27 de agosto de 2016

Capítulo nove


O curioso quando lhe dizem para consultar o travesseiro – uma expressão que, como você já sabe, significa “deitar-se pensando em algum problema e chegar a uma conclusão quando acordar” – é que em geral você não pode fazer isso. Se seu problema é um dilema, é provável que passe a noite inteira agitado, pensando nas coisas terríveis que podem acontecer e no que você poderia fazer a respeito, e é improvável que tais circunstâncias levem a qualquer tipo de sono. Na noite passada, eu estava com um problema envolvendo um conta-gotas, um vigia noturno ganancioso e uma bandeja de pudins, e agora estou tão cansado que mal consigo datilografar essas lapravas.
E foi assim com os órfãos Baudelaire na noite em que Esmé Squalor disse a eles que consultassem o travesseiro sobre se iriam ou não atirar madame Lulu aos leões e juntar-se à trupe do conde Olaf. As crianças, é claro, não queriam fazer parte de um bando de vilões nem atirar alguém dentro de um fosso letal. Mas Esmé também perguntara a eles que diabo iriam fazer se não se juntassem a Olaf, e essa questão os mantinha agitados em suas redes, que se tornam especialmente desconfortáveis quando uma pessoa está agitada. Os Baudelaire esperavam que no dia seguinte pudessem viajar pelo sertão num carrinho de montanha-russa, acompanhados pela madame Lulu com sua identidade verdadeira de Olívia, levando com eles a biblioteca de arquivos históricos, na esperança de encontrar um de seus pais ainda vivo e com saúde na base de operações de C. S. C. nas Montanhas de Mão-Morta; e não se juntar à trupe do conde Olaf, como Esmé sugerira. Mas o plano parecia ser tão complicado que as crianças não paravam de pensar em tudo o que poderia dar errado e estragar a viagem. Violet pensava sobre o dispositivo de relâmpagos que planejava transformar em correia de ventilador, e se preocupava com a possibilidade de que não houvesse torque suficiente para fazer os carrinhos se moverem na direção certa. Klaus se preocupava porque a biblioteca de arquivos históricos poderia não conter instruções precisas sobre como chegar à base de operações, e eles poderiam se perder nas montanhas que, pelo que se dizia, eram enormes, confusas e cheias de animais selvagens. Sunny se preocupava com a possibilidade de faltar comida durante a viagem pelo sertão. E todos os três Baudelaire se preocupavam com a possibilidade de madame Lulu não cumprir sua promessa e revelar seus disfarces quando o conde Olaf perguntasse a respeito do paradeiro deles na manha seguinte. Eles se preocuparam com essas coisas a noite inteira, e muito embora no meu caso o encarregado das sobremesas tenha conseguido encontrar o meu quarto no hotel e tenha batido à minha janela antes de raiar o dia, os órfãos Baudelaire descobriram que quando terminaram de consultar seus travesseiros não tinham chegado a nenhuma conclusão, a não ser a de que o plano era arriscado, mas o único em que conseguiam pensar. Quando os primeiros raios de sol entraram pela janela e incidiram sobre os vasos de plantas, os Baudelaire desceram em silêncio de suas redes. Hugo, Colette e Kevin já tinham decidido se juntar à trupe do conde Olaf, por isso não precisaram consultar o travesseiro e, como acontece com pessoas que não precisam consultar o travesseiro, eles dormiram profundamente, e assim permaneceram quando os Baudelaire saíram do trailer para botar seu plano em prática.
Olaf e sua trupe tinham cavado o fosso dos leões perto da montanha-russa, tão perto que as crianças precisaram passar bem rentes à beira do fosso para chegar aos carrinhos cobertos de hera. O fosso não era muito fundo, embora suas paredes fossem altas o bastante para que ninguém pudesse escalá-las, caso fosse jogado lá dentro, e também não era muito largo, de modo que os leões estavam tão amontoados quanto na jaula. Assim como os colegas de trabalho dos Baudelaire, os leões também não deviam ter consultado o travesseiro, e ainda dormiam profundamente. Adormecidos como estavam, eles não pareciam ferozes. Alguns tinham as jubas emaranhadas, como se ninguém as escovasse há muito tempo, e outros davam pequenos solavancos com as pernas, como se sonhassem com dias melhores. Em suas costas e barrigas havia cicatrizes repulsivas das chicotadas desferidas pelo conde Olaf, e os Baudelaire se sentiram mal só de olhar para elas. Em sua maioria, os leões estavam magros, muito magros, e pareciam não comer uma boa refeição havia muito tempo.
