21 de agosto de 2016

Capítulo onze


Isto é o que o olho nas letras já vê:
Zás! Seus amigos, e C.S.C.

“Mas não é uma maravilha?”, disse Klaus com um sorriso, enquanto as irmãs liam o quarto dístico. “Não é absolutamente superlativo?”
“Uibeom”, disse Sunny, o que queria dizer “É mais confuso do que superlativo. Nós ainda não sabemos onde estão os Quagmire”.
“Sim, nós sabemos”, disse Klaus, tirando os outros dísticos do bolso. “Pensem nos quatro poemas em ordem, e vocês verão o que quero dizer.”

Cá, por safiras, cativos estamos.
Hora após hora, em terror aguardamos.
Até de manhã, não vai dar pra falar;
Fechado e tristonho há de o bico ficar.
A que antes se lê contém uma pista,
Recurso inicial que o bandido despista.
Isto é o que o olho nas letras já vê:
Zás! Seus amigos, e C.S.C.

“Acho que você é muito melhor em analisar poemas do que eu”, disse Violet, e Sunny concordou com a cabeça. “Este poema não deixa as coisas nem um pouco mais claras.”
“Mas você foi a primeira a sugerir a solução”, disse Klaus. “Quando nós recebemos o terceiro poema, você achou que ‘inicial’ se referia a ‘iniciais’, como C.S.C.”
“Mas você disse que provavelmente significava ‘primeiro’“, disse Violet. “Os poemas são o primeiro jeito que os Quagmire acharam de se comunicar conosco do lugar onde estão escondidos.”
“Eu estava errado”, admitiu Klaus. “Nunca em minha vida fiquei tão feliz por estar errado. Isadora queria dizer ‘iniciais’ o tempo todo. Eu não tinha percebido até ler a parte que diz ‘Isto é o que o olho nas letras já vê’. Ela está ocultando o local dentro do poema, como a tia Josephine escondeu o lugar onde estava dentro do seu bilhete, está lembrada?”
“É claro que estou lembrada”, disse Violet, “mas ainda não entendi.”
“‘A que antes se lê contém uma pista’“, recitou Klaus. “Nós pensamos que Isadora queria dizer a primeira linha do primeiro poema. Mas ela queria dizer a primeira letra: ela não podia nos contar diretamente onde ela e seu irmão estavam escondidos, pois alguma outra pessoa poderia tirar os poemas dos corvos antes de nós, portanto tinha de usar algum tipo de código. Se olharmos para a primeira letra de cada linha, poderemos ver o lugar onde estão os trigêmeos.”
“‘Cá, por safiras, cativos estamos’. E um C”, disse Violet. “‘Hora após hora, em terror aguardamos’. É um H.”
“‘Até de manhã, não vai dar pra falar’“, disse Klaus. “É um A. ‘Fechado e tristonho há de o bico ficar’. É um F.”
“A que antes se lê, contém uma pista’ – A”, disse Violet, excitada. ‘“Recurso inicial que o bandido despista’ – R.”
“I! Z!”, gritou Sunny triunfante, e os três Baudelaire exclamaram juntos a solução:
“CHAFARIZ!”.
“O Chafariz Corvídeo!”, disse Klaus. “Os Quagmire estão bem na frente desta janela.”
“Mas como eles podem estar no chafariz?”, perguntou Violet. “E como Isadora deu os poemas aos corvos de C.S.C.?”
“Vamos responder a essas perguntas”, respondeu Klaus, “assim que sairmos da cadeia. É melhor voltar ao amolecedor de argamassa antes que o detetive Dupin volte.”
“E volte junto com o povo de toda uma cidade querendo nos queimar na fogueira, graças à psicologia das turbas”, disse Violet com um estremecimento.
Sunny engatinhou para o pão e pôs a mãozinha contra a parede. “Papamole!”, gritou ela, o que queria dizer algo como “A argamassa está quase completamente amolecida – falta só mais um tempinho!”.
