8 de outubro de 2016

Capítulo 11

Derek confirmou com a cabeça.
— É verdade. Seu padrão diz que você é uma bruxa.
Miranda cruzou os braços sobre o peito.
— Você não quer ser uma bruxa? — Ela parecia ofendida.
— É claro que ela não quer ser uma bruxa! — Della deixou escapar, ainda parecendo chateada por ter sido tirada da cama. — É chato à beça. Você não faz nada além de ficar espalhando ervas por aí, e a única maneira de voar é numa vassoura.
— Não é chato! E eu não posso voar numa vassoura! Eu juro, uma vez uma bruxa fez isso e agora estamos todas estereotipadas. — Os olhos de Miranda se apertaram de raiva.
— Admita — disse Della. — Se pudesse escolher a espécie que seria, você preferiria ser uma vampira.
Miranda balançou a cabeça com veemência.
— Quem gostaria de ser um chupador de sangue, ter o corpo gelado e presas!
Kylie olhou para as duas amigas agredindo-se verbalmente, trocando insultos numa velocidade tão grande que ela não conseguia nem acompanhar. Então, muito confusa para intervir, pegou Socks no colo antes que ele entrasse na floresta.
Seu olhar se desviou para as árvores. O bosque ainda a chamava. Que diabos estaria acontecendo?
Sua mente girava enquanto se dirigia para a cabana. Derek subiu um degrau ao lado dela. Sua camisa, desabotoada, flutuava aberta, expondo os músculos do abdômen. Não que ela tivesse notado. Ok, ela tinha notado... mas isso não significava nada. Só que ela era uma garota e as garotas gostam de admirar caras sem camisa.
— Você está confusa — Derek constatou.
— Pode apostar. — Ela não tinha se acalmado ainda. Não podia. Estava muito irritada por ainda se sentir tão atraída por ele. Muito irritada com o maldito bosque chamando-a, como um velho amigo fazendo um convite para sair e tomar uma cerveja. Ela não tinha velhos amigos. Nem ninguém que estivesse na floresta.
— Você está se sentindo traída — disse ele.
— É isso aí. Bem, mais ou menos. — Ela continuou até a cabana e aconchegou o gatinho ao peito. Seu coração doía e lágrimas brotaram em seus olhos.
— E você está com medo.
— Na mosca! — confirmou ela. No entanto, tudo o que ela sentia agora era...
— ... frustração — Derek concluiu o pensamento por ela.
Ela parou e olhou-o nos olhos.
— Você não tem que me dizer como eu me sinto. Eu sei o que estou sentindo.
— E está de mau humor — acrescentou com um sorriso. Quando ela não respondeu no mesmo tom, o humor dele se desvaneceu. — Desculpe. Estou apenas... querendo entender.
— Você sabe o que estou sentindo, o que mais precisa entender?
Ela acabou de subir os degraus da varanda com Socks embaixo do braço e abriu a porta com tanta força que a madeira estalou ao bater na parede. Socks se encolheu. Derek seguiu-a para dentro.
— Conheço as suas emoções, mas não posso adivinhar o que a fez se sentir assim.
Ela desabou no sofá e segurou Socks no colo.
— Olha, eu estou num estado de espírito muito ruim agora, e sugiro que você vá embora.
Derek sentou-se ao seu lado, ignorou o que ela disse e continuou:
— Por exemplo, sei que você está com medo, mas do quê? Você está frustrada porque é uma bruxa ou porque as suas duas melhores amigas não param de brigar? E por que está se sentindo traída agora? Está sentindo que eu a traí? É por causa...
— Não! — ela disse antes que ele mencionasse Ellie e ela tivesse que lidar com essas emoções também. — Não é você. — Ou talvez fosse um pouco, ela pensou, lembrando-se do comentário de Miranda de que ela falava de Derek o tempo todo.
— É por causa de Lucas? — perguntou. — Se for você pode me dizer. Eu quero ajudá-la e, se isso significa ouvir os seus problemas com ele, tudo bem.
Ela puxou Socks para mais perto.
— Não é Lucas. — Mas então ela se lembrou do encontro da noite anterior, quando Lucas tinha admitido que guardava segredos dela.
A longa pausa encheu a sala. Derek se inclinou, seu ombro tocou o de Kylie, e seu dom de cura emocional fluiu até ela como uma bem-vinda lufada de ar fresco. Ela não tinha dúvida de que o toque tinha sido de propósito, que ele tinha a intenção de ajudá-la.
Ela olhou para Socks, depois para Derek, tentando acalmar suas emoções. Tentando não ser desagradável.
— Diga do que você tem medo. Eu quero ajudar. — Ele olhou para a testa dela. — Será que ser uma bruxa te assusta tanto assim?
