30 de setembro de 2016

Capítulo 5

Della farejou o ar.
— Não é um vampiro. É um lobo. Está nos seguindo faz um tempo. Eu senti seu cheiro uns minutinhos atrás e achei que ele estava só passando. Mas estava enganada. — Ela apontou para o bosque.
— O que um lobo pode estar fazendo tão perto do acampamento? — Miranda perguntou.
De repente, Kylie se lembrou do lobo que tinha visto naquela mesma noite. Derek não tinha dado muita importância, por isso Kylie nem tinha mais pensado no assunto.
— Vocês querem me ver chutando o traseiro de um lobo? — Os olhos de Della brilharam, como se a ideia lhe agradasse muito.
Kylie se lembrou do lobo e da sua postura submissa. E não parecia ameaçador.
— Não, não quero ver você chutando o traseiro de um lobo. — Ela agarrou Della pelo cotovelo.
— Por que não? — perguntou a amiga. — Não é um lobisomem. É só um animal.
— Sim, um animal de carne e osso. Ele não está nos fazendo nenhum mal — contestou Kylie. — Então por que vai machucá-lo?
— Ele está nos seguindo. E isso me dá arrepios — Della respondeu.
Miranda se encolheu toda.
— Detesto dizer, mas concordo com Della. Dá arrepios.
Kylie olhou o bosque atentamente e, entre as árvores, viu o par de olhos dourados fixo nela. Um calafrio percorreu sua espinha. Talvez ele provocasse mesmo arrepios, mas não estava machucando ninguém. Então Kylie se perguntou se a presença do lobo não seria um tipo de mensagem, ou uma peça de um quebra-cabeça. Ou, como Derek dissera, era só um animal híbrido querendo companhia?
— Caramba! Aquilo são olhos? — Miranda apontou para o bosque.
— São. Não gosto nem um pouco disso. Estou mesmo com vontade de dar um chute no traseiro desse lobo.
Percebendo que Della estava falando sério, Kylie pegou uma pedrinha no chão e atirou na direção do lobo.
— Vá embora! — ela gritou.
O farfalhar de arbustos cortou o silêncio quando o animal fugiu. Kylie para Miranda e Della.
— Pronto, ele já foi. Felizes agora?
O som dos insetos começou novamente.
— Não muito — respondeu Della. — Seria mais divertido do meu jeito. Eu poderia ter feito esse lobo de petisco.
— Não acredito que teria matado aquele animal — insistiu Kylie.
— Só um pouquinho... — disse Della com uma risadinha.
Kylie revirou os olhos e esperou que Della só estivesse brincando.
— Será que ele foi embora mesmo? — perguntou Miranda, olhando as árvores que margeavam o bosque.
— Foi — respondeu Della, e elas recomeçaram a andar. Mas Kylie não ia evitar olhar para trás e se perguntar o que, afinal, aquele lobo estava fazendo ali. Então um pensamento lhe ocorreu e ela sentiu o coração saltar na boca. Será que Lucas estava tentando lhe enviar uma mensagem?
— Voltando ao meu problema... — disse Miranda quando se aproximavam da cabana. — O que vou fazer com Kevin?
— Muito simples — disse Della, subindo os degraus da varanda. Ela se virou para trás e olhou para Miranda. — Você precisa fazer uma escolha. — Ela estendeu a palma da mão direita. — Você quer Kevin? — Então estendeu a palma esquerda. — Ou quer Perry? Não é tão difícil assim. Kevin? — ela levantou a mão direita. — Ou Perry? — então levantou a mão esquerda.
— E se eu escolher Perry e ele nunca me escolher? Nunca tomar a iniciativa? Nunca nem me beijar? E se eu acabar virando a última bruxa virgem da face da Terra?
— Então você vai saber que fez a escolha errada — respondeu Della, dando de ombros.
— Isso não ajudou muito — disse Miranda olhando para Kylie. — O que você acha?