“Sinto pena deles”, disse Violet, olhando para um leão tão magro que suas costelas ficavam aparentes. “Se madame Lulu estava certa, esses leões já foram criaturas nobres, mas agora estão nessa condição miserável por causa do modo como o conde Olaf os trata.”
“Parecem solitários”, disse Klaus com uma expressão triste. “Talvez eles também sejam órfãos.”
“Mas talvez tenham um pai ou mãe sobrevivente”, disse Violet, “em algum lugar nas Montanhas de Mão-Morta.”
“Edasurc”, disse Sunny, o que queria dizer alguma coisa como: “Talvez algum dia possamos resgatar esses leões”.
“Por enquanto, vamos resgatar a nós mesmos”, disse Violet com um suspiro. “Klaus, vamos tentar desembaraçar a hera deste carrinho aqui. Sunny, como provavelmente vamos precisar de dois, um para os passageiros e um para a biblioteca de arquivos históricos, veja se consegue tirar a hera daquele outro carrinho.”
“Fácil”, disse Sunny, apontando para seus dentes.
“Todos os trailers têm rodas”, disse Klaus. “Não seria mais fácil atrelar um dos trailers ao dispositivo de relâmpagos?”
“Um trailer é grande demais”, respondeu Violet. “Para mover um trailer é preciso atrelá-lo a um automóvel ou a vários cavalos. Já teremos sorte se conseguirmos reconstruir os motores dos carrinhos. Madame Lulu disse que os motores estavam enferrujados.”
“Parece que estamos atrelando as nossas esperanças a um plano arriscado”, disse Klaus, e arrancou alguns ramos de hera com o único braço que podia usar. “Mas não deve ser tão arriscado quanto outras coisas que fizemos, como furtar um veleiro.”
“Ou escalar um poço de elevador”, disse Violet.
“Whaque”, disse Sunny com a boca cheia de plantas, e seus irmãos entenderam que ela queria dizer alguma coisa como: “Ou nos disfarçar de cirurgiões”.
“Na verdade”, disse Violet, “talvez esse plano não seja tão arriscado, afinal. Olhem para os eixos desse carrinho.”
“Eixos?”, perguntou Klaus.
“As barras que seguram as rodas”, explicou ela, apontando para o fundo do carrinho. “Estão em perfeitas condições. Isso é uma boa notícia, pois precisaremos dessas rodas por uma boa distância.” A mais velha dos Baudelaire ergueu os olhos e fitou o horizonte. A leste, o sol começava a nascer, e logo seus raios se refletiriam nos espelhos da Barraca do Destino, e a norte, as Montanhas de Mão-Morta se erguiam em estranhas formas quadradas, mais como uma escadaria que como uma cadeia de montanhas, com manchas de neve nos lugares mais altos e uma bruma espessa e cinzenta nos degraus de cima. “Vamos levar um bom tempo até chegar no alto”, disse Violet, “e acho que não há muitas oficinas na subida.”
“O que será que vamos encontrar lá em cima?”, disse Klaus. “Nunca estive numa base de operações.”
“Nem eu”, disse Violet. “Klaus, vamos nos inclinar para que eu possa dar uma olhada no motor desse carrinho.”
“Se soubéssemos mais a respeito de C.S.C.”, disse Klaus, “saberíamos o que esperar. Como está o motor?”
