30 de setembro de 2016

Capítulo 2

A princípio Kylie não viu nada, depois seus olhos baixaram quase até o nível do chão e se fixaram num par de olhos – olhos com um brilho dourado que se destacava na escuridão da noite. Não eram olhos de vampiros. Não, não tinham o tom dourado dos olhos de Della quando ela estava com raiva. Esses olhos também não eram humanos.
Seriam de um cão?
Não.
De um lobo.
Ela quase tropeçou ao dar um passo para trás, enquanto seu coração gritava “Corra!”. Mas uma palavra sussurrada em sua cabeça em seguida impediu-a de tentar fugir. Lucas?
Seu peito ficou oprimido, mas agora não mais pelo medo. Algo mais parecido com saudade aqueceu seu coração. Um sentimento doce e quente que se sobrepôs ao sentimento de traição. O lobisomem de olhar ardente tinha beijado Kylie com desvario, feito com que ela ansiasse por tê-lo, e depois fugido com Fredericka.
O olhar de Kylie desviou-se rápido para a lua coberta de nuvens. Apesar da bruma cinzenta, ela podia ver que não estava cheia. Só estaria na semana seguinte, quando os lobos do acampamento estariam organizando a sua própria cerimônia ritual.
E isso significava que o olhar lupino não podia ser de Lucas. Significava que era de um lobo de verdade, O tipo de lobo que era um animal selvagem.
Significava que ela devia dar o fora dali antes que ele decidisse atacar.
Kylie se voltou novamente para a fera e, embora sua mente estivesse criando imagens da criatura de dentes arreganhados, pronta para dar o bote, o que ela via não parecia nada assustador. Os olhos dourados estavam fixos nos dela. As nuvens encobrindo o luar deviam ter sido levadas pelo mito, pois Kylie conseguiu ver o lobo de tamanho médio em detalhes. Seu pelo parecia grosso e áspero, e exibia uma mistura de tons que iam do cinza ao vermelho. Ela não diria que era bonito, mas sem dúvida não parecia nem um pouco ameaçador.
Rosnando baixo, ele avançou. Embora ainda não parecesse hostil, Kylie recuou um pouco. Como se percebesse o medo dela, o lobo baixou o corpo um pouco mais, assumindo uma posição submissa.
— Quem é você? O lobo de estimação de alguém?
Outro pensamento lhe ocorreu. Um lobo de verdade não teria espalhado no ar algo parecido com o rastro de um avião supersônico. Mas um metamorfo de verdade, sim.
Ela colocou as mãos nos quadris e dirigiu ao animal um olhar frio e reprovador.
— Droga! você, Perry?
Perry o poderoso metamorfo do acampamento, adorava fazer gracinhas. Mas Kylie já estava farta dos seus truques. Ela iria dar um basta naquilo.
— Pare com isso ou vou arrancar as suas orelhas!
Kylie esperou as fagulhas cintilantes se espalharem pelo ar ao redor do lobo, enquanto ele se transformava em ser humano novamente.
— Agora!
Nada de fagulhas.
A criatura, ainda de pé nas quatro patas, avançou mais um pouco.
— Nããão — Kylie insistiu, aceitando que se tratava de um lobo de verdade. — Você fica aí. — Ela estendeu a mão e o animal pareceu ouvir. — Nada pessoal, mas gosto mais de gatos.
Sua voz soou muito alta e ela se deu conta de que ainda não ouvia os sons da noite.
Nada de grilos. Nem passarinhos. Nem o vento ousava soprar. Ela olhou para o topo das árvores, tão imóveis que pareciam uma fotografia. Até a vegetação do Texas parecia congelada de medo.
Lutou contra a sensação de perigo agitando seu peito e olhou novamente o lobo, com mais certeza do que nunca de que o perigo não era causado pela presença da criatura. Não, o que quer que houvesse ali era muito mais maligno do que um animal selvagem. Calafrios percorreram sua espinha, deixando os cabelos da sua nuca arrepiados.
