30 de julho de 2016

Capítulo cinco


Aquela noite foi das mais longas e terríveis já vividas pelos órfãos Baudelaire, e olhe que noites longas e terríveis eles tiveram muitas em suas vidas. Houve uma, por exemplo, pouco depois de Sunny ter nascido, em que as três crianças passaram por uma gripe tremenda, virando-se e revirando-se na cama dominadas por uma febre que não baixava, enquanto o pai tentava acalmá-los todos ao mesmo tempo, pondo compressas frias sobre as testas suadas dos filhos. Na noite que se seguiu à morte dos pais, os três ficaram na casa do sr. Poe e não pregaram o olho em momento algum, muito arrasados e confusos para tentar dormir. E, é claro, muitas e muitas noites longas e terríveis marcaram a permanência deles na casa do conde Olaf.
Mas esta noite, particularmente, pareceu-lhes a pior de todas. Desde o momento da chegada do tio Monty até a hora de irem dormir, Stephano manteve as crianças sob vigilância constante, isto é, ficou de olho nelas o tempo todo para que não houvesse possibilidade de elas conversarem a sós com o tio Monty e revelarem que ele na verdade era o conde Olaf; e o tio Monty, com tudo o que já tinha para se preocupar, não percebeu a situação estranha que ocorria dentro de casa. Quando trouxeram o resto das compras do tio Monty, Stephano veio com as sacolas carregadas em apenas uma das mãos, mantendo a outra enfiada no bolso do paletó onde estava escondida a faca, no entanto, com a empolgação causada por todos aqueles novos suprimentos, nem ocorreu ao tio Monty perguntar a razão de semelhante postura. Quando foram para a cozinha a fim de preparar o jantar, Stephano sorriu ameaçadoramente para as crianças enquanto partia os champignons, mas o tio Monty, todo absorto para não deixar que o molho do strogonoff fervesse, nem notou que a faca com que Stephano fatiava os champignons era de uso pessoal do novo assistente, a mesma que servia para ameaçar os garotos. Durante o jantar, Stephano contou histórias divertidas e elogiou o trabalho científico de Monty; sentindo-se de tal maneira lisonjeado, o tio foi incapaz de imaginar que durante todo o desenrolar da refeição Stephano segurava a faca por baixo da mesa, roçando a lâmina levemente no joelho de Violet. E, após anunciar que aproveitaria aquela noite para mostrar a Sala dos Répteis ao novo assistente, o desejo de fazê-lo o quanto antes absorveu inteiramente a atenção do cientista, a ponto de não perceber que os Baudelaire tinham simplesmente ido para a cama sem dizer uma palavra.
Pela primeira vez, o fato de possuírem quartos individuais teve mais o efeito de provação do que de luxo, pois sem a companhia uns dos outros os órfãos sentiram-se ainda mais solitários e desamparados. Violet olhou para o papel fixado com tachinhas em sua parede e tentou imaginar o que Stephano estava planejando. Klaus sentou-se em sua ampla poltrona estofada e acendeu a lâmpada da luminária para leitura, mas as preocupações não o deixaram sequer abrir um livro. Sunny ficou olhando para seus objetos duros mas não se animou a morder nenhum.
Os três pensaram em seguir andando pelo hall, ir até o quarto do tio Monty, acordá-lo e contar-lhe o que estava acontecendo de errado. Mas, para chegar ao quarto do tio, teriam que passar pelo quarto em que estava hospedado Stephano, e durante toda a noite Stephano montou guarda sentado numa cadeira diante da porta aberta de seu quarto. Quando os órfãos abriram a porta de seus quartos para ter uma vista do corredor, deram com a cabeça pálida e raspada de Stephano movendo-se lentamente como o pêndulo de um relógio de parede antigo. Para lá e para cá, para lá e para cá, cintilando à meia-luz, uma visão tão assustadora que eles não se atreveram a atravessar o corredor.
