24 de setembro de 2016

Capítulo 42

Kylie viu a mãe vacilar. Não olhou para a filha, como que tentando decidir qual mentira contaria.
— A verdade, mamãe — insistiu Kylie. — Preciso saber a verdade.
A mãe finalmente olhou para ela.
— Seu... Seu pai te contou?
Que pai?, pensou Kylie, mas não disse nada. Sabia a qual deles a mãe se referia.
Sentiu-se aliviada, o pai tinha conhecimento do fato. Kylie não queria acreditar que a mãe tivesse mentido para ele durante todos aqueles anos. Mas então o alívio desapareceu e ela se perguntou se o divórcio teria algo a ver com aquilo. Teria ele descoberto que não era o pai biológico de Kylie? Seu coração se apertou à ideia de ser a responsável pelo divórcio.
— Não, mãe, eu juro. Ele não me contou nada. Foi apenas um... Pressentimento — isso era verdade. Kylie não tinha provas nem chegara a perguntar nada ao fantasma. Mas a estranha sensação de conhecer Daniel agora fazia sentido. Ele se parecia muito com a garota que ela via no espelho todas as manhãs, quando escovava os dentes: os mesmos olhos azuis, o mesmo cabelo loiro, a mesma estrutura óssea. Até o andar dos dois era muito parecido. E havia também o padrão mental dele. Kylie podia lê-lo em seu próprio cérebro e lembrou-se de que Helen o descrevera. Eram coisas, porém, que no momento não poderia contar à mãe. — Além disso, não me pareço em nada com o papai — preferiu dizer.
Lágrimas corriam pelas faces da mãe.
— Ah, minha filha, sinto muito. Sinto muito mesmo.
— O que aconteceu? — indagou Kylie. — Por favor, me diga que o divórcio não tem nada a ver com isso.
— Não tem — a mãe enxugou as lágrimas e prosseguiu: — Conheci Daniel Brighten na academia de ginástica. Ele trabalhava lá. Era... Nem sei como explicar, mas digamos que era... Charmoso. Quase mágico. Foi amor à primeira vista.
Seus olhos fitaram o nada, como se ela se perdesse nas recordações.
— Ele me convidou para sair. No primeiro encontro, me contou que dentro de três semanas iria para a Guerra do Golfo. Três semanas era tudo o que tínhamos. Sei que isso parece errado e eu a trancaria no quarto se você fizesse a mesma coisa, mas... Já no primeiro encontro, eu sabia que ele era o homem certo. No terceiro, eu... Não havia nada que eu não fizesse por ele, éramos inseparáveis. Quando foi para a guerra, Daniel me garantiu que, na volta, se casaria comigo. Que me apresentaria aos seus pais. Eles moravam em Dallas e, por isso, nunca os conheci — a mãe respirou fundo. — Duas semanas depois de sua partida, descobri que estava grávida. Contei a ele na minha carta seguinte — mordeu o lábio e mais lágrimas lhe correram pelas faces. — Ele deixou de escrever. Pensei... A princípio pensei que era porque não queria a criança — respirou fundo e enxugou o rosto. — Duas semanas depois, li no jornal que Daniel tinha morrido. Nem sei se ele chegou a receber minha carta.
Kylie sentiu um aperto no coração e se lembrou de Daniel tirando o envelope do bolso para levá-lo aos lábios. Seus olhos se encheram de lágrimas e só com muito esforço conteve a vontade de contar à mãe sobre os sonhos, sobre as visitas de Daniel.
A mãe abraçou os joelhos, como se sentisse frio. Kylie sabia que ele estava ali. Estava ao lado de sua mãe, olhando-a com tanto amor nos olhos que as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Kylie.
— Eu só tinha... 18 anos — gemeu a mãe. — Minha mãe teria entendido, mas meu pai era... Talvez até matasse Daniel. Eu e seu pai... Quero dizer, seu padrasto, tínhamos saído algumas vezes na época do colégio. Ele sempre dizia que me amava... — ergueu a cabeça e continuou: — Me telefonou logo depois desses acontecimentos. Eu lhe disse que não era uma boa hora. Mas ele não aceitava um “não” facilmente. Apareceu não escritório e saímos para um café. Contei tudo a ele, não sei bem por quê. Mas precisava de um amigo.
Virou-se para Kylie:
— Ele fez o que a maior parte dos homens não faria. Ajoelhou-se e propôs que nos casássemos o mais rápido possível.
Kylie ficou imaginando o quanto ele devia gostar de sua mãe para lhe fazer essa proposta. Mas o que tinha acontecido com aquele homem? Como poderia ser o mesmo que...
A mãe prosseguiu:
— Só exigiu uma coisa, uma promessa de minha parte: ninguém jamais deveria saber que você não era filha dele — comprimiu de novo os lábios com as mãos. — Seu pai verdadeiro tinha morrido. Eu estava desesperada. Nunca... Nunca pensei que seria tão difícil manter aquela promessa — Kylie segurou a mão dela. — No dia em que você nasceu, foi como se eu visse seu pai de novo. Eram tão parecidos!
