17 de agosto de 2016

Capítulo um


O livro que você está segurando nas duas mãos neste momento – presumindo que esteja, de fato, segurando este livro, e que você só tem duas mãos – é um dos dois livros no mundo que mostram a diferença entre a palavra “nervoso” e a palavra “ansioso”. O outro livro, é claro, é o dicionário, e eu, se fosse você, preferiria ler o outro.
Como este livro, o dicionário mostra que a palavra “nervoso” significa “preocupado com alguma coisa” – você poderia ficar nervoso, por exemplo, se lhe servissem sorvete de ameixa seca de sobremesa, porque ficaria preocupado com a possibilidade de o gosto ser horrível – ao passo que a palavra “ansioso” significa “atormentado por um suspense perturbador”, que é como você poderia se sentir se lhe servissem um jacaré vivo de sobremesa, pois seria atormentado pelo silêncio perturbador contido na dúvida sobre se você vai comer a sobremesa ou se é a sobremesa que vai comer você. Porém, diferentemente deste livro, o dicionário também trata de palavras muito mais agradáveis de contemplar. A palavra “bolha” está no dicionário, por exemplo, bem como a palavra “pavão”, a palavra “férias” e as palavras “a”, “execução”, “do”, “autor”, “foi”, “suspensa”, as quais formam uma sentença que é sempre agradável de ouvir. Portanto, se você fosse ler o dicionário em vez deste livro, poderia pular as partes sobre “nervoso” e “ansioso” e ler a respeito de coisas que não o deixem sem dormir a noite toda, chorando e arrancando os cabelos.
Mas este livro não é o dicionário, e se nele você pulasse as partes sobre “nervoso” e “ansioso”, estaria pulando os trechos mais agradáveis da história toda. Em nenhum lugar deste livro você encontrará as palavras “bolha”, “pavão”, “férias”, nem, infelizmente para mim, coisa alguma sobre uma execução sendo suspensa. Em vez disso, lamento dizer, você encontrará as palavras “pesar”, “desespero” e “deplorável”, bem como as expressões “passagem escura”, “o conde Olaf disfarçado” e “os órfãos Baudelaire caíram numa armadilha”, mais uma variedade de palavras e expressões lamentáveis que não tenho coragem de escrever aqui. Em suma, ler um dicionário poderá deixá-lo nervoso, pois você se preocuparia por achá-lo muito maçante, mas ler este livro o deixará ansioso, pois será atormentado pelo suspense perturbador em que os órfãos Baudelaire se encontram, e eu, se fosse você, deixaria cair este livro das suas duas ou mais mãos e, em vez dele, me enrascaria confortavelmente para ler um dicionário, porque todas aquelas palavras lamentáveis que preciso usar para descrever aqueles infelizes acontecimentos estão prestes a chegar aos seus olhos.
“Imagino que vocês devem estar nervosos”, disse o sr. Poe. O sr. Poe era um executivo de banco que ficara encarregado dos órfãos Baudelaire logo em seguida à morte dos pais deles em um horrível incêndio. Lamento dizer que o sr. Poe não tinha feito um bom trabalho até então, e que os Baudelaire aprenderam que a única coisa com que podiam contar no que dizia respeito ao sr. Poe era o fato de que ele estava sempre com tosse. Na verdade, toda vez que terminava de falar uma frase, pegava o seu lenço branco e tossia nele.
