10 de setembro de 2016

Fanfic: Posso ser livre?


Sinopse:
Jim, uma garota de 7 anos, vê sua vida conturbada após uma recaída do pai com o álcool, o tornando violento e provocando brigas, e em uma dessas, resulta na morte de sua mãe em um trágico acidente, anos depois ela não aceita mais as agressões que o pai lhe aplica e resolve fugir com seu melhor amigo órfão, Travis . Imaturos e inocentes, não esperam que a vida lá fora seja tão difícil. Em uma perseguição, os dois acidentalmente abrem um portal para um lugar diferente, nunca visto antes, onde, parece que tudo pode ser possível. Na busca de um lugar onde possam ser livres, encontraram personagens épicos e que entraram para sempre em suas vidas. Os amigos precisarão unir suas forças para conseguir prosseguir na busca, e não cair na tentação de voltar para os outros monstros que os esperam no seu mundo.

Categorias: ficção, aventura, romance, história original
Autora: Emanuelly Ribeiro

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Capítulo 1 - E tudo desmorona...


Jim sentava-se em seu pequeno balanço, olhando tristemente seus tênis. Uma lágrima escorreu lentamente por suas bochechas sardentas, escapando de seus enormes olhos castanhos-avermelhados, encostando sua cabeça nas correntes do balanço, cantava baixinho a canção que sua mãe fizera, e cantava a ela todas as noites, antes de as discurssões começarem a aparecer...

- Jim - Sussurava Diena, sua mãe, após cantarolar novamente a canção de Jim, e esta já demonstrar sinais de sono.

- Eu te amo, pequena. - Pegava suas pequena mãozinhas e as levava ao rosto, beijando-as, aquele toque reconfortante que Jim sempre amara, sua proteção, seu escudo pessoal, amava tanto, tanto sua mãe...

- Durma com os anjinhos, querida - Dizia com voz suave '' Você é meu anjo, mamãe, não preciso de outros'' pensava a menina enquanto cobria as bochechas de sua mãe com suas mãos, acariciando-a 

- Boa noite, mamãe, te amo - Dizia com voz sonolenta.

Sua mãe se inclinava e Jim aspirava seu cheiro, lavanda e rosas brancas, como o jardim que enchia os olhos da mãe, enquanto esta lhe depositava um beijo cheio de ternura e amor maternal, com um pequeno estalo, na testa.

- Boa noite - Respondia-lhe a mulher se afastando e ajeitando seus cobertores - Durma. 

A mãe saia e Jim dormia ainda sentindo a pressão dos lábios úmidos da mãe em seu rosto.

  Agora, pensava Jim com pesar, não era mais possível que a mãe a pusesse para dormir, tentando esconder a situação de seu lindo rosto depois das brigas com o pai, sem sucesso, já que Jim sempre via, de um jeito ou de outro. Mas o pai nem sempre fora assim, não, Jim recordava como era o pai quando ela ainda tinha 6 anos, tão diferente de antes do que se transformara após começar a beber em excesso, Jim não sabia por que, e nem mesmo quando, mas aconteceu, e agora não havia quem aguentasse, a menina duvidava até que seu pai poderia estar usando drogas, Mas guardaria, para sempre, as recordações de seu pai quando este ainda era normal, e seriam estas que relatariam para quem quer perguntasse como era o pai, pois, apesar de todo ainda o amava.

- Mais alto papai, mais alto - Gritava Jim para seu pai que a empurrava em seu mesmo balanço, rindo com uma louca alegria genuína, feliz da vida.

- Então se segura, docinho - Dizia ele, rindo junto com a filha.

 Jim o amava como nunca naquelas horas em que só brincavam e riam, enquanto balançava para frente e para trás no balanço fazendo seus lindos cabelos cor de terra roxa voarem atrás de si acompanhando-a como se tivessem vida própria, seus olhos enormes brilhavam tanto que pareciam dois dos mais brilhantes diamantes, seu sorriso tão contagiante e inocente de uma criança feliz, que só pensava em brincar tudo de novo amanhã, com seus pais. Depois, ele a segurava no alto e rodava com os braços estendidos acima da cabeça a menina somente gargalhava e esticava os braços como asas e gritava:

- Estou voando papai, mamãe venha ver, estou voando- A garota não tinha medo de cair, porque era teu pai que a segurava ali em cima, e com ele estava segura. Sua mãe vinha sorrindo para o jardim, tão linda, com os mesmos cabelos que Jim herdara, olhos azuis e serenos, tão maternal

- Jim, querida, você voa lindamente meu bem - Dizia a mãe, sempre tão doce

 - Ah, isso é porque ela é filha de quem é, Diena - Brincava o pai a jogando para o alto, fazendo-a gritar de êxtase e a segurando de volta, a punha no chão e Jim corria pelo jardim com seus pais a seguindo e rindo. Uma família feliz...

