25 de julho de 2016

Capítulo treze


“E agora, senhoras e senhores”, disse o conde Olaf, avançando um passo para se dirigir ao público, “tenho uma comunicação a fazer. Não há motivo para continuar o espetáculo desta noite, pois o seu objetivo foi alcançado. Esta não foi uma cena de ficção. Meu casamento com Violet Baudelaire é perfeitamente legal, e agora tenho o controle absoluto de sua fortuna.”
Da plateia partiram exclamações de espanto, e alguns dos atores se entreolharam, chocados. Ninguém, aparentemente, sabia do plano de Olaf.
“Isso não pode ser!”, gritou a juíza Strauss.
“As leis que regem o casamento nesta comunidade são bem simples”, disse o conde Olaf. “A noiva só precisa dizer 'sim' na presença de um juiz como a senhora e assinar um documento explanatório. E todos vocês”, aqui o conde Olaf estendeu o braço para a plateia, “foram testemunhas.”
“Mas Violet não passa de uma criança!”, disse um dos atores. “Ela não tem idade suficiente para se casar.”
“Tem, se o seu tutor legal lhe der autorização”, disse o conde Olaf, “e eu sou o seu tutor legal, além de ser seu marido.”
“Mas esse pedaço de papel não é um documento oficial!”, disse a juíza Strauss. “É apenas um acessório cênico!”
O conde Olaf tomou o papel da mão de Violet e o entregou à juíza Strauss. “Se prestar bem atenção, verá que é um documento oficial da Prefeitura.”
A juíza Strauss pegou o documento e o leu rapidamente. Em seguida, cerrando os olhos, deu um profundo suspiro, franziu a testa e se pôs a pensar, muito concentrada. Klaus olhou para ela e ficou imaginando se era essa a expressão que o rosto da juíza Strauss assumia quando ela julgava na Suprema Corte.
“Você tem razão”, disse, por fim, ao conde Olaf, “este casamento, infelizmente, é de todo legal. Violet disse 'sim' e assinou seu nome aqui no documento. Conde Olaf, você é o marido de Violet, e, por conseguinte, tem o controle absoluto de seu patrimônio.”
“Isso não pode ser!”, disse uma voz da plateia, que Klaus reconheceu como sendo a voz do sr. Poe. Ele subiu correndo os degraus para o palco e tomou o documento da juíza Strauss. “É um terrível contrassenso!”
“Lamento, mas esse terrível contrassenso tem apoio na lei”, disse a juíza Strauss. Seus olhos se encheram de lágrimas. “Não posso acreditar que tenha sido enganada tão facilmente. Eu jamais faria nada que pudesse prejudicar suas crianças. Jamais.”
“Foi muito fácil enganá-la”, disse o conde Olaf com um sorriso maldoso, e a juíza começou a chorar. “Foi brincadeira de criança me apropriar dessa fortuna. E agora, se me dão licença, minha noiva e eu temos que ir para casa, afinal é a nossa noite de núpcias.”
“Primeiro tem que soltar Sunny!”, esbravejou Klaus. “Você prometeu soltá-la.”
“Onde está Sunny?”, perguntou o sr. Poe.
“Está que não tem para onde se virar neste momento”, disse o conde Olaf, “se me perdoam o gracejo.” Seus olhos brilhavam ao apertar botões no walkie-talkie e esperar que o homem das mãos de gancho respondesse ao chamado. “Alô? É claro que sou eu, seu idiota. Tudo correu como combinado. Por favor, tire Sunny da gaiola e venha com ela diretamente para o teatro. Klaus e Sunny têm algumas tarefas para fazer antes de deitar.” O conde Olaf dirigiu um olhar penetrante a Klaus. “Está satisfeito agora?”, perguntou.
“Sim”, disse Klaus mansamente. Não estava satisfeito coisíssima nenhuma, é claro, mas pelo menos sua irmã caçula já não estava pendurada numa torre.
“Não pense que está livre”, o careca sussurrou para Klaus. “O conde Olaf cuidará de você e de suas irmãs mais tarde. Ele não quer fazer isso na frente de todas essas pessoas.” Não foi preciso que explicasse a Klaus o que queria dizer com “cuidar”.
“Bem, quanto a mim, não estou nem um pouco satisfeito”, disse o sr. Poe. “Tudo isto é absolutamente horrendo, completamente monstruoso. Financeiramente, é um desastre.”
“Pois é, mas tudo foi feito de acordo com a lei”, disse o conde Olaf. “Amanhã, sr. Poe, irei ao banco e retirarei toda a fortuna dos Baudelaire.”
O sr. Poe abriu a boca como se fosse dizer alguma coisa, mas, em vez disso, começou a tossir. Tossiu por vários segundos num lenço, enquanto todos esperavam.
