24 de setembro de 2016

Capítulo 30

Na manhã seguinte, Kylie saiu do quarto e espantou-se ao ver Della no computador. Ela nunca fazia isso pela manhã.
— Não tinha nenhum compromisso hoje cedo? — perguntou Kylie.
— Não — respondeu Della, com um ar sombrio. Na verdade, as três estavam de cara fechada desde a véspera.
Nem haviam conversado, como costume, na mesa da cozinha antes de irem para a cama. Sem dúvida, depois do dia da visita dos pais, elas tinham encontrado demônios para combater, e combater demônios era uma atividade que se fazia melhor sozinha. Kylie, porém, não chegou a ficar sozinha pela maior parte da noite. O soldado Dude tinha aparecido e desaparecido o tempo todo. Kylie não o via propriamente, apenas sentia sua presença gelada. Só desejava aprofundar na meditação para pôr logo um fim naquilo.
Della interrompeu a digitação e olhou para Kylie.
— Lamento que meu pai tenha sido grosso com você. E obrigada por ter vindo me buscar.
— Ele não foi grosso comigo.
Foi grosso com você, pensou Kylie mas não quis dizer isso em voz alta porque Della já sabia e não precisava ser lembrada.
— Sei que ele às vezes é um pouco difícil. Mas, acredite ou não, tem boas intenções.
— Pelo menos seu pai apareceu — Kylie se lembrou de como percorrera a estreita faixa entre mentir e mudar de assunto na noite anterior, para não contar à mãe que o pai não tinha vindo. A mãe teria tido um chilique. E os chiliques da mãe não eram nada agradáveis. Ainda assim, no fundo, Kylie gostaria que ela tivesse um. Afinal, o pai se comportou como se nunca tivesse prometido que viria.
— Quer checar seus e-mails? — perguntou Della. — Acho que deve ter recebido um do seu pai.
Kylie sentiu um aperto no coração.
— Não. Vou... Checar depois — ou não. No momento, não estava a fim de ouvir desculpas esfarrapadas. Olhou em volta. — Onde está Miranda?
— Saiu. Tem esperança de ver Chris, mas disse que vai esperar por nós. Está pronta?
— Estou — respondeu Kylie.
Segundos depois, Kylie e Della cruzaram a porta e se depararam com Miranda ao lado da cabana. Miranda olhou para elas.
— Oi, garotas, encontrei um filhote de passarinho que parece ter caído do ninho. Acho que quebrou a asa, coitadinho!
Kylie e Della se aproximaram. Miranda, com as palmas estendidas, aproximava a ave do rosto. Uma das asinhas pendia, frouxa.
— Não pode curá-lo com um encantamento? — perguntou Della.
— Gostaria. Mas tenho medo de fazer besteira — disse Miranda, num tom de insegurança que era sem dúvida o resultado de seu encontro com a mãe.
Miranda se virou para Kylie.
— Acha que aquela garota... A que examinou você para ver se tinha o tumor... Poderia curá-lo?
— Não sei — respondeu Kylie, notando que a cor dos olhos do pássaro tinha mudado do preto para o azul. E também que ele olhava de um jeito muito especial para Miranda. Kylie podia ser exageradamente desconfiada, mas já tinha visto aquela expressão idiota antes, num certo metamorfo. Seu olhar se cruzou com o de Della.
Sim, não havia dúvida: era mesmo Perry.
— Acho que o ato mais humano que podemos praticar é torcer o pescoço dele — disse Kylie.
— Ah, sem dúvida — concordou Della.
Kylie se aproximou. O pássaro olhou para ela e se encolheu todo. É isso ai, seu idiota, você tem mesmo é que ficar com medo de mim.
— Vocês são muito más — censurou Miranda, aconchegando a ave no peito e abaixando-se para falar com ela. — Não se preocupe, Miranda cuidará de você.
— Por que não dá uma olhada para ver se é menino ou menina? — sugeriu Kylie, sem poder disfarçar o riso.
