21 de outubro de 2016

1. Templo das Musas

— Quinze e cinquenta — cobrou o taxista com um sotaque carregado.
— Aceita cartão de crédito? — perguntei educadamente.
— Não. Nada de cartão.
Com um leve sorriso para os olhos encimados por grossas sobrancelhas que me encaravam pelo retrovisor, peguei a carteira. Por mais vezes que já houvesse andado nos táxis de Nova York, ainda não tinha me acostumado com o comportamento dos taxistas; aquilo me irritava sempre. Mas era aturar isso ou o motorista particular da minha família, que me seguiria por toda parte e informaria meus pais sobre todos os meus movimentos. No final das contas, eu preferia mil vezes a independência.
Entreguei uma nota de vinte ao taxista e abri a porta. Quase no mesmo instante, ele arrancou a toda, o que me obrigou a fazer um esforço para manter o equilíbrio ao mesmo tempo que tossia em meio à nuvem de fumaça cinza do cano de descarga que ele deixou em seu rastro.
— Idiota — resmunguei, enquanto alisava a calça capri e me abaixava para ajeitar a tira da sandália de couro italiana.
— Precisa de ajuda, moça? — perguntou um jovem que passava.
Eu me aprumei e o olhei de cima a baixo. O jeans comprado em loja de departamentos, a camiseta com os dizeres EU ♥ NOVA YORK e a aparência meio desleixada de rapaz comum me fizeram saber na hora que ele não era da cidade. Nenhum nova-iorquino que se prezava, pelo menos que eu conhecesse, usaria uma camiseta daquelas. Ele não era feio, mas, quando levei em conta sua estadia provavelmente temporária na cidade, aliada ao fato de que ele certamente não seria aprovado pelos meus pais, concluí que prolongar aquele diálogo seria perda de tempo. Ele não era o meu tipo.
Eu ainda não havia descoberto exatamente qual era o meu tipo, mas imaginava que fosse saber quando o encontrasse.
— Não, obrigada. — Sorri. — Está tudo bem.
Com passo decidido, andei na direção da escadaria do Metropolitan Museum of Art, o Met. As meninas da minha escola me achariam uma idiota por deixar passar um gatinho/namorado em potencial – ou, no pior dos casos, uma distração divertida.
Era mais fácil não fazer nenhuma promessa que eu não planejasse cumprir, principalmente para alguém que não preenchia nenhum dos meus pré-requisitos do cara perfeito. A lista ainda não estava completa, mas eu a vinha aumentando desde a idade em que começara a me interessar por meninos. Acima de tudo, era cuidadosa e ponderada nas minhas escolhas.
Embora eu fosse muito exigente, usasse só roupas de grife e o valor da minha mesada fosse maior do que tudo que a maioria das pessoas da minha idade ganhava em um ano, eu estava longe de ser esnobe. Meus pais tinham determinadas expectativas em relação a mim, e o dinheiro era usado como um meio de torná-las realidade. Aprendi que a imagem que alguém exibe, embora não seja cem por cento precisa, indica o tipo de pessoa que ela é. Apesar de meus esforços para encontrar provas de que nem sempre era esse o caso, entre os jovens com quem eu estudava e saía isso em geral se confirmava.
Meu pai, advogado bem-sucedido na área de finanças internacionais, sempre dizia que “Os banqueiros confiam primeiro no terno, depois no homem”, sua versão de “Vista-se para o sucesso”. Ele e minha mãe – que passava a maior parte do tempo em uma sala no arranha-céu onde funcionava um dos maiores grupos de mídia da cidade, ditando ordens para sua assistente – haviam me ensinado que imagem é tudo.
Eles quase sempre me deixavam em paz, contanto que eu fizesse o que esperavam de mim, o que incluía, entre outras coisas, comparecer a diversos eventos, me apresentar como filha amorosa e só tirar nota 10 no meu colégio particular para moças. E, é claro, não namorar o tipo errado de rapaz, regra que eu conseguia cumprir não namorando ninguém. Em troca, eu recebia uma generosa mesada e liberdade para explorar Nova York, algo que eu valorizava muito, sobretudo naquele dia, o primeiro das férias de primavera.