O lobo se empertigou, farejou o ar e soltou um rosnado. Depois se afastou um passo e voltou a avançar. Seus olhos dourados se encontraram com os dela como se a alertasse do perigo.
Mas quem disse que ela precisava de mais alertas? Seu coração já batia na boca. Outra rajada de vento frio passou por ela, só que desta vez mais perto, e deixou no ar um odor carregado de morte. O rosnado do lobo ficou mais intenso.
— Kylie? — Seu nome ecoou a distância, vindo da parte mais espessa da floresta. Ela olhou em volta e um vento frio passou por ela novamente. Só que desta vez teve a sensação de que ele continuou soprando. O que ou quem quer que fosse a queria sozinha. Ela abraçou a si mesma e tentou não estremecer com esse pensamento.
O lobo soltou um ganido baixinho e ela virou a cabeça, fazendo contato visual com ele. Ele moveu a cabeça ligeiramente, como se estivesse se despedindo dela, depois deu meia-volta, provocando um leve farfalhar nas folhas, e desapareceu.
— Kylie! — Ela ouviu seu nome mais uma vez, carregado pela brisa suave. Desta vez reconheceu a voz de Derek.
— Estou aqui! — ela gritou e, sem querer ficar sozinha nem mais um segundo, começou a correr.
Ela correu na direção da voz dele. O coração martelava no peito, enquanto desviava das árvores e saltava arbustos espinhosos. Continuou correndo. Como se pudesse fugir do medo que acabara de sentir, como se pudesse fugir dos próprios problemas. Ah, sim, ela queria muito deixar os problemas para trás. Cada vez que seus pés golpeavam a terra dura, ela sentia o medo se dissipando, mas os problemas continuavam com ela. Eles persistiam, mas o esforço físico exigido pela corrida lhe causava bem-estar. Até ela bater de frente com alguma coisa ou... alguém.
Derek.
Com o impacto, seu corpo bem torneado expeliu com força o ar dos pulmões e se chocou contra o chão com um baque surdo. Perdendo o equilíbrio, Kylie desabou sobre ele. O aroma fresco e envolvente do corpo de Derek invadiu suas narinas ao mesmo tempo que seus braços a envolveram de modo protetor.
— Você sentiu o lobo? — ela murmurou, ainda sem fôlego, ao se lembrar da capacidade dele de se comunicar com os animais.
— Que lobo? — Ele olhou ao redor. — Você está bem? — Com uma das pernas ainda enroscada nas dela, ele rolou o corpo até deitá-la na grama, e envolveu-a com o braço, encaixando a mão na curva da cintura. Calor e conforto emanavam do seu toque. Com a outra mão, ele tirou o cabelo do rosto de Kylie. Seu olhar, cheio de preocupação, encontrou o dela e ela lutou contra o nó de emoção que se formou em sua garganta.
— Kylie, fale comigo! — Seu tom de voz deixava transparecer o mesmo carinho que ela via em seus olhos, e aquela sensação de calor que ela sempre sentia quando ele a tocava se espalhou pelo seu peito. — Me diga, está tudo bem?
Ela piscou e quis dizer que sim, mas a verdade transbordou dos seus olhos.
— Não, não está tudo bem.
— O que aconteceu? — o braço dele estreitou mais sua cintura.
Todos os problemas pareciam estar caindo sobre ela como uma chuva e um deles atingiu como um raio seu coração.
— Eu bebi sangue.
— Todo mundo bebeu. Fazia parte da cerimônia — ele disse, e ela teve a impressão de que ele estava se esforçando para dizer a coisa certa.
— Mas eu gostei.
— Eu sei — ele admitiu. — As suas emoções se projetaram para todos os lados quando você o bebeu, paixão, euforia, prazer.
Ela levantou um pouco a cabeça do chão.
— O que isso significa? Fale sério, o que significa?
— Talvez você só tenha gostado do sabor — ele respondeu num tom de cautela.