Jim se encolheu apertando as mãozinhas contra os ouvidos enquanto mais lágrimas caiam, quando uma nova rodada de gritos a despertaram de se desvaneio, a trazendo de volta à realidade, fechou os olhos com força.

''A briga está feia'' Pensava a menina.

''A culpa é minha...''

O pai chegara tarde novamente e para completar, bêbado, gritou com Jim que foi recepciona-lo e ordenou à menina que lhe trouxesse um copo de água, Jim voltava com um copo de vidro cheio da bebida quando o pai gritou novamente chamando Diena, e assustou Jim que deixou o copo cair e quebrar, um caco cortou-lhe o tornozelo que estava à mostra e a menina chorou, o pai enfurecido aproximou-se bufando de Jim e agarrou-lhe o pulso

- Olha só o que você fez, sua imundinha - Chiou o pai erguendo a mão para bater em Jim que, calada, somente se encolhia e tentava reprimir o choro

- RAPHAEL NÃO A TOQUE - Gritou Diena descendo rapidamente as escadas, furiosa

- Não ouse tocar em um único fio de cabelo de minha filha - Sibilou a mãe para Raphel arrancando as suas mãos dos finos braços de Jim que soluçava, sua mãe agachou ao seu lado e falou suavemente:

- Vá para o jardim tudo bem, minha rosa ? Vá até eu lhe chamar novamente, sim ? Por favor... - Sua mãe beijou-lhe o topo da cabeça e a empurrou na direção do jardim que Jim  seguiu correndo.

 ''Parem'' Pensou a garota nervosamente  

''Por favor, parem'' .

Pressionou ainda mais as mãozinhas contra os ouvidos, porém, não adiantava, os gritos eram muito altos.

Jim não aguentava mais, pulou do balanço e correu pelo jardim até dentro de casa, adentrou a grande sala de estar e parou ao pé da escada que dava aos quartos

-  MAMÃE, PAPAI - Gritou a todo pulmão, ouviu a briga cessar e passos apressados descendo as escadas, seguidos de Diena

- Mamãe - Miou Jim e pulou aliviada para o colo da mãe, que estava com um lado da face meio arroxeada e o lábio inferior cortado

- Estou assustada.

- Desculpe, meu amor, desculpe a mamãe , está tudo bem, shh, está tudo bem - Dizia abraçando fortemente a filha 

A guiou escada acima até seus aposentos com a menina chorando em seu ombro. Sua mãe a depositou em sua confortável cama , lhe entregou seu ursinho Pimpão, e cantou a música de Jim , beijou-lhe as bochechas e a testa e sussurrou:

- Eu te amo, minha pequena, te amo muito, não saia do quarto tudo bem ? Não saia -

Levantou-se e caminhou até a porta.

- Mamãe, não vá - Pediu suplicante a menina

- Eu tenho de resolver umas coisas com o papai , meu bem, mas eu volto - Respondeu sua mãe

- Feche os olhos, finja-se surdina, e lembre-se, Eu Te Amo.

- Eu também te amo, mamãe - Disse Jim de olhos fechados como a mãe pedira, fez-se de surda aos gritos que voltariam logo logo.

 A menina não sabia até então, que sua mãe nunca mais iria coloca-la para dormir, e esse fora seu último...

 ''Eu te amo''.
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7 comentários:

  1. Olá Karina, Tudo bem? Espero que sim.
    Vocês postam livros de escritores desconhecidos ou somente Fanfics? Se for o primeiro caso, gostaria de saber como faço para vocês colocarem um livro de minha autoria? Se houver interesse contate-me no e-mail stowetay16@gmail.com ou no whatsapp (071) 99120-2064. Aguardo resposta querida. Parabéns a você e a sua equipe, eu adoro esse blog, Megabjos!

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    1. Oo Tay! Tudo sim, e vc?
      Esta é uma história original, não se baseia em nenhum livro. Está apenas na coluna de Fanfics pq é onde faço a divulgação dps autores :)
      Se quiser que eu poste o seu, envie prólogo e/ou primeiro capítulo, resumo, imagem ilustrativa e link de onde posta para livroson-line@hotmail.com

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  2. Acontece muito na família Brasileira,desenprego e falta de dinheiro e se a bebida toma conta só piora.Claudionor

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    1. Acho q desenprego e falta de dinheiro nao tem nada a ve isso é carater i outra cousa isso acontece em familias ricas nao é exclusividade de pessoas pobres !

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  3. Nossa olhos cheios de agua deve ser realmente muito triste viver com um pai assim

    Ka esse link é continuaçao ?

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    1. Isso mesmo, Ingrid! Quando tem link, é a continuação. Quando tem e-mail, é o contato do autor

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