— Eu não sou uma bruxa — ela disse, sem conseguir se conter. Mesmo com o caloroso toque tranquilizante de Derek, ela sentia a frustração aumentando. Então se lembrou da transformação mágica de Socks. Ela tinha feito aquilo? — Pelo menos eu acho que não. Não que eu não queira ser uma bruxa, é que... Por que o meu pai diria que eu sou um camaleão se isso não fosse verdade? Eu não acho que a minha avó tenha inventado isso. E por que Burnett teria ouvido falar sobre essa espécie se ela não existe?
— Burnett já ouviu sobre ela?
Ela assentiu.
— Nada concreto, só leu a palavra em alguns relatórios. — Ela tocou a testa. O que aquilo tudo significava? — O meu padrão está mesmo dizendo que eu sou uma bruxa?
Ele confirmou, como se estivesse com receio de desapontá-la, então perguntou:
— O que está acontecendo? Eu acordei esta manhã depois de um pesadelo horrível. Não consigo me lembrar dele, só sei que você estava em apuros. Quando acordei de fato, me dei conta de que você podia estar mesmo em apuros e que eu podia ter sonhado com as emoções que estava captando de você. Então eu senti todas essas outras emoções vindo de você. É por causa do fantasma? O fantasma de Holiday?
— Eu tive uma visão — ela disse, por fim, precisando desabafar com alguém. Precisando recapitular tudo o que ela tinha descoberto com a visão. — Havia três corpos numa cova.
— Três? Então é como se fossem assassinatos em série.
Socks se agitou no colo dela e enfiou o focinho sob o seu braço, quase como se tivesse entendido o que Derek dissera. Kylie acariciou o pelo macio e preto do felino. Felino. Ela tinha mesmo feito aquilo? Tinha revertido o feitiço?
— Acho que sim — Kylie mordeu o lábio e deixou de lado aquelas perguntas para se concentrar em algo mais importante. — Holiday, ou alguém que se parecia com Holiday, era um deles. — Ela recapitulou todas as coisas que sua intuição lhe dizia que eram importantes. — Os corpos foram enterrados embaixo de uma velha cabana. — Seu peito enrijeceu. — Ver Holiday daquele jeito... foi terrível.
— Posso imaginar — disse Derek. — Você não disse que as visões eram como um quebra-cabeça que ajuda você a montar um quadro do que aconteceu?
Ela assentiu com a cabeça.
— Mas não foi o fantasma parecido com Holiday que me proporcionou a visão. Foi uma das outras garotas. Eu acho que ela quer ser encontrada, para que possa ser retirada da cova. Por isso eu ainda não sei se a visão vai me ajudar. Ou talvez ajude. Não sei. — Ela sentiu um aperto no peito. — Por que elas não podem simplesmente me dizer do que precisam?
— Talvez, se você me contar sobre a visão, eu possa ajudá-la a descobrir alguma coisa.
Ela olhou para Derek.
— Como?
— Eu trabalhei para um detetive particular. Aprendi um pouco sobre como fazer investigações e desvendar mistérios. Sou bom nisso.
Kylie acariciou o pescoço de Socks enquanto tentava pensar em alguma coisa que pudesse ajudá-los a entender a visão.
— Uma das garotas estava vestindo um uniforme de garçonete. Como os daquelas lanchonetes que parecem um vagão-restaurante. Não sei por que, mas o uniforme parecia conhecido. E ela usava um crachá onde estava escrito “Cara M.”. As outras até a chamavam de Cara M., não apenas de Cara, como se não a conhecessem bem, mas a chamavam assim por causa do nome escrito no crachá.
— É uma boa dica — disse Derek. — Talvez você possa fazer uma relação de todas as lanchonetes desse tipo em que esteve ultimamente. Vou fazer uma pesquisa na internet para ver se encontro fotos de uniformes como esse.
Enquanto a mente de Kylie dava voltas tentando encontrar outros detalhes que pudessem ajudá-los, ela se lembrou da visita do espírito logo antes de ela sair da cabana para levar Socks até Miranda.
— O que está te deixando intrigada? — ele perguntou, sentindo as emoções dela.
Kylie observou o gatinho descer do sofá ainda achando difícil acreditar que ele não era mais um gambá.
— O espírito me disse que Socks queria ser transformado em gato novamente. Quando perguntei como ela sabia disso, disse que podia se comunicar com os animais.
— Holiday não pode se comunicar com os animais. — Os olhos de Derek se arregalaram. — Espere aí. Ela não pode, mas conhece alguém... alguém bem próximo a ela, que é uma fada puro-sangue e de fato tem uma pequena capacidade para fazer isso.
— Tem certeza? — Kylie perguntou.
— Ela me contou durante uma das sessões de aconselhamento.
— Ela disse quem era?