Violet tirou a fita do cabelo e depois amarrou de novo, o que era uma coisa que ela fazia quando precisava repensar, uma palavra que aqui significa “Pensar ainda mais intensamente sobre a terrível situação dos órfãos Baudelaire”. “Não estou certa de que teremos nem mais um tempinho”, disse ela olhando para a janela. “Vejam como o sol está forte. A manhã já deve ter quase acabado.”
“Então temos de nos apressar”, disse Klaus.
“Não”, corrigiu Violet. “Temos de repensar. E eu estive repensando este banco. Podemos usá-lo de um outro modo, além de uma rampa. Podemos usá-lo como aríete.”
“Honz?”, perguntou Sunny.
“Um aríete é um grande bloco de madeira ou metal usado para arrebentar portas ou paredes”, explicou Violet. “Inventores militares usaram aríetes nos tempos medievais para invadir cidades muradas, e nós vamos usar um agora, para escapar da prisão.” Violet ergueu o banco de modo a apoiá-lo no ombro. “O banco precisa ser apontado do modo mais uniforme possível”, disse ela. “Sunny, suba nos ombros de Klaus. Se vocês dois juntos conseguirem segurar a outra ponta, acho que este aríete vai funcionar.”
Klaus e Sunny, depois de alguns esforços, colocaram-se na posição que Violet sugerira e um momento depois os irmãos estavam prontos para pôr em funcionamento a última invenção de Violet. As duas irmãs Baudelaire agarraram a madeira com firmeza, e Klaus agarrou Sunny com firmeza, para que ela não caísse no chão da Cela de Luxo quando eles estivessem batendo.
“Agora”, disse Violet, “vamos recuar o máximo que conseguirmos, e quando eu disser três, vamos correr para a parede. Apontem o aríete para o ponto onde o amolecedor de argamassa estava trabalhando. Prontos? Um, dois, três!”
Pam! Os Baudelaire correram para a frente e golpearam a parede com o banco o mais forte que puderam. O aríete fez um barulho tão alto que eles tiveram a sensação de que a cadeia inteira ia desmoronar, mas conseguiram deixar apenas uma pequena marca em alguns dos tijolos, como se a parede tivesse sido levemente machucada.
“De novo!”, comandou Violet. “Um, dois, três!”
Pam! Do lado de fora, as crianças puderam ouvir alguns corvos se agitando freneticamente, assustados com o barulho. Mais alguns tijolos foram machucados, e um deles tinha uma grande rachadura no meio.
“Está funcionando!”, gritou Klaus. “O aríete está funcionando!”
“Um, dois, minga!”, gritou Sunny, e as crianças golpearam de novo a parede com o aríete.
“Ai!”, gritou Klaus, e cambaleou um pouco, quase deixando cair a irmãzinha. “Um tijolo caiu no meu pé!”
“Viva!”, gritou Violet. “Quero dizer, sinto muito pelo seu pé, Klaus, mas se tijolos estão caindo, isto significa que a parede está decididamente enfraquecendo. Vamos pôr o aríete no chão e dar uma olhada melhor.”
“Não precisamos dar uma olhada melhor”, disse Klaus. “Saberemos que está funcionando quando enxergarmos o Chafariz Corvídeo. Um, dois, três!”
Pam! Os Baudelaire ouviram o barulho de mais pedaços de tijolo caindo no chão imundo da Cela de Luxo. Mas eles também ouviram um outro barulho – um barulho familiar. Começou com um leve ruflar e depois foi crescendo até soar como um milhão de páginas sendo folheadas. Era o som dos corvos de C.S.C., voando em círculos antes de partir para o seu pouso vespertino, e isto significava que o tempo das crianças estava se esgotando.
“Hurol!”, gritou Sunny desesperadamente, e então, o mais alto que pôde, “Um! Dois! Minga!”
