24 de julho de 2016

Capítulo 34

Orman tinha se mexido brevemente, chamando em seu sono, e Malcolm entrou para cuidar dele. Xander, naturalmente, pairou em seus calcanhares, olhando ansiosamente ao redor pequena moldura do curandeiro para olhar o seu mestre.
Quando Malcolm surgiu, ele encontrou Will apertando as cintas da fivela da sela de Puxão. Ele tirou a sela dos outros cavalos e os colocou no pequeno estábulo de Malcolm.
Malcolm percebeu o ar de urgência do jovem.
— Ele está bem agora — disse ele, acenando de volta para a sala onde Orman estava calmamente. — Você estava pensando em nos deixar? — acrescentou suavemente.
Will reforçou uma última fivela e colocou o pé no estribo.
— Estou indo pegar Alyss — disse ele severamente.
Malcolm ergueu as sobrancelhas.
— Assim? — ele perguntou.
— Assim — Will repetiu.
Malcolm olhou ao redor, olhando para a posição do sol no céu. Havia ainda quatro ou cinco horas de luz do dia.
— Você está indo cavalgar para lá em plena luz do dia e resgatá-la, é isso?
Will hesitou desajeitadamente. Ele estava fora de equilíbrio com o pé no estribo, então saiu e ficou ao lado de Puxão. Agora que Malcolm colocou assim, percebeu que não poderia ir e irromper pelo castelo afora procurando por Alyss. Ele nem sequer sabia onde ela poderia estar. Se a sua identidade foi descoberta, ela estaria trancada em algum lugar e ele não tinha ideia de onde. Mas ele estava fervendo de ansiedade por ela, desesperado para tirá-la do perigo que a ameaçava.
Ele havia feito o que o dever exigia e ajudou Orman a escapar. Agora seu dever pertencia a sua velha amiga. E não ajudava ter Malcolm calmamente apontando que ele estava saindo com nenhuma ideia sobre o que ia fazer.
— Eu provavelmente vou esperar até escurecer — admitiu.
Malcolm balançou a cabeça como se esta fosse uma ideia sábia.
— Nesse caso, assim como você pode esperar lá, também pode esperar aqui no conforto — ressaltou.
Will mudou os pés irritado. Malcolm estava certo, claro, mas ele estava desesperado para fazer algo. Qualquer coisa. Precisava se mover. Cada minuto que passava colocava Alyss em um perigo maior, pois a probabilidade de Buttle reconhecê-la aumentava. Ele não suportava ficar aqui esperando.
— Talvez pudéssemos pensar sobre isso um pouco, ao invés de apenas sair sem qualquer plano de ação — o curandeiro sugeriu.
Relutante, Will reconheceu que o que homenzinho falava estava fazendo sentido. Ele deu um tapinha no pescoço de Puxão distraidamente, então andou para a estreita varanda para acompanhar Malcolm.
— Sinto muito — disse ele. — A ideia de saber que ela ainda está lá, está me deixando simplesmente louco. Sabendo que eu a deixei.
— Pelo que entendi você não tinha outra escolha — disse Malcolm e Will suspirou enquanto se sentava.
— Isso não significa que seja mais fácil de suportar. Estive quebrando a cabeça tentando descobrir de onde Buttle surgiu — acrescentou.
— Ele é aquele que você viu no castelo justamente antes de Orman procurar você?
Will assentiu.
— Sim. Mas, se tudo estivesse correto ele deveria estar a centenas de quilômetros daqui. Eu o dei para um barco cheio de escandinavos como um escravo.
As sobrancelhas de Malcolm elevaram-se ligeiramente.
— Você o deu? — disse ele, e Will assentiu gravemente.
— Teria sido contra a lei vender ele — respondeu ele.
Malcolm balançou a cabeça sabiamente várias vezes.
— Claro. Muito melhor respeitar a lei e dá-lo para a escravidão, eu suponho.
Ele fez uma pausa para ver se havia alguma reação, mas não havia nenhuma. Esse rapaz não tem muito em mente, ele pensou. Em seguida, ele acrescentou:
— Talvez esses escandinavos voltaram para a terra novamente. Vou perguntar se houve algum sinal de Escandinavos na área. Meus amigos aqui tem um alcance longe através da floresta e pouca coisa escapa à sua atenção. Eles se tornaram muito bons em verem sem serem vistos.
— Estamos muito longe do mar aqui — disse Will com dúvida.
Malcolm concordou.
— Talvez a oitenta quilômetros. Mas o Rio Oosel corre para o interior da costa e é muito perto. Nesta época do ano, se você estivesse a caminho da praia, iria querer ficar bem longe das tempestades que atingiram a costa leste. É claro — ele prosseguiu, mudando um pouco de assunto— a questão não é realmente como ele chegou aqui, mas o que ele está planejando fazer.
— Não vai ser nada de bom, seja o que for — disse Will. — O que está me matando é a incerteza de tudo. Eu não sei se ela foi reconhecida. E se foi, não tenho nenhuma ideia de onde eles poderiam confiná-la.
Ele virou-se, ouvindo a porta ao lado deles fechar suavemente quando Xander retornou da verificação de seu senhor.
— Senhor Orman está mais confortável? — Malcolm perguntou, e Xander assentiu.
— Ele está descansando confortavelmente — disse ele.
Então ele teve a graça de olhar um pouco apologético.
— Obrigado pelo que você fez.
Malcolm deu de ombros.
Xander voltou sua atenção para Will.
— Se você está planejando voltar para o castelo — disse ele — pode ser capaz de usar um pouco de informação de dentro.
Will olhou-o rapidamente. O secretário se sentia um pouco culpado por não ter sido capaz de passar o aviso de Will para a Alyss.
— Estou assumindo que, se eles descobriram sua identidade, ela estará nas masmorras — disse Will. — Existem masmorras em Macindaw, estou certo?
— Existem — Xander falou concordando. — Mas nesta época do ano, elas estão frequentemente inundadas. Minha aposta é que, se ela está presa, vai ser na torre célula. É a direita do topo da torre de guarda e é muito mais difícil de alcançar do que as masmorras. Só existe uma escadaria que leva até o topo dela, por isso é fácil de guardar. E quando você está lá em cima, é fácil mantê-lo lá também.
Will considerou o problema. Fazia sentido, ele pensou. Havia muitas maneiras de entrar nas masmorras de um castelo. Mas uma torre era um assunto completamente diferente.
— Talvez — disse Malcolm — você poderia achar melhor abandonar seu plano no momento e ter esperança de que sua amiga não foi reconhecida?
Mas Will estava balançando a cabeça antes que o curandeiro tivesse acabado metade da frase.
— Não. Eu já desperdicei tempo demais — disse ele com firmeza. — Eu estou indo pegar ela. Hoje à noite.
— Como? — Malcolm persistiu. — Seja razoável. Você precisaria de uma força de homens armados para lutar no caminho até as escadas em uma torre como essa.
— Eu não estava planejando usar as escadas — Will disse a ele.

7 comentários:

  1. Tenho certeza que ele vai escalar, tipo no primeiro livro

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    1. Tb tenho certeza, chega até a ser óbvio no caso do Will!

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  2. Vai dar uma de Will Aranha. Pq o Horace não chega logo? Agora as coisas vão melhorar.

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    1. palmas pela sua piada essa foi otìma palmas não vc merece tocantins inteira

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  3. Will Aranha! kkkk, amei a piada, as coisas estão começando a pegar fogo!
    Ass: Bina.

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  4. Como sempre, os comentários são ótimos.
    Will Aranha kkkk
    Horace, pelo amor da minha Pongona, chega logo raios!!! *-*

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