Eu sei, pensou Kylie, apertando a mão da mãe. Em seguida, olhou para Daniel Brighten.
— Tenho certeza de que, se ele estivesse vivo, teria te amado muito.
Kylie cerrou os olhos e, dessa vez, as palavras fluíram livremente:
— Acho que ele me ama. E te ama também.
Então sua mãe a envolveu num forte abraço. Não foi rápido, nem estranho. Foi a coisa certa. Continuaram junto ao riacho por mais duas horas. Falando sobre tudo. A mãe contou, em detalhes, seu romance ardente com Daniel. Falaram até da avó.
— No dia do enterro — disse a mãe —, tive de me controlar para não pegar um lenço e tirar aquele batom vermelho horrível que passaram na boca dela.
Kylie riu.
— Aposto que minha avó teria gostado muito disso — nesse momento, sentiu outra brisa passar por ela. Era fria. Mas não fria como a de Daniel. Teve certeza de que sua avó estava por perto. — Ela era especial — murmurou Kylie.
Pouco depois, retomaram o caminho de volta pelo meio do bosque. Seus ombros se tocavam enquanto seguiam em frente. A mãe segurou a mão de Kylie.
— Seu pai — disse ela —, o homem que a criou, gosta de você. E você gosta muito dele, eu sei.
— Tenho o direito de estar com raiva — murmurou Kylie.
— É claro. Eu também estou com raiva dele. Com raiva não, com ódio. No entanto, não acredito que ele a amaria mais se você fosse sua filha legítima. Esta é apenas... Uma crise da meia-idade — deteve o passo. — Ou então, algo que eu não gostaria de admitir.
— O quê?
— Ele me amava, Kylie. No começo, seu pai me amava muito. E eu... Nunca o amei como a Daniel. Jamais lhe disse isso, mas ele sabia. E com o passar do tempo... Que Deus me perdoe, comecei a me recriminar pela promessa que tinha feito. Sempre que olhava para você, via seu verdadeiro pai e sentia que estava mentindo para minha filha. Mentindo para mim mesma. O casamento ia de mal a pior. Nosso relacionamento se deteriorava — agitou a mão, desalentada. — Era fácil acusá-lo, mas, honestamente, eu também tinha culpa. Foi um erro fazer aquela promessa — puxou os cabelos de Kylie para trás, delicadamente. — Ele se mostrou um bom pai. E, por quase todos estes dezesseis anos, um bom marido. Merecia uma esposa que correspondesse ao seu amor. Isso ele nunca teve. Até quando iria suportar essa situação? Talvez, depois de tanto tempo, não tenha conseguido mais lidar com isso.
Kylie reconheceu que a mãe dissera muitas coisas certas. Coisas que ela deveria levar em consideração quando reavaliasse seu relacionamento com o pai.
— Ele poderia ter apenas pedido o divórcio. Não precisava sair por aí com uma garota quase da minha idade.
— Não estou dizendo que ele agiu da forma correta. Ou que é perfeito. Mas ele te ama, querida. Mesmo sem ter essa obrigação.
Antes de partir, a mãe fez Kylie prometer que ligaria assim que pudesse para o pai. Promessa é dívida. Kylie pretendia cumpri-la, mas não hoje. Talvez nem mesmo amanhã.
— Por que os romances têm que ser tão complicados? — desabafou Kylie ao entrar na cabana de Holiday, já tarde da noite.
Havia permanecido em seu quarto desde que a mãe tinha ido embora, pensando no pai, na mãe e em Daniel, comparando a situação deles com o que sentia por Lucas e Derek. Não era a mesma coisa; mas, até certo ponto, talvez fosse.
Holiday ergueu os olhos do papel que tinha sobre a mesa. Se sua expressão dizia alguma coisa, ela estava no mesmo estado de espírito de Kylie. Confusa e magoada. Sem dúvida, tinha se desentendido de novo com Burnett.
— Boa pergunta — comentou Holiday. — Pessoalmente, acho que os deuses só querem, com isso, nos aborrecer.
Kylie se sentou diante da escrivaninha. Recostando-se, Holiday a examinou.
— Você esteve quieta o dia todo. O encontro com sua mãe foi bom?
Kylie decidiu se abrir.
— Daniel Brighten, o fantasma, é meu verdadeiro pai.
Holiday concordou com um aceno de cabeça. Não era aquela a reação que Kylie esperava. Kylie sentiu um nó na garganta.
— Se me disser que sabia disso o tempo todo, vou ficar muito brava com você.
— Eu não sabia — Holiday levantou a mão. — Suspeitava. É um pouco diferente.
— Deveria ter me contado.
— Não é assim que funciona.
— Bem, o jeito que funciona não me agrada — retrucou Kylie.
Holiday suspirou.
— Às vezes, nem a mim.
Calaram-se. Música vinda do refeitório enchia a sala. Estava acontecendo uma festinha ali para comemorar a notícia de que o acampamento não seria fechado e de que se transformaria num internato. Para muitos dos campistas, aquilo era um alívio.