“Não permitirei tal coisa”, disse por fim o sr. Poe, forçando a garganta e limpando a boca. “Não permitirei de maneira nenhuma.”
“Lamento, mas não terá outro jeito”, respondeu-lhe o conde Olaf.
“Eu... sinto muito, mas Olaf tem razão”, disse a juíza Strauss com os olhos marejados. “Este casamento está de acordo com a lei.”
“Desculpe”, disse Violet de repente, “mas a juíza pode estar enganada.”
Todos se viraram a fim de olhar para a mais velha dos órfãos Baudelaire.
“O que disse, condessa?”, perguntou Olaf.
“Não sou sua condessa”, disse Violet, irascível, palavra que aqui quer dizer “num tom de extrema irritação”. “Pelo menos não acho que seja.”
“E por que não?”, quis saber o conde Olaf.
“Não assinei o documento pelo meu próprio punho, como a lei determina”, disse Violet.
“O que quer dizer com isso? Todos aqui vimos!” A sobrancelha tipo duas-em-uma do conde Olaf estava começando a se erguer de raiva.
“Acho que seu marido está com a razão, querida”, disse a juíza Strauss tristemente. “Não adianta querer negar. As testemunhas são muitas.”
“Como a maioria das pessoas”, disse Violet, “eu sou destra. Mas assinei o documento com a mão esquerda.”
“Quê?”, gritou o conde Olaf. Arrancou o papel das mãos da juíza Strauss e o examinou. Seus olhos brilhavam mais do que nunca. “Você é uma mentirosa!”, rosnou para Violet.
“Não, não é”, disse Klaus, animando-se. “Eu estou lembrado, porque reparei que sua mão esquerda tremia no momento em que ela assinou seu nome.”
“É impossível provar”, disse o conde Olaf.
“Se quiser”, disse Violet, “com o maior prazer assino meu nome outra vez, numa outra folha de papel, com a mão direita e depois com a esquerda. Aí, basta ver com qual das duas assinaturas a que está no documento se parece mais.”
“Um pequeno detalhe como esse – com que mão você costumava assinar – não tem a mínima importância”, disse o conde Olaf.
“Se me permite, caro senhor”, disse o sr. Poe, “gostaria que essa decisão ficasse a cargo da juíza Strauss.”
Todos olharam para a juíza Strauss, que estava enxugando a última de suas lágrimas.
“Deixem-me ver”, disse ela tranquilamente, e tornou a fechar os olhos. Deu um suspiro profundo, e os órfãos Baudelaire, assim como todos os que gostavam deles, prenderam a respiração enquanto ajuíza Strauss franzia a testa e refletia sobre o assunto com a máxima concentração. Por fim, ela sorriu.
“Se, de fato, Violet é destra”, disse, medindo cada palavra, “e assinou o documento com sua mão esquerda, disso resulta que a assinatura não preenche os requisitos das leis nupciais. A lei determina claramente que a noiva assine o documento por seu próprio punho. Portanto, podemos concluir que este casamento é inválido. Violet, você não é uma condessa, e, conde Olaf, você não tem controle sobre a fortuna dos Baudelaire.”
“Viva!”, gritou uma voz da plateia, e várias pessoas aplaudiram.
A não ser que entre vocês leitores, haja algum advogado, imagino como não deverá lhes parecer estranho que o plano do conde Olaf tivesse sido derrotado pelo fato de Violet assinar com a mão esquerda em vez da direita. Mas a lei é uma coisa estranha. Por exemplo, determinado país na Europa tem uma lei que exige de todos os padeiros que vendam pão pelo mesmo preço. Certa ilha tem uma lei que não permite a ninguém levar as frutas locais para o exterior. E uma cidade, não muito longe de onde vocês moram, tem uma lei que me proíbe passar a menos de oito quilômetros de distância das suas fronteiras. Se Violet houvesse assinado o contrato de casamento com a mão direita, a lei teria feito dela uma desgraçada condessa, mas, porque o assinou com a esquerda, continuou sendo, para seu alívio, uma desgraçada órfã.
O que era uma boa notícia para Violet e seus irmãos, evidentemente era uma péssima notícia para o conde Olaf. No entanto, ele se limitou a dirigir a todos um sorriso petrificado.
“Neste caso”, disse a Violet, apertando um botão no walkie-talkie, “ou você se casa de novo comigo amanhã, e desta vez da maneira correta, ou eu...”
“Nipo!” A voz inconfundível de Sunny se sobrepôs à do conde Olaf, enquanto ela subia titubeante ao palco na direção de seus irmãos. O homem das mãos de gancho vinha logo atrás dela, com seu walkie-talkie emitindo zumbidos e estalidos. O conde Olaf agira tarde demais.
“Sunny! Você está salva!”, gritou Klaus, e a beijou.
Violet correu para junto deles, e os dois Baudelaire mais velhos fizeram festa para a caçula.