Um vislumbre do algodão branco era praticamente a única coisa que os órfãos Baudelaire puderam ver. Violet, Klaus e Sunny estavam com o sr. Poe na frente de um enorme edifício de apartamentos na Avenida Sombria, que ficava em um dos bairros mais sofisticados da cidade. Embora a Avenida Sombria ficasse a apenas alguns quarteirões de distância do lugar onde antes se erguera a mansão Baudelaire, as três crianças nunca tinham estado antes naquelas vizinhanças e presumiram que a palavra “sombria” na Avenida Sombria era simplesmente um nome e nada mais, assim como Bulevar George Washington não indica necessariamente que ali mora George Washington, ou Sexta Avenida não indica que as lojas ali só abrem às sextas-feiras. Mas naquela tarde os Baudelaire perceberam que Avenida Sombria era mais que um nome. Era uma descrição apropriada. Em vez de postes de luz, havia árvores enormes a intervalos regulares ao longo da calçada, de um tipo que as crianças nunca tinham visto antes – e que mal podiam ver agora. No alto de um tronco grosso e espinhento, os galhos pendiam como roupa pendurada para secar, espalhando suas folhas largas e chatas em todas as direções, como um teto baixo e folhudo por cima das cabeças dos Baudelaire. Esse teto bloqueava toda a luz que vinha de cima e com isso, muito embora fosse o meio da tarde, a rua parecia escura como se já fosse noite – se bem que um tanto esverdeada. Não se diria que era um bom jeito de fazer com que os órfãos se sentissem bem-vindos ao se aproximar do seu novo lar.
“Vocês não têm por que ficar nervosos”, disse o sr. Poe, guardando o lenço de volta no bolso. “Entendo que alguns dos seus antigos tutores lhes causaram alguns probleminhas, mas acho que o sr. e a sra. Squalor vão lhes proporcionar um lar apropriado.”
“Não estamos nervosos”, disse Violet. “Estamos ansiosos demais para estar nervosos.”
“‘Ansioso’ e ‘nervoso’ significam a mesma coisa”, disse o sr. Poe. “E de qualquer modo, que razão vocês têm para estar nervosos?”
“O conde Olaf, é claro”, respondeu Violet. Violet tinha catorze anos, o que fazia dela a mais velha das crianças Baudelaire e a que mais provavelmente se animaria a falar abertamente com adultos. Era uma excelente inventora e tenho certeza de que, se não estivesse tão ansiosa, teria prendido o cabelo com uma fita para não cair nos olhos enquanto pensava em alguma invenção que trouxesse claridade aos seus arredores.
“O conde Olaf?”, disse o sr. Poe com indiferença. “Não se preocupem com ele. Nunca encontrará vocês aqui.”
As três crianças se entreolharam e suspiraram. O conde Olaf tinha sido o primeiro tutor que o sr. Poe encontrara para os órfãos, e era uma pessoa tão tenebrosa quanto a Avenida Sombria. Tinha uma única e longa sobrancelha, um olho tatuado no tornozelo e duas mãos imundas que ele esperava usar para arrebatar a fortuna dos Baudelaire, a ser herdada pelos órfãos assim que Violet chegasse à maioridade. As crianças tinham convencido o sr. Poe a tirá-los dos cuidados de Olaf, mas desde então o conde as perseguia com uma determinação obstinada, uma frase que aqui significa “arquitetando planos traiçoeiros e usando disfarces para tentar enganar as três crianças, onde quer que elas estivessem”.
“É difícil não se preocupar com Olaf”, disse Klaus, tirando os óculos para ver se ficava mais fácil olhar em volta na escuridão sem eles, “porque ele tem os nossos confrades em suas garras.” Embora Klaus, o Baudelaire do meio, tivesse apenas doze anos, já havia lido tantos livros que frequentemente usava palavras como confrades, que é uma palavra sofisticada para “amigos”.
