21 de agosto de 2016

Capítulo quatro


Os órfãos Baudelaire olharam para a tirinha de papel, depois para Hector, e depois de novo para a tirinha de papel. Eles então olharam de novo para Hector, depois para a tirinha de papel mais uma vez, e depois para Hector mais uma vez, e depois para a tirinha de papel uma vez mais, e depois para Hector uma vez mais, e depois para a tirinha de papel mais uma vez. As bocas deles estavam abertas como se estivessem prestes a falar, mas as três crianças não conseguiam encontrar as palavras que expressassem o que queriam dizer.
A expressão “um raio em dia de céu claro” descreve alguma coisa tão surpreendente que faz a sua cabeça girar, as suas pernas bambearem, e o seu corpo zunir de perplexidade – como se um raio tivesse caído de um céu totalmente azul em um dia de sol, atingindo você com toda a força. A não ser que você seja uma lâmpada, um eletrodoméstico ou uma árvore que se cansou de ficar em pé, ser atingido por um raio em dia de céu claro não é uma experiência agradável, e durante alguns minutos os Baudelaire ficaram parados nos degraus da casa de Hector e sentiram as desagradáveis sensações de cabeças girando, pernas bambeando e corpos zunindo.
“Meu Deus, Baudelaires”, disse Hector. “Nunca vi ninguém ficar tão surpreso. Venham, entrem na casa e sentem-se. Até parece que vocês foram atingidos com toda a força por um raio.”
Os Baudelaire seguiram Hector para dentro da casa e por um corredor até a sala de estar, onde sentaram-se em um sofá sem dizer palavra.
“Vocês podem ficar aqui sentados por alguns minutos”, disse ele, “enquanto preparo um pouco de chá quente. Quem sabe quando estiver pronto vocês consigam falar.” Ele se inclinou para baixo, entregou a tirinha de papel a Violet e deu uma palmadinha na cabeça de Sunny antes de sair da sala deixando as crianças sozinhas. Sem falar, Violet desenrolou o papel para que os irmãos pudessem ler o dístico mais uma vez.

Cá, por safiras, cativos estamos.
Hora após hora, em terror aguardamos.

“É ela”, disse Klaus, falando baixinho para Hector não ouvir. “Tenho certeza. Isadora Quagmire escreveu este poema.”
“Eu também acho”, disse Violet. “Estou segura de que é a letra dela.”
“Blake!”, disse Sunny, o que queria dizer “E o poema foi escrito no inconfundível estilo literário de Isadora!”.
“O poema fala de safiras”, disse Violet, “e os pais dos trigêmeos, ao morrer, deixaram para eles as famosas safiras Quagmire.”
“Olaf os raptou para pôr as mãos naquelas safiras”, disse Klaus. “Deve ser a isto que o poema se refere quando diz ‘Cá, por safiras, cativos estamos’.”
“Peng?”, perguntou Sunny.
“Não sei como isto foi parar nas mãos de Hector”, respondeu Violet. “Vamos perguntar a ele.”
“Não tão depressa”, disse Klaus. Ele tirou o papel da mão de Violet e olhou para ele de novo. “Talvez Hector esteja envolvido no rapto, de algum modo.”
“Eu não tinha pensado nisso”, disse Violet. “Você acha mesmo?”
“Não sei”, disse Klaus. “Ele não se parece com um dos parceiros do conde Olaf, mas às vezes não conseguimos reconhecê-los.”
“Urib”, disse Sunny pensativa, o que queria dizer “É verdade”.
“Ele parece ser uma pessoa em quem podemos confiar”, disse Violet. “Ficou entusiasmado em nos mostrar a migração dos corvos, e queria ouvir tudo sobre tudo o que nos aconteceu. Isso não parece coisa de sequestrador, mas imagino que não dá para saber com certeza.”
“Exatamente”, disse Klaus. “Não dá para saber com certeza.”
