14 de outubro de 2016

Capítulo 12

Felizmente o fantasma devia ter se cansado de esperar, porque Kylie encontrou seu quarto quente com Socks, o gatinho preto e branco, descansando pacificamente em seu travesseiro.
Quando ela se juntou a Socks na cama, o gato se levantou para lhe dar espaço e, em seguida, com a sua pata branca, deu um tapa no ursinho que Kylie ainda segurava.
— Ok, eu acho que abraçar você é melhor. — Ela colocou o urso no chão.
O gato subiu no peito de Kylie e ela deu ao bichano um pouco da atenção de que ele tanto precisava. Depois de vários minutos, ela se sentou e colocou o felino deitado ao seu lado.
— Desculpe, amigo, mas preciso ligar para a minha mãe. Mas não se preocupe, eu provavelmente vou ser breve e delicada. Ela está muito ocupada com John para perder tempo falando comigo.
No momento em que as palavras saíram da boca de Kylie, ela percebeu qual era, em parte, o seu problema com John. Ela estava com ciúmes. Sentia que seu relacionamento com a mãe tinha acabado de melhorar quando John apareceu e roubou a atenção dela. Mas por acaso era errado ela querer ser a coisa mais importante na vida da mãe por um tempo?
Provavelmente, Kylie pensou, respondendo à própria pergunta. Especialmente agora, que estava vivendo longe de casa. A mãe dela tinha todo o direito de viver a própria vida.
Mas, se metade do problema de Kylie com o homem era o ciúme, por que ela sentia tanta antipatia por ele? Pura e simplesmente, ela não gostava dele.
Lembrou-se de que Burnett tinha verificado os antecedentes do sujeito, mas não tinha descoberto nada de suspeito.
Kylie se lembrou de como Burnett ficara chocado ao descobrir que Hayden não era tudo aquilo que seus antecedentes tinham revelado.
Talvez ela não devesse colocar tanta expectativa nas investigações de Burnett. Ou talvez Kylie precisasse parar de tentar criticar John e começar a tentar aceitá-lo como uma parte da vida de sua mãe. Especialmente porque ele parecia ser a única pessoa preocupada em fazê-la feliz. Sua mãe merecia ser feliz, não é?
Kylie discou o número da mãe, determinada a parecer simpática.
Ele tocou uma vez. Depois duas. Normalmente a mãe atendia rapidamente. Kylie ficou preocupada com a possibilidade de estar interrompendo algum interlúdio romântico. Ela franziu a testa e olhou para o relógio. Devia ser quase hora do almoço na Grã-Bretanha, com certeza eles não estavam... fazendo sexo ou, como Della teria dito, ocupados com uma rapidinha.
Ela afastou o pensamento o mais rápido que pôde e deixou sua mente vagar para Della. Burnett dissera que a vampirinha tinha entrado em algum tipo de briga. Ver Miranda tinha sido maravilhoso, mas ter as duas em casa seria perfeito.
Outro toque da linha trouxe sua atenção de volta para o telefone. Ela esperava ouvir o correio de voz a qualquer momento. Será que a mãe estava bem? O ressentimento agitou-se dentro dela por causa de John novamente. Se alguma coisa tivesse acontecido à mãe nessa viagem...
— Alô? — A voz da mãe soou... distante. De alguma forma, pouco acolhedora.
— Tudo bem? — perguntou Kylie, a mão apertando o celular de Hayden.
— Kylie? — perguntou a mãe. — De que telefone você está me ligando?
Percebendo que esse talvez fosse o motivo para a demora da mãe e do seu estranho tom distante, Kylie afundou no travesseiro. No entanto, o distanciamento em sua voz a fazia se lembrar de quando ela era mais jovem e tinha que se esforçar muito para conseguir a aprovação da mãe. Uma época em que Kylie questionava o afeto da mãe por ela. Mas isso pertencia ao passado. Elas tinham começado um novo relacionamento, muito melhor. Pelo menos até o momento. Ela rezava para que a presença de John não mudasse isso.
— Onde está o seu telefone, mocinha?