Klaus estava se referindo aos trigêmeos Quagmire, que os Baudelaire conheceram quando estavam no colégio interno. Duncan Quagmire era um repórter, e estava sempre anotando informações úteis no seu caderno. Isadora Quagmire era uma poeta, e usava o seu caderno para escrever poesia. O terceiro gêmeo, Quigley, morrera em um incêndio antes que os órfãos Baudelaire tivessem a oportunidade de conhecê-lo, mas os Baudelaire tinham certeza de que ele teria sido tão bom amigo quanto os seus irmãos. Como os Baudelaire, os Quagmire eram órfãos e perderam os pais no mesmo incêndio que custara a vida ao irmão e, também como os Baudelaire, tinham herdado uma enorme fortuna na forma das famosas safiras Quagmire, que eram gemas muito raras e valiosas. Mas diferentemente dos Baudelaire, não conseguiram escapar das garras do conde Olaf. Justo quando os Quagmire ficaram sabendo de um terrível segredo a respeito de Olaf, ele os sequestrou e os Baudelaire, desde então, ficaram tão preocupados que mal conseguiam dormir por um instante que fosse. Sempre que fechavam os olhos, viam apenas o longo carro preto que levara embora os Quagmire, e ouviam apenas o som dos seus amigos gritando um fragmento do terrível segredo que acabavam de conhecer. “C.S.C.!”, gritara Duncan, logo antes de o carro sair na disparada, e os Baudelaire rolavam na cama de um lado para outro, preocupados com os seus amigos, e se perguntavam que diabo queria dizer C.S.C.
“Vocês também não precisam se preocupar com os Quagmire”, disse o sr. Poe, confiante. “Pelo menos, não por muito tempo. Não sei se vocês chegaram a ler o boletim da Administração de Multas, mas tenho algumas boas novas sobre os seus amigos.”
“Gavu?”, perguntou Sunny. Sunny era a mais jovem dos órfãos Baudelaire, e também a menor. Era pouco maior que um salame. Este era um tamanho comum para a sua idade, mas ela tinha quatro dentes que eram maiores e mais afiados que os de qualquer outro bebê que eu tenha visto. Entretanto, apesar da maturidade da sua boca, Sunny em geral falava de um modo que a maioria das pessoas achava difícil de entender. Com “Gavu”, por exemplo, ela queria dizer “Os Quagmire foram encontrados e resgatados?” ou algo do gênero, e Violet foi logo traduzindo para que o sr. Poe entendesse.
“Melhor que isso”, disse o sr. Poe. “Eu fui promovido. Agora sou Vice-Presidente Encarregado dos Assuntos de Órfãos. Isto significa que estou encarregado não só da situação de vocês, como também da dos órfãos Quagmire. Prometo a vocês que vou concentrar grande parte da minha energia em encontrar os Quagmire e trazê-los de volta à segurança, ou meu nome não é...” – aqui o sr. Poe se interrompeu para tossir mais uma vez no seu lenço, e os Baudelaire aguardaram pacientemente até ele terminar – “... Poe. Então, assim que eu deixar vocês aqui vou fazer uma viagem de helicóptero por três dias ao pico de uma montanha onde os Quagmire podem ter sido vistos. Será muito difícil falar comigo durante esse tempo, pois o helicóptero não tem telefone, mas ligarei para vocês assim que retornar com os seus jovens companheiros. Agora, dá para vocês enxergarem o número deste prédio? Para mim, está difícil ver se estamos no lugar certo.”
“Acho que é 667”, disse Klaus, apertando os olhos na tênue luz verde.
“Então, aqui estamos”, disse o sr. Poe. “O sr. e a sra. Squalor moram no apartamento de cobertura da Avenida Sombria 667. Acho que a porta é aqui.”
“Não, é lá adiante”, disse uma voz aguda e rascante na escuridão. Os Baudelaire, surpresos, se sobressaltaram um pouco, se voltaram e viram um homem que usava um chapéu de aba larga e um casaco grande demais para ele. As mangas do casaco cobriam-lhe as mãos completamente, e a aba do chapéu cobria a maior parte do seu rosto. Era tão difícil de enxergar que não foi à toa que as crianças não notaram a presença dele antes. “A maioria dos nossos visitantes acha a porta difícil de encontrar”, disse o homem. “É por isso que contrataram um porteiro.”
“Bem, fico feliz por terem feito isso”, disse o sr. Poe. “Meu nome é Poe, e tenho uma hora marcada com o sr. e a sra. Squalor para deixar os novos filhos deles.”
