilidade do lugar afastou as preocupações de Kylie.
Depois de alguns minutos, Holiday perguntou:
— Você vai empreender uma nova busca?
No momento em que a pergunta chegou até Kylie, a necessidade de uma orientação bateu fundo dentro dela.
— Será que eu realmente concluí a minha outra busca?
A pergunta não era dirigida apenas a Holiday, mas a si mesma.
— Você sabe de que espécie você é, e já conhece a maioria dos seus poderes. Não era essa a sua busca?
— Sim, mas eu ainda não sei controlar completamente os meus poderes. — Ela fez uma pausa. — E eu não sei tudo. — A necessidade inexplicável dentro dela permanecia e um desejo intenso de ter um plano encheu seu peito. Ela tinha que saber onde colocar o seu foco. Precisava de uma nova busca.
O fluxo da cachoeira pareceu ficar um pouco mais interno. Kylie olhou para cima e depois de volta para Holiday.
— Você está certa. Eu tenho que descobrir qual é a minha busca. Como vou fazer isso? Como é que eu descobri da primeira vez?
Ela se virou para Holiday, não em pânico, mas ansiosa para começar.
— Bem, você precisa perguntar a si mesma o que é mais importante para você agora. Geralmente nossas buscas acabam sendo aquilo que mais pesa no nosso coração ou na nossa consciência, ou então todas aquelas listas mentais do que temos que fazer e ignoramos.
Kylie respirou mais uma vez um pouco da calma do lugar e olhou para a líder do acampamento.
— Ok, eu sei uma coisa, e ia falar com você sobre isso, mas ainda não tive uma chance de pensar a respeito.
— O que é? — perguntou Holiday.
— Os camaleões adolescentes, eles... os anciãos praticamente os proíbem de sair do complexo. Eles têm muito pouco contato com o mundo exterior. Não têm permissão para ter telefones celulares ou computadores. Não quero dizer que sejam maltratados. É só que os anciãos estão presos a essa mentalidade de quando eram perseguidos. Eles acham que a única maneira de permanecer em segurança é se escondendo. Eles têm uma política rigorosa de que até que o camaleão possa controlar e ocultar o seu verdadeiro padrão, ele não deve sair pelo mundo. — De repente, Kylie percebeu uma coisa. — Eles são como os lobisomens. Com todas as suas crenças retrógradas.
— Parece que são mesmo — Holiday fez uma pausa e olhou para a água. — Essa é uma tarefa e tanto! — Sua expressão revelava que ela estava medindo os prós e os contras. — É difícil mudar as crenças motivadas por um medo justificado.
— Eu sei — disse Kylie. — Mas tem que haver uma maneira, não é?
— É, com certeza vale a pena tentar. É uma boa missão.
O que mais? A voz dentro dela disse. A mesma voz de antes.
Mas, como antes, a voz não a assustou. Era uma pergunta que ela estava prestes a fazer por si mesma.
Kylie puxou os joelhos para cima e colocou os braços ao redor dos tornozelos.
— Tem outra coisa. — E o coração dela procurou saber o que era, mas não conseguiu.
— O quê? — Holiday perguntou, e respirou como se tentando absorver a calma do lugar.
— Eu não tenho certeza. — Suas palavras não tinham deixado completamente seus lábios quando as luzes bruxuleantes da caverna começaram a girar e, em seguida, passaram a se mover como se estivessem dançando em cima da água.
A respiração de Kylie ficou presa na garganta enquanto as diferentes cores tremulantes formavam um círculo. No entanto, mesmo com o movimento da luz, a água parecia totalmente parada, e a superfície mais abaixo se tornou cristalina. O círculo de luz apareceu e enquadrou um objeto embaixo d’água. De repente, o que quer que estivesse submerso veio até a superfície com um leve barulho de água se espalhando e começou a flutuar em direção à borda.
Apavorada, Kylie recuou alguns centímetros, ainda sentada na pedra. Ela se sentiu um pouco menos covarde quando Holiday fez o mesmo.
O objeto – flutuando sobre a superfície da água e movendo-se como que com um objetivo – estava a cerca de um metro da borda quando Kylie conseguiu identificar o que era. Ah, meu Deus, o que aquilo significava?

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