A expressão terna de Miranda mudou instantaneamente quando ela percebeu o que Kylie estava dizendo.
— Perry, é você? — perguntou, olhando desconfiada para o pássaro. Fagulhas começaram a flutuar ao redor das mãos de Miranda. Ela colheu imediatamente as mãos: e ali, sentado no chão, estava Perry, todo vermelho de vergonha.
— Eu estava apenas voando por aí. Não fiz... Não fiz nada de errado. Nem sequer espiei pelas janelas — seu olhar pousou em Kylie. — E você, por favor, não toque nas minhas orelhas nem no meu pescoço — e, levantando-se, saiu correndo.
— Eu deveria transformá-lo no rato que ele realmente é — disse Miranda, aparentemente constrangida por ter sido enganada.
Kylie compreendia bem os sentimentos de Miranda. Lembrou-se de ter notado um grande embaraço no rosto de Perry, cujo motivo não ignorava. A última pessoa diante da qual ele gostaria de pagar mico a garota de quem gostava.
— Você sabe que ele gosta de você, não sabe?
Miranda ficou de boca aberta.
— Não, não pode ser.
Della respirou fundo, mas não disse nada.
— Gosta, sim — insistiu Kylie. — Devia ter visto a cara dele um desses, quando você saiu com Chris para a hora do encontro. Parecia cachorrinho sem dono. E durante todo o tempo em que ficamos juntos... não parou de fazer perguntas sobre você.
Miranda continuou imóvel, de boca aberta.
— Se ele gosta de mim, por que nunca me disse nada? Estávamos aqui o ano passado.
Kylie olhou para Della.
— Vai me ajudar?
— Não — riu Della —, você está se saindo bem sozinha.
Kylie virou-se de novo para Miranda.
— Eu não estava aqui no ano passado, mas...
— Mas o quê? — perguntou Miranda.
Kylie deu de ombros.
— Acho que ele não sabe como dizer que gosta de você.
— Ah, fala sério. Perry não é tão tímido assim.
— Não é tímido para bancar o palhaço ou o espertinho da classe. Mas, quando alguém o pega sozinho, fica mudo. Para ser franca, ele não é tão chato assim. Pessoalmente, acho que quem consegue se transformar em qualquer coisa tem medo de não saber quem realmente é.
Kylie se interrompeu e pesou suas próprias palavras.
— Meu Deus, acho que agora quem está dando uma de esperta sou eu, né?
Caíram todas na risada e foram tomar o café da manhã. Estavam a meio caminho quando Miranda parou e olhou para Kylie.
— Acha realmente que Perry gosta de mim?
— Acho — respondeu Kylie, sorrindo.
Della ergueu o queixo e farejou.
— Sinto cheiro de amoooor no ar!
— Eu não... — Miranda fez uma pausa e prosseguiu: — Você sentiu esse cheiro nele?
— Não — admitiu Della. — Mas isso é porque os metamorfos não produzem os mesmos feromônios. Não sei dizer como cheira um passarinho tarado.
Riram e retomaram a caminhada.
— Mas ele é bonito, não é? — perguntou Miranda.
— De certo modo — replicou Kylie.
— Talvez um pouquinho — arriscou Della. — E o que você pretende fazer com o pobrezinho? — Pousou a mão sobre o coração para dar mais dramaticidade à pergunta.
Miranda se fez de desinteressada.
— Vou esperar pra ver o que vai fazer agora.
— Esperar para quê? Se gosta dele, tome uma atitude. Não seja boba.
— Tudo bem — Miranda juntou os cabelos e os prendeu com o elástico que trazia no pulso. — Mas não vejo você dando em cima de ninguém por aqui.
— Isso é porque nenhum dos garotos me atrai.
— Mentirosa — zombou Kylie.
— Então me diga por quem estou interessada.
— Steve, o metamorfo alto e de cabelos louros — disse Kylie, com a maior segurança. — Você não parava de olhar para o traseiro dele um dia desses.