— Ah... Eu... — Ela tinha que pensar rápido numa mentira e fazê-la parecer convincente. A mãe não conseguiria ouvir seu coração disparado por causa da mentira, mas ela tinha um detector de mentiras maternal que havia colocado Kylie em apuros mais de uma vez. — Perdi meu telefone ontem à noite, então pedi emprestado o de um amigo. — Para todos os efeitos, não era realmente uma mentira.
— Bem, isso explica por que você não retornou meu telefonema ontem à noite — a mãe disse em tom de bronca. — Ah, meu Deus, você percebe quanto vai me custar substituir o seu telefone?
— Eu... acho que eu vou encontrá-lo. Sinto muito. — Kylie acariciou Socks quando ele esfregou a cara contra o queixo dela. — Algum problema? Por que você me ligou ontem?
— Não, apenas... seu pai estava preocupado.
O padrasto, Kylie quis corrigir, mas não falou nada.
— Ele disse que ligou três vezes ontem à tarde e você não atendeu. E então ele me ligou três vezes, enquanto John e eu estávamos... Quero dizer, quando eu estava na cama.
Cruzes! A capacidade de Kylie para ficar enojada atingiu o limite máximo, obrigando seu cérebro a bloquear todas as imagens mentais inadequadas.
— Sinto muito — Kylie respondeu, e, em seguida, mordeu o lábio.
Ela tinha prometido a si mesma que não iria mais ter esperança de que sua mãe e o padrasto se reconciliassem, mas era difícil às vezes. Mesmo assim, no que mais importava – as lembranças que ela ainda acalentava de como sua família costumava ser – uma centelha de esperança ainda brilhava.
— Ligar três vezes é ridículo — disse a mãe. — Especialmente porque ele sabia que horas eram aqui.
— Eu sei — disse Kylie, mas pensando, Dá um tempo, mãe! Ele estava preocupado comigo!
— Bem, é hora de o seu pai saber que não pode me ligar a qualquer hora que quiser — ela reclamou.
— Tenho certeza de que ele vai se acostumar com o tempo — disse Kylie. — Vou tentar falar com ele hoje e ver o que ele quer.
— Faça isso — disse a mãe, e fez uma pausa. — Espere aí. Se você não sabia que eu liguei antes, então o que aconteceu? Está tudo bem?
— Sim, eu só queria ver se estava tudo bem. Detesto pensar que você está tão longe de mim.
— Eu sei... Eu me sinto assim também. Estou com saudades. Não é que eu não esteja me divertindo. A Inglaterra é maravilhosa, Kylie. Talvez quando John e eu voltarmos da próxima vez você possa vir com a gente.
Da próxima vez? Eles já estariam planejando outra viagem?
— Claro! — Kylie murmurou, lembrando-se de que estava tentando ser simpática.
— Adivinhe, querida!
O peito de Kylie de repente se encheu de medo. Deus, por favor, não deixe que ela me diga que eles se casaram ou algo assim.
— O quê? — perguntou Kylie, a voz dando a impressão de que ela tinha engolido um sapo.
— John me perguntou se...
— Não! — Kylie respondeu com rispidez.
— Não o quê? — a mãe perguntou.
— Você não o conhece o suficiente.
A linha permaneceu muda por um instante demasiadamente longo.
— O que você acha que ele me perguntou?
Kylie se encolheu.
— Eu não sei — disse Kylie, e percebeu que ela provavelmente estava cansada demais para conversar com a mãe. Exausta demais para manter uma conversa lógica, especialmente quando tinha que fingir que gostava de alguém de quem não gostava.
— Ele quer que eu vá trabalhar na empresa dele — a mãe explicou. — Está disposto a me pagar quase o dobro do que eu ganho agora.
Ok, a mãe dela trabalhar para o homem não era tão ruim quanto se casar com ele, mas Kylie tampouco gostava daquilo.
— Eu pensei que você gostava do seu trabalho — comentou Kylie.
— Eu gosto, mas... quase o dobro de salário e viagens de graça... Quero dizer, é uma proposta difícil de recusar.
— Mas... mas você está — transando — namorando com ele. Não é uma espécie de assédio sexual? Quer dizer, há leis contra isso, não há?
— Não, se a relação for consensual — a mãe esclareceu. — John e eu conversamos sobre como seria difícil eu trabalhar para ele, mas deixou claro que eu não estaria trabalhando diretamente com ele. Por isso, não seria como se estivéssemos realmente trabalhando juntos.