À contagem de “Minga!”, o que, é claro, queria dizer alguma coisa na linha de “Três!”, e as crianças correram para a parede da Cela de Luxo e golpearam os tijolos com o seu aríete produzindo o mais potente Pam! até então, um barulho que foi acompanhado por um estalo enorme quando a invenção se partiu em duas. Violet cambaleou numa direção, e Klaus e Sunny cambalearam noutra quando as metades separadas os fizeram perder o equilíbrio, e uma enorme nuvem de poeira ergueu-se do ponto em que o aríete atingira a parede.
Uma enorme nuvem de poeira não é uma coisa bonita de ver. Pouquíssimos pintores fizeram retratos de enormes nuvens de poeira, ou as incluíram em suas paisagens e naturezas-mortas. Diretores de filmes raramente escolhem enormes nuvens de poeira para representar os papéis principais em comédias românticas e, até onde minha pesquisa demonstrou, uma enorme nuvem de poeira nunca chegou a nada melhor que vigésimo quinto lugar em um concurso de beleza. Apesar disso, quando os órfãos Baudelaire saíram cambaleando pela sala, deixando cair as metades do aríete e ouvindo os sons dos corvos que voavam em círculos do lado de fora, eles olharam para a enorme nuvem de poeira como se ela fosse uma coisa de grande beleza, porque aquela enorme nuvem de poeira em particular era feita de pedaços de tijolos e argamassa e outros materiais de construção necessários para construir uma parede, e os Baudelaire sabiam que a estavam vendo porque a invenção de Violet tinha funcionado. Enquanto a enorme nuvem de poeira se assentava no chão da cela, tornando-o ainda mais imundo, as crianças olharam em volta sorrindo grandes sorrisos empoeirados, pois vislumbraram uma linda visão adicional – um grande buraco escancarado na parede da Cela de Luxo, perfeito para uma fuga rápida.
“Nós conseguimos!”, disse Violet, e saiu para o pátio com um passo através do buraco na cela. Ela olhou para o céu bem a tempo de ver os últimos corvos partindo para a cidade baixa. “Nós escapamos!”
Klaus, ainda segurando Sunny nos ombros, fez uma pausa para limpar a poeira dos óculos antes de sair da cela, passar por Violet e seguir andando até o Chafariz Corvídeo.
“Ainda não saímos da sinuca”, disse ele, uma expressão que aqui significa “Ainda dá para vislumbrar um bocado de problemas no horizonte”. Ele olhou para o céu e apontou para o borrão distante dos corvos que se afastavam. “Os corvos estão indo para a cidade baixa, para o seu pouso da tarde. Os cidadãos devem chegar a qualquer minuto agora.”
“Mas como vamos tirar os Quagmire de lá a qualquer minuto agora?”, perguntou Violet.
“Uóc!”, gritou Sunny de cima dos ombros de Klaus. Ela queria dizer alguma coisa tipo “O chafariz parece ser extremamente sólido”, e seus irmãos acenaram as cabeças em desapontado assentimento. O Chafariz Corvídeo parecia ser tão inexpugnável – uma palavra que aqui significa “impossível de invadir para salvar trigêmeos raptados” – quanto era feio. O corvo de metal ficava cuspindo água por cima de si mesmo como se a ideia dos Baudelaire de salvar os Quagmire lhe desse engulhos.
“Duncan e Isadora devem estar presos dentro do chafariz”, disse Klaus. “Talvez haja um mecanismo em algum lugar para abrir uma entrada secreta.”
“Mas nós limpamos cada centímetro deste chafariz quando fizemos as nossas tarefas da tarde”, disse Violet. “Teríamos notado um mecanismo secreto enquanto esfregávamos todas essas penas entalhadas.”
“Jidu!”, disse Sunny, o que queria dizer alguma coisa como “Com certeza Isadora nos deu alguma indicação de como salvá-la!”.