— Eu acho... — Kylie se lembrou dela beijando Derek aquela noite, querendo que as coisas fossem diferentes, mas sentindo como se alguma coisa a impedisse de dar um passo à frente. Depois se lembrou de como se sentia dividida entre Derek e Lucas. — Acho que você não devia me pedir conselhos sobre relacionamentos. Não sou a pessoa mais indicada. — Kylie acelerou o passo e entrou na cabana.
Trinta minutos depois, Kylie estava na cama, aconchegada ao seu gatinho, o mesmo que Lucas tinha dado a ela. Do lado de fora do quarto, ela ouviu Miranda e Della conversando com Holiday. Quando a líder do acampamento bateu na porta da cabana, Kylie cobriu o rosto com o cobertor e fechou os olhos. Sentiu o gatinho subir em cima dela e golpear o cobertor com a pata. Não que não quisesse conversar com Holiday. Ela só estava em dúvida se aquela conversa ia adiantar alguma coisa.
Quantas vezes teria que ouvir Holiday dizendo: “Eu não sei, Kylie, isso é algo que você tem que descobrir sozinha”? Por que achou que essa conversa seria diferente? Isso não seria um sinal de loucura? Fazer sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente?
— Kylie? — A voz de Holiday atravessou o cobertor quando ela bateu de leve na porta do quarto.
Ainda com a cabeça coberta, Kylie gritou:
— Pode entrar.
Kylie ouviu a porta do seu minúsculo quarto se abrindo, ouviu-a se fechando e Holiday se aproximar da cama.
— Não parece muito entusiasmada em me ver — disse a líder do acampamento.
— Quer que eu finja? — Kylie tirou o cobertor da cabeça e se sentou. Socks aconchegou-se ao lado dela.
Holiday sorriu e se sentou aos pés da cama de Kylie.
— Eu sei que não é fácil.
— Você não sabe nem a metade... — Kylie abraçou os joelhos e observou Socks se aproximar de Holiday e esfregar a cabeça no braço dela. — Eu tinha um plano para descobrir tudo. Só precisava passar um tempo com Daniel para que ele me contasse o que ele era, e então eu saberia o que sou. Ele finalmente apareceu esta noite, mas não tinha nenhuma resposta. — Kylie sentiu um nó na garganta.
Holiday parecia genuinamente intrigada.
— Como ele pode não ter nenhuma resposta?
— Porque foi adotado. Só percebeu que não era humano aos 18 anos. E nem sei por onde começar a procurar respostas agora.
— Você vai descobrir — Holiday disse, acariciando Socks da cabeça ao rabo. — Acredito nisso de todo o coração.
Os olhos de Kylie começaram a arder, o que basicamente significava que as lágrimas estavam a caminho.
— O fato de gostar de sangue faz de mim uma vampira?
Holiday hesitou.
— Espere — disse Kylie. — Deixe-me adivinhar. Você não sabe, né? E depois vai me dizer que isso provavelmente é algo que eu preciso descobrir sozinha. — Kylie secou as primeiras lágrimas dos olhos.
Holiday deixou escapar um longo suspiro, depois estendeu a mão e pegou a de Kylie.
— Você em parte está certa. Eu de fato não sei se você é uma vampira. Mas acho que posso dizer com certeza que gostar de sangue não faz de você uma vampira. Eu conheço humanos que adoram beber sangue e isso não significa que sejam vampiros. Mesmo que alguns deles sejam uns esquisitos e achem realmente que são vampiros.
— Então essa coisa toda de gostar de sangue pode não significar nada? — disse Kylie, tirando a mão da de Holiday.
— É, pode não significar nada. — O tom de Holiday deixava uma dúvida no ar.
— Mas você não acredita nisso.
— Acho que provavelmente significa algo. Só não sei se significa que você é vampira.
— Mas o que mais pode significar?
Holiday olhou para Kylie com um brilho de compreensão nos olhos verdes.
— Eu não sei. Mas... de fato acredito que, se continuar procurando, as respostas que realmente precisa serão respondidas.
