25 de agosto de 2016

Capítulo quatro


Tenha você sido mandado para a sala do diretor da sua escola por jogar toalhas de papel molhadas no teto para ver se grudam, ou ido ao dentista a fim de implorar-lhe que torne oco um dos seus dentes para esconder uma única página do seu último livro e passar pelos guardas no aeroporto, a sensação de ficar plantado do lado de fora da porta de uma sala nunca é agradável, e enquanto os órfãos Baudelaire ficaram plantados diante da porta onde estava escrito “Gabinete da diretora de Recursos Humanos”, eles foram lembrados de todos os gabinetes desagradáveis que tinham visitado recentemente. Já no primeiro dia deles na Escola Preparatória Prufrock, antes mesmo de conhecerem Isadora e Duncan Quagmire, os Baudelaire tinham visitado o gabinete do vice-diretor Nero e tomado conhecimento de todas as regras estritas e injustas da academia. Quando trabalharam na Serraria Alto-Astral, os irmãos foram chamados ao gabinete do proprietário, que deixou claro exatamente o quanto a situação deles era horrível. E, é claro, Violet, Klaus e Sunny tinham estado muitas, muitas vezes no gabinete do sr. Poe no banco, onde ele tossia, falava ao telefone e tomava decisões sobre o futuro dos Baudelaire que provaram não ser boas. Mas mesmo se não tivessem tido todas aquelas experiências desventuradas em gabinetes, era perfeitamente compreensível que as crianças Baudelaire tivessem de ficar plantadas por alguns momentos diante da décima sétima porta à esquerda, juntando coragem para bater.
“Não tenho muita certeza de que devemos correr este risco”, disse Violet. “Se Babs leu a edição matutina d’O Pundonor Diário, vai nos reconhecer assim que passarmos pela porta. Podemos muito bem estar batendo à porta da nossa cela na cadeia.”
“Mas a Biblioteca de Registros pode ser nossa única esperança”, disse Klaus. “Precisamos descobrir quem era realmente Jacques Snicket, onde trabalhava e como nos conhecia. Se conseguirmos alguma prova, poderemos convencer as pessoas de que o conde Olaf ainda está vivo e que nós não somos assassinos.”
“Curoy”, acrescentou Sunny, o que queria dizer: “Além disso, os trigêmeos Quagmire estão muito, muito longe, e só temos umas poucas páginas dos seus cadernos. Precisamos descobrir o verdadeiro significado de C.S.C.”.
“Sunny está certa”, disse Klaus. “Na Biblioteca de Registros, poderemos até mesmo resolver o mistério daquela passagem subterrânea que levava do apartamento de Jerome e Esmé Squalor até as cinzas que restaram da mansão Baudelaire.”
“Afficu”, disse Sunny. Ela queria dizer alguma coisa como: “E o único modo de entrarmos na Biblioteca de Registros é falando com Babs, portanto é um risco que temos de correr”.
“Está bem”, disse Violet, olhando para a irmã e sorrindo. “Você me convenceu. Mas se Babs começar a olhar para a gente de um modo desconfiado, nós vamos embora, de acordo?”
“De acordo”, disse Klaus.
“Tá”, disse Sunny, e bateu à porta.
“Quem é?”, gritou Babs.
“São os três voluntários dos Combatentes pela Saúde do Cidadão”, respondeu Violet. “Viemos nos oferecer para trabalhar na Biblioteca de Registros.”
“Entrem”, ordenou Babs, e as crianças abriram a porta e entraram na sala. “Eu estava me perguntando quando iria aparecer alguém”, continuou a diretora de Recursos Humanos. “Estava justamente acabando de ler o jornal desta manhã. Aquelas três crianças terríveis estão soltas por aí, matando gente.”
Os Baudelaire se entreolharam e estavam prestes a sair correndo pela porta afora quando viram algo na sala que os fez mudar de ideia. O gabinete da diretora de Recursos Humanos do Hospital Heimlich era pequeno, com uma escrivaninha pequena, duas cadeiras pequenas e uma janela pequena ornamentada com duas cortinas pequenas. Sobre o peitoril, havia um pequeno vaso de flores amarelas, e na parede, um pequeno retrato, de muito bom gosto, de um homem levando um cavalo para uma pequena lagoa de água doce. Mas não foram os móveis, o arranjo de flores ou a obra de arte de muito bom gosto que fizeram parar os três órfãos.
A voz de Babs viera de algum lugar na direção da escrivaninha, coisa que os Baudelaire estavam esperando, mas o que eles não estavam esperando era que Babs não estivesse sentada atrás da escrivaninha, nem em cima da escrivaninha, e nem mesmo embaixo dela. Em vez disso, um pequeno alto-falante quadrado de intercomunicador, exatamente igual aos que havia do lado de fora do hospital, tinha sido colocado no meio da escrivaninha, e fora desse alto-falante que a fala tinha sido falada. Era estranho ouvir uma fala vinda de um alto-falante, e não de uma pessoa em carne e osso, mas as crianças se deram conta de que não poderiam ser reconhecidas se Babs não podia vê-las, portanto não saíram correndo para fora da sala.