Klaus pôs a irmã bebê no chão e tirou as quatro tirinhas de papel do bolso. “Está na hora de repensar mais uma vez”, disse ele, espalhando os dísticos no chão. “Temos de examinar estes poemas o mais atentamente possível. Eles devem conter uma outra pista, sobre como entrar no chafariz.”

Cá, por safiras, cativos estamos.
Hora após hora, em terror aguardamos.
Até de manhã, não vai dar pra falar;
Fechado e tristonho há de o bico ficar.
A que antes se lê, contém uma pista,
Recurso inicial que o bandido despista.
Isto é o que o olho nas letras já vê:
Zás! Seus amigos, e CS. C.

“‘Fechado e tristonho há de o bico ficar!”, exclamou Violet. “Nós pulamos para a conclusão precipitada de que ela estava falando dos corvos de C.S.C., mas talvez ela queira dizer o Chafariz Corvídeo. A água sai do bico do corvo, portanto deve haver um buraco lá.”
“É melhor a gente subir lá para ver”, disse Klaus. “Aqui, Sunny, suba de novo nos meus ombros, e depois eu vou subir nos ombros de Violet. Vamos ter de ficar bem altos para chegar até lá em cima.”
Violet assentiu e se ajoelhou na base do chafariz. Klaus pôs Sunny de volta nos ombros, depois subiu nos ombros da irmã mais velha, e depois, cuidadosamente, muito cuidadosamente, Violet pôs-se em pé, e assim todos os três Baudelaire ficaram equilibrados um por cima do outro como uma trupe de acrobatas que as crianças tinham visto uma vez, quando seus pais as levaram ao circo. A grande diferença, no entanto, é que os acrobatas ficam ensaiando seguidamente o seu número, em salas com redes de segurança e uma porção de almofadas para que eles não se machuquem quando cometerem um erro, mas os órfãos Baudelaire não tiveram tempo para ensaiar, nem para achar almofadas para espalhar pelas ruas de C.S.C. Como resultado, o número de equilíbrio dos Baudelaire ficou meio cambaleante. Violet cambaleava por estar sustentando ambos os irmãos, e Klaus cambaleava porque estava em pé nos ombros da sua irmã cambaleante, e a pobre Sunny cambaleava tanto que mal conseguia ficar sentada nos ombros de Klaus e espiar dentro do bico do gargarejante corvo metálico. Violet ficou olhando para a rua, para ver se não vinha chegando nenhum cidadão, e Klaus ficou olhando para o chão, onde os poemas de Isadora ainda estavam espalhados.
“O que você está vendo, Sunny?”, perguntou Violet, que avistara algumas figuras distantes caminhando depressa na direção do chafariz.
“Chize!”, Sunny gritou para baixo.
“Klaus, o bico não é grande o bastante para deixar entrar no Chafariz”, disse Violet, desesperada. As ruas da cidade pareciam sacudir-se para cima e para baixo enquanto ela cambaleava cada vez mais. “O que vamos fazer?”
“‘Isto é o que o olho nas letras já vê’“, murmurou Klaus consigo mesmo, como frequentemente fazia quando pensava muito sobre alguma coisa que estava lendo. Precisou usar toda a sua capacidade de concentração para ler os dísticos que Isadora lhes mandara ao mesmo tempo em que oscilava para a frente e para trás. “É um jeito estranho de colocar as coisas. Por que ela não escreveu ‘Nessas letras espero que você veja’, ou ‘Nessas letras você poderá ver?”
“Sabicho!”, gritou Sunny. Em cima dos seus dois irmãos cambaleantes, Sunny estava balançando de um lado para outro como uma flor ao vento. Ela tentou se agarrar ao Chafariz Corvídeo, mas a água que esguichava do bico do corvo deixava o metal escorregadio demais.
