30 de julho de 2016

Capítulo quatro


Uma das coisas mais difíceis da vida é pensar nos arrependimentos. Algo nos acontece, então fazemos o que não deveríamos ter feito e, anos depois, desejaremos que tivéssemos agido de outra forma. Por exemplo, às vezes quando estou caminhando pela praia, ou visitando o túmulo de um amigo, de repente começo a me lembrar de um dia, muito tempo atrás, quando deixei de levar uma lanterna para um lugar onde era indispensável ter uma e os resultados foram desastrosos. Por que não levei uma lanterna? penso comigo mesmo, apesar de já ser tarde demais para fazer qualquer coisa a respeito. Eu deveria ter levado uma lanterna.
Anos depois de ter acontecido aquele episódio na vida dos órfãos Baudelaire, Klaus ainda pensava no momento em que ele e suas irmãs perceberam que Stephano era na verdade o conde Olaf, e morria de arrependimento por não ter chamado o motorista do táxi quando ele começava a manobrar para descer a rampa e voltar à estrada. Pare! Klaus pensava consigo mesmo, embora fosse tarde demais para fazer qualquer coisa a respeito. Pare! Leve esse homem daqui! Claro, é perfeitamente compreensível que Klaus e suas irmãs, tomados por uma surpresa tão grande, não conseguissem agir com a rapidez necessária, mas, anos depois, deitado na cama, Klaus amargava o pensamento de que talvez, não era certo mas talvez, se houvesse agido a tempo, poderia ter salvado a vida do tio Monty.
Mas não agiu. Enquanto os órfãos Baudelaire olhavam para o conde Olaf, o táxi fez a manobra de volta e as crianças ficaram a sós com sua nêmesis (palavra que aqui significa “o pior inimigo que se possa imaginar”). Olaf sorriu para eles da mesma maneira que a Cobra Perversa Mongol do tio Monty sorria quando colocavam um rato branco na gaiola diariamente para ela almoçar.
“Um de vocês poderia fazer a gentileza de carregar minha mala até o meu quarto”, sugeriu Olaf com sua voz arranhada. “A viagem ao longo daquela estrada fedorenta foi tediosa e desagradável, por isso estou muito cansado.”
“Se existe alguém que, mais do que qualquer pessoa, mereça viajar pelo Mau Caminho”, disse Violet, com o olhar penetrante fixo nele, “esse alguém é você, conde Olaf. Nós com toda a certeza não o ajudaremos de forma alguma com sua bagagem, porque simplesmente não deixaremos que entre nesta casa.”
Olaf franziu a cara para os órfãos, e depois olhou numa e noutra direção como se esperasse ver alguém escondido por trás dos arbustos em forma de cobras.
“Quem é conde Olaf?”, perguntou muito admirado. “Meu nome é Stephano. Estou aqui para dar assistência a Montgomery Montgomery em sua próxima expedição ao Peru. Presumo que vocês três sejam anões que trabalham como criados na casa de Montgomery.”
“Não somos anões”, disse Klaus com firmeza. “Somos crianças. E você é o conde Olaf. Pode ter deixado crescer barba e raspado a sobrancelha, mas continua a ser a mesma pessoa desprezível e não deixaremos que entre nesta casa.”
“Futa!”, gritou Sunny, provavelmente querendo significar algo como “De acordo!”.
O conde Olaf encarou cada um dos órfãos Baudelaire com o mesmo brilho intenso nos olhos que ele exibia quando contava uma piada.
“Não sei do que estão falando”, disse, “mas, ainda que soubesse e que eu fosse mesmo esse conde Olaf como vocês estão me dizendo que eu sou, não poderia deixar de considerar vocês muito grosseiros. E se eu considerasse que vocês estão sendo grosseiros, poderia me zangar. E, se eu me zangasse, vai saber o que eu poderia fazer?”