“O chá está pronto”, Hector gritou da cozinha. “Venham até aqui, se estiverem com vontade. Vocês podem sentar-se à mesa enquanto faço as enchiladas.”
Os Baudelaire se entreolharam e balançaram a cabeça. “Quei!”, gritou Sunny e, seguida pelos irmãos, entrou em uma grande e confortável cozinha. As crianças sentaram-se em volta de uma mesa redonda de madeira, onde Hector colocara três canecas fumegantes de chá, e ficaram em silêncio enquanto Hector começava a preparar o jantar. É verdade, sem dúvida, que não dá para saber com certeza se é possível ou não confiar em alguém, pela simples razão de que as circunstâncias mudam o tempo todo. Você pode conhecer alguém há vários anos, por exemplo, e confiar totalmente nele como amigo, mas as circunstâncias podem mudar e ele pode ficar com muita fome, e antes que você perceba poderá estar sendo cozido em um caldeirão de sopa, porque não dá para saber com certeza. Eu mesmo me apaixonei por uma mulher maravilhosa, que era tão encantadora e inteligente que eu me sentia confiante de que ela seria minha noiva, mas não tinha como saber com certeza e, cedo demais, as circunstâncias mudaram e ela acabou se casando com outra pessoa, tudo por causa de alguma coisa que ela leu n’O Pundonor Diário. E ninguém precisava dizer aos órfãos Baudelaire que não havia como saber com certeza porque, antes de se tornar órfãos, eles viveram por muitos anos sob os cuidados dos pais, e confiavam nos pais para continuar cuidando deles, mas as circunstâncias mudaram, e agora seus pais haviam morrido e as crianças estavam vivendo com um factótum em uma cidade cheia de corvos. Embora não haja como saber com certeza, muitas vezes há maneiras de saber com bastante certeza, e, enquanto os três irmãos observavam Hector trabalhando na cozinha, eles reconheceram algumas dessas maneiras. A melodia que ele cantarolava enquanto picava os ingredientes, por exemplo, era reconfortante, e os Baudelaire não podiam nem imaginar como alguém poderia cantarolar daquele jeito se fosse um sequestrador. Quando viu que o chá dos Baudelaire ainda estava quente demais para beber, ele atravessou a cozinha e foi soprar nas canecas deles, uma por uma, e era difícil acreditar que alguém pudesse estar escondendo dois trigêmeos e esfriando o chá de três crianças ao mesmo tempo. E o mais reconfortante de tudo era que Hector não os importunava com montes de perguntas sobre por que eles estavam tão surpresos e calados. Ele simplesmente ficou quieto e deixou que os Baudelaire esperassem até estar prontos para falar sobre a tirinha de papel que lhes dera, e as crianças não podiam nem imaginar que uma pessoa tão gentil e atenciosa estivesse envolvida com o conde Olaf de qualquer modo que fosse. Não havia como saber com certeza, é claro, mas enquanto os Baudelaire observavam o factótum pôr as enchiladas no forno para assar, eles sentiram como se soubessem com uma certeza considerável, e quando ele sentou-se à mesa com eles, os Baudelaire estavam prontos para contar-lhe sobre o dístico que tinham lido.
“Este poema foi escrito por Isadora Quagmire”, disse Klaus sem preâmbulos, uma expressão que aqui significa “quase imediatamente assim que Hector sentou-se”.
“Uau”, disse Hector. “Não admira que vocês tenham ficado tão surpresos. Mas como podem ter certeza? Uma porção de poetas escrevem dísticos. Ogden Nash, por exemplo.”
“Ogden Nash não escreve sobre safiras”, disse Klaus, que ganhara uma biografia de Ogden Nash quando fez sete anos. “Isadora, sim. Quando os Quagmire pais morreram, deixaram uma fortuna em safiras. É a isto que ela se refere quando diz ‘Cá, por safiras, cativos estamos’.”
“Além disso”, disse Violet, “é a letra de Isadora, e o seu inconfundível estilo literário.”