Violet tentou se firmar o melhor que pôde, mas a visão das duas figuras usando chapéus de corvo que acabavam de dobrar uma esquina próxima não a ajudava a se equilibrar. “Klaus”, disse ela, “não é que eu queira apressá-lo, mas por favor repense o mais depressa possível. Os cidadãos estão se aproximando, e eu não tenho certeza de quanto tempo mais vou poder aguentar.”
‘“Isto é o que o olho nas letras já vê’“, murmurou Klaus novamente, fechando os olhos para não ter de ver o mundo oscilar em volta dele.
“Tuc!”, gritou Sunny, mas ninguém a ouviu por causa do berro de Violet quando suas pernas cederam, uma expressão que aqui significa que ela desabou no chão, esfolando o joelho e derrubando Klaus no processo. Os óculos de Klaus caíram e ele desmoronou no chão do pátio com os cotovelos na frente, o que é um modo doloroso de desmoronar, e quando ele rolou no chão os seus cotovelos sofreram graves arranhões. Mas Klaus estava muito mais preocupado com as suas mãos, que não estavam mais segurando os pés da sua irmã bebê.
“Sunny!”, chamou ele, apertando os olhos sem óculos. “Sunny, onde está você?”
“Heni!”, gritou Sunny, mas foi ainda mais difícil do que de costume entender o que ela queria dizer. A mais jovem dos Baudelaire conseguira se agarrar ao bico do corvo com os dentes, mas como o chafariz continuava cuspindo água, sua boca começou a escorregar na lisa superfície de metal. “Heni!”, ela gritou de novo quando um dos seus dentes de cima começou a escorregar. Sunny foi deslizando cada vez mais para baixo, se debatendo desesperadamente para encontrar algo em que se agarrar, mas a única coisa esculpida na cabeça era o olho fixo e inerte do corvo, que era chato e não oferecia nenhuma espécie de ponto de apoio dental. Ela foi escorregando mais e mais, e Sunny fechou os olhos para não se ver caindo.
“Heni!”, ela gritou uma última vez, rangendo os dentes contra o olho da estátua, tal era a sua frustração; e, quando Sunny mordeu o olho, ele foi posto para baixo. Pôr alguém “para baixo” é uma expressão usada, às vezes, para significar que se deixou alguém se sentindo triste e macambúzio, mas neste caso ela se aplica a um botão secreto, escondido numa estátua de corvo, que foi posto para baixo, e que, no entanto, está se sentindo muito bem, obrigado. O botão, ao ser posto para baixo, produziu um forte estalo e o bico do Chafariz Corvídeo se escancarou todo, o máximo que era possível, cada uma das partes virando lentamente para baixo, e levando Sunny junto. Klaus encontrou os óculos e os colocou bem a tempo de ver a irmãzinha cair sã e salva nos braços estendidos de Violet. Os três Baudelaire se entreolharam aliviados, e depois olharam para o bico escancarado do corvo. Através da água que jorrava, os três irmãos viram dois pares de mãos aparecendo no bico quando duas pessoas o galgaram para fora do Chafariz Corvídeo. As duas pessoas estavam usado suéteres de lã grossa, tão escuros e pesados por causa da água que ambas mais pareciam monstros disformes. As duas figuras encharcadas saíram cautelosamente do corvo e desceram para o chão, e os Baudelaire correram para apertá-los nos braços.
Não preciso contar a vocês como as crianças se encheram de alegria ao ver Duncan e Isadora Quagmire tremendo no pátio, e não preciso contar a vocês como os Quagmire ficaram gratos por se ver fora do confinamento no Chafariz Corvídeo. Não preciso contar a vocês como os cinco jovens ficaram felizes e aliviados porque desta vez estavam reunidos por fim, e não preciso contar a vocês todas as coisas jubilosas que os trigêmeos disseram enquanto batalhavam para tirar os pesados suéteres e torcê-los. Mas há coisas que eu preciso contar a vocês, e uma dessas coisas é a figura distante do detetive Dupin, segurando uma tocha e se encaminhando diretamente para os órfãos Baudelaire.

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