As crianças viram o conde Olaf levantar os braços magrelos como se encolhesse os ombros. Provavelmente não é preciso lembrar a vocês o quanto ele podia ser violento, e com absoluta certeza tampouco seria necessário lembrar aos Baudelaire. Klaus ainda podia sentir no rosto o machucado de quando o conde Olaf lhe batera na época em que moravam na casa dele. Sunny ainda sentia o corpo doer por ter ficado espremida dentro de uma gaiola de passarinho e pendurada no alto da torre onde o perverso conde arquitetava seus planos. E, apesar de não ter sido vítima de nenhuma violência física por parte daquele homem terrível, Violet quase foi forçada a casar-se com ele, o que bastou para fazê-la pegar a mala dele e arrastá-la vagarosamente em direção à porta da casa.
“Suspenda mais”, disse Olaf. “Levante mais um pouco. Não quero ver a mala se arrastar pelo chão desse jeito.”
Klaus e Sunny apressaram-se para ajudar Violet, mas mesmo os três fazendo força para carregar a mala o peso era tanto que os fazia cambalear. Já era sofrimento demais o simples reaparecimento do conde Olaf na vida deles, justamente quando sentiam tanto conforto e segurança na casa do tio Monty. Mas ajudar essa horrível pessoa a entrar na casa deles, aí já era exigir das crianças mais do que seriam capazes de suportar! Olaf seguia-as bem de perto, de modo que as três puderam sentir o hálito pesado dele enquanto levavam a mala para dentro, até pousá-la no carpete logo embaixo do quadro com as duas cobras enlaçadas.
“Obrigado, órfãos”, disse Olaf, fechando a porta atrás dele. “Bem, o dr. Montgomery disse que reservou para mim um quarto lá em cima. Acho que posso subir com a minha bagagem. Agora, retirem-se. Mais tarde vamos ter muito tempo para nos conhecer melhor.”
“Nós já conhecemos você, conde Olaf”, disse Violet. “É evidente que não mudou nada.”
“Vocês também não”, disse Olaf. “Posso ver claramente que você, Violet, continua a mesma teimosa de sempre. E você, Klaus, sempre com esses óculos idiotas, por ler livros demais. E dá para ver que Sunny continua a ter nove dedos nos pés em vez de dez”.
“Pel!”, gritou Sunny, o que provavelmente significava algo como “Não tenho não!”.
“Do que é que você está falando?”, perguntou Klaus, impaciente. “Ela tem dez dedos no pé como todo mundo.”
“É mesmo?”, disse Olaf. “Estranho. Lembro-me de que ela perdeu um dos dedinhos num acidente.” Seus olhos brilharam mais intensamente, como quando contava uma piada, e ele enfiou a mão no bolso para tirar uma faca comprida, do tipo que se usa para cortar pão. “Estou lembrado de que havia um homem que ficou tão confuso quando começaram a chamá-lo repetidas vezes por um nome errado, que acidentalmente deixou cair uma faca em cima do pezinho de Sunny e fez com que ela perdesse um dos dedos.”
Violet e Klaus olharam para o conde Olaf e depois para o pé descalço de sua irmã.
“Você não se atreveria”, disse Klaus.
“Não vamos agora discutir o que eu me atreveria ou não me atreveria a fazer”, disse Olaf. “Acho que está na hora é de discutir como vocês vão me chamar enquanto estivermos juntos nesta casa.”
“Vamos chamá-lo de Stephano, se insiste em nos ameaçar”, disse Violet, “mas não estaremos juntos nesta casa por muito tempo.”
Stephano abriu a boca para dizer algo, mas Violet não estava interessada em prosseguir na conversa. Virou-lhe as costas e, muito empertigada, cruzou a enorme porta que dava para a Sala dos Répteis, seguida por seus irmãos. Se vocês ou eu tivéssemos estado lá, só poderíamos pensar que os órfãos Baudelaire não tinham a menor sombra de medo, falando assim tão corajosos com Stephano e depois simplesmente deixando-o plantado onde estava, mas, assim que as crianças alcançaram o extremo mais distante da sala, as verdadeiras emoções vieram claramente à tona no rosto deles. Os Baudelaire estavam aterrorizados. Violet, com as mãos sobre o rosto, apoiava-se numa das gaiolas das cobras. Klaus afundou numa poltrona, tremendo tanto que se ouvia o chocalhar de seus pés sobre o piso de mármore. E Sunny enroscou-se toda como uma bola no chão, tão minúscula que uma pessoa podia não dar por sua presença ao entrar na sala. Por alguns minutos, nenhum dos três disse nada, com a atenção toda dirigida para os sons abafados dos passos de Stephano subindo a escada e para as batidas de seus próprios corações pulsando nos ouvidos.
