30 de setembro de 2016

Capítulo 35

O coração de Kylie congelou no peito. A temperatura da sala caiu novamente. Daniel apareceu, e sorriu.
— Lembre-a... — ele disse, mas antes de acabar a frase desapareceu novamente. De algum modo, Kylie sabia o que ele queria dizer.
— Mãe — ela disse. — Lembra quando me contou que, ao conhecer Daniel, simplesmente sabia que ele era a pessoa certa pra você?
A mãe pareceu surpresa quando Kylie tocou no nome de Daniel.
— Sim, mas...
— Esta escola é como Daniel pra mim, mãe. Eu sei que é o lugar certo pra mim. Sei disso no meu coração. Por favor, não a tire de mim. Não a tire de mim como Daniel foi tirado de você.


— Não quer nem que eu a acompanhe até lá dentro? — perguntou a mãe, ao pararem no estacionamento, do lado de fora dos portões de Shadow Falls, mais tarde naquele mesmo dia.
— Não é dia de visita, mãe — Kylie explicou, olhando de relance para o novo espírito que tinha tomado carona com elas ao passarem pelo cemitério de Fallen. A mulher de cabelos escuros usava um roupão e parecia ter pouco menos de 30 anos. Parecendo completamente confusa, ela não tirava os olhos de Kylie e não parava de perguntar onde estava. Kylie tinha tentado conversar com ela mentalmente, mas a mulher não ouvia. Além do mais, a mãe tinha reclamado a viagem todo do ar-condicionado do carro, que na opinião dela devia estar quebrado também.
Kylie se aproximou mais da mãe e lhe deu um grande abraço.
— Obrigada.
A mãe tinha concordado com relutância em assinar os papéis da matrícula para que Kylie cursasse a escola de Shadow Falls.
Suspirando, a mãe se afastou e descansou a mão sobre a bochecha de Kylie.
— Ainda não gosto dessa ideia.
— Eu sei.
— Lembre-se da condição — alertou-a.
Kylie não queria discutir com a mãe, mas as palavras escaparam.
— Não entendo. Você não o perdoou. Nem quer vê-lo, mas espera que eu ligue pra ele duas vezes por semana.
— Ele é seu pai.
— Daniel é meu pai.
A mãe estremeceu.
— Sim, mas Tom amou você como se fosse filha dele.
— Eu sei. E eu pretendo perdoá-lo, mas... ainda dói. E quando ele tentou me usar para convencer você, bem...
— Eu sei — concordou a mãe. — Ele estava errado. Não é perfeito. Nem eu sou. Lamento ter feito uma cena quando ele apareceu.
Kylie olhou nos olhos da mãe.
—Você ainda o ama?
— Não sei. Quando parar de doer tanto, talvez eu descubra.
Elas se abraçaram novamente e, alguns minutos depois, Kylie viu a mãe dar partida e pegar a estrada. O fantasma tinha preferido ficar com Kylie e agora estava em pé ao lado dela. Ela abriu o roupão e olhou para o grande buraco aberto no seu abdômen. Por que Kylie nunca era assombrada por fantasmas que morreram pacificamente enquanto dormiam?
— O que aconteceu comigo? — o fantasma perguntou.
— Não sei — Kylie respondeu, enquanto o fantasma se desvanecia. Mas Kylie tinha um palpite de que ele voltaria. E esperaria que Kylie a ajudasse a descobrir tudo também. Era aquilo que mais frustrava Kylie. Como ela podia descobrir a solução para os problemas dos fantasmas se não conseguia descobrir nem para os próprios? Ela verificou o celular para ver se o investigador tinha retornado a ligação que ela lhe fizera logo depois de resgatar seu telefone aquela manhã. Ele tinha deixado uma mensagem dizendo que tinha novidades, mas ela ainda não sabia do que se tratava.
Quando Kylie chegou ao portão, a sensação de estar chegando em casa fez seu coração bater mais rápido. Era a esse lugar que ela realmente pertencia. Viu que Holiday e Burnett estavam esperando por ela assim que entrou.