“Nós também somos três crianças”, disse Violet para o alto-falante, tentando ser tão honesta quanto possível, “mas preferimos mil vezes ser voluntárias no hospital a embarcar em uma vida de crimes”.
Se vocês são crianças, fiquem caladas!”, disse rudemente a voz de Babs. “Na minha opinião, crianças são para ser vistas, e não ouvidas. Eu sou adulta, portanto segue-se que eu sou para ser ouvida, e não vista. É por isso que trabalho exclusivamente através do intercomunicador. Vocês trabalharão exclusivamente com a coisa mais importante que fazemos neste hospital. Podem adivinhar o que é?”
“Curar pessoas doentes?”, adivinhou Klaus.
Fique calado!”, comandou o alto-falante. “Crianças são para ser vistas, e não ouvidas, lembra-se? Só porque não posso ver vocês, isto não quer dizer que podem começar a tagarelar sobre pessoas doentes. De qualquer modo, você está errado. A coisa mais importante que fazemos no hospital é a papelada, e vocês vão trabalhar na Biblioteca de Registros cuidando da papelada. Estou certa de que isso será difícil para vocês, pois crianças nunca têm nenhuma experiência administrativa.”
“Hend”, disse Sunny, discordando. Violet ia explicar que sua irmã queria dizer alguma coisa na linha de: “Na verdade, eu trabalhei como assistente administrativa na Escola Preparatória Prufrock”, mas o alto-falante de intercomunicador estava ocupado demais reprovando os Baudelaire, uma expressão que aqui significa “gritando ‘fiquem calados!’“ a cada oportunidade.
Fiquem calados!”, gritou o alto-falante. “Em vez de ficar matraqueando sem parar, apresentem-se imediatamente na Biblioteca de Registros, que está localizada no subsolo, bem no final da escada ao lado dessa sala. Vocês irão diretamente para lá todas as manhãs, assim que a perua chegar ao Hospital Heimlich, e voltarão diretamente para a perua no final de cada dia. A perua levará vocês de volta para casa. Alguma pergunta?”
Os Baudelaire tinham uma grande quantidade de perguntas, é claro, mas não as fizeram. Sabiam que se dissessem uma palavra que fosse, o alto-falante de intercomunicador iria mandá-los ficar calados, e além disso, estavam ansiosos para chegar à Biblioteca de Registros, onde esperavam responder às perguntas mais importantes de suas vidas.
Excelente!”, disse o alto-falante. “Vocês estão aprendendo a ser vistos, e não ouvidos. E agora, caiam fora desta sala.”
As crianças caíram fora daquela sala e rapidamente encontraram a escadaria que o alto-falante tinha mencionado. Os Baudelaire estavam contentes porque o caminho para a Biblioteca de Registros era muito fácil de lembrar, pois o Hospital Heimlich parecia ser o tipo do lugar onde seria muito fácil se perder. A escadaria virava para um lado e para outro, levando a muitas portas e corredores, e a cada três metros ou coisa assim, pregado à parede logo abaixo de um alto-falante de intercomunicador, havia um complicado mapa do hospital, cheio de setas, estrelas e outros símbolos que os Baudelaire não reconheceram. De quando em quando, as crianças viam alguém do hospital andando em sua direção. Muito embora nem os Combatentes pela Saúde do Cidadão nem a Diretora de Recursos Humanos tivessem reconhecido as três crianças, era certeza que alguém no hospital lera O Pundonor Diário, e os Baudelaire, que não queriam ser vistos nem ouvidos, tinham de se virar de cara para a parede e fingir estar consultando o mapa, para que as pessoas que passassem por eles não vissem os seus rostos.
“Essa foi por pouco”, suspirou Violet, aliviada, quando um grupo de médicos passou por eles batendo papo, sem dirigir nem sequer um olhar para os jovens.
“Foi por pouco”, concordou Klaus, “e nós não queremos que seja por menos ainda. Não creio que devamos voltar para a perua no fim deste dia, ou de qualquer outro dia. Mais cedo ou mais tarde acabaremos sendo reconhecidos.”
“Você tem razão”, disse Violet. “Teríamos de atravessar o hospital inteiro todos os dias, só para chegar até a perua. Mas onde vamos passar a noite? As pessoas vão achar estranho se três crianças estiverem dormindo na Biblioteca de Registros.”
“Metade”, sugeriu Sunny.
“É uma ótima ideia”, retrucou Violet. “Podíamos dormir na metade inacabada do hospital. Ninguém vai lá à noite.”