Kylie podia ouvir a resposta na voz da mãe. Sua decisão já estava tomada. Ela iria aceitar a proposta.
— Sim, mas eu não sei se é sensato trabalhar para alguém com quem você está... saindo.
— Acho que John e eu somos maduros o suficiente para lidar com isso.
Claro! Assim como ele se mostrou maduro da última vez em que você o trouxe aqui e ele deu um soco no meu padrasto e começou um showzinho de luta livre no refeitório. Kylie mordeu o lábio para não dizer nada ofensivo.
— Eu acho que só penso assim porque não o conheço muito bem — disse Kylie.
— O que eu pretendo corrigir da próxima vez que você for para casa. Achei que talvez pudéssemos viajar juntos a algum lugar, para passar um fim de semana.
Por favor, não!
— Eu... Não acho que precisamos fazer isso. Eu... para ser franca, acho que gosto quando esses fins de semana são só para nós duas.
— Mas você precisa conhecê-lo, Kylie. Ele é um grande cara. Tenho certeza de que você o adoraria se realmente o conhecesse.
— Tá, tudo bem. Mas não vamos... Não vamos apressar as coisas, ok? Tudo a seu tempo.
A mãe ficou em silêncio novamente.
— Você está bem, querida? Só agora percebi que horas são aí. O que você está fazendo acordada às cinco e meia da manhã?
— Eu tinha alguns deveres de casa e precisei acordar mais cedo — Kylie mentiu novamente. — E é melhor eu desligar e começar a fazê-los.
— Você está com problemas com os garotos novamente? — perguntou a mãe.
Assim como com um problema com fantasmas carregando cabeças decepadas.
— Nada que eu não possa resolver.
— O que aconteceu, querida? — perguntou a mãe.
— Estou bem. Na verdade, prefiro não falar sobre isso. Talvez mais tarde.
Kylie ouviu a mãe dar um longo suspiro do outro lado da linha.
— Estou pronta para ouvir quando você quiser falar a respeito...
— Eu sei, e eu te amo, mãe.
— Eu também te amo, querida.
Foi repetindo as palavras de sua mãe várias vezes em sua cabeça que Kylie finalmente adormeceu.
— Para onde estamos indo? — Kylie perguntou a Derek quando sentiu aquela indefinição típica de um sonho tranquilo. Correção: de um sonho lúcido.
Mas logo em seguida, a tranquilidade se foi. Fazia um tempo que ela fazia aquilo, mas imediatamente percebeu que o sonho não era dela. Ela não tinha ido até Derek. Ele tinha vindo até ela. E agora a estava levando a algum lugar, andando na frente dela, mas com a mão atrás das costas, segurando a dela e levando-a por uma trilha. Uma trilha arborizada.
Ela tentou fazer com que sua mente ficasse mais alerta. Que horas seriam? Havia quanto tempo estava dormindo? Ela tinha que detê-lo.
Mas então Derek olhou para trás, por cima do ombro, e sorriu para ela. Ela perdeu a linha de pensamento e foi tragada para o mundo em que ele estava. Um mundo mais seguro, dizia sua mente.
Ela olhou para cima. O sol irradiava uma luz matinal suave, que dançava por entre as árvores.
— Estamos indo para a nossa pedra. Você gosta de lá, não gosta? — A mão dele apertou ligeiramente a dela. Sua palma estava quente na dela. Reconfortante. Estranho como apenas segurar a mão de alguém podia transmitir a sensação de um abraço – um abraço caloroso. Pensando bem, ela estava falando sobre Derek. Ele tinha todos aqueles poderes fae que tornavam o seu toque... mais... Significativo.
Ela se lembrava vagamente dele tentando beijá-la um pouco antes, durante a fuga da casa de seu avô, e pensando que não seria tão fácil fazê-lo se comportar. Será que ela realmente queria que ele se comportasse?
A resposta parecia estar em algum lugar entre o coração e a mente, e ela não conseguia chegar a uma conclusão. Mas tudo era apenas um sonho, dizia uma parte dela como desculpa. Mais tarde, ela descobriria. Ela pensaria naquilo, prometeu a si mesma.
— Antes você sempre gostava de ir até lá — disse ele.