Holiday lhe deu um abraço apertado e sincero. Burnett pegou sua mochila e pediu para que ela o seguisse.
Quando passaram pelo refeitório, Kylie viu que vários campistas também tinham chegado mais cedo. Holiday tinha ligado para Kylie e pedido que ela chegasse uma hora mais cedo para conversarem. Eles foram até o escritório e Kylie ficou surpresa ao ver que Lucas os esperava do lado de fora da cabana.
Seus olhos azuis encontraram os dela.
— E o ombro? Melhorou?
Kylie teve a impressão de que ele queria tocá-la, mas esperou que ela tomasse a iniciativa. Por mais tentada que estivesse para envolvê-lo num abraço, ela não sentiu certeza absoluta de que aquela era a coisa certa a fazer. Na noite anterior seria natural como respirar, mas agora ela não estava mais tão segura.
— Só dói um pouquinho. Obrigada.
— Se um dia bater nela de novo, por acidente ou não, eu te ponho pra correr com uma pá! — disse Holiday. Pela expressão dura dos olhos dela, Kylie percebeu que a líder do acampamento estava falando sério.
— Não foi culpa dele — Kylie chegou mais perto de Lucas e obviamente ele tomou isso como o sinal que tanto esperava. Ele estendeu a mão e tocou o pulso dela. Um simples toque, mas foi suficiente para aquecê-la por dentro.
— Foi culpa minha, sim. — Lucas olhou para ela, com os olhos cheios de culpa. — Tenho que aprender a pensar antes de bater. — Ele olhou para Burnett e Kylie teve a impressão de que Holiday não tinha sido a única a lhe dar uma bronca.
Devagar, Lucas enlaçou os dedos dela e apertou de leve sua mão. Sentimentos conflitantes fizeram seu estômago se contrair. Ela não tinha certeza se estava pronta para aceitar as possibilidades que aquele toque lhe traria, mas também não estava disposta a rejeitá-las. Ele tinha arriscado a própria vida para salvá-la. Lembrando-se de que tinha que se concentrar em outra coisa que não fosse Lucas, ela olhou para Burnett.
— Conseguiram encontrá-los?
— Não. — Os olhos do vampiro brilharam de raiva.
— Ainda não — disseram Burnett e Lucas ao mesmo tempo.
— Os outros membros do Conselho dos Vampiros souberam do que aconteceu. Imagino que haverá consequências.
Em poucos minutos, pediram que Lucas os deixassem a sós e Burnett e Holiday levaram Kylie para o escritório. Burnett fez Kylie contar tudo novamente três ou quatro vezes. Embora aquilo tenha sido um martírio, ela não reclamou nenhuma vez. Os olhos de Holiday se encheram de orgulho quando Kylie lhes contou sobre como ela tinha curado Lucas e possivelmente Sara.
Por fim, a pergunta que girava em sua cabeça veio à tona.
— O que eu não entendo é por que não posso usar a minha força para salvar a mim mesma.
Holiday ofegou como se ela tivesse chegado a uma súbita constatação.
— Você é uma protetora. Eu devia ter adivinhado depois do incidente com Selynn. Quando estávamos no riacho, você só ganhou força quando pensou que sua mãe estava em perigo. Isso também explica por que o seu pai biológico, Daniel, não foi capaz de se salvar no dia em que morreu.
— Então isso... fez você descobrir o que eu sou? O que ele era?
— Receio que não... — O olhar de Holiday se desviou para Burnett, que parecia igualmente surpreso e impressionado. — Ser um protetor é algo muito raro e um privilégio concedido apenas aos que são extremamente talentosos.
— Realmente bem-dotados — disse Burnett, parecendo realmente admirado. — Eu só conheci um protetor a minha vida inteira.
Um protetor? Kylie não sabia o que isso significava.
— Então tenho outros dons além dos que já conheço?
— Provavelmente — disse Holiday, sorrindo. — Eu sabia que você era especial, Kylie. Soube disso no momento em que a vi.
