30 de setembro de 2016

Capítulo 9

O barulho de gravetos esmagados sob pés revelou a Kylie que havia alguém atrás dela. Ficou paralisada, o ar preso nos pulmões, o medo lhe causando um frio na barriga. Será que os anjos da morte a tinham encontrado?
Ela ainda não tinha decidido qual seria seu próximo movimento, quando ouviu:
— Caramba! Isso foi divertido!
Kylie reconheceu a voz cantarolante. Vencendo o pânico, deu meia-volta.
Mal pôde acreditar no que via. Miranda montada nas costas de Della, com as pernas em volta da cintura da vampira.
— Desmonta, anda. Abre os olhos. Encontramos Kylie.
Della se desvencilhou dos tornozelos de Miranda e empurrou-a das suas costas, sem desviar os olhos de Kylie.
— Você está bem? — Della perguntou a Kylie. — Seu coração está disparado. Alguma coisa errada?
Mesmo com o pânico ainda correndo nas veias, Kylie não pôde deixar de sorrir. Elas vieram. A emoção encheu seu peito e formou um nó na sua garganta. Mesmo contra a vontade, as lágrimas umedeceram seus olhos.
— Você deixou que ela subisse nas suas costas? — Kylie perguntou, esperando que não notassem suas lágrimas.
— Ou eu fazia isso ou teria que esperar por ela. É mais lenta do que uma tartaruga de três pernas com uma bengala quebrada.
— Não sou, não! — discordou Miranda.
— É sim! — Della contrariou-a.
Kylie tentou engolir o bolo na garganta.
— O que foi? — Miranda e Della perguntaram ao mesmo tempo, acabando com as esperanças de Kylie de que não tivessem notado sua emoção.
Mas quem disse que ela se importava? Não era a primeira vez que a viam chorar.
— Desculpe a gente por não ter vindo com você — falou Miranda, cutucando Della com o cotovelo. — Você nos desculpa?
— É — continuou Della. — Você está bem, mesmo? Seu coração está batendo rápido. Super-rápido. Numa velocidade sobre-humana.
Kylie piscou novamente. Ela de fato se sentia estranha, mas não era uma sensação ruim.
— Estou bem. Pra dizer a verdade, mais do que bem agora que vocês duas estão aqui. Obrigada. — As palavras vieram com sentimento e mais lágrimas toldaram sua visão.
Della deu de ombros.
— Ah, tudo bem, se eu morrer ou algo assim, volto pra assombrar você.
— Não se preocupe — disse Miranda para Kylie, com um meio sorriso. — Se ela começar a assombrar você, tenho um feitiço que fará com que fique presa no purgatório por pelo menos uns dez anos.
Della fingiu encarar Miranda com uma falsa carranca e depois estendeu o braço e agarrou o cotovelo de Kylie.
— Venha, vamos sair à caça de alguns anjos da morte.
— Posso subir nas suas costas outra vez? — perguntou Miranda, esfregando as mãos.
— Não! E se você contar a alguém que te dei uma carona, quebro suas pernas. Não vou sair por ai levando todo mundo para dar uma voltinha.
— A menos que seja um gato, certo? — perguntou Miranda, com uma risadinha.
— Pare com isso! — retrucou Della, enquanto Miranda ria mais ainda. Kylie olhou para as amigas e percebeu que, pela primeira vez em vários dias, ela ouvia Miranda rindo.
— Adoro vocês, meninas.
— É, nós sabemos — respondeu Miranda, e as três começaram a andar.
O bom humor aos poucos foi diminuindo com as sombras escuras das árvores.
Elas caminhavam sem falar. Um pássaro piou ao longe e o vento sacudiu as folhas. Kylie achava que estavam indo na direção certa, pois Della não abria a boca e já tinha dito a Kylie que era capaz de encontrar a cachoeira só ouvindo o barulho da água.