Della revirou os olhos.
— Engano seu — fingiu abanar-se com a mão. — Mas esse garoto realmente um colírio para os olhos.
Todas riram.
— E quanto a você? — perguntou Miranda a Kylie.
— Não tenho tempo para nada.
— Tem o mesmo tempo que nós — observou Miranda.
— Não, não tenho — Kylie se deteve. Não tinha dito nada a respeito do acordo de duas semanas com Holiday, e por uma boa razão. Elas não iriam gostar nada daquilo. — Eu... Holiday concordou em falar com minha mãe sobre a possibilidade de eu ir embora dentro de quinze dias.
— Por quê? — perguntaram as duas amigas ao mesmo tempo.
— Porque não pertenço a este lugar. Não sou uma de vocês.
— Droga! — exclamou Della. — Você não quer ser uma de nós, isso sim! Ainda nos considera aberrações. Percebo isso toda vez que a palavra “sangue” é mencionada.
Bem, quanto ao sangue ela tinha razão. Ainda assim, Kylie sacudiu a cabeça.
— Não é isso...
— Você não pode ir — interrompeu Miranda. — Quem vai impedir Della e eu de nos matarmos?
— Ora, que se dane! — resmungou Della, franzindo a testa e olhava feio para Miranda — deixe que ela volte para seu mundinho seguro, onde terá como única preocupação descobrir se o pai a ama. Se não quer nossa amiga, então eu também não quero ser amiga dela. Aliás, nem gosto dessa babaca.
Della se afastou tão rapidamente que Kylie nem a viu desaparecer. Miranda continuou parada, de olhos fixos na amiga.
— Ela pirou. Não quis dizer aquilo de verdade.
— Eu sei — murmurou Kylie, mordendo o lábio. Mas as palavras de Della a tinham realmente magoado.
Miranda sacudiu seu rabo de cavalo.
— Detesto dizer isto, mas não censuro Della. Também estou furiosa com você — e afastou-se.
Só me faltava essa, pensou Kylie. Não bastassem todos os outros problemas, tinha conseguido irritar as duas melhores amigas que fez no acampamento.
Quando Kylie entrou no refeitório, Miranda e Della estavam sentadas numa mesa diferente da que sempre ocupavam. Kylie captou logo a mensagem. Elas não queriam sua companhia.
Que maravilha!
Apanhando a bandeja, Kylie se dirigiu para a mesa de sempre, sentindo-se um tanto solitária. A porta se abriu e Kylie, erguendo a cabeça, viu Derek entrando. Os lábios dele esboçaram um sorriso afetuoso – um daqueles sorrisos especiais que faziam seu coração palpitar de intensa simpatia. Derek seguiu em sua direção e Kylie se sentiu aliviada. Agora tinha um amigo com quem conversar.
Kylie acompanhou-o com os olhos, mas, de repente, percebeu que seu olhar e sorriso não pareciam dirigidos a ela. E, de fato, Derek passou direto pela sua mesa. Kylie contou até dez, tentando eliminar o sofrimento dos olhos antes de se voltar e ver para onde ele tinha ido. Olhando por cima do ombro, viu Derek sentado ao lado de Mandy, o ombro bem próximo ao dela. Desviou o olhar e ficou encarando os ovos no prato, tão mexidos quanto suas emoções. Gostava de Derek. Não gostava de Derek. O que havia de errado com ela?
Tentando decidir se não seria um erro tentar comer, Kylie ouviu a voz desaforada de Della. Ergueu os olhos esperando ver Miranda e ela conversando, mas estava errada. Della quase encostava o nariz no rosto de outra vampira, que apontava um dedo para sua bochecha e dizia algo em voz baixa que Kylie não conseguia ouvir. Seu primeiro impulso foi correr até lá para o caso de Della precisar de ajuda. Afinal, ela a defendera contra Fredericka. Mas, antes que fizesse qualquer movimento, a amiga já tinha ido.