— Eu queria que um desses dons me ajudasse a descobrir que diabos eu sou! — A frustração era evidente em sua voz.
Depois de um minuto ouvindo a mesma ladainha, Você vai acabar descobrindo. Precisa ser paciente, empreender sua busca... blábláblá... Burnett voltou a lhe fazer perguntas.
— Mario lhe disse que amigos queriam conhecê-la?
— Mario? — perguntou Kylie.
— Mario Esparza é o nome do velho vampiro.
Ela fechou os olhos, sem ter certeza de que gostava da ideia de saber o nome dele.
— Não. — Kylie estremeceu, imaginando que tipo de amigos ele provavelmente tinha. — O que você acha que ele quis dizer quando se referiu às semelhanças entre nós? Você acha que ele acredita que eu, de certo modo, sou como ele? Ele pode ser um protetor ou...
— Não sei o que ele quis dizer — Burnett respondeu. — Mas não acho que seja um protetor.
— Você não é como ele, Kylie — insistiu Holiday. — Ele não nasceu à meia-noite.
— Então é “intocável”? — Kylie perguntou.
Burnett olhou para Holiday como se não tivesse certeza do que deveria dizer. Holiday assentiu com a cabeça, como se lhe desse permissão para falar.
— Sim, é intocável. Tem sido uma pedra no caminho da UPF há muitos anos. Tentamos tirá-lo do Conselho, mas nunca conseguimos provas suficientes.
Kylie deu um longo suspiro.
— Vocês acham que ele virá atrás de mim outra vez?
Mais uma vez, Burnett olhou para Holiday antes de continuar.
— Gostaria de poder dizer que acho que tudo acabou. Ele não gosta de perder, mas você tem a minha palavra de que ele não vai ganhar essa. Eu o deterei, custe o que custar.
Holiday pegou na mão de Kylie e lhe apertou com suavidade.
— Precisamos terminar aqui — ela disse para Burnett. — Acho que a maioria dos campistas já está no refeitório.
Ele não pareceu satisfeito.
— Tá legal, mas talvez eu queira fazer mais algumas perguntas mais tarde.
Kylie concordou. Os três se levantaram e Burnett se dirigiu para a porta do escritório.
— Burnett? — Holiday chamou, sua voz cheia de incerteza.
Ele se virou e por um segundo sua expressão foi a de um filhotinho em busca de afeto e aceitação.
Kylie observou Holiday pegar uma folha de papel da gaveta da escrivaninha.
— Acho que você vai querer ver isso. Leia cuidadosamente antes de assinar.
— O que é?
Holiday hesitou.
— É um contrato. Achei que queria ser investidor de Shadow Falls.
Ele olhou o papel e então se voltou para Holiday.
— Então não conseguiu encontrar mais nenhum interessado?
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Acho que a escola não é vista como um bom investimento.
Kylie teve que reprimir um sorriso quando reconheceu a técnica de Holiday para evitar a mentira e ao mesmo tempo esconder a verdade.
Ela não queria que Burnett soubesse que tinha outros investidores interessados, e Kylie sabia por quê. Admitir que tinha escolhido a ele, em detrimento de vários outros, era admitir que não queria perdê-lo.
— Vou insistir em participar de todas as decisões — avisou Burnett.
— E tenho certeza de que vou discutir com você na maioria delas — Holiday contra-atacou.
Um leve sorriso apareceu nos lábios dele.
— É justo.
Holiday assentiu.
— A maioria das minhas condições está relacionada aí.
Burnett foi até a escrivaninha de Holiday, pegou uma caneta e assinou o papel.
— Não acha que deveria ler primeiro? — Holiday perguntou.
— Digamos que eu esteja ansioso para discutir com você. — Ele lhe entregou o papel e saiu pela porta, deixando uma doce tensão no ar.
Kylie esperou até ter certeza de que Burnett não ouviria.
— Eu sei que você tinha outro investidor interessado.