Enquanto avançavam, contornando e às vezes atravessando a vegetação espessa, Kylie notou que seu passo era tão rápido quanto o de Della. Era Miranda que parecia estar com dificuldade para acompanhá-las.
Elas percorreram uns trezentos metros e Kylie notou que Della olhava para ela de soslaio. Será que também tinha notado sua energia renovada?
— O que foi? — perguntou Kylie.
— Nada — respondeu Della. — É só que... seu coração ainda está muito acelerado e você parece... diferente.
— Diferente? — Kylie perguntou, olhando de Della para Miranda e para Della novamente. — Por que pareço diferente?
Della continuou andando, mas segurou os seios nas mãos.
— Seus peitos.
Kylie olhou para baixo.
— É que você nunca tinha me visto sem sutiã.
Della parou.
— Não é a falta de sutiã. É que eles parecem maiores.
— Não parecem, não. — Kylie parou de andar e envolveu seus seios de tamanho médio com as mãos em concha e uma coisa muito estranha aconteceu. Eles não pareciam os mesmos. Pareciam... pareciam maiores!
— Caramba! — Kylie exclamou.
— Ela tem razão — concordou Miranda, aninhando os próprios seios nas mãos, como se checasse o tamanho deles.
— Ai, meu Deus! — murmurou Kylie, olhando para os seios.
— Ei, se você não gostou, dê um pouco para mim — disse Della, rindo.
Kylie voltou a pensar que tudo estava mudando. Ela só não esperava que isso incluísse seus seios.
— E tem mais — acrescentou Miranda. — Você está mais alta também. Deve ter tido um surto de crescimento da noite para o dia.
— Um surto de crescimento? — Kylie parou com a coluna muito reta, tentando calcular seu tamanho em comparação a Della e Miranda. Ela de fato parecia um pouquinho mais alta. E seus tênis pareciam apertados também. O que estava acontecendo com ela?
— Minha tia Faye costumava dizer toda semana: “Você cresce como mato. Deve estar passando por um surto de crescimento”.
Kylie queria acreditar que tudo aquilo era normal – humanamente normal – um surto de crescimento, mas não acreditava. Seu olhar cruzou com o de Della.
— Você ficou... ficou, tipo, maior do que era, um pouco antes de se transformar?
Della olhou para o próprio peito.
— Eu pareço maior? Bem que eu gostaria...
Kylie olhou novamente para os próprios seios.
— E se não pararem de crescer? E se continuarem ficando maiores?
— Então vai ter uma fila de garotos andando atrás de você... — brincou Miranda. — Ei, você sabe como eles são quando se trata de peitos. Quanto maior, melhor.
— Você sempre pode trocar o seu nome e passar a se chamar Barbie — sugeriu Della, com uma risadinha. — Minha mãe não nos deixava nem brincar de Barbie, porque achava que não era uma imagem saudável. Acho que era porque ela sabia que, por sermos orientais, provavelmente não teríamos bunda nem peitos grandes. E não queria que nos comparássemos com uma imagem de plástico.
— Você tem bunda — comentou Miranda.
— É, graças a Deus. Pelo menos herdei isso da minha mãe. Ela tem uma bunda e tanto. — Della olhou para os próprios seios. — Infelizmente, tenho os peitos do meu pai.
Kylie tentou ser grata à reação descontraída das amigas, mas isso não diminuiu sua preocupação. Tudo bem, ela admitia que às vezes queria ter peitos maiores. Especialmente quando se comparava a Sara, sua melhor amiga da escola, que não telefonava mais para ela e tinha seios que atraiam como um ímã o olhar dos garotos. E, claro, alguns centímetros a mais de altura faziam com que ela parecesse mais magra.
Mas nada disso fazia com que se sentisse melhor. A ideia de que tudo isso era resultado de algum DNA inumano desconhecido que ela tinha em seu corpo a deixava nervosa. Nervosa porque ela não sabia onde aquilo ia parar ou o que aconteceria depois.