O Met era um dos meus esconderijos preferidos. Além de meus pais aprovarem a instituição, uma vantagem clara, o museu era um ótimo lugar para observar pessoas. Eu não tinha certeza ainda do que queria para o meu futuro, mas precisaria decidir naquela semana. Já havia sido aceita em várias universidades aprovadas pelos meus pais. Eles – que detestavam ser chamados de mamãe e papai – queriam que eu me formasse em algo que lhes desse orgulho, como medicina, administração ou ciência política, mas nada disso me interessava.
O que eu gostava mesmo era de estudar gente. Pessoas do passado, como aquelas sobre as quais eu aprendia no Met, ou simplesmente as pessoas nas ruas de Nova York. Na verdade, eu tinha um caderninho cheio de anotações sobre os homens e mulheres mais interessantes que via.
Só não fazia ideia de como transformar em carreira esse hobby, que eu mesma reconhecia ser meio estranho. Meus pais jamais aceitariam que eu virasse psicóloga, sobretudo por acharem que as pessoas deviam zelar pela própria saúde mental e superar, com a simples força de vontade, qualquer obstáculo que tivessem pela frente. Conviver com gente que consideravam estar abaixo do meu nível não era algo que eles incentivassem, mas, apesar disso, psicóloga era a carreira que fazia mais sentido para mim.
Sempre que eu pensava no futuro, meus pais me vinham à mente. O que eles haviam planejado vivia martelando a minha consciência, e se eu cogitasse me desviar de seus planos, por uma fração de segundo que fosse, ficava cheia de culpa, o que acabava sufocando e matando qualquer sementinha de rebelião.
Uma dessas sementes era a localização das universidades às quais eu iria me candidatar. Tecnicamente não se tratava de uma insubordinação, pois eles sabiam. Eu podia me inscrever nas instituições que me interessassem, contanto que mandasse também a documentação para aquelas que meus pais preferiam. É claro que eles ficaram radiantes quando fui aceita em todas, mas não restava dúvida de que estavam me empurrando em certa direção.
Agora as férias de primavera do meu último ano de ensino médio tinham finalmente chegado. Era uma época que a maioria dos adolescentes adorava, mas que eu via com grande apreensão. Se ao menos eu não tivesse que decidir tudo agora... Minha mãe e meu pai tinham me dado até o fim da semana para escolher a universidade na qual iria estudar e a carreira que iria seguir. Começar em um lugar e resolver depois não era uma alternativa.
Parei no balcão, mostrei minha carteira de sócia vitalícia e passei depressa pelas cordas que demarcavam a entrada do museu.
— Olá, senhorita Young — disse o velho guarda com um sorriso. — Veio passar o dia?
Fiz que não com a cabeça.
— Só metade, Bernie. Vou almoçar com as garotas.
— Quer que eu fique de olho para avisar quando elas chegarem?
— Não precisa.
— Certo — disse ele, recolocando a corda no lugar atrás de mim e voltando para ajudar com a fila de visitantes.
Decididamente, havia algumas vantagens em ter pais que faziam doações anuais para o Met. Como eu era filha única, tinha a sorte de poder aproveitar os “benefícios” integrais de suas doações financeiras, de seu conhecimento e de sua experiência. E eles eram amorosos também, se o amor fosse definido como uma rígida fachada de orgulho e aprovação. Mas eu frequentemente me sentia sozinha, e às vezes encurralada.
Sempre que começava a achar que precisava estar com uma mulher realmente maternal com quem pudesse assar biscoitos, pedia para visitar minha avó paterna, que morava em uma pequena fazenda em Iowa e para quem meus pais telefonavam religiosamente de dois em dois meses. Eles a visitavam uma vez por ano, mas ficavam hospedados em uma cidade próxima, trabalhando a distância, enquanto eu dormia na fazenda com ela.
Falando em avós, no banco à minha frente estava sentada uma mulher mais velha de ar muito interessante, admirando uma das minhas fotos preferidas: Ela nunca confessou seu amorde Henry Peach Robinson. A obra era controversa. Segundo os críticos, era indecente e indelicado fotografar uma mulher à beira da morte, mas eu achava aquela fotografia dramática e romântica. Diziam que o fotógrafo estava tentando ilustrar uma cena de Noite de reis, de Shakespeare. Eu sabia de cor a citação que figurava na descrição da foto:

ELA NUNCA CONFESSOU SEU AMOR,

Tuberculose. Supostamente era disso que a mulher na foto estava morrendo. Eu achava adequado. Morrer de um coração partido devia ser como uma espécie de tuberculose. Eu imaginava que fosse uma dor sufocante, que envolvia a pessoa como uma sucuri e ia apertando, apertando, esmagando o corpo até não restar nada além de uma casca seca.
Por mais fascínio que a foto me despertasse, eu estava ainda mais fascinada pela mulher que a observava. As bochechas flácidas pendiam, assim como o corpo pesado. Fios grisalhos sem vida soltavam-se de um coque malfeito. Ela segurava uma bengala gasta, o que significava que era muito usada, e trajava um vestido de estampa florida que parecia da década de 1970. Tinha os pés plantados no chão, afastados, calçados com tênis de solado grosso e fecho de velcro. Inclinada para a frente, com as mãos pousadas no alto da bengala e o queixo apoiado nas mãos, estudava a foto.
Passei quase uma hora sentada a certa distância, observando-a e fazendo um esboço da sua silhueta no meu caderno.
Em determinado momento, uma lágrima escorreu por seu rosto e ela finalmente se moveu, remexendo em uma gigantesca bolsa de crochê para pegar um lenço de papel. O que a teria feito chorar?, me perguntei. Será que ela também havia perdido um amor no passado? Alguém a quem jamais revelara seus sentimentos? As possibilidades e perguntas giravam na minha cabeça enquanto eu ajeitava a mochila e percorria a galeria, fazendo as sandálias estalarem no piso de mármore. Vi um segurança conhecido e parei.
— Oi, Tony.
— Tudo bem, senhorita Young?
— Tudo. Escute, preciso fazer um trabalho importante. Tem algum lugar mais tranquilo por aqui, onde eu possa ficar sossegada antes de encontrar minhas amigas para o almoço? As pessoas me distraem muito.
— Hum. — Tony esfregou o queixo e escutei o barulho áspero de lixa, indício de que ele não fizera a barba de manhã. — A seção egípcia está interditada — disse ele. — Estão instalando umas peças novas. Mas acho que hoje não vai ter ninguém trabalhando lá. A chefona está em um seminário, e nada neste museu acontece sem ela.
— Você acha que eu poderia ficar lá? Prometo que não toco em nada. Só preciso de um lugar tranquilo.
Depois de pensar um pouco, com a testa franzida, as sobrancelhas de Tony se afastaram e ele disse:
— Tudo bem. Mas tome muito cuidado. Não deixe os visitantes verem você lá, senão vão querer entrar também.
— Obrigada, Tony.
— De nada. Venha falar comigo de novo quando tiver um tempinho.
— Claro — respondi e comecei a andar na direção da saída das exposições temporárias. De repente, parei e me virei. — Tony, tem uma senhora na seção de fotografias. Pode ir dar uma olhada nela daqui a pouquinho? Faz tempo que ela está lá.
— Pode deixar, senhorita Lilliana.
— Tchau.
Passei depressa pela parede com fotos e desci a escada até o andar principal. A seção de arte medieval e a sala dos claustros, cheia de tapeçarias, estátuas, relevos, espadas, crucifixos e joias, conduziam à loja do museu e depois, finalmente, à seção egípcia.
Quando não havia ninguém olhando, passei por baixo da corda de tecido. Apesar do ar condicionado, a poeira milenar tinha um cheiro forte o suficiente para se destacar. Talvez a reforma recente daquele setor tivesse liberado séculos de poeira no ar, criando o efeito de coisas antigas novamente despertadas para a vida.
As luzes do teto estavam desligadas, mas o sol entrava pelas grandes janelas e iluminava os objetos expostos enquanto eu avançava. Eram dezenas de milhares de artefatos abrigados em quase quarenta salas, organizados em ordem cronológica.
Senti-me à deriva em um oceano negro de história, cercada por pequenas caixas de vidro que ofereciam vislumbres desbotados de tempos antigos.
Vitrines com estojos de cosméticos, vasos canópicos, estátuas de deuses e deusas, papiros funerários e blocos esculpidos retirados de templos – cada objeto reluzindo com sua respectiva história secreta – chamavam minha atenção. Era como se os artefatos estivessem apenas esperando alguém aparecer e, com um sopro, remover a poeira de arenito que cobria sua superfície.
Um pássaro reluzente atraiu meu olhar. Era a primeira vez que o via, e me perguntei se ele fazia parte da nova exposição ou se estava apenas sendo exibido por rodízio. A imagem, um lindo falcão dourado que representava o deus egípcio Hórus, chamava-se Hórus, o Dourado.
Após encontrar um cantinho confortável e suficientemente iluminado para que eu conseguisse enxergar, sentei-me com as costas apoiadas na parede e abri meu caderno em uma página em branco para listar todos os possíveis cursos e combinações de disciplinas básicas/optativas que meus pais aprovariam. Estava tentando encaixar minhas três primeiras opções nas universidades de sua preferência quando ouvi algo ser arranhado.
Perguntando-me se algum visitante teria me seguido, agucei os ouvidos por alguns minutos. Nada. Aquela ala do museu estava silenciosa como uma tumba. Rindo de meu próprio clichê idiota, voltei às anotações e estudei o lustroso folheto de uma das universidades.