“Dormir sozinhos, em uma sala meio acabada?”, perguntou Klaus. “Vai ser frio e escuro.”
“Não pode ser muito pior do que o Barraco dos Órfãos na Escola Preparatória Prufrock”, disse Violet.
“Dania”, disse Sunny, o que queria dizer: “Ou o quarto na casa do conde Olaf”.
Klaus estremeceu ao se lembrar de como era horrível quando o conde Olaf era seu tutor.
“Você está certa”, disse ele parando diante da porta onde estava escrito “Biblioteca de Registros”. “A ala inacabada do hospital não pode ser tão ruim assim.”
Os Baudelaire bateram à porta, que se abriu quase imediatamente para revelar um dos homens mais velhos que já tinham encontrado, usando um dos menores pares de óculos que já tinham visto. As lentes não eram muito maiores que ervilhas verdes, e o homem precisava apertar os olhos para mirá-los.
“Minha vista não é mais o que era”, disse ele, “mas vocês parecem ser crianças. E também são muito familiares. Tenho certeza de ter visto as suas caras antes, em algum lugar.”
Os Baudelaire se entreolharam em pânico, sem saber se deviam disparar para fora da sala ou tentar convencer o homem de que ele estava enganado.
“Somos novos voluntários”, disse Violet. “Acho que nunca nos vimos antes.”
“Babs nos incumbiu de trabalhar na Biblioteca de Registros”, disse Klaus.
“Bem, vocês vieram para o lugar certo”, disse o velho com um sorriso enrugado. “Meu nome é Hal, e trabalho aqui na Biblioteca de Registros há mais anos do que eu gostaria de contar. Temo que a minha vista não seja mais o que era, portanto perguntei a Babs se alguns voluntários não poderiam me ajudar.”
“Wolick”, disse Sunny.
“Minha irmã disse que estamos muito felizes em ser úteis”, disse Violet, “e estamos mesmo.”
“Ora, fico contente em ouvir isso”, disse Hal. “Porque há um bocado de trabalho esperando. Venham comigo, vou explicar o que vocês têm de fazer.”
Os Baudelaire passaram pela porta e viram-se em uma pequena sala, dentro da qual não havia nada, além de uma mesinha sobre a qual estava uma tigela de frutas frescas.
“Esta é a biblioteca?”, disse Klaus.
“Oh, não”, disse o homem. “É só uma antecâmara, uma pequena sala que uso para guardar as minhas frutas. Se vocês ficarem com fome durante o dia, podem se servir de alguma coisa daquela tigela. Também é aqui que fica o intercomunicador, portanto é onde temos de nos apresentar sempre que Babs faz uma comunicação.” Ele os levou até o outro lado da sala, onde havia uma pequena porta, e tirou um anel de barbante do bolso do casaco. Nele, havia centenas de chaves que faziam pequenos ruídos metálicos quando batiam umas nas outras. Hal encontrou rapidamente a chave certa para destrancar a porta. “Esta”, disse ele com um pequeno sorriso, “é a Biblioteca de Registros.”
Hal introduziu as crianças em uma sala mal iluminada, com pé-direito muito baixo, tão baixo que os cabelos grisalhos de Hal quase esbarravam no teto. Mas embora a sala não fosse muito alta, ela era enorme. A Biblioteca de Registros se estendia na frente dos Baudelaire até tão longe que eles quase não conseguiam ver a parede oposta, nem tampouco as paredes da direita e da esquerda, quando olharam para os lados. Tudo o que conseguiam ver eram grandes arquivos de aço com gavetas metodicamente etiquetadas com descrições das pastas que continham. Os arquivos de aço estavam organizados fileira após fileira, até onde a vista podia alcançar. As fileiras eram tão próximas umas das outras que os irmãos tiveram de andar atrás de Hal em fila indiana enquanto ele os levava em uma excursão pela sala.
“Eu mesmo organizei tudo”, explicou ele. “A Biblioteca de Registros não contém apenas informações do Hospital Heimlich, mas de toda esta região. Há informações sobre tudo, de poesias a pílulas, de pinturas emolduradas a pirâmides, de pudins a psicologia..., e tudo isso só no corredor P, que é por onde estamos andando neste momento.”
“Que lugar incrível”, disse Klaus. “Pensem só em tudo o que podemos aprender lendo todos estes arquivos.”
“Não, não, não”, disse Hal sacudindo a cabeça com ar severo. “Nosso trabalho é arquivar as informações, e não lê-las. Não quero ver vocês tocando em nenhuma destas pastas, a não ser quando estiverem trabalhando com elas. É por isso que mantenho todos estes arquivos de aço muito bem trancados. E agora, deixem-me mostrar a vocês exatamente onde irão trabalhar.”