“Como será que ele nos descobriu?”, perguntou Klaus. Sua voz era um rouco sussurro, como se estivesse com a garganta irritada. “Como será que conseguiu ser assistente do tio Monty? Que é que ele está fazendo aqui?”
“Ele jurou que haveria de embolsar a fortuna dos Baudelaire”, disse Violet, retirando as mãos do rosto e abraçando Sunny, que estava com calafrios. “Ele me disse isso um minuto antes de escapar. Disse que ficaria com a nossa fortuna, nem que fosse a última coisa que fizesse na vida.” Violet estremeceu, e não acrescentou que ele também havia dito que, de posse da fortuna, mataria os três irmãos Baudelaire. Nem precisava acrescentar. Violet, Klaus e Sunny sabiam, todos, que se o conde Olaf encontrasse um jeito de se apoderar da fortuna deles passaria uma faca na garganta dos órfãos Baudelaire tão fácil e naturalmente como vocês ou eu comeríamos um biscoitinho amanteigado.
“Que podemos fazer?”, indagou Klaus. “Tio Monty só estará de volta daqui a horas.”
“Talvez fosse o caso de chamarmos o sr. Poe”, disse Violet. “Está no meio do expediente, mas talvez ele possa sair do Banco para uma emergência.”
“Ele não acreditaria em nós”, disse Klaus. “Lembra-se quando tentamos falar para ele sobre o conde Olaf na época em que morávamos com esse canalha? O sr. Poe levou tanto tempo para perceber a verdade, que quase acabou sendo tarde demais. Acho que deveríamos fugir. Se sairmos agora mesmo, é provável que a gente consiga chegar à cidade e pegar um trem que nos leve para bem longe daqui.”
Violet imaginou os três, sozinhos, andando no Mau Caminho por baixo das macieiras carregadas de frutos azedos, com o cheiro ardido de raiz-forte empestando tudo à volta deles.
“Iríamos para onde?”, perguntou.
“Para qualquer lugar”, disse Klaus. “Qualquer lugar que não fosse aqui. Poderíamos ir para bem longe, onde não desse para o conde Olaf nos descobrir, mudaríamos nossos nomes, ninguém ficaria sabendo quem somos.”
“Não temos nenhum dinheiro”, observou Violet. “Como conseguiríamos viver por nossa conta?”
“Poderíamos arranjar emprego”, respondeu Klaus. “Eu poderia trabalhar numa biblioteca, quem sabe, e você em alguma fábrica. Sunny provavelmente não conseguiria trabalho com a idade que tem hoje, mas dentro de uns poucos anos...”
Os três órfãos calaram-se. Tentaram imaginar-se deixando a casa do tio Monty e vivendo à própria custa, batalhando por emprego e cuidando uns dos outros. Era um projeto que envolvia muita solidão. Ficaram, por instantes, sentados em triste silêncio, e todos com o mesmo pensamento: como gostariam que os pais não tivessem morrido no incêndio, e que a vida dos três nunca tivesse virado aquela embrulhada da qual não conseguiam mais sair. Se ao menos os Baudelaire pais ainda estivessem vivos, os garotos nem sequer teriam ouvido falar do conde Olaf, que dizer então de suportá-lo invadindo a casa deles e certamente arquitetando planos para lhes fazer mal.
“Não podemos ir embora”, disse Violet finalmente. “O conde Olaf já nos achou uma vez, tenho certeza de que nos achará de novo, por mais longe que a gente vá. E tem outra coisa: quem sabe onde estão os assistentes do conde Olaf? Talvez neste exato momento já tenham cercado a casa e estejam na maior vigilância para não deixar que a gente apronte alguma coisa.”