“Ah, sim”, disse o porteiro. “Eles me disseram que vocês vinham. Entrem.”
O porteiro abriu a porta do edifício e os fez entrar em uma sala tão escura quanto a rua. No lugar de lâmpadas, tudo o que havia era umas poucas velas no chão, e as crianças mal podiam distinguir se estavam em uma sala grande ou em uma sala pequena.
“Nossa! Está escuro aqui”, disse o sr. Poe. “Por que você não pede aos seus patrões que instalem aqui uma boa e forte lâmpada halógena?”
“Não podemos”, respondeu o porteiro. “Neste momento, o escuro está in.”
In?” perguntou Violet. “In como?”
“Apenas in”, explicou o porteiro. “Por aqui, as pessoas decidem se alguma coisa é in, o que quer dizer que está por dentro, tem estilo e é atraente, ou out, o que quer dizer o contrário, que está por fora. E fica mudando o tempo todo. Faz só um par de semanas, o escuro estava out e a luz estava in, e vocês deviam ter visto estas vizinhanças. Era preciso usar óculos escuros o tempo todo, para não ferir a vista.”
“Com que então, escuro é in”, disse o sr. Poe. “Espere só até eu contar para a minha mulher. Nesse meio tempo, pode nos mostrar onde fica o elevador? O sr. e a sra. Squalor moram no apartamento de cobertura, e não quero subir a pé até o último andar.”
“Bem, receio que vocês tenham de fazer isso”, disse o porteiro. “Logo ali há um par de portas de elevador, mas não terão nenhuma utilidade para vocês.
“O elevador está quebrado?”, perguntou Violet. “Eu sou muito boa com dispositivos mecânicos, e ficaria feliz em dar uma olhada.”
“É uma oferta muito gentil e inusitada”, disse o porteiro. “Mas o elevador não está quebrado. Simplesmente está out. A vizinhança decidiu que os elevadores estavam out e então eles desligaram o elevador. As escadas estão in, portanto ainda resta um jeito de chegar à cobertura. Vou mostrar a vocês.”
O porteiro mostrou o caminho através do saguão e os órfãos Baudelaire olharam para cima, perscrutando uma longa escadaria curva, feita de madeira, com um corrimão de metal que acompanhava as suas curvas. Podiam ver que alguém colocara mais velas a cada poucos degraus, de modo que a escadaria parecia ser formada por nada mais que curvas de luzes bruxuleantes que iam ficando cada vez mais pálidas à medida que a escada ia subindo, até não dar para ver mais nada.
“Nunca vi nada assim”, disse Klaus.
“Parece mais uma caverna que uma escada”, disse Violet.
“Pinse!”, disse Sunny, o que queria dizer algo como “Ou o espaço cósmico!”.
“Me parece ser uma longa escalada”, disse o sr. Poe franzindo as sobrancelhas. Ele voltou-se para o porteiro. “Quantos andares tem essa escadaria?”
Os ombros do porteiro se encolheram embaixo do seu casaco grande demais. “Não me lembro”, disse ele. “Acho que são quarenta e oito, mas podem ser oitenta e quatro.”
“Eu não sabia que os edifícios podiam ser tão altos”, disse Klaus.
“Bem, sejam quarenta e oito ou oitenta e quatro”, disse o sr. Poe, “eu não tenho tempo para subir tudo isso com vocês, crianças. Vou perder o meu helicóptero. Vocês terão de subir sozinhos, e transmitir as minhas saudações ao sr. e à sra. Squalor.”
“Teremos de subir sozinhos?”, disse Violet.
“Deem-se por felizes de não ter trazido as suas coisas com vocês”, disse o sr. Poe. “A sra. Squalor disse que não havia razão para trazer nenhuma das roupas de vocês, e eu acho que isto é porque ela queria poupá-los do esforço de arrastar malas por todas essas escadas acima.”
“O senhor não vem conosco?”, perguntou Klaus.
“Eu simplesmente não tenho tempo para acompanhá-los”, disse o sr. Poe, “e é isso.”