“Alguém, por favor, traga alguma coisa para ela comer”, disse Violet. “Ela deve estar com muita fome, depois de ter ficado pendurada numa janela todo esse tempo.
“Bolo!”, gritou Sunny.
“Urrr!”, rugiu o conde Olaf. Começou a caminhar de um lado para outro corno um animal enjaulado, detendo-se apenas para apontar um dedo para Violet. “Você pode não ser minha mulher”, disse, “mas continua sendo minha filha, e...”
“O senhor acha mesmo”, disse o sr. Poe com exasperação na voz, “que eu vou permitir que continue cuidando dessas três crianças, depois da fraude a que assisti aqui esta noite?”
“Os órfãos são meus”, insistiu o conde Olaf, “e comigo permanecerão. Não há nada de ilegal e mal em tentar casar-se com alguém.
“Mas certamente há algo de ilegal em pendurar uma criancinha na janela de uma torre”, disse a juíza Strauss na maior indignação. “O senhor, conde Olaf, irá para a cadeia, as três crianças irão morar comigo.”
“Prendam-no!”, disse uma voz na plateia, e outras se juntaram a ela.
“Levem-no para a cadeia!”
“É um homem malvado!”
“E devolva o nosso dinheiro! A peça é uma porcaria!”
O sr. Poe segurou o conde Olaf pelo braço e, após um breve acesso de tosse, anunciou com voz áspera: “Prendo-o em nome da lei.”
“Oh, juíza Strauss!”, disse Violet. “É mesmo verdade o que a senhora disse? Podemos ir morar com a senhora?”
“Claro que é verdade”, disse ajuíza Strauss. “Gosto muito de vocês, crianças, e me sinto responsável por sua felicidade.”
“Vamos poder usar a sua biblioteca todo dia?”, perguntou Klaus.
“Vamos poder trabalhar no jardim?”, perguntou Violet.
“Bolo!”, tornou a gritar Sunny, e todos riram.
Nesta altura de nossa história, sinto-me obrigado a interrompê-la para lhes dar um último aviso. Como eu disse no comecinho, este livro que está na mão de vocês não termina com um final feliz. Pode parecer, pelo que acabaram de ler, que o conde Olaf vai para a cadeia e que os três jovens Baudelaire vão viver felizes para sempre com a juíza Strauss, mas não é assim. Se preferirem, podem fechar o livro imediatamente e não ler o desfecho infeliz que se segue. Vocês podem passar o resto da vida acreditando que os Baudelaire triunfaram sobre o conde Olaf e viveram o resto da vida deles na casa e na biblioteca da juíza Strauss, mas não é assim que a história continua. Pois, quando estavam todos rindo do grito de Sunny pedindo bolo, o homem com jeito de importante e cheio de verrugas na cara se esgueirou para os controles de iluminação do teatro.
Num piscar de olhos, o homem puxou a alavanca principal, de modo que todas as luzes se apagaram e todo mundo ficou no escuro. O instante seguinte desencadeou um pandemônio, com as pessoas correndo de um lado para outro, aos gritos, uma chamando pela outra. Os atores tropeçavam no público. O público tropeçava nos acessórios do cenário. O sr. Poe agarrou sua mulher, pensando que fosse o conde Olaf. Klaus agarrou Sunny e a levantou o mais alto que pôde, para que ela não se machucasse. Mas Violet percebeu na mesma hora o que havia acontecido, e foi se dirigindo com todo o cuidado para onde ela se lembrava que estavam os controles de luz. Durante a apresentação da peça, Violet observara atentamente aqueles controles, fazendo um registro mental dos aparelhos para o caso de eles poderem ser utilizados em alguma invenção. Tinha certeza de que, se encontrasse a alavanca, saberia restabelecer a iluminação interrompida. Com os braços estendidos para a frente como se fosse cega, Violet foi abrindo caminho através do palco, em passos cautelosos para não esbarrar nos móveis nem nos atores sobressaltados. Na escuridão, Violet mais parecia um fantasma, com seu vestido de noiva branco se deslocando lentamente pelo palco. Até que, assim que chegou onde se achava a alavanca, Violet sentiu alguém tocar em seu ombro. Um vulto se inclinou para sussurrar-lhe no ouvido.
“Ainda que seja a última coisa que eu faça, hei de ficar com a sua fortuna”, zumbiu a voz. “E quando tiver conseguido isso, vou matá-los, os três, com as minhas próprias mãos.”
Violet deu um grito abafado de terror, mas puxou a alavanca. O teatro inteiro se inundou de luz. Todos piscaram e olharam em torno. O sr. Poe soltou o braço de sua mulher. Klaus pôs Sunny no chão. Mas não havia ninguém tocando no ombro de Violet. O conde Olaf sumira.
“Para onde ele foi?”, gritou o sr. Poe. “Para onde foram todos eles?”