Klaus sentiu um calafrio. Ele tinha esquecido os assistentes do conde Olaf. Além de planejar apoderar-se da fortuna dos Baudelaire, Olaf era o cabeça de uma terrível trupe teatral, e seus colegas atores estavam sempre dispostos a ajudá-lo em suas tramas. Era uma equipe de aparência meio horripilante, cada qual mais assustador que o outro. Havia um careca de nariz comprido, que vestia sempre um roupão preto. Havia duas mulheres sempre com o rosto coberto com um pó branco fantasmagórico. Havia uma pessoa tão grandona e de traços tão indefinidos que não se podia dizer que fosse homem ou mulher. E havia um homem magricela que tinha dois ganchos onde deveria haver suas mãos. Violet estava certa. Qualquer uma dessas pessoas podia estar de olho neles, atenta, esperando do lado de fora da casa do tio Monty para apanhá-los se tentassem fugir.
“Acho que simplesmente deveríamos esperar o tio Monty voltar e contar-lhe o que aconteceu”, disse Violet. “Ele acreditará na gente. Basta a gente falar da tatuagem, ele no mínimo vai pedir a Stephano uma explicação.” O tom de voz com que Violet disse “Stephano” demonstrava o completo desprezo que ela sentia pelo impostor.
“Tem certeza?”, disse Klaus. “Afinal de contas foi o tio Monty quem contratou Stephano.” O tom da voz de Klaus quando ele disse “Stephano” demonstrava que compartilhava os sentimentos da irmã. “Tudo o que sabemos é que o tio Monty e Stephano planejaram alguma coisa juntos.”
“Maida!”, gritou Sunny, o que provavelmente significava algo como “Não seja ridículo, Klaus!”.
Violet balançou a cabeça:
“Sunny tem razão. Não posso acreditar que o tio Monty esteja de combinação com Olaf. Ele foi tão bom e tão generoso conosco, sem falar que, se estivessem tramando juntos alguma coisa, Olaf não faria questão de usar um nome falso.”
“Isso é verdade”, disse Klaus, pensativo. “Então esperemos pelo tio Monty.”
“Esperemos”, concordou Violet.
“Toju”, disse Sunny solenemente, e os irmãos se entreolharam, tristes, sem mais uma palavra.
Esperar é uma das coisas difíceis da vida. É duro esperar pela sobremesa de torta de chocolate quando o rosbife ainda está no prato. Que tristeza esperar pelo Halloween enquanto ainda falta passar o tedioso mês de setembro. Mas esperar que o tio adotivo voltasse para casa enquanto um homem ganancioso e violento se instalava no andar de cima foi uma das piores esperas de toda a vida dos Baudelaire. Para distrair o pensamento, eles tentaram prosseguir no trabalho, mas a ansiedade era grande demais para que as crianças conseguissem fazer o que quer que fosse. Violet tentou consertar a dobradiça da porta de uma das armadilhas, mas sua concentração estava toda voltada para o nó de preocupação que lhe apertava o estômago. Klaus tentou ler sobre como proteger-se das plantas espinhosas do Peru, mas seu cérebro não conseguia deixar de pensar em Stephano. E Sunny tentava roer a corda, mas um calafrio de medo não parava de percorrer-lhe os dentes e em pouco tempo ela desistiu. Não sentiu sequer vontade de brincar com a Víbora Incrivelmente Mortífera. Então os Baudelaire passaram o resto da tarde sentados em silêncio na Sala dos Répteis, olhando pela janela para ver se o jipe do tio Monty chegava e atentos aos ruídos ocasionais vindos do andar de cima. Nem quiseram pensar no que Stephano poderia estar tirando da mala.