“Não está de todo mal”, disse Violet. “Alguns dos pistões estão completamente enferrujados, mas acho que posso substituí-los pelas travas laterais do carrinho, e o dispositivo de relâmpagos substituirá uma correia de ventilador. Mas vamos precisar de mais alguma coisa para conectar os dois carrinhos, algo como uma corda ou um arame.”
“Hera?”, sugeriu Sunny.
“Boa ideia”, disse Violet. “Os ramos de hera são bem resistentes. Se você arrancar as folhas de alguns, será de grande ajuda.”
“O que eu posso fazer?”, perguntou Klaus.
“Ajude-me a virar o carrinho de cabeça para baixo”, disse Violet, “mas olhe bem onde põe os pés. Não queremos que você caia no fosso.”
“Eu não quero que ninguém caia no fosso”, disse Klaus. “Você não acha que os outros atirariam madame Lulu aos leões, acha?”
“Não se conseguirmos terminar isso a tempo”, disse Violet, soturna. “Veja se pode me ajudar a entortar a trava para encaixá-la naquela ranhura, Klaus. Não, não, para o outro lado. Só espero que Esmé não os force a jogar alguma outra pessoa quando nós escaparmos.”
“É o que provavelmente vai acontecer”, disse Klaus, brigando com a trava. “Não consigo entender por que Hugo, Colette e Kevin querem se juntar a pessoas desse tipo.”
“Acho que eles ficaram emocionados porque alguém os tratou como gente normal”, disse Violet, e deu uma olhada para o fosso. Um dos leões bocejou, esticou as patas e abriu um olho sonolento, mas não pareceu interessado nas três crianças. “Talvez seja por isso que o homem de mãos de gancho trabalhe para o conde Olaf, e também o careca de nariz comprido. Talvez todo mundo tenha dado risada deles quando trabalharam em outro lugar.”
“Ou talvez eles gostem de cometer crimes”, disse Klaus.
“Também é uma possibilidade”, disse Violet, e então franziu o cenho. “Gostaria de ter aqui o jogo de ferramentas da mamãe”, disse. “Aquela chave inglesa de que sempre gostei seria perfeita para isso.”
“Ela provavelmente seria de mais ajuda do que eu”, disse Klaus. “Não consigo entender bulhufas do que você está fazendo.”
“Você está indo muito bem”, disse Violet, “especialmente se considerarmos que estamos dentro da mesma camisa. Como vão esses ramos de hera, Sunny?”
“Lesoint”, respondeu Sunny, o que queria dizer: “Está quase pronto”.
“Bom trabalho”, disse Violet, avaliando a posição do sol. “Não sei quanto tempo ainda temos. Provavelmente o conde Olaf já está na Barraca do Destino, questionando a bola de cristal sobre o nosso paradeiro. Espero que madame Lulu cumpra a promessa e não dê a ele o que ele quer. Pode me passar aquele pedaço de metal que está no chão, Klaus? Devia ser parte dos trilhos, mas vou usá-lo para construir um dispositivo de direção.”
“Eu queria que madame Lulu pudesse nos dar o que nós queremos”, disse Klaus, passando o pedaço de metal para a irmã. “Eu queria descobrir se um de nossos pais sobreviveu ao incêndio, sem precisar perambular por uma cadeia de montanhas.”
“Eu também”, disse Violet, “e mesmo assim podemos não encontrá-los. Eles podem estar aqui embaixo, procurando por nós.”
“Lembra-se da estação de trem?”, disse Klaus, e Violet fez que sim com a cabeça.