— Sim, mas... — Ela parou e olhou para si mesma. Estava usando um short e uma camiseta. Mas estava descalça. Era gostoso. Havia uma camada macia de terra e grama úmida sob os pés. Definitivamente um sonho. Se fosse real, ela estaria sentindo as pedras e os espinhos. Isso não era real. Não era verdade. Mas ela precisava tomar cuidado. Ela mexeu os dedos dos pés e tentou novamente acordar para descobrir o que era certo e o que era errado.
Derek se virou, ainda segurando a mão dela, e a encarou novamente.
— Apenas venha comigo, Kylie. Faça isso por mim, por favor. — Ela já podia ouvir o barulho de água corrente, da água espirrando nas pedras arredondadas pelo tempo. O aroma da grama, dos arbustos e das árvores altas perfumava o ar que respirava.
Uma brisa agitou o cabelo de Derek.
— Só me dê um tempo para ficar com você.
Ela o fitou através de seus próprios cabelos, agitando-se na frente de seus olhos. Viu a súplica nos olhos dele.
A palavra “não” estava na ponta da língua, mas então ela viu os hematomas no pescoço dele. Contusões que pareciam tão profundas quanto as de Lucas.
Não que ela tivesse provocado aquelas contusões em Derek. Mario tinha. Mas havia sido por causa dela. Ele tinha enfrentado Mario para protegê-la.
Derek estivera disposto a morrer por ela.
Ele a amava.
— Por favor — disse ele, e o som de sua voz ecoou no seu coração como uma canção triste.
Ir com ele não parecia certo, mas não atender ao seu pedido também não era.
— Só para conversarmos — disse ela, arqueando uma sobrancelha.
— Certo. — Ele sorriu e as raias douradas em seus olhos brilharam. Ela se lembrava daquele olhar também. Um olhar diabolicamente sexy que sugeria que ele estava tramando alguma coisa.
Ele se virou e ela continuou a segui-lo. Em poucos minutos, chegaram à correnteza. Ele acenou em direção à pedra.
— Sua carruagem está à espera, minha cara dama — ele disse em uma voz formal, e fez uma reverência, como se encenasse uma peça de escola.
Ele parecia tão bonito que ela não pôde deixar de sorrir.
— Seu bobo.
— Pode ser, mas se isso for preciso para fazer você sorrir, eu não me importo em ser bobo durante o dia todo. Você teve uma noite difícil. Merece um pouco de diversão.
— Mereço mesmo — concordou ela e, em seguida, pulou para cima da pedra. Sua carruagem.
Ele pulou para a pedra logo atrás dela. Seu ombro roçou o dela. Kylie não pôde deixar de se lembrar da primeira vez em que estiveram ali. O lugar parecia tão mágico, tão semelhante a um conto de fadas! Algo saído de uma ilustração de um livro infantil. Claro que, na época, isso acontecia muito quando ela estava com Derek, e não só quando eles estavam ali.
Kylie olhou para a floresta e para a paisagem. Nenhuma sensação de conto de fadas dominava o lugar. Talvez a sensação de conto de fadas não acontecesse em sonhos.
Não que a paisagem não fosse bonita ou tranquilizante. O sol irradiava uma cor dourada por entreas árvores e as folhas que se agitavam. O ar tinha um aroma fresco de manhã. Era bom estar sentada ao lado de Derek, sentir o ombro dele pressionar delicadamente o seu. Ela não poderia simplesmente relaxar? Não iria deixar nada acontecer. Eles estavam ali para conversar, ela lembrou a si mesma.
Ela o fitou e sentiu a atração fazendo cócegas no seu estômago. Pela primeira vez, notou as mudanças sutis pelas quais ele tinha passado ao longo dos últimos meses. O garoto com quem ela viera uma vez àquela pedra tinha quase desaparecido, e um homem havia tomado o seu lugar. O cabelo sobre a testa parecia um pouco mais escuro. Ele tinha um perfil masculino, a linha do queixo forte, e belos lábios.
Ele olhou para ela.
— Sabe, foi demais quando você me fez ficar invisível.
— Sim, mas eu quase morri de susto quando não consegui vê-lo ao trazer você de volta.