— Que realmente preciso? — perguntou Kylie, repetindo as palavras de Holiday. — Como se eu não precisasse de todas as respostas.
Holiday arqueou a sobrancelha direita.
— Nunca descobrimos tudo, Kylie. Algumas coisas sempre serão um mistério.
— Talvez algumas coisas — disse Kylie. — Mas não isto. Não o que sou. Eu sinto que tudo na minha vida vai continuar em compasso de espera enquanto eu não encontrar essa resposta.
— Então continue procurando — disse Holiday.
Kylie descansou a cabeça nos joelhos e soltou um gemido.
— Viu só? Eu sabia que você ia dizer isso — resmungou Kylie.
Socks veio correndo como se só quisesse saber como ela estava. Holiday pôs a mão na cabeça de Kylie.
— Quando uma porta se fecha, outra se abre.
Kylie levantou novamente a cabeça.
— E se não houver outra porta?
— Então você tenta a janela.
— E se não houver uma janela? — Kylie perguntou.
— Então você pega uma marreta e abre uma janela. Ninguém disse que a vida é fácil. De modo geral, quanto mais difícil é uma coisa, mais gratificantes são os resultados.
— Mas e se eu não conseguir? — ela perguntou. — E se alguém for apunhalado até a morte porque não fui esperta o suficiente para encontrar as respostas certas? Eu segui o que você disse e fiz perguntas específicas e tudo o que o fantasma fez foi repetir o aviso. Ela só continua dizendo, “Isso vai acontecer a outra pessoa” se eu não impedir. Ela não me diz quem, quando ou onde. Como espera que eu encontre essas respostas?
— Como você sabe que alguém será esfaqueado? — Holiday perguntou.
— Porque ela está sangrando muito e parece que sua roupa foi cortada em tiras. As balas de revólver são redondas.
—Você já viu uma bala de revólver? — perguntou Holiday.
— Na TV.
Holiday deu um sorriso.
— Tudo bem, entendo por que acha que foi esfaqueada, e ela pode estar querendo dizer isso mesmo, mas lembre-se da primeira vez em que Daniel apareceu; você achou que ele estava sendo acusado injustamente por um crime de guerra.
Kylie afundou a cabeça no travesseiro.
— Acho isso um saco!
— Isso o quê? — perguntou Holiday. — Comunicar-se com espíritos? Eu já disse, eles são os únicos que requerem um curso de aperfeiçoamento para aprendermos a interpretar suas mensagens.
— Não só os espíritos — Kylie disse. — Tudo. Eu acho um saco não ser humana.
— Não é verdade — Holiday deu um soquinho no braço de Kylie. — Você está se dando muito melhor do que imagina.
Kylie encarou a líder do acampamento.
— Por acaso isso foi um elogio?
Holiday soltou uma risada.
— Sim, foi. — Ela fez uma pausa. — Ei, se isso faz com que se sinta melhor, saiba que às vezes eu também fico com o saco cheio de tudo.
Kylie olhou para Holiday e viu um leve arrependimento no fundo dos olhos dela.
— Algumas dessas coisas incluem Burnett?
— Esse é um assunto que eu prefiro não discutir no momento.
Holiday deu um profundo suspiro que revelava frustração e Kylie teve a impressão de que tinha a ver com Burnett. Ela se lembrou de que tinha dito a Miranda que ela não deveria lhe perguntar nada sobre relacionamentos, por alguma razão Kylie não conseguiu deixar de tocar no assunto.
— Della estava certa esta noite quando disse que você parece se preocupar com ele.
Holiday enrolou o rabo de cavalo e o transformou num coque firme.
— Eu me preocupo com a paz mundial. Me preocupo com a falta de honestidade dos políticos de hoje. Me preocupo com todas as criaturas inocentes que são atropeladas na estrada a apenas três quilômetros do acampamento. A verdade é que me preocupo com um monte de coisas e a minha preocupação não muda nada, especialmente o relacionamento entre mim e um vampiro teimoso, egoísta e machista.