“Bem”, disse Hector, “se vocês dizem que este poema é de Isadora Quagmire, eu acredito.”
“Devíamos ligar para o sr. Poe e contar para ele”, disse Klaus.
“Não podemos ligar para ele”, disse Hector. “Não há telefones em C.S.C., porque os telefones são dispositivos mecânicos. O Conselho dos Anciãos pode mandar uma mensagem para ele. Eu fico desassossegado demais para pedir a eles, mas vocês podem fazer isso, se quiserem.”
“Antes de falarmos com o Conselho, devíamos procurar saber um pouco mais sobre o dístico”, disse Violet. “Onde você apanhou este pedacinho de papel?”
“Eu o encontrei hoje”, disse Hector, “sob os galhos da Árvore do Nunca Mais. Acordei esta manhã e estava de saída para ir andando até a cidade baixa fazer as tarefas matinais, quando notei alguma coisa branca entre as penas pretas que os corvos tinham deixado para trás. Era esta tirinha de papel, toda enroladinha. Não entendi o que estava escrito, então pus no bolso do macacão e não pensei nela de novo até agora há pouco, quando estávamos falando sobre dísticos. Com certeza é muito misterioso. Como se explica que um dos poemas de Isadora tenha ido parar no meu quintal?”
“Bem, poemas não costumam levantar e sair andando por aí sozinhos”, disse Violet. “Isadora deve ter posto este poema aqui. Ela deve estar em algum lugar aqui por perto.”
Hector sacudiu a cabeça. “Eu acho que não”, disse ele. “Você mesma viu como é tudo descampado e plano por aqui. Dá para enxergar tudo em volta por quilômetros, e as únicas coisas aqui nos arredores da cidade são a casa, o celeiro e a Árvore do Nunca Mais. Sintam-se à vontade para vasculhar a casa, mas não vão encontrar Isadora Quagmire ou qualquer outra pessoa, e eu sempre mantenho o celeiro trancado, pois não quero que o Conselho dos Anciãos descubra que estou quebrando as regras.”
“Talvez ela esteja na árvore”, disse Klaus. “Certamente é grande o bastante para Olaf escondê-la no meio dos galhos.”
“É verdade”, disse Violet. “Na última vez, Olaf os escondeu muito abaixo de nós. Talvez desta vez eles estejam muito acima de nós.” Ela estremeceu só de pensar em como seria desagradável estar presa nos galhos enormes da Árvore do Nunca Mais, empurrou a cadeira para trás e levantou-se. “Só há uma coisa a fazer”, disse ela. “Teremos de trepar na árvore e procurá-los.”
“Você tem razão”, disse Klaus, e pôs-se em pé ao lado dela. “Vamos.”
“Guerit!”, concordou Sunny.
“Esperem um minuto”, disse Hector. “Não podemos simplesmente ir trepando na Árvore do Nunca Mais.”
“Por que não?”, disse Violet. “Já subimos em uma torre e já descemos por um poço de elevador. Trepar em uma árvore não deve ser problema.”
“Tenho certeza de que vocês três são excelentes para trepar em árvores”, disse Hector, “mas não foi isso o que eu quis dizer.” Ele levantou-se e foi até a janela da cozinha. “Deem uma olhada lá fora”, disse ele. “O sol já se pôs completamente. Não há luz suficiente para enxergar os seus amigos em cima da Árvore do Nunca Mais. Além disso, a árvore está coberta de corvos empoleirados. Vocês nunca conseguirão encontrá-los no meio de todos esses corvos – será como procurar agulha em palheiro.”
Os Baudelaire olharam pela janela e viram que Hector estava certo. A árvore não passava de uma sombra enorme, indistinta nas beiradas onde os corvos estavam pousados. As crianças sabiam que se subissem naquela escuridão atrás dos amigos seria, sem dúvida, como procurar agulha em palheiro, uma expressão que aqui significa “seria improvável que isto revelasse a localização dos trigêmeos Quagmire”. Klaus e Sunny olharam para a irmã esperando que ela pudesse inventar uma solução, e ficaram aliviados ao ouvir que ela pensara em alguma coisa antes até que pudesse prender o cabelo com uma fita.
