21 de outubro de 2016

2. Um estranho em terra estrangeira

A mão, que estava bem quente e sem antigas ataduras de múmia, me soltou no instante em que gritei. Passei correndo pela cortina de plástico e virei a esquina para pegar a lata de spray de pimenta que sempre carregava na bolsa. Fiquei parada, com a lata apontada e o dedo na válvula, enquanto os pés descalços que despontavam por baixo da cortina tornavam a mergulhar na escuridão.
O barulho de algo sendo remexido logo se tornou evidente quando a pessoa misteriosa começou a abrir caixas. Alguma coisa, mais provavelmente uma caixa, desabou no chão, e um estalo metálico indicou que um tipo de objeto precioso também tinha sido descuidadamente derrubado.
— Estou avisando: eu estou armada — ameacei.
Quem quer que estivesse lá dentro parou de se mover e disse algumas palavras que não entendi antes de voltar ao que estava fazendo, fosse o que fosse.
— O quê? O que você falou? — perguntei. Como não obtive resposta, tentei outra estratégia: — Qui êtes-vous? ¿Quién es usted? — A única resposta foi um grunhido frustrado e o som inconfundível de um caixote sendo jogado de lado. — Olhe, eu não sei quem você é nem o que está fazendo nesta sala — continuei, voltando ao meu idioma ao mesmo tempo que me ajoelhava e começava a guardar meus papéis na bolsa —, mas não deveria estar aqui, não mesmo.
Pus a bolsa no ombro sem me dar ao trabalho de fechar o zíper e mantive os olhos grudados na cortina de plástico à minha frente enquanto avançava lentamente em direção à entrada. Escondi-me atrás das vitrines até chegar ao corredor principal, ainda com o spray de pimenta na mão para o caso de o desconhecido pular em cima de mim. Quando cheguei perto da cortina de plástico, olhei em volta à procura de alguma forma sinistra, mas nada surgiu na área interditada.
Será que a pessoa estava se escondendo? Será que eu estava sendo seguida?
— Por favor, venha aqui e se explique — chamei, corajosa.
Com as costas apoiadas na parede, aguardei uma resposta.
O que eu deveria ter feito era ir embora e denunciar o invasor aos seguranças; no entanto, fiquei ali, dominada pela curiosidade, sem conseguir sair. Se a pessoa quisesse me atacar, já tinha deixado passar várias oportunidades.
Talvez ela estivesse perdida. E se fosse um sem-teto, que tinha entrado na sala de exposição e estava tentando tirar uma soneca? Podia ser um funcionário. A pessoa podia estar ferida. Abaixei o braço dolorido e voltei devagar na direção da cortina de plástico.
— Oi? Está precisando de ajuda? — ofereci.
Minha voz não soou tão segura quanto eu esperava.
Ouvi um suspiro quando alguém veio na minha direção. Embora não estivesse mais apontando a lata de spray, continuei a segurá-la, traçando, nervosa, pequenos círculos com o polegar sobre a válvula.
— Quem é você? — tornei a indagar baixinho, mais para expressar o pensamento em voz alta do que por esperar uma resposta.
A mesma mão segurou a cortina, afastou-a e a pessoa que me inspirava tanto medo quanto curiosidade apareceu, murmurando uma série de palavras que me pareceram xingamentos em outra língua. Ele, pois com certeza era alguém do sexo masculino, parou logo depois da cortina, largou o plástico e me encarou com expressão irritada.
Embora estivéssemos no trecho mais escuro daquela seção, pude distinguir com clareza a saia pregueada que terminava na altura dos joelhos e a larga superfície de um peito bronzeado e nu. Os pés descalços estavam cobertos de serragem. Parecia jovem, talvez poucos anos mais velho do que eu, no entanto era careca.
Cruzando os braços musculosos sobre o peito largo, ele me examinou de cima a baixo sem pudor, e tive a sensação de que me achou ao mesmo tempo uma surpresa e uma decepção.
— Fique aí — ordenei, erguendo a lata de spray de pimenta e me sentindo uma idiota por me meter naquela situação.
Ele apenas arqueou uma sobrancelha e abriu um sorriso irônico, parecendo me provocar. Esticou um dedo para mim e disse algo que soou como uma ordem.
— Desculpe. Não estou entendendo você — respondi.
Claramente frustrado, ele repetiu o que tinha dito, dessa vez mais devagar, como se estivesse falando com uma deficiente mental.
Retruquei da mesma forma lenta: primeiro apontei para mim mesma e disse “eu”, em seguida balancei a cabeça, “não estou entendendo”, e por fim apontei para ele, “você”.
Com um grito de irritação, ele ergueu as duas mãos no ar e as manteve ali. Nesse exato instante, as luzes do teto se acenderam. Um guincho me escapou da garganta quando vi direito, pela primeira vez, o homem que eu pensara estar morando no meio das relíquias. Ele com certeza não era um sem-teto.