Antes de conseguir passar da primeira página, ouvi um baque, seguido pelo mesmo ruído de algo sendo arranhado.
Embora me considerasse uma pessoa racional, que não se assustava com facilidade, um arrepio desceu do meu couro cabeludo e percorreu a espinha, como se dedos gelados estivessem acariciando minhas vértebras.
Pousei o lápis e o caderno com cuidado, tentando não fazer nenhum barulho, e me pus a escutar, cada vez mais tensa, os ruídos de algo arranhando e esfregando e os grunhidos distintamente não humanos vindos do outro lado da parede. Com certeza havia alguém ou algo ali. Invoquei meu lado racional para afastar o medo e pensei que talvez os sons estivessem sendo produzidos por algum animal.
Um gemido sinistro fez minhas mãos tremerem, e a visão de meus dedos trêmulos me deu coragem. Eu estava sendo uma boba.
— Oi? — arrisquei baixinho. — Tem alguém aí?
Fiquei de pé e avancei alguns passos. Os barulhos cessaram de repente e meu coração gelou. Alguém estava se escondendo? Um funcionário do museu teria me respondido.
Engoli em seco, trêmula, e dobrei a esquina, mas deparei apenas com uma cortina de plástico. Deve ser esta a parte que eles estão reformando, pensei. Estava escuro demais para distinguir qualquer silhueta do outro lado, de modo que fiquei ali parada por um minuto inteiro, tomando coragem.
Corri os dedos pelo plástico grosso até achar uma abertura e arquejei quando vi uma figura me encarando a poucos centímetros de onde eu estava. Mas a moça assustada que segurava a cortina de plástico era apenas eu mesma: longos cabelos castanhos levemente ondulados e bem cuidados, pele clara, blusa branca de grife agora suja de poeira. Sim, era eu. A placa abaixo do grande artefato dizia ESPELHO DE COBRE ANTIGO. Balancei a cabeça enquanto tentava discernir o que mais havia naquela sala.
O piso encerado estava protegido por um pano grosso coberto de serragem e várias tábuas cortadas em diversos formatos espalhavam-se sem ordem pelo chão. Usei uma delas para sustentar a cortina de plástico e deixar entrar um pouco de luz, e avancei mais para dentro da sala.
Formas e estátuas escuras ocupavam prateleiras improvisadas e caixotes empilhados bloqueavam todos os caminhos. Sabendo que aquele lote de objetos era recente, racionalizei o barulho que havia escutado: devia ser um rato que havia fixado residência dentro de uma das caixas. Isso explicaria o silêncio desde que eu entrara na sala.
Não vi nada que parecesse estranho em um museu. Uma caixa de ferramentas aqui, uma serra circular ali. Caixotes abertos cheios de tesouros egípcios acomodados sobre palha. Cumprindo o que havia prometido, não toquei em nada, e percorri o espaço com cuidado e em silêncio até meu olhar ser atraído por uma luz dourada atrás de algumas caixas. Deixei escapar um leve arquejo ao deparar com um imenso sarcófago.
A tampa, pousada de viés sobre a metade inferior do caixão, era esplendorosa. Enquanto eu me concentrava em todos os pequenos detalhes – o belo rosto em relevo, com pedras verdes polidas no lugar dos olhos, o cetro e o açoite dispostos em cruz diante do peito, o acabamento em ouro que indicava se tratar de alguém importante – meus dedos coçavam para pegar o lápis e o caderno.
Percebi de imediato os padrões com o número três: três pássaros, três deuses, três pares de asas, três braçadeiras. Perguntei-me o que isso significaria e comecei a inventar explicações possíveis ao mesmo tempo que seguia explorando. A etiqueta pregada no caixote do mesmo tamanho do sarcófago ali perto dizia: MÚMIA DESCONHECIDA.
Apesar do meu fascínio com a futura exposição, não percebi nada fora do normal. Não vi nenhum rabo nem cocô de rato. Nenhum camundongo escondido num canto guinchou. Não vi nenhum ladrão de túmulos nem múmia amaldiçoada. Nem mesmo funcionários do museu.
Ao me virar para ir embora, olhei para baixo e de repente percebi duas coisas: primeiro, que o sarcófago cheio de palha não continha nenhuma múmia; segundo, que a serragem exibia outro conjunto de pegadas além das minhas, pegadas deixadas por pés descalços e que se afastavam do sarcófago.
Fui tomada por uma intensa curiosidade. Ignorando minhas reservas, comecei a seguir as pegadas, que me conduziram por um caminho entre caixas e caixotes até eu chegar a um ponto de onde não podia mais passar. Nenhuma música de suspense de cinema começou a tocar. Nenhum fedor rançoso de putrefação ou morte agrediu minhas narinas. Nenhum monstro sinistro me espiava da escuridão.
Reconhecendo que havia me deixado levar pela imaginação, comecei a voltar na direção da cortina de plástico. Estava passando pelo espelho de cobre quando a mão surgiu da escuridão e agarrou meu braço. Meu grito sufocado ecoou, as notas agudas reverberando nas relíquias. Os deuses dourados nas estátuas de pedra, porém, mantinham os olhos gélidos focados à frente, tão imóveis e mortos quanto tudo à sua volta.

2 comentários:

  1. Meus Deuses isso está show, estou adorando!
    Ass: Bina.

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  2. q delicia de livro ♥♥★★☆☆♡♡

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