— E de resto está tudo bem? — indagou Holiday.
— Está — respondeu Kylie. Mas logo concluiu que, se não pusesse tudo para fora de uma vez, explodiria. — Não, não está. Gosto de dois garotos. Um foi embora, de modo que, por esse lado, as coisas deveriam ficar mais fáceis, não é? Especialmente porque, no momento, ele deve estar bem longe, fazendo sexo animal com uma loba. Mas não: a história de minha mãe, meu pai e Daniel... Ensinou-me que não é justo gostar de duas pessoas ao mesmo tempo — e Kylie se interrompeu para poder respirar.
— É uma situação difícil — concordou Holiday.
— Ah, e eu ainda não acabei. Como se tudo isso não bastasse, o outro garoto de quem gosto tem o dom de brincar com minhas emoções. Quando estou com ele, sinto que aquilo é bom demais para ser verdade. Então me pergunto se é real. Talvez ele esteja apenas usando suas habilidades para me induzir a pensar que gosto dele.
Holiday franziu a testa.
— Não creio que Derek faça isso.
Kylie sabia que Holiday tinha adivinhado a que ela estava se referindo, mas ouvir seu nome fez seu peito ficar oprimido.
— Além de tudo — prosseguiu Holiday —, Derek é um homem. A lógica dos homens é diferente da nossa.
— Então você concorda; ele pode estar fazendo isso, não é mesmo? — pressionou Kylie.
Holiday parecia insegura.
— Pode, mas... Não acredito que seja do tipo que faça.
— Eu também não. No entanto... — Kylie fechou os olhos. — Me sinto extremamente confusa.
Holiday suspirou de novo.
— Gostaria de poder te dizer que as coisas vão melhorar quando você ficar mais velha. Mas, quando lidamos com homens, existe sempre a possibilidade de nos enganarmos.
— E há ainda o caso de Daniel — continuou Kylie, agitada. — Agora que deveria aparecer para eu perguntar o que na verdade eu sou, ele não colabora. Deve estar jogando golfe ou pôquer com São Pedro e seus colegas no céu. Ou então, e só faltava essa, talvez tenha conhecido alguma garotinha assanhada, como meu pai conheceu, e resolvido me pôr de lado, como meu pai me pôs.
Holiday sorriu.
— Já te passou pela cabeça que talvez Daniel queira que você descubra por si mesma o que você é?
— Ah, mas isso não é justo — disse Kylie. — Seus pais não morreram, deixando você por aí, se matando para descobrir, sozinha, o que era. Você já nasceu sabendo de tudo.
Holiday balançou a cabeça.
— A jornada de cada um é diferente. Por que não faz disso sua próxima?
Kylie se recostou na cadeira.
— Não quero mais saber de buscas. As coisas precisam ser assim tão difíceis?
Holiday não pôde conter o riso.
— O que é fácil não tem graça — suspirou. — Odeio admitir isto, mas se os homens fossem fáceis de entender, provavelmente não seria tão divertido.
— Concordo com você, mas ver sua vida mergulhar no caos não tem nenhuma graça. E é o que vem acontecendo comigo nos dois últimos meses — disse Kylie.
Holiday, com expressão séria, estendeu o braço e segurou a mão de Kylie.
— E eu estou prestes a tornar sua vida ainda mais difícil.
— Como?! — exclamou Kylie, soltando apressadamente a mão.
Holiday franziu a testa e tirou uma carta da gaveta da escrivaninha.
— Eu não ia te mostrar isto, mas... Me lembrei de que você me chamou superprotetora.
Um arrepio de preocupação percorreu o corpo de Kylie.
— Bem, a proteção às vezes é bem-vinda.
— Não. Você estava certa — disse Holiday.
— É de Daniel? — perguntou Kylie, olhando para o envelope.
— Não. De Lucas.
— Me mate de uma vez — gemeu Kylie, simulando bater a cabeça contra o tampo da escrivaninha.
Holiday deu uma risada.
— Talvez não seja tão ruim assim — apertou de novo a mão de Kylie. — Você é uma garota especial, Kylie. Atrevo-me a dizer até que esses dois não são os únicos que pulariam no fogo para chamar sua atenção — levantou-se. — Acho que vou dar uma olhada na festa. Pode ficar aqui o tempo que quiser.
— Holiday? — chamou Kylie, sem se virar.
— Que foi?
Kylie olhou para trás.
— Lucas escreveu para você também?
Holiday sacudiu a cabeça afirmativamente.
— Sabe se... Se Fredericka está com ele?
Holiday fitou-a.
— Está.
— Obrigada.
Kylie voltou-se na cadeira enquanto o som dos passos de Holiday ia aos poucos se confundindo com a música ao longe. Apanhou a carta. Lembrou-se do que sentira ao beijar Derek – calor e segurança, exceto pela pequena dúvida de que ele pudesse estar manipulando suas emoções. Já com Lucas o beijo foi... Mais ardente, mas nada seguro. Talvez tivesse sido mais ardente por isso mesmo. Perigo e paixão costumam andar de mãos dadas.