— Ou talvez eu seja uma vampira? — ela rebateu e depois encostou novamente a cabeça no chão, fechando os olhos.
Ele não disse nada por um minuto, depois falou:
— Você viu um lobo? Disse alguma coisa sobre um lobo?
— Vi. Ele estava agindo de maneira estranha, quase amigável.
— Não está mais aqui — afirmou Derek, como se o seu dom lhe permitisse sentir os bosques ao redor e perceber a presença de animais. — É provável que fosse só um cão sem dono.
— Parecia um lobo.
— Então devia ser um híbrido.
— Talvez — ela admitiu, percebendo que podia estar exagerando.
Nenhum dos dois falou por alguns minutos. Cerrando os olhos, ela saboreou a sensação do corpo de Derek tão próximo ao dela, e aos poucos relaxou. Quando abriu os olhos, as estrelas cintilavam no céu com um esplendor de contos de fada. A grama alta ao redor deles parecia dançar com o vento. Derek estava fazendo aquilo de novo, fazendo o mundo parecer utópico, perfeito demais. Até o ar ficou perfumado com o aroma inebriante das folhas, misturado com o perfume suave das flores silvestres. Ela fechou os olhos novamente, com receio de se entregar completamente ao mundo que ele criara.
— Você acha que é uma vampira? — ele perguntou.
A pergunta a trouxe de volta à realidade. Ela olhou para ele.
— Não sei. Estou confusa demais.
Ele deslizou a mão pelo rosto dela.
— Será que importa mesmo o que você é, Kylie? Pode ter certeza de que para mim não importa.
— Claro que importa! — Ela se levantou, apoiando-se num cotovelo. — Você não entende porque sabe o que você é. Sempre soube. Tudo o que eu sabia sobre mim mesma, sobre quem sou, sobre quem é meu pai, foi por água abaixo. Tudo o que me resta é um monte de perguntas. Nada é como eu pensava. — Os olhos dela se encheram de lágrimas. — E...
A boca de Derek cobriu a dela. Seus olhos se fecharam. A doçura do beijo fez todo o caos emocional se dissipar na sua mente. Ela se entregou ao prazer do momento. Deixou-se envolver pela sensação de apenas sentir e não pensar. E, ai nossa... como aquilo era bom...
Quando ele afastou os lábios, ela ainda não estava preparada para deixá-lo se afastar. Abriu os olhos. Mas, não mais sob a influência das doces sensações do beijo, não tinha mais certeza do que sentia por ser silenciada por ele. Ela se sentou.
— Por que fez isso?
— O quê?
— Me beijou quando eu estava tentando falar.
Um sorriso se formou nos olhos dele.
— Não gosta que eu use o meu dom para acalmar você, então pensei em usar o meu charme.
— Se foi só o seu charme e não o seu dom, como faz tudo ficar parecendo um mundo de fantasia?
Ele balançou a cabeça e uma mecha do seu cabelo castanho claro caiu sobre a testa.
— Eu já disse, não estou fazendo nada.
Ela inclinou a cabeça para o lado e lhe lançou um olhar acusador.
— Se estou, não é de propósito. Juro. Ficar com você me deixa feliz e talvez a felicidade aumente o meu charme.
O sorriso dele era contagiante e nenhuma emoção semelhante à raiva à desconfiança encontrou espaço no peito de Kylie.
Ela deu um soco de leve no ombro dele.
— Você se acha muito charmoso, não é mesmo?
O sorriso dele ficou ainda mais largo.
— Eu acho que você gosta dos meus beijos.
O olhar de Derek desceu até a boca de Kylie, onde ela ainda podia sentir a umidade do beijo.
— Verdade? — ela gracejou. — Confia tanto assim no seu taco?
— Só tenho certeza de que você não está mais chateada. E é isso o que importa, não é? — Ele deslizou o dedo pelos lábios dela. — Porque eu realmente detesto ver você chateada.