“Podíamos subir com lanternas”, disse Violet. “Se você tiver um pouco de folha de alumínio, um velho cabo de vassoura e três elásticos, eu mesma posso fazer uma lanterna em dez minutos.”
Hector sacudiu a cabeça. “Lanternas só iriam perturbar os corvos”, disse ele. “Se alguém a acordasse no meio da noite e acendesse uma luz na sua cara, você ficaria muito irritada, e ninguém gostaria de ficar cercado por milhares de corvos irritados. É melhor esperar até de manhã, depois que os corvos migrarem para a cidade alta.”
“Não podemos esperar até de manhã”, disse Klaus. “Não podemos esperar nem mais um segundo. Na última vez em que encontramos os Quagmire, bastou deixá-los sozinhos por alguns minutos e, quando voltamos, já tinham desaparecido de novo.”
“Olawmuda!”, gritou Sunny, o que queria dizer “Olaf pode mudá-los de lugar a qualquer minuto!”.
“Bem, ele não pode mudá-los agora”, observou Hector. “Seria igualmente difícil para ele trepar na árvore.”
“Temos de fazer alguma coisa”, insistiu Violet. “Este poema não é só um dístico – é um pedido de socorro. A própria Isadora diz ‘Hora após hora, em terror aguardamos’. Nossos amigos estão apavorados, e cabe a nós salvá-los.”
Hector tirou um par de luvas térmicas do bolso do macacão e usou-as para tirar as enchiladas do forno. “Vou lhes dizer uma coisa”, disse ele. “Está uma noite linda e as nossas enchiladas de galinha estão prontas. Podemos nos sentar na varanda e comer o nosso jantar, enquanto ficamos de olho na Árvore do Nunca Mais. Esta área é tão descampada que mesmo à noite dá para enxergar muito longe, e se o conde Olaf se aproximar – ou qualquer outra pessoa, aliás – nós o veremos chegando.”
“Mas o conde Olaf poderia levar a cabo a sua traição depois do jantar”, disse Klaus. “O único jeito de ter certeza de que ninguém vai chegar perto da árvore é ficar guardando a árvore a noite inteira.”
“Podemos nos revezar para dormir”, disse Violet, “assim um de nós estará sempre acordado para ficar guardando a árvore.”
Hector começou a sacudir a cabeça, mas então parou e olhou para as crianças. “Normalmente eu não aprovo que crianças fiquem acordadas até tarde”, disse ele afinal, “a não ser que estejam lendo um bom livro, assistindo a um filme maravilhoso, ou participando de um jantar com convivas fascinantes. Mas, desta vez, suponho que podemos abrir uma exceção. Eu provavelmente vou cair no sono, mas vocês três podem ficar de guarda a noite inteira se quiserem. Apenas, por favor, não tentem trepar na Árvore do Nunca Mais no escuro. Entendo o quanto vocês estão frustrados, e sei que a única coisa que podemos fazer é esperar até de manhã.”
Os Baudelaire se entreolharam e suspiraram. Estavam tão ansiosos por causa dos Quagmire que tinham vontade de sair correndo imediatamente e trepar na Árvore do Nunca Mais, porém sabiam no fundo do coração que Hector tinha razão.
“Acho que você tem razão, Hector”, disse Violet. “Podemos esperar até de manhã.”
“É a única coisa que podemos fazer”, concordou Klaus.