Finalmente, a casa começou a clarear com o azul cinzento que precede o alvorecer, e os Baudelaire, ainda com os olhos turvos de sono, desceram as escadas para tomar o café da manhã, cansados e com o corpo moído pela noite sem dormir. Sentaram-se em volta da mesa onde haviam comido bolo na manhã em que chegaram à casa do tio Monty, e serviram-se, indiferentes ao que havia para a refeição. Era a primeira vez, desde a mudança para a nova casa, que não morriam de vontade de entrar na Sala dos Répteis e começar o dia de trabalho.
“Acho que está na hora de irmos”, disse finalmente Violet, pondo de lado a torrada em que mal havia tocado. “Garanto que o tio Monty já começou a trabalhar e está a nossa espera.”
“E garanto que Stephano também está lá”, disse Klaus olhando melancolicamente para a sua tigela de cereais. “Não teremos chance de contar ao tio Monty o que sabemos sobre ele.”
“Miga”, disse Sunny tristemente, deixando cair no chão sua cenoura crua intocada.
“Se ao menos o tio Monty soubesse o que nós sabemos”, disse Violet, “e Stephano soubesse que ele sabe o que sabemos. Mas o tio Monty não sabe o que sabemos, e Stephano sabe que ele não sabe o que sabemos.”
“Eu sei”, disse Klaus.
“Sei que você sabe”, disse Violet, “mas o que não sabemos é o que o conde Olaf, quero dizer Stephano, está realmente querendo aprontar. Ele está atrás de nossa fortuna, disso não há a menor dúvida, mas como é que ele pode consegui-la se estamos sob a tutela do tio Monty?”
“Talvez ele simplesmente vá esperar que alcancemos a maioridade, e então roubará a fortuna”, disse Klaus.
“Quatro anos é muito tempo para esperar”, disse Violet.
Os três órfãos ficaram calados, cada qual procurando lembrar o que haviam feito quatro anos antes. Violet tinha dez anos e usava os cabelos bem curtos. Lembrava-se de, por volta do décimo aniversário, ter inventado um novo tipo de apontador de lápis. Klaus tinha oito, e lembrava-se do interesse que os cometas lhe despertavam, lendo na ocasião todos os livros de astronomia da biblioteca dos pais. Sunny, é claro, ainda não havia nascido quatro anos antes, e ficou tentando lembrar-se de como era esse tipo de inexistência. Muito escuro, pensou, sem nada para morder. Para todos eles, quatro anos parecia ser de fato muito tempo.
“Vamos, vamos, vocês estão se mexendo muito devagar esta manhã”, disse o tio Monty, surgindo com ímpeto na sala. Seu rosto parecia ainda mais animado que de costume, e ele trazia um pequeno maço de papéis dobrados numa das mãos. “Stephano só está trabalhando aqui há um dia, e já se acha na Sala dos Répteis. Na verdade, ele se levantou da cama antes de mim, alcancei-o quando descia as escadas. Ele é uma pessoa muito interessada. Mas vocês três... estão se movendo no ritmo da Cobra-Preguiça Húngara, que se desloca com a velocidade máxima de um centímetro e meio por hora! Temos muito que fazer hoje, e eu gostaria de pegar a sessão das seis de Zumbis na neve, de forma que precisamos andar depressa, depressa, depressa!”
Violet olhou para o tio Monty e deu-se conta de que essa poderia ser a única oportunidade de falarem com ele a sós, sem Stephano por perto, mas Monty estava tão excitado que não dava para ter certeza de que ele os escutaria.
“Por falar em Stephano”, disse ela timidamente, “nós gostaríamos de falar com você sobre ele.”
Os olhos de Monty se arregalaram e ele deu uma espiada em volta, como se houvesse espiões na sala, antes de inclinar-se para sussurrar aos garotos: “Eu também gostaria de falar com vocês”, disse. “Tenho minhas suspeitas sobre Stephano, e gostaria de discuti-las com vocês.”
Os órfãos Baudelaire entreolharam-se, aliviados. “É mesmo?”, perguntou Klaus.