Kylie passeou os olhos pela carta. Será que Lucas conseguiria dizer alguma coisa que mudasse o fato de ter ido embora, de estar com Fredericka – uma garota com quem ele admitia que estava transando? Uma garota com quem ele também admitia que se preocupava? Não, concluiu Kylie. Lucas não conseguiria dizer nada que mudasse essa situação. Não mais do que seu pai conseguiria mudar o que tinha feito com sua mãe. Ou o que Trey tinha feito com ela.
A música parecia chamá-la. Havia uma festa e ela deveria estar lá. Dobrou a carta e a colocou no bolso. Merecia se divertir um pouco aquela noite. Depois, veria o que Lucas tinha a dizer. Levantou-se e já ia sair quando o frio a envolveu tão rapidamente que ela quase perdeu o fôlego. Uma densa neblina invadiu a sala. Bem, isto é diferente. Mal esse pensamento lhe ocorreu e Kylie constatou que era não só diferente, mas muito diferente. Daniel não tinha nada a ver com aquilo. Tentou se acalmar. Afinal, já estava se acostumando com fantasmas.
— Daniel? — chamou, mas sabendo, no fundo, que não era ele.
Uma parte da neblina se desvaneceu. Uma mulher, com não mais de 30 anos e longos cabelos escuros, surgiu diante de seus olhos. Vestia uma saia branca muito bonita – pelo menos, já tinha sido bonita um dia. O coração de Kylie palpitou forte quando ela viu as manchas de sangue. A mulher a fitava com olhos mortiços, olhos tão cheios de desamparo que Kylie teve vontade de chorar.
— Detenha-o — disse a mulher. — Detenha-o ou ele fará de novo.
— Quem? — perguntou Kylie. — Quem fez isso? — juntou as mãos e desejou ardentemente que Holiday não tivesse saído. — Está procurando Holiday?
A mulher não respondeu. Em vez disso, dissipou-se em meio à neblina. Kylie ficou parada, de braços cruzados sobre o peito para se proteger do frio, enquanto a neblina subia e se dispersava no teto. Lentamente, a temperatura foi voltando ao normal.
— Isso não é justo! — murmurou ela.
— O que não é justo?
Kylie se virou e viu Derek na soleira da porta. Com sua calça jeans desbotada e uma camisa azul clara, parecia... Irresistível. Seguro de si. Kylie notou em seus olhos o carinho que Derek tinha por ela. Decidiu então que, naquela noite, esqueceria. Esqueceria a carta que tinha posto no bolso. Esqueceria o fato de não saber o que era. Esqueceria uma certa mulher com a saia manchada de sangue. Esqueceria que ainda não tinha ido à cachoeira. Esqueceria até mesmo que sua mãe ainda não tinha concordado em matriculá-la na escola. Naquela noite, Kylie só queria ouvir um pouco de música e sentar-se bem pertinho de Derek com os ombros se tocando.
— Vai à festa? — perguntou ela.
— Vim de lá. Estava esperando você.
— Então, vamos — disse Kylie.
Dirigiu-se para o refeitório, seguida de Derek. Deteve-se à entrada e ele quase a atropelou. Com uma sensação de déjà vu, Kylie se deu conta de que exatamente a mesma coisa tinha acontecido com ela quando cruzou aquela porta pela primeira vez. Ela estava com muito medo e com plena certeza de que detestaria aquele lugar. Mas sentia que sua vida logo iria mudar. E estava certa.
— Entramos? — perguntou Derek, encostando-se a ela. A respiração dele aqueceu o pescoço de Kylie.
Ela concordou com a cabeça, mas continuou na porta por mais alguns instantes enquanto dava uma olhada pela sala. Viu Miranda conversando com Perry. O metamorfo ainda não tinha confessado que gostava dela, mas Miranda era paciente. Helen estava sentada ao lado de Jonathon, que jogava uma partida de xadrez com outro vampiro. Della, bebericando um copo de sangue, acompanhava o jogo de pé. Desde que soubera do projeto de transformação do acampamento em internato, a vampira conseguia reprimir um pouco seus acessos de raiva. Não totalmente. Só um pouco.
— Você está bem? — perguntou Derek, inclinando-se para chegar ainda mais perto da orelha de Kylie. Ali ao lado dela, parecia forte e afetuoso.
Exatamente aquilo de que ela precisava no momento.
— Estou — Kylie avistou Holiday sentada com Chris, que tocava violão.
Olhando para o fundo da sala, avistou também Burnett encostado na parede, prestando tanta atenção em Holiday que o mundo poderia acabar e ele nem perceberia. Sim, Holiday era a criptonita de Burnett. Kylie se sentiu plenamente entrosada no ambiente. Virou-se para Derek.
— Estou, sim — repetiu, sorrindo. — estou muito bem.