Finalmente, na hora em que os arbustos em forma de cobras começaram a projetar longas sombras com o pôr-do-sol, as três crianças ouviram o som de um motor se aproximando, até que o jipe estacionou. Havia uma grande canoa amarrada à capota do jipe, e o banco de trás estava todo tomado pelas compras do tio Monty. O tio saiu, lutando contra o peso de várias sacolas de compras, e viu as crianças pelas paredes de vidro da Sala dos Répteis. Sorriu para elas. Elas retribuíram o sorriso, e nesse instante em que sorriram criou-se outro momento de arrependimento para eles. Se não houvessem feito aquela pausa e sorrido para o tio Monty, se em vez disso tivessem saído correndo para o carro, poderiam ter tido um breve momento a sós com ele. Mas, quando o alcançaram no hall de entrada, ele já estava conversando com Stephano.
“Não sabia o tipo de escova de dentes de sua preferência”, disse o tio Monty querendo desculpar-se, “de modo que lhe comprei uma com pelos extrafirmes, que é o tipo de que eu gosto. A comida peruana tem uma tendência a prender-se nos dentes, por isso a gente precisa levar pelo menos uma escova extra.”
“Pelos extrafirmes é uma escolha perfeita”, disse Stephano, falando para o tio Monty mas fixando nos órfãos seus olhos intensamente radiosos. “Posso levar a canoa para dentro?”
“Sim, mas, meu Deus, você não pode fazer isso sozinho”, disse o tio Monty. “Klaus, por favor, dê uma ajuda a Stephano, está bem?”
“Tio Monty”, disse Violet, “temos uma coisa muito importante para falar com você.”
“Sou todo ouvidos”, disse o tio Monty, “mas antes deixem que eu mostre o repelente contra vespas que consegui para vocês. Foi ótimo Klaus ter lido e se informado sobre a situação específica do Peru no que diz respeito aos insetos, porque os outros repelentes que eu tenho não teriam adiantado nada.” Tio Monty enfiou o braço numa das sacolas de compras enquanto as crianças esperavam impacientemente que ele terminasse. “Este aqui contém um produto químico chamado...”
“Tio Monty”, disse Klaus, “o que temos para falar com você na verdade não dá para esperar.”
“Klaus”, disse o tio Monty erguendo as sobrancelhas de surpresa, “não é educado interromper o seu tio quando ele está falando. Vamos, ajude Stephano a levar a canoa, e daqui a pouco a gente falará sobre o que você quiser.”
Klaus suspirou, mas seguiu Stephano pela porta aberta. Violet ficou olhando-os caminhar em direção ao jipe enquanto o tio Monty largava as sacolas de compras no chão e se dirigia a ela: “Não lembro mais o que eu estava dizendo sobre o repelente”, falou, um pouco contrariado. “Detesto quando perco o fio do pensamento.”
“O que precisamos falar com você”, Violet começou, mas parou assim que viu uma certa coisa. Monty não estava olhando para a porta, de modo que não via o que Stephano estava fazendo, mas Violet viu Stephano parar junto aos arbustos em forma de cobras, enfiar a mão no bolso do paletó e tirar a faca comprida. A lâmina refletiu a luz do sol poente e brilhou com esplendor máximo, como um farol. Como vocês provavelmente sabem, os faróis servem de sinais de alerta, avisando os navios onde se encontra o litoral para que eles não batam de encontro à terra. A faca brilhando era um sinal de alerta, também.
Klaus olhou para a faca, depois para Stephano e, afinal, para Violet. Violet olhou para Klaus, depois para Stephano e, por fim, para Monty. Sunny olhou para todos. Apenas Monty não percebeu o que estava acontecendo, de tanto que se achava absorvido em tentar lembrar-se do que havia começado a falar sobre os repelentes antivespas.
“O que precisamos falar com você”, Violet começou de novo, mas não foi capaz de continuar.
Stephano não pronunciou uma só palavra. Não era preciso. Violet sabia que bastaria ela abrir a boca e falar sobre a verdadeira identidade dele, para que Stephano imediatamente atacasse seu irmão ali mesmo junto aos arbustos em forma de cobras. Sem dizer palavra, a nêmesis dos órfãos Baudelaire passara muito claramente sua mensagem.

Um comentário:

  1. Meu Deus, mas que agonia... que raiva desse Conde Olaf!!

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