“Certamente”, respondeu o tio Monty. “Na noite passada comecei a alimentar sérias suspeitas sobre esse meu novo assistente. Há qualquer coisa de estranho nele, e eu...”, o tio Monty olhou mais uma vez à sua volta e começou a falar ainda mais baixo, a ponto de as crianças precisarem prender a respiração para ouvi-lo. “E eu acho que devemos discutir o assunto lá fora. Vamos?”
As crianças fizeram que sim com a cabeça, e levantaram-se da mesa. Sem se preocupar com os pratos sujos que haviam ficado na mesa, o que em geral não é uma coisa certa de se fazer mas perfeitamente aceitável quando se trata de uma emergência, elas foram andando com o tio Monty para a entrada da frente. Passaram pelo quadro com as duas cobras entrelaçadas, saíram pela porta principal e dirigiram-se para o gramado, como se quisessem falar para os arbustos em forma de cobras e não uns com os outros.
“Não é que eu queira me vangloriar”, começou o tio Monty, usando uma palavra que aqui significa “contar vantagem”, “mas de fato sou um dos mais respeitados herpetologistas do mundo.”
Klaus piscou. Era um começo inesperado para a conversa. “Não resta dúvida de que o senhor é”, disse ele, “mas...”
“E, por causa disso, é triste dizer”, prosseguiu o tio Monty, como se não tivesse ouvido a intervenção de Klaus, “muitas pessoas sentem inveja de mim.”
“Estou certa de que isso é verdade”, disse Violet, intrigada.
“E quando as pessoas sentem inveja”, disse o tio Monty balançando a cabeça, “são capazes de fazer qualquer coisa. Fazem coisas loucas, absurdas. Quando eu estava preparando minha tese para me formar como herpetologista, meu companheiro de quarto sentiu tanta inveja por eu ter descoberto uma nova espécie de sapo que roubou e comeu o único espécime que eu tinha. Na apresentação, foi preciso radiografar seu estômago e usar o raio X, em lugar do sapo. E algo me diz que pode estar ocorrendo uma situação semelhante aqui.”
De que o tio Monty estava falando?
“Não sei, mas acho que não estou seguindo bem o...”, disse Klaus, encontrando uma maneira polida para expressar “Do que é que você está falando, tio Monty?”.
“A noite passada, depois que vocês foram para a cama, Stephano foi um pouco insistente em me fazer perguntas demais sobre todas as cobras e sobre a minha próxima expedição. E sabem por quê?”
“Acho que sim”, começou Violet, mas o tio Monty a interrompeu.
“Porque esse homem que se diz chamar Stephano”, disse ele, “é na verdade um membro da Sociedade Herpetológica, e está aqui para tentar encontrar a Víbora Incrivelmente Mortífera e assim esvaziar minha apresentação. Vocês entendem o que eu quero dizer com esvaziar?”
“Não”, disse Violet, “mas...”
“Quero dizer que o que eu acho é que Stephano vai roubar a minha cobra”, disse o tio Monty, “e apresentá-la à Sociedade Herpetológica. Como se trata de uma espécie nova, não tenho como provar que fui eu quem a descobriu. Antes que chegue ao nosso conhecimento, a Víbora Incrivelmente Mortífera terá recebido o nome de Cobra Stephano ou algo abominável no gênero. E se é o que está planejando, imaginem o que ele fará à nossa expedição peruana. Cada sapo que apanharmos, cada amostra de veneno que guardarmos num tubo de ensaio, cada entrevista sobre cobras que gravarmos, cada pequeno passo que dermos no trabalho irá cair nas mãos desse espião da Sociedade Herpetológica.”
“Ele não é um espião da Sociedade Herpetológica”, disse Klaus, impaciente, “ele é o conde Olaf!”