Os Baudelaire se entreolharam. As crianças sabiam, como estou certo de que vocês sabem, que normalmente não há motivo para ter medo do escuro, porém mesmo que a gente não sinta realmente medo de alguma coisa, pode não querer chegar perto dela, e os órfãos estavam um pouquinho nervosos com a ideia de ter de escalar tudo aquilo até o fim sem um adulto do lado.
“Se vocês estão com medo do escuro”, disse o sr. Poe, “imagino que posso adiar a minha busca pelos Quagmire e levá-los aos seus novos tutores.”
“Não, não”, Klaus apressou-se a dizer. “Não estamos com medo do escuro, e encontrar os Quagmire é muito mais importante.”
“Obog”, disse Sunny meio em dúvida.
“Apenas tente engatinhar enquanto aguentar”, disse Violet à irmã, “e então Klaus e eu nos revezaremos carregando você. Até logo, sr. Poe.”
“Até logo, crianças”, disse o sr. Poe. “Se houver qualquer problema, lembrem-se de que sempre poderão contatar a mim ou qualquer dos meus colegas na Administração de Multas – pelo menos, assim que eu descer do helicóptero.”
“Tem uma coisa de bom com essa escadaria”, brincou o porteiro, começando a acompanhar o sr. Poe de volta à porta da frente. “A partir deste ponto, é tudo ‘pra cima’.”
Os órfãos Baudelaire ouviram as risadinhas do porteiro enquanto ele desaparecia nas trevas e subiram os primeiros degraus. Como vocês com certeza já sabem, a expressão “A partir deste ponto, é tudo ‘pra cima’“ não tem nada a ver com subir as escadas. Significa simplesmente que as coisas vão melhorar no futuro. As crianças tinham entendido a piada, mas estavam ansiosas demais para rir. Estavam ansiosas em relação ao conde Olaf, que poderia encontrá-los a qualquer minuto. Estavam ansiosas em relação aos trigêmeos Quagmire, que poderiam jamais voltar a ver. E agora, começando a subir a escadaria à luz de velas, estavam ansiosas em relação aos seus novos tutores. Tentavam imaginar que espécie de gente viveria em uma rua tão escura, em um prédio tão escuro, e no alto de quarenta e oito ou oitenta e quatro lances de escada muito escuros. Acharam difícil de acreditar que as coisas fossem melhorar no futuro vivendo em um ambiente tão deprimente e mal iluminado. Muito embora os aguardasse uma longa escalada, quando os órfãos Baudelaire começaram a subir na escuridão estavam ansiosos demais para acreditar que tudo seria “pra cima” a partir daquele ponto.

4 comentários:

  1. Sério... essa série é a melhor que tem - talvez, a melhor que eu já li -, mas não a mais importante. Dentre os livros dessa série, eu só li o Mau Começo - ele é o primeiro livro da série, creio eu. Assim que acabasse de ler o primeiro, uma pessoa normal leria o segundo. E depois o terceiro. o quarto. E assim vai.
    Só que eu não agi da forma que pessoas normais leem livros - acabei pulando para o sexto ou sétimo livro. Será que tem problema? Será que eu sou uma pessoa normal? (kkk)

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    1. Kkkkkkk
      Bem, se foi pro sexto, acho que não tem muito problema. No sétimo já começa a desenvolver um pouco mais, vc ficaria sem entender o motivo de umas letras e um certo sequestro.. Mas de qualquer maneira, é vc ler os outros agora que fica tudo certo! Haueahaheu

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  2. Por isso q eu leio em ordem pra teer certeza q estou entendendo kk

    Nossa espero q seja 48 andares e n 84 pelo menos eles estao com as pernas forte de tanto q eles correram no outro livro kk


    Nossa como to gostando desse livro ! =-O

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  3. "Pelo menos eles estão com pernas fortes de tanto que correram no outro livro" kkkkkkkkkkk

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