Holiday revirou os olhos.
— E você sabe que não deve dizer nada sobre isso, certo?
Kylie sorriu.
— Você não quer perdê-lo, Holiday.
— Ele está subindo no meu conceito — ela disse. — Mas isso não significa...
— Certo. — Kylie riu.
Holiday mudou de assunto.
— Aposto que Della e Miranda estão esperando por você.
Kylie abraçou Holiday antes de sair. Quando saiu do escritório, olhou na direção do refeitório e de repente não soube ao certo se estava pronta para encarar todo mundo. Tanta coisa tinha acontecido e ela não tinha tido tempo para se adaptar. Nesse momento, sentiu uma mão pegar na dela.
Ela deu um pulo e começou a se afastar, mas parou quando reconheceu o calor da palma na dela.
— Oi — disse Lucas, puxando-a na direção dele. — Vamos dar uma volta.
Ela deixou que ele a levasse para detrás da cabana onde ficava o escritório. No momento em que chegaram ao ponto isolado entre as árvores, ele parou e olhou para ela.
— Eu sinto muito ter batido em você — ele disse, apertando a mão dela.
Ela balançou a cabeça.
— Você não tinha intenção.
— Mesmo assim bati. — Ele a puxou novamente pela mão até ela chegar mais perto dele. — Burnett disse que você... você me curou.
— É — ela disse, sentindo o calor do peito dele, embora não estivesse nem encostada nele. Ela inspirou o ar e percebeu que Lucas tinha um cheiro amadeirado. O aroma das árvores e de terra úmida estava impregnado nele.
— Você pode ter salvado a minha vida — ele acrescentou.
— Sim, mas foi por minha causa que você se feriu.
— Não importa. — Ele abriu um sorriso tímido. — Você sabia que os vampiros têm um velho ditado que diz “Se alguém salva a sua vida, você deve ficar com essa pessoa para sempre”?
Ela olhou para ele.
— Mas você não é vampiro.
Ele se inclinou para mais perto dela. Seus lábios tão próximos que ela quase podia sentir seu sabor.
— E pela primeira vez na vida, gostaria de ser. — Ele respirou fundo. — Mas como não sou, acho que o mínimo que posso fazer é lhe dar um beijo de agradecimento.
— O mínimo que pode fazer — ela disse, e então os lábios dele se colaram aos dela.
Não foi o beijo sensual que trocaram na cachoeira nem como os outros que trocaram nos sonhos, mas nem por isso foi menos especial. Nem foi mais fácil para ela se afastar. Mas ela se afastou. Acontece que era... cedo demais. Mais tarde talvez... Só talvez.
— Acho... acho que devíamos estar com os outros.
— É... — então eles andaram em silêncio e ele não largou a mão dela até entrarem no refeitório.
Kylie ficou quase estressada com todo mundo querendo saber se ela estava bem. Não sabia direito quem tinha espalhado a notícia do rapto, mas era evidente que todo mundo estava a par dos acontecimentos.
Della, Miranda, Perry Helen e Jonathon, todos a cercaram. Lucas ficou um pouco para trás, como se quisesse lhe dar mais espaço. Mas ele não descolava os olhos dela. Ela até acenou para que ele se aproximasse, mas ele negou com a cabeça, como se soubesse que ela ainda se sentia insegura ao lhe fazer o convite. Ou talvez fosse porque ele era um lobisomem e os lobisomens gostavam de ficar entre os da sua espécie. No entanto, ela tinha a estranha impressão de que ele estava cuidando dela. Ela se lembrou de como ele a protegera dos agressores quando ela tinha 6 anos de idade e mais uma vez sentiu uma ligação entre eles. Agora, o que ela precisava descobrir era que ligação era essa.
Uma hora depois, os amigos mais Íntimos de Kylie ainda estavam todos comendo pizza e conversando sobre o fim de semana na casa dos pais.