Quem é você?, perguntei em pensamento enquanto examinava aquela pessoa, que não chegava a ser um homem, mas tampouco era um adolescente. Ele parecia... não ter idade. Olhos sombrios cor de avelã, naquele momento mais verdes do que castanhos, me encararam por baixo de sobrancelhas fartas e uma testa imponente com um ar ao mesmo tempo inteligente e quase predatório. Senti-me um rato diante de um falcão que desce do céu, sabendo que a morte se aproxima mas totalmente incapaz de desgrudar os olhos de tamanha beleza.
Seu esplendor físico era inegável: olhar profundo, muitos e muitos músculos sob uma pele lisa e dourada e lábios carnudos que fariam qualquer garota desmaiar. Havia, no entanto, algo mais profundo por trás de sua beleza, algo muito diferente, que fez meus dedos comicharem por papel e lápis. Eu nem sequer tinha certeza se conseguiria representar aquela coisa indescritível que sentia quando olhava para ele, mas queria muito tentar. Por mais que achasse fácil encaixar pessoas em categorias com base no que observava – as roupas, o modo de se movimentar, seu círculo de convivência ou seus padrões de comunicação – pensei que para aquele sujeito talvez tivesse que inventar um novo sistema. Ele não pertencia a nenhum grupo específico. Era único.
Pisquei e reparei que ele estava exibindo outra vez o mesmo sorriso convencido. Ainda que o restante fosse um mistério, aquela expressão eu sabia identificar. Já tinha conhecido dezenas de caras com expressões como aquela. Estrangeiros ou não, eles eram todos iguais: achavam que a sua riqueza e beleza os tornavam poderosos. Aquele cara exalava poder por todos os poros. Com certeza não é o meu tipo.
— Mas o que você é, afinal? — disparei, sentindo o rosto arder em reação à arrogância dele. — Um modelo internacional que estava posando para fotos aqui e agora não consegue mais achar a calça? — Resmunguei, apontando sua roupa, ou melhor, sua falta de roupa. — Bem, para seu governo... — continuei, usando minha voz mais condescendente e pontuando cada palavra com um gesto dramático para dar mais ênfase — ... ninguém olharia duas vezes para você, então pode... pode ir andando.
Com um suspiro, o Modelo resmungou algumas palavras enquanto girava os dedos no ar. De repente, senti um gosto esquisito na boca, uma espécie de gás, como se uma bala efervescente houvesse acabado de se dissolver na minha língua. A sensação logo desapareceu, e eu ainda estava tentando entender o que o cara estava fazendo quando ele disse uma palavra que finalmente entendi:
— Identificar.
— Identificar? — repeti, feito uma idiota. — Está perguntando o meu nome?
Ele meneou a cabeça uma vez.
Mudei de posição e respondi, tensa:
— Lilliana Young. E o seu?
— Ótimo. Venha, jovem Lily, preciso do seu auxílio — disse ele, movendo os lábios para pronunciar as palavras como se estas deixassem um gosto amargo em sua boca e ignorando por completo a minha pergunta.
Supondo que eu o seguiria, ele se virou e tornou a mergulhar do outro lado da cortina de plástico. Após uma breve hesitação, minha insaciável bisbilhotice venceu e, incapaz de pensar em outra boa alternativa, afastei a cortina e o segui.
Todos os cantos da sala antes escura estavam agora iluminados, e encontrei o Modelo revirando objetos dentro de um caixote e descartando os indesejados como se fossem lixo.
— O que exatamente você está fazendo? Por que está vestido assim? E como é que de repente sabe falar inglês?
— Perguntas de mais, jovem Lily. Por favor, escolha uma.
Ele tirou da caixa um vidro pesado. Fechou os olhos e começou a entoar baixinho palavras melódicas em outra língua. Após alguns instantes, balançou a cabeça, devolveu o vidro e escolheu outro.
— O que está fazendo? — perguntei, enquanto ele repetia a cantilena.
— Procurando meus jarros da morte.
— Jarros da morte? — Fiquei calada por alguns instantes. — Vasos canópicos, você quer dizer? E como assim, “meus”?
— Chega de perguntas, jovem Lily.
— Quer dizer que você está procurando vasos canópicos, também conhecidos como jarros da morte — balbuciei, tentando ganhar tempo para entender o que estava acontecendo. — Li há pouco tempo sobre eles na National Geographic. São usados para as múmias. É onde ficam guardados os órgãos delas.
— Isso.
— Você vai roubá-los?
Ele passou para outro caixote.
— Não posso roubar o que me pertence.