— Você se sente atraída por ele — Kylie disse. — E não tente negar. Você já até admitiu isso uma vez.
— Tudo bem, não vou negar. Ele tem a favor dele aquele corpo musculoso e seu magnetismo de vampiro. Mas quando eu era pequena, tive uma paixonite pelo Garibaldo. Também não deu em nada.
— Pelo Garibaldo da Vila Sésamo? Jura? — Kylie perguntou. — Comigo foi com o Come-Come.
As duas riram e então Kylie acrescentou, num tom sério:
— Daria certo se você quisesse de verdade.
— Eu não tenho tanta paciência.
— Humm — continuou Kylie. — Uma pessoa muito esperta uma vez me disse que, quanto mais difícil uma coisa, mais gratificantes são os resultados.
Holiday estudou Kylie.
— Você já não tem problemas suficientes em que pensar para querer resolver os meus também?
— Todo mundo parece ter problemas mais fáceis de resolver do que eu — disse Kylie, sorrindo.
— Já ouviu dizer que a grama sempre parece mais verde do outro lado da cerca? Bem, acontece o mesmo com os problemas. Todos nós temos nossas dificuldades para superar. Então por que você não resolve os seus problemas e me deixa resolver os meus? — Holiday colocou uma mecha do cabelo de Kylie atrás da orelha. — Mas obrigada por se importar
Holiday sorriu e Kylie mais uma vez sentiu a ligação entre as duas ficar ainda mais forte. Kylie sempre quis saber como seria ter uma irmã mais velha. Ela não podia deixar de pensar que isso era o mais perto que ela já chegara desse tipo de relacionamento.
Holiday estudou a expressão de Kylie e suas sobrancelhas se arquearam. Kylie sabia que Holiday a estava testando para ver se ela tinha aberto as portas da sua mente. No primeiro dia do acampamento, ela tinha descoberto que os sobrenaturais eram capazes de ler padrões cerebrais. Eles também conseguiam fazer com que outros sobrenaturais lessem esses padrões mais profundamente e tivessem um vislumbre de quem ou o que eram.
Mas não Kylie, é claro. O único padrão cerebral que ela tinha sido capaz de ler fora o do espírito do seu pai biológico. E, embora outros sobrenaturais pudessem ver os padrões de Kylie, ela ainda não tinha aprendido a se abrir e deixar que qualquer um tivesse esse vislumbre mais profundo.
— Você está fazendo os exercícios mentais que lhe passei? — Holiday perguntou.
— Estou — Kylie disse, e viu a líder do acampamento franzir ainda mais a testa.
Pelo menos durante trinta minutos por dia, Kylie tinha que meditar. Mas por enquanto aquilo não tinha ajudado em nada ou, se tinha, ninguém havia lhe contado.
— Não mudou nada, né? — Kylie perguntou, sem querer mais ser o patinho feio.
— Não. Você ainda é fechada como um tambor. Já conseguiu ler alguém?
— Não. Talvez eu seja uma sobrenatural retardada.
Holiday revirou os olhos.
— Acho que é justamente o contrário. Aposto que o seu cérebro está bloqueando seus poderes enquanto não a sente capaz e madura o suficiente para lidar com eles.
— Está me chamando de imatura? — Kylie fez a pergunta e em seguida mordeu a língua.
— Não digo imatura — Holiday disse, rindo. — Acho que você é mais esperta do que muitas garotas da sua idade. — Sua expressão ficou séria novamente. — Mas isso não significa que ainda não tenha muito o que aprender.
Holiday se levantou.
— Acha que consegue dormir agora?
— Talvez — disse Kylie, mas no fundo duvidava muito.
Holiday foi até a porta e depois se voltou.
— Ah, e quanto ao problema com o fantasma, se o espírito dessa mulher lhe der nenhuma pista da próxima vez que aparecer, diga a ela que vai se fechar para ela até que resolva oferecer algo mais concreto. Então realmente faça isso. Se ela não lhe oferecer nada de diferente, saia da sintonia dela. Nada aborrece mais um fantasma do que ser ignorado. Isso geralmente faz com que procurem outra abordagem.