Depois de conseguir engolir ao menos um pedaço de torrada, Kylie saiu para se encontrar com Della. Mas nem sinal da amiga. O que viu foi um grupo de campistas sorteando nomes. Kylie não se sentia nem um pouco disposta a tagarelar com um colega por uma hora, mas também não queria voltar para a cabana, onde o soldado Dude poderia aparecer a qualquer momento. No fundo, pressentia que o encontro do dia anterior de certo modo o animara a fazer um contato mais estreito com ela.
Viu Miranda sozinha e caminhou em sua direção, esperando que a raiva da amiga já tivesse passado. Infelizmente, Miranda a recebeu com um olhar frio. Sem se dar por vencida, Kylie perguntou:
— Qual foi o problema entre Della e a outra vampira?
Miranda deu de ombros.
— Não sei, ela não me contou. Parece que, quando fica com raiva de você, fica com raiva de mim também — alguém chamou Miranda pelo nome e ela se safou sem dizer mais uma palavra.
Kylie estava observando Miranda se afastar quando sentiu que alguém estava de pé ao seu lado.
— Está pronta?
A voz profunda de homem fez seu estômago estremecer. Fitou os olhos azuis de Lucas.
— Pronta para quê?
— Tirei seu nome — disse Lucas, mostrando o pedaço de papel.
Estou com dor de cabeça. Ou TPM. Ou cólica. Acabo de saber que peguei uma gripe.
Precisava inventar alguma coisa para cair fora. Mas, com aqueles olhos azuis pousados nela, as palavras não vieram. Olhou em volta para ver se, por acaso, Fredericka não estaria à espreita. Não.
— Sei de um lugar aonde podemos ir — disse ele. E colocou as mãos nas costas de Kylie, para fazê-la andar.
Kylie deu um passo, tentando pronunciar as palavras “Não posso”; mais não conseguiu. E Kylie sabia por quê. Queria que Lucas se lembrasse dela. Por qual motivo isso era tão importante, não sabia dizer. Mas que era importante, era.
— Você pareceu interessada nas pegadas de dinossauro — continuou Lucas, fitando-a bem nos olhos. — Sei onde existem outras. Por que não vamos até lá vê-las? — e tomou o caminho que levava às cabanas.
Kylie o seguiu.
Só quando Lucas enveredou pela trilha do bosque é que Kylie notou algo diferente. E a diferença era esta: não estava com medo dele. Quando tinha deixado de ter medo dele? Talvez começasse a ficar imune ao mundo dos sobrenaturais em geral.
Tentando descobrir a lógica por trás daquela coragem toda, lembrou-se do que já sabia a respeito de Lucas. Tinha sido criado por malandros. Matou seu gato. Seria prudente, de sua parte, confiar num sujeito como ele?
Examinou seus instintos em busca de algo parecido com medo e não encontrou. Só o que encontrou foi a lembrança de como ele tinha conduzido gentilmente a avó para dentro do refeitório. E do modo como ele a defendera dos encrenqueiros da vizinhança.
— Você sabe que, se a sua namorada nos vir juntos, vai ficar uma fera, não sabe?
— Que namorada? — estranhou Lucas.
Kylie o olhou com atenção.
— Aquela que está sempre grudada em você.
Os músculos da mandíbula de Lucas ficaram rígidos.
— Fredericka não é minha namorada.
— Ah, então ela é apenas a garota com quem você dá uns amassos atrás do escritório — disparou Kylie, sem conseguir se conter.
Lucas fechou a cara.
— Foi o que pensou naquele dia?
— Estava errada? — Kylie se esforçou para ser sarcástica ao máximo.
— Acha que sou idiota?
Lucas parou e se virou com tanta rapidez que Kylie foi de encontro ao seu peito. Ele a segurou pelos ombros e a equilibrou. A sensação das mãos de Lucas sobre as mangas de sua blusa fez com que uma onda de calor inundasse seu corpo. Mas passou assim que ela reparou na expressão do garoto.