Eu me agachei e olhei para o seu rosto. Eu era bastante boa em ler pessoas, de modo que em geral sabia quando alguém estava mentindo. Aquele cara não estava. Ou seja, das duas, uma: ou ele acreditava mesmo que tinha algum direito àquelas relíquias egípcias ou então era doido. Eu estava inclinada a escolher a segunda opção.
— Olhe aqui — eu disse baixinho. — Esses objetos pertencem ao museu. Você não deveria estar tocando neles. Não pode simplesmente entrar em um museu e pegar o que quiser.
— Museu?
— É, museu. Um lugar que reúne antiguidades, onde ficam expostos documentos antigos e obras de arte de grande valor.
Ele tirou a tampa de outro caixote e se agachou para examinar o conteúdo.
— Ah — falou. — Um Templo das Musas.
— Um o quê?
Ele me ignorou, e após um breve exame do conteúdo da caixa levantou-se com um grunhido frustrado.
— Não estão aqui.
— Os jarros da morte? — indaguei.
— Sim. Estes são réplicas. Elas não contêm minha força vital.
— Força vital, certo.
Doido, com certeza.
Balbuciando algumas desculpas, comecei a me afastar, mas ele me seguiu.
— Sem minha força vital, eu não passo de uma sombra errante cujo tempo está contado — afirmou, grave. Seus olhos se cravaram nos meus de um modo decidido que me deixou perturbada, enquanto eu recuava, nervosa. — Preciso de substância, jovem Lily — disse ele, avançando.
— Substância. Certo. — Por favor, não deixe o Modelo estrangeiro virar o Hannibal Lecter. — Bom, tem vários lugares onde você pode comer alguma coisa. Posso recomendar o Café do Terraço, no último andar do museu, que tal?
Enquanto lhe ensinava o caminho, recuei e dei a volta em uma pilha de caixotes, mas ele continuou a avançar.
— Não fuja, jovem Lily.
— Fugir? — Dei uma risadinha nervosa. — Eu não estou fugindo. Mas, falando em fugir, se o terraço for longe demais, tem também o café da Ala Americana. Fica bem ao lado desta exposição sobre o Egito. Não tem erro. Bom, eu tenho um compromisso. Preciso mesmo ir andando.
— Você não está entendendo. Sem os meus jarros, eu preciso compartilhar da sua força vital.
— Compartilhar da minha... Bom, olhe só, é que neste momento eu estou usando a minha força vital, entende? Sério, eu queria poder te ajudar, de verdade — falei, e percebi que ele havia me encurralado junto a uma parede de caixotes. Quando meu bumbum bateu nos caixotes, ele sorriu. Sem hesitar, borrifei spray de pimenta no seu rosto. Ele uivou e dobrou o corpo.
Ao mesmo tempo, um vento começou a rodopiar à sua volta, erguendo no ar partículas de serragem e material de construção.
Em pânico, girei nos calcanhares e saí correndo em direção à cortina. Antes de chegar lá, porém, as luzes se apagaram e bati o joelho no sarcófago dourado. Cambaleei, tentando me equilibrar, e ouvi que ele vinha na minha direção.
— Volte aqui, jovem Lily — grunhiu. — Eu preciso de você.
Sem chance. Não houve tempo para meus olhos se acostumarem. Segurando a bolsa com uma das mãos, tateei pelo sarcófago até dar a volta no volumoso objeto, então saí correndo o mais depressa que pude. Ele me seguiu, emergindo do outro lado da cortina alguns segundos depois de mim.
Minha bolsa aberta balançava, e canetas e lápis se espalharam pelo chão. Quando meu caderno caiu, tive que parar para pegá-lo, apesar do perigo. Arrisquei uma olhada para trás.
O Modelo maluco estava parado, com os braços erguidos, de olhos fechados. Como antes, entoava uma cantilena, e sua voz ecoava pela sala de exposição enquanto eu corria em direção à saída. Um vento misterioso levantou meus cabelos, soprou-os em volta do meu rosto e me cegou enquanto eu corria. As palavras dele penetraram minha consciência como hieróglifos sendo gravados em pedra. Ele entoou:

Proteja-me, deus do sol nascente.
Afaste aqueles que tramam o mal.
Reverta esta calamidade.
Com o poder da minha boca,
O poder do meu coração,
Lanço este encantamento.
Assim como nossas formas estão ligadas hoje,
Nossas vidas também o serão.
Incansável, ela vai me servir
Enquanto eu sirvo ao Egito.
Enquanto eu percorrer esta terra,
Torne leves as minhas plumas,
Velozes as minhas asas,
Firme o meu coração.
Capturo a força do corpo dela,
E, ao fazê-lo,
Prometo retribuir a dádiva concedida.
Onde eu for desconhecido, ela comparecerá.
Onde eu estiver sozinho, ela estará.
Onde eu estiver fraco, ela me sustentará,
Até mesmo na morte.
