31 de outubro de 2016

Capítulo 12

Ernie estava indo para seu trabalho em uma padaria no centro, e gentilmente os deixou no Upper West Side.
Nellie havia contatado Fiske no carro e, para seu grande alívio, um carro preto de último modelo s esperava na esquina da Broadway e a 110. Ficaram lá por um minuto, tremendo no repentino vento frio. A chuva começou a tamborilar pelas ruas.
— Tá legal, pirralhos — disse Nellie. — Depois dessa noite, acho que vocês estarão mais seguros na Irlanda.
— Tem mais uma coisa — Amy falou. — Os capangas; vocês acham que havia algo de insano no quão fortes eles eram?
— O que você quer dizer com isso? — Nellie perguntou.
— Um deles partiu a corrente do portão com uma mão — Amy lembrou. — E o jeito como eles correram... eles nos alcançaram muito rápido.
— Eles nem sequer suaram — Dan concordou. — E você tinha acabado atropelá-los com o carro.
— Vocês acham... — Nellie não terminou a sentença.
— Eu não sei. — Amy respondeu. — Poderia Pierce ter usado os experimentos de Sammy para dar um reforço a eles?
— Acho que ele é capaz de tudo — Nellie apontou. — Nós vimos isso esta noite.
— Isso significa que estamos lutando contra com um monte de caras impulsionados pelo soro? — Dan perguntou.
Nellie sentiu a desesperança de repente engolfá-los, tão implacável quanto a chuva varrendo Broadway.
— Nós os venceremos — Amy falou. — Nós os venceremos porque precisamos.
Nellie sorriu. Amy resumiu tudo. Simples e claramente.
Nellie queria chorar. Queria dizer como estava orgulhosa deles. Em vez disso, tinha que deixá-los partir sozinhos.
— O carro irá levá-los ao Aeroporto de Teterboro de Nova Jersey. — falou a eles. — Há um jato particular lá reservado para os Swift. Quando pousarem em Dublin, alguém os encontrará lá. — Ela os abraçou. — Boa sorte, pirralhos. Lembrem-se – contato mínimo daqui para frente, mas sempre me deixem saber aonde estão. Mantenham-se discretos. Assim que o Pony conseguir colocar o sistema para funcionar, nós pensaremos em alguma coisa. Nós os venceremos.
— Porque precisamos — os três completaram.

* * *

Nellie correu pela deserta Broadway contra a luz. Ela não queria que Amy e Dan soubessem para onde ela ia, porque senão teriam insistido em ir também. Esta noite ela tinha percebido duramente que Pierce não pararia por nada para chegar a qualquer pessoa com acesso ao soro. Ele estava disposto a jogar duas crianças de uma ponte – as duas crianças dela.
Eles sobreviveram, mas o terror que haviam sentido esta noite os assombraria. Nellie tocou seu ombro. A cicatriz do ferimento à bala ainda estava vermelha. Ela tinha sido uma refém. Ela sabia sobre pesadelos.
Havia mais um alvo. Um que ela percebeu enquanto no carro de Ernie. A única outra pessoa que sabia da fórmula do soro.
Eles nunca deveriam ter deixado o Sammy sozinho.
Sammy tinha mencionado que ficaria lá a noite toda. Com alguma sorte, ele ainda estaria lá, são e salvo e todo nerd e adorável em seu laboratório. Nellie tentou mandar uma mensagem para ele e correr na direção do prédio de química ao mesmo tempo.

VOCÊ AINDA ESTA AÍ
SAMMY É A NELLIE

Não houve resposta.
Quando ela chegou ao edifício de química, o guarda não a deixou subir e não pôde confirmar se ele tinha saído.
— Mas eu estava aí agora a pouco! — Nellie protestou. — Eu tinha trazido pizza pra ele.
Um jovem saía enquanto ela falava.
— Você é amiga de Sammy? Sou o colega de quarto dele, Josh.
— Sim! Ele ainda está aqui?
— Ele saiu mais ou menos meia hora atrás — Josh falou. — Havia alguma emergência de família. Eles chamaram o Sammy, o tio dele esteve aqui.
Nellie trocou o peso dos pés.
— Tio?
— É. Eu estava preocupado, então depois de um minuto, eu o segui. Ele estava com uns caras no meio-fio. Estavam conversando, e então ele meio que desabou. Devia ter sido uma notícia muito ruim. Eles o ajudaram a entrar no carro. Cara, espero que a família dele esteja bem. Fiquei mandando mensagens para ele, mas ele não respondeu.
Nellie engoliu contra a bola de medo em sua garganta.
— Você notou algo sobre o carro?
— Era uma SUV preta. Eu não sei qual era marca. Não presto atenção em carros.
— Nada sobre...
— Primeiro estado.
Nellie balançou a cabeça, confusa.
— A placa do carro dizia “primeiro estado”. Notei isso porque eu não sabia que existia um primeiro estado. Ei, se você achá-lo, pode pedir para ele me ligar?
Nellie agradeceu e se afastou um pouco. Ela tirou o celular do bolso e entrou no seu site de buscas preferido. Escreveu primeiro estado.

Delaware foi o primeiro estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos. “Primeiro estado” estava em suas placas de carro.

— Delaware — Nellie murmurou. — Isso realmente reduz as coisas.

2 comentários:

  1. Assim não da Brasil, ta difícil de ler esse livro
    . ~Tephi❤

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