— Eu sei. Senti suas emoções. — Ele hesitou. — Mas isso foi bem legal também — disse ele. — Na verdade, essa foi a parte mais legal.
— Não, não foi — disse ela. — Sério, eu me assustei.
— Eu sei, mas isso é que tornou tudo tão bom. Porque foi quando eu tive certeza. Foi quando eu soube que você ainda me amava.
As palavras dele ecoaram na cabeça de Kylie e ficaram dando voltas em torno de seu coração. Ele se inclinou mais para baixo. Seu dedo roçou a bochecha dela. Sua respiração tocou sua têmpora.
Ah, droga, Kylie pensou. Lá estava ela de novo, num mato sem cachorro.
O toque passou pelo queixo de Kylie.
Suave.
Carinhoso.
Amoroso.
Ela se lembrou de que estava em meio a um sonho lúcido com Derek, mas não conseguia se lembrar de como tinha terminado. O toque voltou. A sensação de lençóis pressionados contra um lado do seu corpo. Ah, Deus do céu, será que ela ainda estava com Derek? Na cama? Que diabos ela tinha feito?
Ela abriu os olhos, com medo de que... de que... Olhos amarelos olhavam diretamente para ela.
Olhos felinos e amarelos. E uma pata branca agora estava pousada sobre a ponta de seu nariz.
— Socks! — Ela riu com alívio, o coração batendo forte com a lembrança distante do sonho brincando de esconde-esconde em sua mente. — Ei, gatinho! — ela murmurou quando a pata do gato deu um tapa em seu nariz. — Então, você realmente sentiu minha falta quando eu fui embora, hein?
— Todo mundo sentiu — veio uma voz do outro lado do quarto.
Antes que ela pudesse forçar seu cérebro a identificar a voz, ou até mesmo saber se era homem ou mulher, ela deu um pulo da cama e ficou ali de olhos arregalados, olhando... Ok, ela respirou fundo. Não havia razão para entrar em pânico. Era apenas Holiday.
— Eu não queria assustá-la. Só dei uma passadinha para ver se você estava bem. Estava ficando um pouco preocupada. Você dormiu durante várias horas. Vim aqui umas duas ou três vezes e você nem sequer se mexeu.
Kylie piscou os olhos e olhou para o relógio na mesa de cabeceira. Três horas da tarde.
— Eu não queria dormir tanto.
— Acho que você estava exausta — disse Holiday e então franziu o cenho. — Burnett me contou sobre todo o episódio com Hayden. — Socks pulou da cama e começou a se enroscar nos tornozelos de Holiday.
A líder do acampamento ignorou o gato e continuou a olhar para Kylie.
— Sobre isso... — disse Holiday. Sua expressão dizia a Kylie que ela estava prestes a receber uma reprimenda. Holiday não a repreendia muitas vezes, de modo que, quando fazia isso, sempre parecia doer o dobro.
E, com certeza, Kylie merecia, mas ainda estava sonolenta e não sabia se conseguiria aguentar aquilo de pé. Ela se jogou de costas na cama, pegou o urso de pelúcia, e o abraçou.
— Você não pode esconder as coisas de nós, Kylie.
Sim, lá vinha a bronca.

8 comentários:

  1. Alguém põe o Lucas para correr desse livro e deixa a Kylie com o Derek, por favor? Obrigada. De nada.

    ResponderExcluir
  2. Tbm quero o Derek.. Cara ele eh perfeito tudo q uma garota quer.. By kelthy lima

    ResponderExcluir
  3. Não o lucas que tem que fiçamento com ele so errou vão mi dizer que nunca erraram ele tem direito a umais segunda chance

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. mano...ele ta noivo de outra menina..ele traio ela durante um mês...e vc ainda que dar razão pra ele

      Excluir
  4. Acho q só eu preferia o ruivo do que o Lucas e o Derek. Sei lá vi um negócio bom nele. Mistério e fascínio preferia ele mais ele morreu

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não, colega... se o Ruivo estivesse vivo, eu queria ele cmg! A Kylie pode ficar com o Derek mozao mesmo!

      Excluir
  5. Antes eu queria o Derek mas fui me apaixonando pelo Lucas, aí fiquei com ódio do Lucad por ter feito aquilo. Mas o Derek,percebi agora, que ele não é mais indicado de fica com a Kylie

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!