Ela sentiu um aperto no peito e se perguntou se aquilo era uma confissão de que ele de fato estava manipulando as emoções dela. Mas era tão errado assim querer fazer alguém ficar feliz, dissipar seus medos? Ah, droga, o que ela estava esperando? O que a impedia de se render a tudo o que Derek queria? Concordar em namorar com ele. Sim... mais beijos e aonde quer que os beijos a levassem. Ela se aconchegou a ele, querendo sentir o gosto do seu beijo outra vez.
— Viu? — brincou ele, arqueando as sobrancelhas. — Admita. — Ele se aproximou um pouco mais. Os lábios tão perto que ela quase podia senti-los movendo enquanto ele falava.
— Admitir o quê? — ela perguntou, imprimindo um tom de provocação na voz, esperando deixá-lo tão louco quanto ele a deixava.
— Admita que gosta dos meus beijos. E depois diga que vai namorar comigo.
Ela lhe lançou um olhar malicioso e sorriu.
— Vou admitir que gosto dos seus beijos, mas e você? Gosta dos meus?
— Mais do que qualquer outra coisa. — Ele diminuiu um pouquinho mais a distância entre eles. — Namora comigo?... — E beijou-a novamente. Com suavidade no início e depois mais profundamente. Ela sentiu sua língua deslizar pelo interior da sua boca. Sentiu seu corpo pressionando-a suavemente contra a grama. A mão dele acariciando-a sob a camiseta, tocando a pele nua da sua cintura. Ele já tinha tocado seu corpo daquele jeito, mas ela sabia que ele não seria mais ousado; não aumentaria a intimidade entre eles antes de sentir que era isso o que ela queria.
E simplesmente saber disso fazia com que ela quisesse. Saber que a escolha era dela e que ele respeitaria o que ela escolhesse significava muito.
Mas seria o suficiente para que ela desse aquele passo?
Ela estendeu o braço para pegar a mão dele, querendo fazê-la subir um pouco mais, dando permissão a ele...
— Vocês dois precisam voltar ao acampamento. — A voz grave invadiu o devaneio sensual de Kylie.
Os dois se afastaram com um sobressalto. Burnett, o líder temporário do acampamento e membro da Unidade de Pesquisa de Fallen, uma unidade sobrenatural do FBI, estava de pé diante deles. O rosto de Kylie enrubesceu de constrangimento por ter sido pega abraçada e aos beijos com Derek na grama.
Derek não parecia incomodado. Ele ficou de pé e olhou ao redor.
— O que foi?
Kylie também se levantou. Só então reparou no tom sombrio de Burnett e notou que seus olhos estavam em brasa. Um sinal de que o vampiro estava na defensiva. Sem dúvida havia um perigo iminente.
—O que aconteceu? — Derek perguntou novamente.
— Alguém esteve aqui antes — Burnett respondeu.
— Quem? — Kylie conseguiu perguntar.
— Não sei. Mas é um vampiro, e não é um de nós. Agora voltem para o acampamento.
— Quer que eu fique com você? — Derek se ofereceu.
— E deixá-la sozinha? — Burnett perguntou com firmeza, fazendo cara feia.
Derek olhou de volta para Kylie e depois para Burnett.
— Tem razão. Vou levá-la até o acampamento em segurança. Quer que volte para cá depois?
— Não — Burnett insistiu. — Vou ficar bem. Só fiquem de olho no acampamento. Avise todo mundo para ficar atento. Fiquem juntos.
E deixá-la sozinha? A pergunta de Burnett ficou dando voltas na cabeça de Kylie e, com a repetição, ela ficou ainda mais irritante. Ela queria provar a ele de que podia cuidar de si mesma. Della teria um ataque de raiva se fosse tratada como se alguém precisasse protegê-la. Então Kylie se lembrou do quanto tinha ficado assustada antes de começar a correr, antes de encontrar Derek. Obviamente, Kylie não era Della.
Será que isso significava que ela não era vampira? Ou só significava que era uma vampira sem um pingo de coragem? Será que existiam vampiros covardes?
Burnett continuou:
— Não saia de perto de Holiday. Amarre-a se for preciso. Entendido?