“Esúúbac”, disse Sunny, entregando os ramos de hera. Com “Esúúbac” ela queria dizer algo como: “Não me lembro”, muito embora não houvesse como ela se lembrar, pois a mais jovem dos Baudelaire ainda não tinha nascido naquela época. A família Baudelaire tinha decidido viajar no fim de semana para um vinhedo, uma palavra que aqui significa “uma espécie de fazenda onde as pessoas plantam uvas para fazer vinho”. Esse vinhedo era famoso por suas uvas perfumadas, e era muito agradável fazer um piquenique enquanto a fragrância flutuava pelo ar da fazenda e os jumentos que ajudavam a carregar as uvas na colheita dormiam à sombra das árvores. Para chegar lá, os Baudelaire tiveram de tomar não um, mas dois trens, e fazer baldeação numa movimentada estação perto de Paltryville, e no dia a que Violet e Klaus estavam se referindo, eles tinham se separado acidentalmente dos pais em meio à correria da multidão. Violet e Klaus, que eram muito jovens, decidiram procurar seus pais nas várias lojas do lado de fora da estação, e logo o sapateiro, o ferreiro, o limpador de chaminés e o técnico em computação da localidade estavam ajudando as duas crianças assustadas a encontrar seus pais. Em pouco tempo a família Baudelaire estava reunida, mas o pai lhes ensinou uma lição muito séria. “Se vocês se perderem de nós”, disse ele, “fiquem no mesmo lugar.”
“Sim”, concordou a mãe, “não saiam por aí nos procurando. Nós é que encontraremos vocês.”
Na época, Violet e Klaus concordaram, mas os tempos eram outros. Quando os pais dos Baudelaire disseram “se vocês se perderem de nós” estavam se referindo a ocasiões em que as crianças poderiam perdê-los de vista na multidão, como acontecera naquela estação de trem, onde eu almocei outro dia e conversei com o filho do sapateiro sobre o acontecido. Eles não estavam se referindo ao modo como os Baudelaire os perderam agora, num incêndio fatal que reclamara pelo menos uma de suas vidas. Existem momentos em que se deve esperar no mesmo lugar, e aquilo por que você procura vem até você, e existem momentos em que é preciso sair pelo mundo e encontrar alguma coisa. A exemplo do que aconteceu com os órfãos Baudelaire, encontrei a mim mesmo em lugares onde esperar no mesmo lugar teria sido perigosamente inútil e inutilmente perigoso. Estive numa loja de departamentos e li algo numa etiqueta de preço que me fez querer sair dali imediatamente, mas com roupas diferentes. Estive sentado num aeroporto e ouvi algo nos alto-falantes que me mostrou que eu devia embarcar mais tarde naquele mesmo dia, mas num voo diferente. E estive ao lado da montanha-russa do Parque Caligari e descobri algo que os Baudelaire não tinham como saber naquela tranquila manhã. Olhei para os carrinhos cobertos de cinza e presos uns aos outros, contemplei o fosso cavado pelo conde Olaf e seus comparsas, vi os ossos queimados que jaziam numa pilha, remexi os cacos de espelho e vidro que estavam onde antes se erguia a Barraca do Destino, e toda essa pesquisa me levou a uma mesma conclusão, e se de algum modo eu pudesse voltar no tempo com a facilidade com que tiro o meu disfarce, eu caminharia até a borda daquele fosso e contaria aos órfãos Baudelaire os resultados das minhas investigações. Mas é claro que não posso. Só posso cumprir o meu sagrado dever e datilografar essa história o melhor que puder, até a última laprava.
“Laprava”, disse Sunny, depois que os Baudelaire contaram a ela sobre a estação de trem. Com “Laprava” ela queria dizer algo parecido com: “Não acho que devemos ficar no mesmo lugar. Acho que devemos partir agora mesmo”.
“Ainda não podemos”, disse Violet. “O dispositivo de direção está pronto, e os carrinhos estão presos um ao outro, mas sem uma correia de ventilador o motor não funciona. É melhor irmos até a Barraca do Destino e desmontar o dispositivo de relâmpagos.”
“Olaf?”, perguntou Sunny.
“Vamos esperar até que madame Lulu o tenha mandado embora”, disse Violet, “senão botamos o plano a perder. Temos de terminar a nossa invenção antes que o espetáculo comece, senão todo mundo vai nos ver partir.”
Um leve rosnado saiu do fosso, e as crianças puderam ver que alguns leões estavam acordados e olhavam com irritação para todos os lados. Alguns tentavam circular pelas abarrotadas acomodações, mas o máximo que conseguiam era esbarrar uns nos outros, o que os deixava ainda mais tensos.