— Ah! — exclamou Miranda, com a voz cheia de animação. — Acho que descobri o que eu fiz de errado com Socks. Logo vou transformar o gambazinho num gato outra vez.
— Então, Miranda, foi tudo bem na competição? — Perry perguntou, cheio de nervosismo. Era a primeira vez que ele falava com Miranda. Kylie sabia que esse era o jeito de ele dizer que queria fazer as pazes com ela, e Kylie o teria abraçado se ela não tivesse receio de que, ao fazer isso, a amiga a liquidasse, usando seu dedinho recém-premiado.
— Foi tudo bem — ela respondeu, mas Kylie não conseguiu interpretar a expressão dela.
— Por que vocês dois simplesmente não se beijam e fazem as pazes? — perguntou Della. — E depois vão para um lugar onde possam ficar sozinhos e dar uns amassos?
Miranda fulminou Della com o olhar, o que com certeza significava uma briga mais tarde. Os olhos de Perry estavam pretos quando ele olhou para Della e então ele se afastou, se sentindo um pouquinho rejeitado. Kylie só se recostou na cadeira e se perguntou se as coisas um dia iriam mudar.
Mas de fato... algumas coisas realmente tinham mudado, não tinham? Ela se pegou olhando ao redor à procura de outro rosto. Embora se esforçasse muito para não admitir, sentia falta de Derek. Mais do que isso, ela se preocupava, imaginando se ele estaria bem. Decidiu procurar Burnett e perguntar, mas no mesmo instante o seu celular bipou com a chegada de uma mensagem.
Ela olhou o identificador de chamadas. Era uma mensagem do investigador. Então Kylie viu que havia também uma mensagem de Sara: “O que você fez? Não minta. Eu sei que foi você”.
O coração de Kylie deu uma cambalhota de alegria. Maravilha! Mas o que ela iria dizer a Sara?
Seu celular bipou outra vez. Quando Kylie leu a mensagem do investigador, ela ofegou. “Avós de volta. Falei com eles ontem. Querem ver você o quanto antes!”
A esperança cresceu em seu peito. Será que isso a levaria à resposta que tanto queria e que revelaria quem ela era?
— Kylie — Mandy chamou o nome dela da porta.
Kylie se virou.
— Sim?
— Holiday pediu pra você ir ao escritório. Alguém quer te ver.
— Quem? — ela perguntou, sentindo-se em pânico só de pensar que poderiam ser os avós. Será que ela já estava pronta para fazer isso? Estava pronta para conhecer os pais adotivos de Daniel? Seus avós?
— Eu não sei, mas havia um casal de idosos no portão há alguns minutos.
E nesse mesmo instante, Kylie ouviu o som de uma cascata. Algo chamou sua atenção em sua visão periférica e ela olhou para a parede de madeira, onde uma mescla de luz e sombras rodopiava num padrão quase hipnótico. Anjos da morte dançando.
Ela olhou para Della e Miranda. Nenhuma das duas reagiu. Aparentemente, Kylie era a única que via o espetáculo do outro lado do refeitório. E, então, ouviu:
— Vá e descubra o seu passado, para que possa descobrir o seu destino.
— Está tudo bem? — Della perguntou, parecendo preocupada.
Kylie respirou fundo.
— Tudo bem.

E ela esperava estar certa.

6 comentários:

  1. Muito legal! Estou agoniada só de saber que vou terminar de ler o terceiro livro antes da Karina postar o resto.

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  2. to chorando que nem a kylie, a cada 5 min uma lagrima.

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  3. Hururrr!!! Li o 2 livro, maravilhoso, te amo Karina.

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  4. Eeeeeeita mainha...
    vou ter que engolir o próximo livro logo!

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  5. PERFEITO COMECEI A LÊ HOJE DE MANHÃ, TERMINEI 19:06 MDS ARRASOOOO

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