Hal levou-os até a parede oposta e apontou para um pequeno buraco retangular, de tamanho suficiente apenas para Sunny, talvez Klaus, passar rastejando. Ao lado do buraco, havia uma cesta contendo uma grande pilha de papéis e uma tigela cheia de clipes.
“As autoridades depositam informações na via de informações, que começa do lado de fora do hospital e termina bem aqui”, explicou ele, “e eu preciso de duas pessoas que me ajudem a arquivar o que é depositado no lugar certo. Vocês terão de fazer o seguinte: primeiro, removam todos os clipes e coloquem nesta tigela. Depois, deem uma olhada na informação e decidam para onde ela vai. Lembrem-se: tentem ler o mínimo possível.” Ele fez uma pausa, tirou o clipe de um pequeno maço de papéis e olhou para o topo da página, apertando os olhos. “Por exemplo”, continuou ele, “você só precisa ler algumas palavras para ver que estes parágrafos são sobre as condições atmosféricas na semana passada em Docas de Dâmocles, que fica às margens de algum lago em algum lugar. Portanto, vocês podem me pedir para destrancar arquivos de aço no corredor D de ‘Dâmocles’, ou A de ‘atmosféricas’, ou até P de ‘parágrafos’. A escolha é sua.”
“Mas não vai ficar difícil para as pessoas encontrar a informação depois?”, perguntou Klaus. “Elas não vão saber se devem procurar em D, A ou P.”
“Então elas terão de procurar em todas as três letras”, disse Hal. “Às vezes, a informação que você precisa não está no lugar mais óbvio. Lembrem-se: a papelada é a coisa mais importante que fazemos neste hospital, portanto o trabalho de vocês é muito importante. Vocês acham que são capazes de arquivar esses papéis corretamente? Eu gostaria que começassem agora mesmo.”
“Acho que somos”, disse Violet. “Mas o que o terceiro voluntário vai fazer?”
Hal pareceu ficar embaraçado e mostrou o anel de barbante com todas as chaves. “Eu perdi algumas das chaves dos arquivos de aço”, admitiu ele, “e preciso de alguém que use algum tipo de objeto afiado para abri-los.”
“Eu!”, disse Sunny.
“Minha irmã quer dizer que ela seria perfeita para esse trabalho, porque possui dentes muito afiados”, explicou Violet.
“Sua irmã?”, disse Hal, e coçou a cabeça. “De algum modo, eu sei que vocês três vêm da mesma família. Tenho certeza de que acabei de ler algumas informações sobre vocês.”
As crianças se entreolharam mais uma vez e sentiram borboletas no estômago.
“O senhor lê O Pundonor Diário?”, perguntou Klaus, cauteloso.
“É claro que não”, disse Hal fechando a cara. “Aquele jornal é o pior que já vi na minha vida. Praticamente todas as matérias que eles publicam são mentiras deslavadas.”
Os Baudelaire sorriram aliviados. “Não sabemos nem como dizer o quanto estamos felizes em ouvir isso”, disse Violet. “Bem, acho melhor a gente começar a trabalhar.”
“Sim, sim”, disse Hal. “Venha, pequenina, vou lhe mostrar onde estão os arquivos de aço trancados, e vocês dois comecem a arquivar. Eu só queria me lembrar...” A voz do velho foi sumindo, e então ele estalou os dedos e sorriu.
Existem, é claro, muitas razões para alguém estalar os dedos e sorrir. Se você ouvisse alguma música agradável, por exemplo, poderia estalar os dedos e sorrir para demonstrar que a música tem encantos que poderiam apaziguar o seu peito selvagem. Se você estivesse trabalhando como espião, poderia estalar os dedos e sorrir a fim de transmitir uma mensagem no código secreto “estala-sorri”. Mas você também poderia estalar os dedos e sorrir se estivesse fazendo um grande esforço para se lembrar de uma coisa e, de repente, conseguisse. Hal não estava ouvindo música na Biblioteca de Registros e, depois de nove meses, seis dias e catorze horas de pesquisa, posso afirmar com razoável certeza que Hal não estava trabalhando como espião, portanto seria sensato concluir que ele acabava de se lembrar de uma coisa.
“Acabo de me lembrar de uma coisa”, disse ele. Sei por que vocês três me parecem tão familiares.”
Hal continuou a mostrar o caminho para Sunny ao longo de mais um corredor de arquivos de aço, a fim de indicar onde os seus dentes poderiam ser úteis, e com isso a sua voz flutuava acima dos dois Baudelaire mais velhos, como se ele estivesse falando em um intercomunicador. “Eu não li, é claro, mas havia alguma informação sobre vocês na pasta sobre os fogos Snicket.”

Um comentário:

  1. snicket este é o sobrenome do Jacques o utimo a ser morto pelo Cond Olaf

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