“Os leões parecem famintos”, disse Klaus. “Será que já está na hora do espetáculo?”
“Aklec”, disse Sunny, o que queria dizer: “Vamos logo”, e os Baudelaire se afastaram da montanha-russa e começaram a caminhar na direção da Barraca do Destino. Uma porção de visitantes já tinha chegado ao parque, e alguns deles davam risadinhas quando passavam pelos órfãos.
“Olhem!”, disse um homem, apontando para os Baudelaire com escárnio. “Aberrações! Não podemos perder o espetáculo dos leões – um deles poderá ser comido.”
“Ah, espero que sim”, disse seu companheiro. “Não vim de tão longe para nada.”
“A mulher da bilheteria me disse que uma jornalista de O Pundonor Diário está aqui para fazer a cobertura do espetáculo”, disse um outro homem, que vestia uma camiseta com os dizeres PARQUE CALIGARI, provavelmente comprada no trailer dos presentes.
O Pundonor Diáriol”, exclamou uma mulher que estava com ele. “Que emocionante! Há semanas acompanho o caso daqueles assassinos Baudelaire. Eu amo violência!”
“Quem não ama?”, retrucou o homem. “Especialmente acompanhada de comilança porca.”


Mal os Baudelaire chegaram à Barraca do Destino, um homem se colocou na frente deles, impedindo a passagem. As crianças viram as espinhas no seu queixo e o reconheceram como o espectador grosseirão da Casa dos Monstros.
“Ora, vejam só quem está aqui”, disse ele. “Chabo, o Bebê-Lobo, e Beverly-Elliot, a aberração de duas cabeças.”
“É um prazer revê-lo”, disse Violet com pressa. Ela tentou contorná-lo, mas o homem agarrou a camisa que ela compartilhava com Klaus, e ela foi obrigada a parar.
“E a outra cabeça?”, disse o homem das espinhas, com sarcasmo. “Não está feliz em me ver?”
“É claro”, disse Klaus, “mas estamos com um pouco de pressa, portanto, se nos desculpar...”
“Não desculpo aberrações”, disse o homem. “Não existe desculpa para vocês. Por que você não usa um saco em cima de uma das suas cabeças para parecer normal?”
“Grr!”, disse Sunny, mostrando os dentes na altura dos joelhos do homem.
“Por favor, deixe-nos em paz”, disse Violet. “Chabo é muito apegada a nós e pode até mordê-lo se o senhor chegar muito perto.”
“Aposto que Chabo não é páreo para um bando de leões ferozes”, disse o homem. “Eu e minha mãe estamos ansiosos para ver o espetáculo.”
“É verdade, querido”, disse uma mulher que estava por perto. Ela se inclinou para beijar o homem das espinhas, e os Baudelaire repararam que a acne era um mal de família. “A que horas começa o espetáculo, aberrações?”
“O espetáculo começa agora mesmo!”
O homem das espinhas e sua mãe viraram-se para ver quem tinha falado, mas os Baudelaire não precisaram olhar para saber que se tratava do conde Olaf. O vilão estava junto à entrada da Barraca do Destino com um chicote na mão e um brilho perverso nos olhos. Os irmãos reconheceram ambas as coisas. O chicote era o mesmo que Olaf usara para deixar os leões ferozes, cena que os Baudelaire tinham visto no dia anterior, e o brilho nos olhos era algo que eles já tinham visto tantas vezes que nem podiam contar. Era o tipo de brilho que alguém poderia exibir ao contar uma piada, mas, quando Olaf olhava para as pessoas daquele jeito, significava que seus planos estavam funcionando brilhantemente.
“O espetáculo começa agora mesmo!”, anunciou de novo. “Minha sorte já foi lida, portanto podemos começar.” O conde Olaf apontou para a Barraca do Destino com o chicote, e depois virou-se para apontar os Baudelaire disfarçados. Olaf sorria para a multidão que se formava a seu redor. “E agora, senhoras e senhores, é chegada a hora de ir até o fosso dos leões para dar a vocês o que vocês querem.”

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