— Não, mas... tenho o palpite de que é alguém próximo. Eu senti as emoções dela quando falou dessa pessoa. Mas logo ela mudou de assunto.
Kylie balançou a cabeça, como se entendesse. Holiday era muito boa em mudar de assunto quando algo ficava muito pessoal.
— Então, se essa pessoa era próxima a Holiday, é compreensível que tenha assumido a aparência de Holiday quando virou fantasma.
Kylie refletiu sobre isso por um momento, sentindo algum alívio. Isso lhe deu, pela primeira vez, esperança de que Holiday não estava em perigo.
Kylie suspirou. O sol da manhã já devia estar mais alto no céu, pois ela viu os primeiros raios dourados entrarem pela janela e iluminarem o assoalho de madeira.
— Então, como descobrimos quem é essa pessoa?
— Eu posso tocar no assunto novamente na próxima sessão de aconselhamento com Holiday. É esta tarde. Como eu disse, ela não quis falar a respeito, mas talvez eu consiga fazê-la se abrir mais durante a conversa.
As palavras de Derek a fizeram se desviar do problema que discutiam.
— Você ainda faz aconselhamento com Holiday?
Ele franziu a testa.
— Não faço aconselhamento porque me sinta confuso nem nada. Só conversamos... Como vocês duas fazem.
— Eu não disse como se fosse uma coisa ruim. Só não sabia que você se encontrava com ela regularmente.
— Faço isso desde que cheguei ao acampamento.
— Eu sabia que você tinha sessões no começo, mas não achava que ainda fizesse.
— Passei um tempo sem fazer. Mas desde que voltei... comecei a vê-la de novo.
Antes que pudesse evitar, ela fez a pergunta:
— Você fala sobre mim?
— Um pouco — ele admitiu, parecendo culpado.
Ela quase pediu detalhes, mas o bom senso a deteve. Não precisava saber. Especialmente, quando se tratava dos sentimentos dele por ela. Quanto menos ela soubesse, ou pensasse na sua declaração de amor, mais fácil seria.
O olhar de Kylie, como que por vontade própria, baixou até o peito nu de Derek. Recriminando-se, ela se levantou do sofá num salto.
— Acho que vou falar com Holiday agora sobre toda essa coisa de ser bruxa.
— Vai comentar sobre a visão?
Ela pensou por um instante na pergunta, mas seu coração dizia que não. A mensagem veio com tanta certeza que ela se perguntou se não seria um conselho divino.
— Ainda não. Se eu não conseguir nada num dia ou dois, acho que é melhor eu comentar.
Ele assentiu.
— Mais tarde vou ver o que eu consigo descobrir. — Ele se levantou. — Vamos.
Os raios do sol através da janela bateram em cheio no peito dele, fazendo sua pele nua ficar ainda mais dourada.
— Tudo bem — ela gaguejou. — Você não precisa... se demorar...
A decepção faiscou nos olhos verdes de Derek.
— Preciso sim. Sou a sua sombra até o café da manhã.
Ah, mas que ótimo! O olhar dela passeou novamente pelo interior da camisa desabotoada de Derek. Ela teria que olhar, ou tentar não olhar, para o peito dele a manhã inteira?
— Então pelo menos abotoe a camisa. — As palavras saíram antes que ela percebesse a impressão que dariam.
A decepção nos olhos dele se desvaneceu e um brilho sensual a substituiu, destacando as raias douradas em suas íris, que ela tanto admirava.
— Por quê? — ele perguntou. — Incomoda você?
Ela olhou para ele.
— Não se atreva. — Então, para ser bem clara, ela sacudiu o dedo mindinho para ele. — Eu posso ter poderes que você não vai querer conhecer. E como eu não sei como usá-los, realmente posso fazer um estrago e tanto com uma pessoa. Por acidente, é claro.
Ele levantou as mãos, mostrando completa submissão.
— Não vou me atrever. Juro. — Mas o sorriso sexy nos seus lábios permaneceu enquanto ele abotoava a camisa.
Que maravilha, ela pensou. Ele provavelmente tinha lido as emoções dela e presumido que ele ainda a atraía. O que era verdade, mas não do jeito que ele pensava. Tudo bem, era do jeito que ele pensava, mas não significava nada. Ou pelo menos ela estava tentando se convencer disso enquanto saía pela porta da frente.
Derek seguiu logo atrás dela.
Quando os dois passaram, as duas colegas de alojamento de Kylie ainda trocavam insultos. Kylie nem olhou para trás. Se elas queriam estripar uma a outra, não deveriam mais perder tempo e fazer isso logo, não é?


— Não entre em pânico — Holiday disse depois que Kylie entrou na cabana, apontou para a própria testa e explicou que ela podia ter feito magia e transformado Socks novamente num gatinho. — O pânico não ajuda em nada — a fae continuou, embora não despregasse os olhos do padrão de Kylie.