Ela teria que acabar usando um sutiã de tamanho extragrande, como a tia-avó de Sara? Deus do céu, a mulher quase sufocava Kylie quando a abraçava nos piqueniques da família da amiga.
Kylie ainda segurava os seios nas mãos quando sentiu um arrepio nos braços e seus lábios ficaram gelados com o ar invernal que inspirou.
Tinham companhia.
De pé na frente dela estava o fantasma. A única diferença é que ela parecia em pior estado do que antes. Estava definhando, de tão magra. Os ossos malares protuberantes davam-lhe uma aparência cadavérica.
— Você precisa fazer alguma coisa. Logo. Precisa fazer alguma coisa. Eles me mataram. Me mataram e vão matá-la também. — Então o fantasma se dobrou sobre si mesmo e vomitou sobre o tênis de Kylie e sobre o lindo tênis de corrida branco de Della.
— Que nojo! — exclamou Kylie dando um pulo para trás e se chocando com Miranda.
— O que foi? — perguntou Della, olhando para baixo, enquanto Miranda se aproximava para ver o que tinha acontecido.
Kylie não conseguiu responder. Ela sabia que não tinham visto o vômito. Sabia que o vômito não estava ali de verdade, que tão logo o fantasma desaparecesse o mesmo aconteceria com a visão, mas ficou meio nauseada e, sendo de verdade ou não, no momento parecia bem real. Para não vomitar também, desviou os olhos do tênis.
— Faça alguma coisa! — o fantasma repetia.
— Ah, merda! — reclamou Della. — Os anjos estão aqui, não estão? — Ela começou a andar em círculos, falando sozinha. — Eu juro, juro que lamento tudo o que fiz.
— Eu também — disse Miranda, com os olhos vasculhando a floresta.
Kylie olhou para o fantasma e, sem querer assustar ainda mais Della ou Miranda, falou com ele mentalmente.
Eu estou tentando fazer alguma coisa. Mas preciso saber de quem você está falando. Preciso de mais informações.
— Me matando! — repetiu o fantasma. Então ela e seu vômito desapareceram em meio ao ar gelado e rarefeito.
Kylie, percebendo que ainda segurava nas mãos os seus seios milagrosamente maiores, deixou os braços caírem dos lados do corpo. Enquanto dava uma última olhada nos peitos, pensou que o tamanho deles não parecia mais tão importante. Ela tinha que ir até a cachoeira e ver se os anjos da morte podiam ajudá-la.
— Vamos nessa! — disse, olhando para Della e Miranda.
— Eu não peguei fogo! — disse Della, com um ar de surpresa. Ela cutucou Kylie com o cotovelo. — Será que isso significa que não fiz nada de ruim nesses dias que antecederam a transformação?
— Talvez. — Kylie não teve coragem de dizer a ela que não eram os anjos da morte, por isso simplesmente recomeçou a andar. Em poucos segundos, ouviu o som hipnótico da queda d’água. Ela não tinha certeza se era real ou um chamado místico, mas continuou andando.
Andaram mais uns cinco minutos em silêncio. Então Miranda colocou uma mecha do cabelo multicolorido atrás da orelha e olhou para Kylie.
— Você acha mesmo que alguém que você ama vai morrer?
— O fantasma parece achar que sim — respondeu Kylie, tentando não parecer tão frustrada.
— E ele não contou quem é?
— De acordo com Holiday, alguns fantasmas têm dificuldade para se comunicar.
— Que saco...
— É. — A responsabilidade esmagadora de salvar uma pessoa causava em Kylie um peso no peito. Se alguém morresse porque ela não tinha sido capaz de decifrar a mensagem, não conseguiria se perdoar.
— Acha mesmo que os anjos da morte podem ajudar você?
Kylie ponderou sobre a pergunta de Miranda.
— Não tenho certeza, mas, sim, por alguma razão acredito que podem.