Os jovens Baudelaire olharam em volta e viram que não só o conde Olaf havia desaparecido, mas seus cúmplices – o homem das verrugas na cara, o homem das mãos de gancho, o careca de nariz comprido, a pessoa enorme que não parecia nem homem nem mulher e as duas mulheres de rosto branco – também haviam desaparecido com ele.
“Devem ter corrido para fora”, disse Klaus, “enquanto ainda estava escuro.”
O sr. Poe foi na frente para a saída do teatro, e a juíza Strauss e os meninos o seguiram. Viram que, bem ao longe, mas bem ao longe mesmo, no final do quarteirão, um carro preto do tamanho de uma limusine se afastava para dentro da noite. Talvez estivessem nele o conde Olaf e seus colegas. Talvez não. Em todo caso, o carro virou uma esquina e desapareceu na cidade escura enquanto as crianças assistiam sem dizer nada.
“Droga!”, disse o sr. Poe. “Eles se foram. Mas não se preocupem, meninos, nós iremos pegá-los. Vou ligar para a polícia imediatamente.”
Violet, Klaus e Sunny se entreolharam; sabiam que não seria tão simples como o sr. Poe dizia. O conde Olaf trataria de ficar longe enquanto planejava seu próximo movimento. Era esperto demais para se deixar apanhar por pessoas como o sr. Poe.
“Bem, vamos para casa, garotada”, disse ajuíza Strauss. “Vamos deixar para nos preocupar com isso amanhã, depois que eu tiver preparado um bom café da manhã para vocês.”
O sr. Poe tossiu.
“Esperem um minuto”, disse ele, baixando os olhos para o chão. “Lamento dizer lhes isto, meninos, mas não posso permitir que sejam criados por alguém que não é parente de vocês.”
“Quê!?”, exclamou Violet. “Depois de tudo o que a juíza Strauss fez por nós?”
“Nunca teríamos descoberto o plano do conde Olaf sem ela e a sua biblioteca”, disse Klaus. “Sem “a juíza Strauss, teríamos perdido a vida.”
“Não discuto isso”, disse o sr. Poe, “e agradeço à juíza Strauss por sua generosidade, mas o testamento de seus pais é bem explícito. Vocês têm que ser adotados por um parente. Hoje ficarão comigo em minha casa, e amanhã irei ao banco e resolverei o que fazer com vocês. Desculpem, mas é como tem que ser.
As crianças olharam para ajuíza Strauss, que deu um suspiro profundo e beijou os jovens Baudelaire, um por um.
“O sr. Poe tem razão”, disse ela tristemente. “Ele deve respeitar a vontade de seus pais. Vocês não querem fazer o que seus pais queriam, crianças?”
Violet, Klaus e Sunny visualizaram seus pais tão amados, e desejaram mais do que nunca que o incêndio não houvesse ocorrido. Nunca, mas nunca mesmo, tinham se sentido tão sós. Queriam demais morar com aquela mulher bondosa e generosa, mas sabiam que isso simplesmente não poderia acontecer.
“Acho que tem razão, juíza Strauss”, disse Violet por fim. “Vamos sentir muita saudade da senhora.”
“E eu também vou sentir muita saudade de vocês”, disse ela, com os olhos mais uma vez marejados. Depois, cada um deu um último beijo na juíza Strauss, e seguiram o sr. e a sra. Poe até o carro. Os órfãos Baudelaire se amontoaram no banco de trás e olharam pela janela traseira para ajuíza Strauss, que chorava e acenava para eles.
Diante deles estavam as ruas escuras por onde o conde Olaf escapara para armar novas falcatruas. Atrás ficara a bondosa juíza, que tanto interesse havia demonstrado pelas três crianças. Para Violet, Klaus e Sunny, parecia que o sr. Poe e a lei estavam errados em sua decisão de afastá-los da possibilidade de uma vida feliz com a juíza Strauss, encaminhando-os para um futuro desconhecido na companhia de algum parente desconhecido. Não compreendiam por que devia ser assim, mas, como ocorre com tantos acontecimentos infelizes na vida, o fato de não compreendermos uma coisa não significa que ela seja menos real. Os Baudelaire ficaram bem juntinhos para enfrentar o ar frio da noite, e continuaram acenando pela janela traseira. O carro foi se afastando mais e mais, até a juíza Strauss se tornar um pouquinho de nada na escuridão, e a impressão que ficou nos garotos foi de que o rumo que sua vida ia tomando era uma aberração, frase que aqui quer dizer “não tinha o menor sentido e traria muito desgosto”.

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Mds kskks Creio que conde Olaf ainda irá infernizar muito a vida dos Baudelaire

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  2. Morte é pouco morre é facil ele tem q ser torturado
    O q sera pior do q se casar com esse LIXO

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