13 comentários:

  1. Ahhhhh amei o livro!!! Vocês vão conseguir portar logo as continuações?Estou muito ansiosa para ler os próximos!!!Obrigado e parabéns pelo trabalho
    Que Deus abençoe voc~es.

    ResponderExcluir
  2. quando você vai posta o prosemo livro da coleção ?

    ResponderExcluir
  3. unicornio malandrão5 de outubro de 2016 21:43

    aaaaaaaahhhhhh eu queria mais Lucas, ela devia ter lido a carta
    mas é a vida...
    vou jaja começar o proximo hehehehe

    ResponderExcluir
  4. Eu não amei,só diria que gostei. Esse Derek é um Aspen da vida(só me irritou)e a Kylie ta igualzinha à America. Maaas eu pretendo acompanhar a história.
    Lucas<3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu também achei muito parecido! Aspen, america e maxon 😍

      Excluir
    2. tadinho do Derek..mas se ele for que nem o Aspen certamente que encontrara alguém que o amará...

      Excluir
  5. Ah caramba!! O que estava escrito na carta!????

    ResponderExcluir
  6. Finalmente terminei!! Ameeeiii o livroo!! #PartiuSegundoLivro

    ResponderExcluir
  7. Finalmente ela começou a ver mais de um fantasma,e de quem essa mina fantasma doidona tava falando,o que tava escrito na carta do Lucas,o que a Kylie é!!! Esse suspense me mata
    #partiuproximolivro

    ResponderExcluir
  8. O final poderia ser melhorzinho, hehehe. Mas O livro eu adorei, daria um 10 a ele ea você Karina.

    ResponderExcluir
  9. Partiu próximo livro!
    Só digo, porque eu ameeeeei!
    E Kylie tem que parar de iludir a gnt! De boa!

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!