— Você não tem mesmo medo deles? — perguntou Della.
— Claro que tenho — respondeu Kylie, mas quando viu o medo estampado nos olhos de Della, pensou melhor. — Mas não acho que sejam malignos.
— Você acha... — balbuciou Miranda — que posso pedir a eles que... Perry me perdoe?
— Ah, pelo amor de Deus! — exclamou Della. — Perry só precisa criar vergonha na cara. Você não precisa do perdão dele.
— Não é verdade — discordou Miranda. — Eu também ficaria furiosa se ele beijasse outra garota.
— Furiosa, sim. Mas humilhá-lo por causa disso é ridículo. Quer dizer, não é como se você tivesse dado uns amassos no Kevin ou dormido com ele. Ele só beijou você... grande coisa!
A mente de Kylie deu um salto e começou a pensar em beijos. Tanto nos de Derek quanto nos de Lucas. Para ela tinha sido uma grande coisa! Pare de pensar nisso, disse a si mesma. Mas mesmo tentando tirar da cabeça todos os seus pensamentos sobre beijos, ela se lembrou da carta que tinha no bolso. A carta de Lucas.
Uma coisa por vez. Primeiro salvar a vida de uma pessoa, depois se preocupar com garotos. E peitos que cresciam num passe de mágica. E o fato de ela ainda não saber que tipo de DNA corria em suas veias não humanas.
— Se for para pedir favores — acrescentou Della —, peça que possam me livrar do tormento de ter de ir pra casa nos finais de semana dos pais. Eles vão ficar vigiando cada passo que eu der, tentando descobrir provas de que estou consumindo drogas. Provavelmente vou ter que mijar num copo a cada duas horas para que possam saber se estou me drogando. Juro, se eu fizer um movimento em falso, eles me tiram do acampamento e me internam numa clínica de reabilitação daquelas frequentadas por artistas.
— Eu só quero que Perry me dê outra chance. Eu... — Miranda continuou falando, mas Kylie não a ouviu mais. Della ficou quieta, como se estivesse ocupada demais pensando em como seria o fim de semana com os pais.
Kylie detestava ver as duas amigas deprimidas, mas no momento não podia se preocupar com os problemas delas, não se a vida de uma delas podia estar em risco.
— Eu não vou pedir favor nenhum. Só preciso saber se podem ajudar o fantasma a se comunicar melhor comigo. Tenho que descobrir de quem ele está falando.
Miranda apressou o passo, se esforçando para acompanhar as amigas.
— Você realmente acredita que o aviso do fantasma pode envolver uma de nós?
— Não sei. — As palavras do fantasma se repetiam na cabeça de Kylie.
“Você precisa fazer alguma coisa. Logo. Você tem que fazer alguma coisa. Eles me mataram. Me mataram e vão matá-la também.” Foi só então que Kylie reparou que o fantasma tinha se referido a uma mulher. A esperança de que logo pudesse descobrir mais cresceu em seu peito, enquanto ela avançava na direção da cachoeira.
— Este lugar é mesmo de arrepiar! — Della exclamou no momento em que entrou na clareira e teve o primeiro vislumbre da cachoeira.
— Concordo — disse Miranda, dando um passo para trás. — Não acho que devíamos estar aqui. Sinto isso.
Kylie continuou avançando, o olhar observando a paisagem, tentando absorver tudo o que via. O lugar era... lindo. Não, mais do que lindo. Era pitoresco. Parecia uma fotografia trabalhada no Photoshop, como se alguém tivesse passado horas acrescentando detalhes. Todos aqueles detalhezinhos juntos criavam uma certa atmosfera. A essência emocional do lugar parecia tão viva quanto as árvores. Quando Kylie sorveu o ar fragrante, levou um minuto para definir o que estava sentindo. Mas finalmente conseguiu. O lugar tinha um perfume de reverência – como um templo ou igreja antigos.