“Entendo o que você quer dizer!”, exclamou o tio Monty inflamando-se. “Esse tipo de comportamento é de uma sordidez que seria de esperar apenas de um homem terrível como aquele. Por isso é que vou fazer isto que estou fazendo.” Levantou uma das mãos e agitou os papéis dobrados no ar. “Como vocês sabem”, disse, “amanhã estamos partindo para o Peru. Estas são as nossas passagens para embarcar às cinco da tarde no Próspero, um magnífico navio que cruzará o Atlântico para nos levar à América Latina. Há uma passagem para mim, uma para Violet, uma para Klaus, uma para Stephano, mas nenhuma para Sunny porque vamos escondê-la dentro de uma mala e assim economizar dinheiro.”
“Epa!”
“Brincadeira minha. Mas em tudo o mais não estou brincando.” Tio Monty, com o rosto afogueado de excitação, pegou um dos papéis dobrados e começou a rasgá-lo em muitos pedacinhos. “Esta é a passagem de Stephano. Ele simplesmente não irá conosco ao Peru. Amanhã de manhã vou lhe dizer que precisa ficar aqui tomando conta dos meus espécimes. Assim faremos em paz essa expedição com a certeza de ser bem-sucedida.”
“Mas tio Monty...”, disse Klaus.
“Quantas vezes preciso dizer a você que é falta de educação interromper quem está falando?”, interrompeu o tio Monty, balançando a cabeça. “De qualquer maneira, sei o que o está incomodando. Você se preocupa com o que possa acontecer se ele ficar aqui sozinho com a Víbora Incrivelmente Mortífera. Mas não se aflija. A Víbora vai conosco na expedição, viajando numa das malas que levaremos para trazer cobras capturadas. Não sei por que está com essa cara tão triste, Sunny. Pensei que fosse gostar de ter a companhia da Víbora. Vamos, chega de fazerem esse ar de preocupação, bambini! Como podem ver, o tio Monty tem o controle da situação.”
Quando alguém comete um pequeno engano – digamos, quando um garçom põe leite desnatado no seu café expresso e não leite semidesnatado –, às vezes é bem fácil explicar a essa pessoa como e por que ela se enganou. Mas, se o engano cometido assume proporções além de todos os limites – digamos, quando um garçom morde o seu nariz em vez de anotar o pedido –, a surpresa causada pode ser tanta que somos incapazes de dizer o que quer que seja. Paralisada pelas proporções do engano do garçom, a pessoa fica meio boquiaberta, os olhos começam um pisca-pisca incontrolável, mas não se consegue pronunciar uma palavra. Foi isso o que aconteceu com os Baudelaire. Tio Monty estava tão enganado a respeito de Stephano ao identificá-lo como um espião herpetológico e não como o conde Olaf que os três irmãos nem conseguiam imaginar um meio de restaurar a verdade dos fatos.
“Agora vamos, meus queridos”, disse o tio Monty. “Já gastamos uma boa parte da manhã com nossa conversa. Temos que... ai!!!” Ele interrompeu o que estava dizendo com um grito de surpresa e de dor, desabando direto no chão.
“Tio Monty!”, gritou Klaus. Os Baudelaire viram que um objeto grande e brilhante estava em cima do tio, e um instante depois perceberam o que era esse objeto: a luminária para leitura, aquela que se erguia junto à ampla poltrona estofada no quarto de Klaus.
“Ai!!!”, voltou a gemer o tio Monty, afastando a luminária de cima dele. “Essa realmente doeu! Pode ter deslocado meu ombro. Ainda bem que não bateu na minha cabeça, ou teria feito um estrago sério.”
“Mas veio de onde?”, perguntou Violet.
“Deve ter caído da janela”, disse o tio Monty, apontando para cima, onde ficava o quarto de Klaus. “De quem é esse quarto? Klaus, parece-me ser o seu. Você precisa ter mais cuidado. Não pode deixar objetos pesados em posição insegura, projetando-se para fora da janela desse jeito. Veja só o que quase aconteceu.”
“Mas a luminária não estava nem um pouco perto da minha janela”, disse Klaus. “Eu a deixo num vão protegido da parede, onde aproveito para ler sentado naquela poltrona tão confortável.”