“Contráiro!”, disse Sunny, e ergueu os braços para que Klaus pudesse pegá-la. Ela queria dizer algo na linha de “Posso pensar em uma outra coisa que podemos fazer – erga-me até o ferrolho da janela!” e o irmão obedeceu. Os minúsculos dedinhos de Sunny soltaram o ferrolho da janela e abriram-na com um empurrão, deixando entrar o ar fresco da noite e os sons crocitantes dos corvos. Ela então se inclinou para a frente o mais que pôde e enfiou a cabeça para dentro da noite. “Late!”, gritou ela o mais alto que pôde. “Late!”
Há muitas expressões para descrever alguém que está fazendo alguma coisa do jeito errado. “Cometendo um erro” é um dos jeitos de descrever essa situação. “Ferrando com tudo” é outra, embora um pouco rude, e “Tentando salvar Lemony Snicket por meio de cartas escritas a um congressista em vez de escavar um túnel para a fuga” é um terceiro jeito, embora um pouco específico demais. Porém o “Late!” que Sunny gritou traz à lembrança uma expressão que, lamentavelmente, descreve de modo perfeito a situação.
Com “Late!” Sunny queria dizer “Se estão aí em cima, Quagmires, fiquem firmes que, primeira coisa logo de manhã, vamos até vocês” e lamento dizer que a expressão que melhor descreve as suas circunstâncias é “Latindo para a árvore errada”. Foi um gesto bondoso da parte de Sunny tentar tranquilizar Isadora e Duncan dizendo que os Baudelaire iriam ajudá-los a escapar das garras do conde Olaf, mas a Baudelaire mais jovem estava fazendo as coisas do jeito errado. Ela gritou “Late!” mais uma vez enquanto Hector punha as enchiladas de galinha nos pratos e levava os Baudelaire à varanda da frente para que pudessem comer sentados à mesa de piquenique enquanto ficavam de olho na Árvore do Nunca Mais, mas Sunny estava cometendo um erro. Os Baudelaire não se deram conta do erro quando terminaram o jantar e ficaram de olho na árvore imensa e murmurante. Eles não se deram conta do erro quando se sentaram na varanda para passar o resto da noite se revezando em apertar os olhos para o horizonte árido, à procura de qualquer sinal de que alguém se aproximava, e cochilando ao lado de Hector com a mesa de piquenique como travesseiro. Mas quando o sol começou a subir, e um corvo de C.S.C. deixou a Árvore do Nunca Mais e começou a voar em círculos, e mais três corvos se seguiram, e depois mais sete, e depois mais doze, e o céu da manhã se encheu de sons de asas batendo enquanto os milhares de corvos davam voltas e mais voltas acima das cabeças das crianças, que se levantaram das cadeiras de madeira e foram em passo rápido até a árvore para procurar algum sinal dos Quagmire, os Baudelaire viram de repente o quanto estavam enganados.
Sem o bando de corvos empoleirados nos seus galhos, a Árvore do Nunca Mais parecia nua como um esqueleto. Não havia uma só folha entre as centenas e centenas de galhos da árvore. Em pé sobre as suas raízes descarnadas e olhando para os galhos vazios lá em cima, os Baudelaire podiam enxergar até o último detalhe da Árvore do Nunca Mais, e puderam ver imediatamente que não iriam encontrar Duncan e Isadora Quagmire, não importa o quão alto trepassem. Era uma árvore enorme, e uma árvore robusta, e parecia ser muito confortável para se empoleirar, mas era a árvore errada. Klaus estivera latindo para a árvore errada ao dizer que os seus amigos raptados provavelmente estavam lá em cima, e Violet estivera latindo para a árvore errada ao dizer que eles tinham de subir para procurá-los, e Sunny estivera latindo para a árvore errada ao dizer “Late!”. Os órfãos Baudelaire estiveram latindo para a árvore errada a noite toda, porque a única coisa que as crianças descobriram naquela manhã foi mais uma tirinha de papel toda enroladinha no meio das penas pretas que os corvos deixaram para trás.

Um comentário:

  1. Mais uma tirinha ela concerteza esta por perto
    Eles tem q descobrir qual o corvo q ta trazendo e seguir ele.

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!