Talvez fosse a maneira como o sol se infiltrava por entre as árvores, como se os seus raios partissem de holofotes no céu. Talvez fosse o modo como a cascata borrifava minúsculas gotas d’água, que dançavam no ar e ficavam prateadas sob os raios de luz. Ou como a vegetação verdejante brilhava com todas as gotinhas de orvalho. Ou talvez fosse o barulho. O som da água corrente encheu os ouvidos de Kylie até ela sentir a mesma vibração em seu sangue. Ou talvez fosse o modo como a umidade no ar fazia cócegas na garganta e enchia seu peito de emoção. Não uma emoção ruim. Era mais... aceitação.
— Ok, falamos que viríamos aqui com você. Viemos. Agora vamos embora — disse Miranda, recuando um passo.
— Ainda não — respondeu Kylie, sem conseguir tirar os olhos da cachoeira que formava uma queda d’água de quase cinquenta metros. Então, sem pensar, como se estivesse enfeitiçada, ela entrou no riacho. Simplesmente entrou, sem nem pensar em parar e tirar o tênis ou enrolar a barra da calça.
— Ei, não vou entrar com você! — Della gritou. — Sério, precisamos voltar para tomar café. Estamos indo, tá?
— Esperem por mim. Me deem só alguns minutos. — Kylie não olhou para trás. Seu tênis e seu jeans absorveram como uma esponja as águas. Ela deu mais um passo para dentro do riacho e depois mais outro.
— Tem certeza de que devia estar aí dentro? — A voz de Miranda estava tensa de preocupação. — Vem, Kylie. Vamos embora, por favor?
— Se você entrar aí, pode não conseguir sair — avisou Della.
Kylie não respondeu, não quando ela podia jurar ter visto alguém ou alguma coisa atrás da cortina de água brilhante. A figura se moveu outra vez.
Definitivamente havia alguém ali. Ela só esperava que fosse alguém que tivesse respostas. E não alguém pronto para fazê-la entrar em combustão instantânea pelos seus erros do passado. Mas só para ter certeza, ao dar o próximo passo, ela fez uma oração silenciosa pedindo perdão por tudo o que já tinha feito de ruim.
As gotinhas de água respingavam em seu rosto à medida que ela chegava mais perto da cachoeira. Ao dar o passo final, o jato d’água da cachoeira bateu em sua cabeça e em seus ombros.
Atravessando o véu de água, ela se viu em meio à escuridão de uma caverna. Passou as mãos no rosto, esperando que seus olhos se ajustassem à penumbra. Estava arrepiada, não do mesmo jeito que ficava quando via os fantasmas; não, era um arrepio de medo. Ela ficou completamente imóvel e esperou que, com a volta da visão, viesse também um pouquinho de coragem.
O som da cachoeira ecoava e encobria qualquer ruído do mundo externo. Quando ela piscou, a escuridão de repente não lhe pareceu mais tão densa. Ela percebeu que estava de fato numa caverna. Só quando seus olhos começaram a divisar formas, viu alguém atrás de uma parede de pedra.
— Olá? — Sua voz era abafada pelo estrondo da cachoeira. Ao perceber que ninguém respondia, ela continuou. — Sei que tem alguém aí.
— Então acho que só me resta sair — disse uma voz atrás da rocha.
Kylie precisou de alguns segundos para reconhecer a voz, e ela de fato reconheceu, só não pôde acreditar em seus olhos quando o viu aparecer diante dela.

7 comentários:

  1. Quando ela bebeu sangue ela gostou q nem uma vampira
    E quando ela meio q brigou com os metamorfos ela muda
    Será q ela é um pouco de cada?

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  2. Respostas
    1. nem tinha pensado nisso mas agora q falou!!

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  3. Ela está mais para uma espécie de camaleão.

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  4. mano peitos maiores kkkkk e ela preocupada... será o Lucas nessa cachoeira 😘😎
    Ass:Mary Galem

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