— Como eu saio de sintonia? — Kylie perguntou.
— Concentre-se em outra coisa. Tem que ser algo em que você queira pensar. — Holiday arqueou uma sobrancelha como se tivesse acabado de se lembrar de algo. — Como dar uns beijos em Derek.
Kylie viu algo nos olhos de Holiday e logo percebeu:
— Burnett te contou.
Holiday concordou com a cabeça.
— E eu não pretendo me envolver nessa história, só me prometa que não vai fazer nada de que vá se arrepender depois.
— Não aconteceu nada — disse Kylie.
— Desta vez... — disse Holiday, dando outro dos seus longos suspiros.
Kylie sentou-se um pouco mais ereta na cama.
— Derek nunca vai me pressionar a fazer... nada.
O queixo de Holiday se abaixou um pouco e ela encarou Kylie com um olhar de surpresa.
— Mas não é com Derek que estou preocupada, Kylie.
Kylie olhou para as próprias mãos, sentindo-se exposta. Como Holiday sabia o quanto Kylie estava perto de se entregar? Então ela se lembrou de que Holiday era como Derek – ela podia ler as emoções das pessoas. Obviamente, só o fato de estar perto dele já era suficiente para que seu corpo todo vibrasse de excitação. Ai, Deus, era como se ela andasse por aí com uma placa pendurada no pescoço dizendo ESTOU COM TESÃO. Aquilo não era simplesmente o máximo?
— Kylie... não há por que ficar constrangida. E não estou pedindo para que não faça... O que estou pedindo é que, quando tomar essa decisão, que a tome racionalmente e não porque simplesmente aconteceu. Entende a diferença?
Kylie assentiu.
— Ótimo — disse Holiday, abrindo a porta.
Mesmo depois que a porta já estava fechada, Kylie sentiu um turbilhão de emoções crescer dentro dela – embaraço, incerteza e um toque de ressentimento. Ela não queria que Holiday ou outra pessoa qualquer conhecesse seus desejos e sentimentos mais profundos.
Então se lembrou do carinho de irmã que tinha descoberto em Holiday, algo que Kylie valorizava muito. Supôs que qualquer bom relacionamento também tivesse suas desvantagens. Que uma irmã mais velha, mesmo que fosse totalmente humana, se sentiria no dever de conversar sobre sexo com ela.
Quando Kylie encostou a cabeça no travesseiro, lembrou-se de como tinha se sentido ao beijar Derek e se perguntou se um dia conseguiria tomar uma decisão racional com relação a ele. Especialmente com a capacidade que ele tinha de controlar suas emoções.
Socks subiu novamente na cama e Kylie foi pega desprevenida quando seus pensamentos passaram dos beijos de Derek para o beijo de Lucas.
Mas que droga! Ela apertou tanto o travesseiro que, se fosse vivo, ela o teria matado. Socks deu um miado fraco e voltou para os pés da cama. Kylie gemeu, com a boca enterrada no recheio de espuma do travesseiro. Sabia que teria de fazer muito esforço para dormir, e agora as coisas tinham com toda a história de Derek versus Lucas em que pensar...

5 comentários:

  1. Quero o Socks pra mim!!!!!!

    ResponderExcluir
  2. LUCAS com certeza em prefiro lucas #teamlucas

    ResponderExcluir
  3. Ai, Deus, era como se ela andasse por aí com uma placa pendurada no pescoço dizendo ESTOU COM TESÃO. Aquilo não era simplesmente o máximo?


    SKAOONBHFDSASEFB #MORRI

    ResponderExcluir
  4. jente e esse lobo que fica seguindo ela, estranho isso hem, lendo sobre o socks deu até vontade de ter um gatinho😋😋 #teamLucas
    ass: mary fae

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!