“Francamente, Klaus”, disse o tio Monty levantando-se e passando a luminária para ele. “Você espera mesmo que eu vá acreditar que isso saltou da janela numa espécie de dança e foi pousar bem no meu ombro? Faça o favor de levá-la de volta para o seu quarto, num lugar seguro, e não falamos mais nisso.”
“Mas...”, balbuciou Klaus, logo interrompido por sua irmã.
“Eu ajudo você, Klaus”, disse Violet. “Vamos encontrar um lugar que seja seguro.”
“Mas vejam se não se demoram”, disse o tio Monty, esfregando o ombro. “A gente se encontra na Sala dos Répteis. Venha, Sunny.”
Depois de percorrer o hall de entrada, os quatro separaram-se na escada, tio Monty e Sunny encaminhando-se para a enorme porta da Sala dos Répteis enquanto Violet e Klaus carregavam a pesada luminária metálica para o quarto de Klaus.
“Você sabe muito bem”, sussurrou Klaus para sua irmã, “que não houve falta de cuidado de minha parte em relação a essa luminária.”
“Claro que sei”, sussurrou Violet. “Mas não adianta tentar explicar isso para o tio Monty. Ele acha que Stephano é um espião herpetológico. Você sabe tão bem quanto eu que Stephano foi o responsável por isso.”
“Mas que esperteza a sua, de chegar a essa descoberta”, disse uma voz vinda do alto da escada, e Violet e Klaus ficaram tão surpresos que quase deixaram a luminária cair. Era Stephano, ou, se preferem, o conde Olaf. Era o vilão. “Mas a verdade é que vocês sempre foram crianças espertas”, continuou ele. “Um pouco espertas demais, para o meu gosto, mas vocês não vão estar aqui por muito tempo, de modo que isso não me aflige.”
“De você não se pode dizer que seja tão esperto”, disse Klaus, furioso. “Essa luminária pesada por pouco não nos atingiu, no entanto se alguma coisa acontecer a minhas irmãs ou a mim, você nunca irá pôr as mãos na fortuna dos Baudelaire.”
“Coitadinho de mim, pobrezinho de mim”, disse Stephano, mostrando seus dentes encardidos ao sorrir. “Se eu quisesse fazer mal a você, querido órfão, seu sangue já estaria jorrando por essa escada abaixo como uma cachoeira. Nem pretendo fazer mal a um fio de cabelo sequer da cabeça de qualquer Baudelaire, não aqui dentro desta casa. Vocês não precisam ter medo de mim, meus pequenos, até estarmos num lugar em que os crimes fiquem mais difíceis de apurar.”
“E onde seria isso?”, perguntou Violet. “Planejamos não arredar pé daqui até crescermos.”
“É mesmo?”, disse Stephano com aquela voz bem, bem dissimulada. “Pois eu tinha a impressão de que íamos deixar o país amanhã.”
“Tio Monty rasgou a sua passagem”, disse Klaus, triunfante. “Ele estava suspeitando de você, e então mudou os planos e agora você não viaja mais conosco.”
Stephano na mesma hora apagou o sorriso e franziu a testa, os dentes encardidos pareciam ter ficado maiores. Seus olhos ganharam um brilho tão intenso que chegaram a fazer os olhos de Klaus e Violet doer, ao encará-lo. “Eu não confiaria muito nisso”, disse, com uma voz muito, muito terrível. “Até mesmo os melhores planos se alteram quando acontece um acidente.” Ele indicou com um dedo bem pontudo a luminária metálica: “Acidentes acontecem o tempo todo”.

3 comentários:

  1. mas pra que o Klaus foi abrir a boca???? se ele não diz nada o Conde Olaf nao ia suspeitar .-.

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  2. Por que o Tio Monty não ouve os Baudelaire!? Isso talvez evitaria mais uma tragédia!! :(

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  3. Nossa nao entendo pra q ele foi falar
    Ele podia tet ficado queto esperar pra conta emcima da hora
    Assin esse filho da mae nao ia ter como agir
    Que raiva

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