— Não, você não parece nenhuma idiota — disse ele num tom que mais parecia um rosnado. — Mas está tirando conclusões sem conhecer todos os fatos, o que não pode ser considerado sinal de inteligência.
Kylie ficou de boca aberta diante de tamanho insulto.
— Então o que ela estava fazendo? Mostrando seu novo sutiã? Ah, fala sério. A garota estava terminando de abotoar a blusa quando apareci.
Lucas franziu a testa e passou a mão no rosto.
— Está bem. Esqueça o que eu disse — baixou a mão e abriu os olhos. — Admito que tem o direito de chegar a essa conclusão. Mas, ainda assim, está errada.
Kylie revirou os olhos.
— Ela não estava me mostrando o sutiã e sim, sua tatuagem. No ombro. Mandou tatuar um lobo e queria que eu visse.
Retomou a caminhada e Kylie o seguiu.
— Bem, mas obviamente ela é louca por você.
— Eu sei — sua voz era acompanhada de frustração. — Ela e eu... Ficamos juntos no último verão, bem no final da temporada no acampamento.
— Então ela foi sua namorada — Kylie parou e o olhou fixamente.
Lucas balançou a cabeça de leve.
— Nem chegou a isso. Nós... Nos encontramos numa noite de lua cheia. Não devia ter acontecido. Mas aconteceu.
Kylie visualizou mentalmente dois lobos brincando de pega-pega e sentiu o rosto arder.
— Nem sequer nos falamos desde o final do acampamento passado. Mas ela age como se estivéssemos juntos. Faço tudo pra desencorajá-la.
Kylie fingiu estar interessada no canto de um pássaro pousado numa árvore próxima, para não ter de olhar para Lucas.
— Ela é, sem dúvida, alguém difícil de desencorajar ou então você não a desencorajou direito.
— Talvez as duas coisas. Cheguei até a falar com Holiday sobre isso, porque essa garota está me deixando maluco.
Kylie recomeçou a caminhada. Não deveria perguntar, mas...
— E o que Holiday disse?
— Que eu preciso ser franco com a garota. Mas... Não sei, não quero magoá-la.
Ou então quer ter uma garota sempre por perto desabotoando a blusa para te mostrar sua... Tatuagem. Kylie sabia que esse pensamento talvez fosse injusto, mas sem dúvida se aplicava a quase todos os garotos que conhecia. Até seu pai já tinha lhe avisado que os adolescentes só querem “uma coisa”.
Não que no momento ela estivesse disposta a ouvir algum dos conselhos dele.
— Se faz tanta questão de não magoá-la, talvez seja porque realmente se importa com ela — insinuou Kylie.
— Não — apressou-se a dizer Lucas, acrescentando: — Quer dizer tenho pena dessa garota. Ela enfrentou uma barra em casa e as pessoas a julgam mal por causa disso.
Kylie, ciente do passado de Lucas, captou muito mais em suas palavras do que ele podia imaginar. Mas, e se pudesse? Perceberia que Kylie se lembrava dele e sabia que tinha mentido para Holiday sobre ter morado com a avó a vida inteira?
Subitamente, lhe ocorreu que ele a puxara de lado para perguntar o que os caras de terno preto queriam com ela talvez porque tivesse medo de que ela dissesse algo comprometedor a seu respeito. Será que continuava com o mesmo receio?
Um certo medo de ficar sozinha com ele passou pela sua mente, e foi quando percebeu que nunca tinham ido tão longe mata adentro. Tão longe que nem os campistas com superaudição conseguiriam ouvir seus gritos. Colocou uma mecha de cabelos atrás da orelha.
— Onde, exatamente, estão essas pegadas de dinossauro?

2 comentários:

  1. unicornio malandrão4 de outubro de 2016 22:51

    eita eita
    Lucas Lucas cuidado pra não fazer besteira, a gente tem uma mania chata de fazer besteira... por favor seja legal

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  2. Ahhhh não, Lucas! Não tenha me iludido pelo amor, né?!

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