Podia não ajudar em nada, mas Kylie podia ver o pânico nos olhos de Holiday. Bem, talvez fosse mais confusão do que pânico propriamente. Sem dúvida Kylie tinha no rosto a mesma expressão. Embora no caso dela fosse pânico de fato. E não tanto porque tinha se tornado uma bruxa, mas sim por ver Holiday e as imagens da visão que ainda eram vívidas em sua mente. Sobre a visão ela não precisava contar.
— Certo, então conte exatamente o que aconteceu — disse Holiday.
— Foi como eu disse. — Kylie se sentou na cadeira em frente à escrivaninha de Holiday. — Miranda estava tentando transformar Socks num gato novamente, entoando encantamentos e tal, mas sem conseguir muita coisa. Eu estava preocupada com Socks; ele não queria mais ficar lá. Então apontei meu dedo mindinho para ele e disse algo como “Por que você simplesmente não diz ‘Volte a ser um gato’?”, e então aconteceu.
Holiday balançou a cabeça, como se entendesse, e continuou a observar o padrão de Kylie, como se esperasse que ele se modificasse a qualquer momento.
— Eu sou mesmo uma bruxa?
fae franziu a testa.
— Sim. Mas... ontem você era humana e antes disso tinha... um padrão que ninguém conseguiu reconhecer.
— Então você acha que o padrão de bruxa vai mudar?
Holiday pareceu pedir desculpas com os olhos antes mesmo de responder.
— Eu não tenho certeza, mas... é bem provável que você seja uma bruxa. Quer dizer, se você realmente tiver poderes.
— Mas os poderes podem desaparecer também. — Kylie suspirou.
— Mas... se você tem poderes, obviamente também tem DNA de bruxa. Ao contrário do padrão, o DNA é permanente — disse Holiday, embora sem muita convicção. — No entanto, as bruxas não correm na velocidade em que você corre, nem têm uma audição mais sensível. A maioria também não tem dons de cura como você possui. E muito poucas são capazes de ter sonhos lúcidos. — Agora Holiday estava mais pensando alto do que falando com Kylie. — É claro que tudo isso pode ter relação com o fato de você ser uma protetora. Ou pode ser também porque você é uma híbrida. Alguns híbridos podem ter...
— E quanto a falar com fantasmas? As bruxas são capazes disso? — Kylie perguntou.
— Algumas, mas não todas. — Holiday coçou o queixo, como se estivesse intrigada. — Mas o que é realmente estranho é que você parece ser totalmente bruxa agora. Mas aposto que o fato de você ser uma protetora pode ter... afetado isso.
Holiday se reclinou na cadeira, como se estivesse perplexa.
— Você já tentou descobrir se é capaz de fazer mais alguma coisa?
— Como o quê? — Kylie perguntou.
— Magia?
— Não — respondeu Kylie. — E se eu causar algum tipo de estrago? Como Miranda. Eu poderia transformar alguém num canguru ou até em algo pior.
— Duvido que fizesse isso. Por que você não tenta simplesmente mudar algo de lugar? — Holiday empurrou um peso de papel vermelho de couro, em forma de coração, para a ponta da escrivaninha.
— Não sei... — Kylie mordeu o lábio. — É assustador demais.
— Nem tanto. Simplesmente tente. — Ela fez uma careta. — E esteja preparada para se desviar, se preciso.
— Ah, isso faz com que eu me sinta muito melhor!
Holiday deu uma risadinha.
— Tente.
Kylie respirou fundo, então apontou o mindinho para o coração vermelho e disse:
— Mexa-se!
Nada aconteceu. Kylie expirou e riu.
— Viu? Não sou uma bruxa.
Então o peso de papel começou a tremer... ou pulsar. Pelo menos era o que parecia. Batia, bombeava, como um coração de verdade.
— Uau! — exclamou Kylie. Ou a exclamação ecoou pelo cômodo ou Holiday deixou escapar a mesma expressão de surpresa. — Fui eu que fiz isso?
Holiday não respondeu; ela estava ocupada demais observando o coração pulsante. Então a coisa flutuou e cruzou a sala como uma flecha.
— Desvie! — Holiday gritou.
Kylie se abaixou justamente quando o peso passou zunindo.
Infelizmente, Burnett estava entrando na sala nesse mesmo instante.
O coração o atingiu em cheio.

2 comentários:

  1. Eu to com ódio desse livro. Mais q merca será q ela n se lembra de Roberto o vampiro q de uma hora pra outra era lobisomem e q falo Lda ela q ela era igual a ele? Será q é tão difícil juntar as peças e pensar q o q Daniel falou pra ela faz sentido junto com o q Roberto era? Mas q merda

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