— Entendido. — Derek pegou Kylie pelo cotovelo e começou a andar. Mas Kylie não saiu do lugar.
— Eu senti — ela disse sem pensar. — Ele passou por mim várias vezes. Quase como se estivesse brincando comigo ou me testando. — Ela se lembrou de como tinha passado zunindo, fazendo com que ela percebesse sua presença sem deixar que o visse.
— Isso é muito estranho. Os vampiros normalmente não brincam com ninguém. Nem testam. — Burnett disse. — Eles veem a presa e atacam pra matar. Agora voltem para o acampamento.
Ela sentiu um arrepio nas pernas, de cima a baixo. Sentindo o medo dela, Derek pegou na sua mão e lhe deu um aperto quente e tranquilizador. O medo diminuiu.
— Vem. Vamos voltar para o acampamento. — Ele pegou-a novamente pelo braço. O som da voz dele ajudou o seu cérebro a se conectar novamente com seus membros e ela conseguiu andar.
Eles caminharam em silêncio, num passo rápido. Os sons ocasionais de grilos e corujas se sobressaíam na escuridão. Não que ela se importasse com os piados das corujas e o cricrilar dos grilos. Aquilo significava que não havia intrusos por perto.
— Por que você não me disse que um vampiro se aproximou de você? — Derek perguntou, a frustração dando mais intensidade à sua voz.
— Eu... primeiro achei que fosse Della e depois... — Depois ela tinha pensado que era Chan, mas não podia falar de Chan para Derek. Tinha prometido à amiga. — Então ouvi você me chamando. E comecei a correr e não fiquei mais com medo. — Ela viu sua testa franzida. — Eu contei a você sobre o lobo.
— Acho que o vampiro era um problema maior.
— É e eu teria... contado, mas você começou a me beijar...
— Então a culpa é minha? — Seu tom de voz ficou mais ríspido.
— Um pouco, é... — ela disse, chateada ao vê-lo irritado minutos depois de terem se beijado. Ela começou a andar mais rápido.
Eles continuaram avançando por mais cinco minutos, em meio a um silêncio carregado de tensão. A cada passo, ela percebia o quanto a briga entre eles tinha sido tola.
— Eu devia ter te contado logo. É que não estava pensando direito. — Seu olhar afastou-se dele, com receio de que não aceitasse a trégua que ela oferecia.
Ela o ouviu suspirar.
— Desculpe. Não devia ter ficado tão mal-humorado. — Ele pegou a mão dela outra vez. Sua palma contra a dela provocava uma sensação agradável. — É que me assusta pensar que alguém podia ter machucado você. — A entonação da voz o fazia parecer mais velho. Sua voz ficou mais grave e sua necessidade de protegê-la lhe imprimiu um tom diferente. Apesar de ainda se sentir um pouquinho incomodada ao pensar que não conseguia proteger a si mesma, gostou da postura dele. Fazia com que se sentisse mais segura.
Com Derek de fato ela se sentia segura, mas isso não a impedia de sondar as árvores em volta e rezar para que o vento não parasse de soprar e que a noite não ficasse tão silenciosa outra vez.

8 comentários:

  1. talves esse jeito dela ver as coisas ficarem magicas , seja um dom dela , nao do Dereck

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  2. Também pensei o mesmo, somos 3, pessoal.

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  3. Ela não pode ficar com o dereck tem que ficar com lucaaaas

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  4. Pode ser... mas eu não quero ela com Derek! 🤔🙄

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  5. Gosto dela com Derick só que eu AMO ela com Lucas mesmo que ele tenha desaparecido com Fredericka (acho que esse é o nome dela sei lá).

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