Que a escuridão possa ser contida
E todas as coisas permaneçam na luz do eterno sol.
Meu coração é firme.
Minha alma, triunfante.
Meu serviço, eterno.

Eu havia chegado às portas da sala de exposição, mas, no instante em que ele terminou de falar, fui empurrada para trás sobre o chão de lajotas.
Não fazia ideia do que estava acontecendo. Tudo o que sentia era dor. Meu coração batia descompassado e minha barriga estremeceu de náusea quando meus pulmões não conseguiram sorver nenhum ar.
Será que ele atirou em mim? Enquanto tentava encher os pulmões, levei a mão às costas. Não havia sangue. Nem buraco de bala. Com cuidado, levantei-me. Precisava ir embora dali depressa.
Quando cheguei à saída lateral do museu, olhei para o relógio. Onze e trinta e cinco. Só estava alguns minutos atrasada para meu compromisso. Se eu faltasse àquele almoço quase obrigatório, meu pai usaria isso contra mim para sempre. Ele queria que eu ficasse amiga das filhas de algumas pessoas importantes com as quais desejava “trabalhar” no futuro, ou seja, conviver socialmente.
Esquivei-me entre os pedestres até entrar em um dos meus restaurantes preferidos, onde fui conduzida a uma mesa junto a grandes janelas com vista para a rua. Afundei na cadeira e soltei o ar enquanto três pares de olhos críticos me encaravam. Minhas colegas de escola. Seus lábios perfeitos realçados com gloss formaram pequenos Os quando elas baixaram os cardápios para me examinar.
— O que houve com você? — perguntou a Ruiva.
— Está parecendo algo que o gato trouxe da rua — comentou a Loura.
— Depois de o gato morder, arranhar, cuspir e fazer xixi em cima, talvez — acrescentou a Mais Loura Ainda.
As três riram.
— Não, melhor ainda — disse a Loura. — Você parece uma turista despenteada pelo vento que ficou tempo demais no segundo andar aberto de um ônibus de city tour. Ah... perdeu seu mapa? — arrematou com uma voz melosa.
— Sério, quem arrumou seu cabelo hoje de manhã? Albert Einstein?
— É, e essas roupas... — A Mais Loura Ainda torceu o nariz. — Eu já vi shar-peis menos amassados.
A Ruiva se inclinou e tocou minha blusa.
— O que é isso? Serragem?
— É — respondi com uma careta.
— Eu sabia! — A Loura deu um arquejo fingido. — Lilliana está tendo um caso secreto com um palhaço de rodeio.
As três explodiram em gargalhadas.
— Bom, então o cabelo está explicado — comentou a Ruiva.
— Tudo bem, chega. Eu tive uma manhã complicada, ok? — Peguei o cardápio e tentei discretamente ajeitar os cabelos e limpar um pouco da serragem das roupas. — Tive um incidente no museu — balbuciei por trás do cardápio.
— Em frente ao museu, você quer dizer? — perguntou a Ruiva fingindo preocupação.
Minha boca tremeu de constrangimento.
— Não. Eu quis dizer dentro do museu.
A Mais Loura Ainda arquejou de verdade, e em seguida baixou a voz:
— Você foi... assaltada?
Em um instante, as três ficaram seriíssimas à menção daquele medo tão arraigado que todas compartilhavam: ter a bolsa roubada. A crença de que todas as outras pessoas do mundo queriam pôr as mãos no seu dinheiro era quase um pré-requisito entre as alunas do meu colégio particular de elite.
— Coitadinha — disse a Loura, estalando a língua, enquanto a Ruiva esfregava minhas costas por alguns segundos e em seguida limpava os dedos rapidamente no guardanapo. — Pode ficar tranquila. Vamos cuidar de você.
Enquanto a Loura discorria sobre os méritos de um novo estilista que adorava, fiquei olhando pela janela, distraída.
Senti um nó na barriga e meus músculos se contraíram quando minha respiração se acelerou sem motivo aparente. Então, pelo canto da janela, a figura de um homem surgiu. Um homem que estava parando o tráfego. Um homem careca de saia branca pregueada e descalço.
Embora os nova-iorquinos estejam acostumados com quase qualquer coisa, o sujeito estava causando uma comoção. As pessoas lhe abriam caminho enquanto ele virava a cabeça para o céu, girando em círculos para olhar os prédios em volta como se nunca tivesse visto coisa igual. Quando ele entrou no meio do tráfego, não consegui me segurar e levantei da cadeira.
Então um táxi o atropelou.
— Cassie, Christy, Courtney, desculpem, mas preciso ir.
Em pânico, peguei a bolsa e saí correndo do restaurante para a rua. Uma estranha compulsão me atraía para aquele cara que me provocava ao mesmo tempo fascínio e terror, e eu não tinha certeza se queria encontrá-lo ainda entre os vivos.

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