28 de junho de 2016

Capítulo 25

Cinco dias se passaram desde que Evanlyn tinha sido convocada aos aposentos de Erak.
Enquanto esperava outro contato dele, continuou com a outra parte do plano que ele tinha apresentado, queixando-se fortemente da possibilidade de ser destinada a ser uma de suas escravas pessoais. Segundo a história que tinham combinado, ela terminaria a semana na cozinha e então assumiria as novas funções. Ela declarava seu desagrado em relação a ele em geral, aos seus padrões de higiene em particular e falava sempre que possível da crueldade que ele tinha demonstrado na viagem a Hallasholm.
Ouvir Erak ser descrito por Evanlyn naqueles poucos dias dava a impressão de que ele era o pior dos demônios do inferno e tinha um mau hálito insuportável. Depois de vários dias dessa encenação, Jana, uma das escravas da cozinha mais antigas, não se conteve.
— Poderiam acontecer coisas piores para você, minha menina. Trate de se acostumar.
Ela se afastou, cansada das constantes queixas de Evanlyn, pois, na verdade, a vida de um escravo pessoal tinha algumas vantagens: roupas e comida melhores, e quartos mais confortáveis para todos.
— Prefiro me matar primeiro — Evanlyn gritou para ela satisfeita de ter a chance de tornar sua aversão pelo jarl mais pública.
Um ajudante da cozinha, um homem livre, não um escravo, deu-lhe um forte cutucão na parte de trás da cabeça, fazendo seus ouvidos assobiarem.
— Se você não voltar a trabalhar agora, eu mesmo faço isto por você — ele ameaçou.
Ela balançou a cabeça, olhando-o com raiva pelas costas e se apressou para servir cerveja a Ragnak e seus companheiros de jantar.
Como sempre, ela sentiu uma inquietante onda de ansiedade quando entrou na sala de refeições e foi observada por Ragnak. Embora a razão lhe dissesse que era improvável que ele a distinguisse entre as outras dezenas de escravas ocupadas que serviam comida e bebida apressadamente, ela ainda vivia sob o constante medo de que, de alguma forma, fosse reconhecida como a filha de Duncan.
Era aquela ansiedade, assim como o trabalho ininterrupto, que a deixava esgotada e exausta no final de cada noite. Depois que terminavam o trabalho da noite, os escravos iam agradecidos para seus espaços de dormir. Evanlyn notou preocupada que Jana, obviamente aborrecida com as constantes reclamações da garota sobre Erak, tinha mudado seu cobertor para o outro lado do quarto.
Ela estendeu o próprio cobertor e tornou a envolver com pano o tronco que lhe servia de travesseiro. Enquanto fazia isso, um pequeno pedaço de papel caiu das dobras da velha camisa que usava para cobrir a madeira.
Com o coração aos pulos, Evanlyn cobriu rapidamente o bilhete com o pé e olhou à sua volta para verificar se alguma de suas vizinhas tinha percebido alguma coisa. Aparentemente, ninguém tinha notado. Todas continuavam com os preparativos para dormir. O mais casualmente que conseguiu, Evanlyn se deitou e, ao mesmo tempo, apanhou o pequeno pedaço de papel e puxou o cobertor até o queixo, aproveitando a oportunidade para dar uma olhada na única mensagem escrita ali:
“Hoje à noite.”
Um ajudante da cozinha entrou alguns minutos depois e apagou as lanternas, deixando apenas as chamas bruxuleantes do fogo. Exausta como estava, Evanlyn ficou deitada de costas, olhos muito abertos, o coração acelerado, esperando o tempo passar.
Aos poucos, as vozes no aposento ficaram em silêncio e foram substituídas pela respiração profunda e regular dos escravos adormecidos. Aqui e ali se ouviam roncos suaves ou uma tosse ocasional e, uma ou duas vez es, uma voz atrapalhada e indistinta se manifestou quando uma escrava teuta resmungou no sono.
O fogo diminuiu e adquiriu uma cor vermelha sem brilho e Evanlyn ouviu o relógio do porto batendo meia-noite. Aquele seria o último toque até o amanhecer, por volta das 7 horas. Ela se recostou para esperar. Erak tinha dito que aguardasse até uma hora depois do toque do relógio à meia-noite. “Isso vai dar tempo a eles para se deitarem e dormirem profundamente”, ele tinha dito quando apresentou seu plano. “Se deixar para mais tarde, os que têm sono leve e os escravos mais velhos vão começar a acordar para ir ao banheiro.”
Apesar da tensão que sentia, suas pálpebras começaram a se fechar e, com um sobressalto de pânico, ela percebeu que quase tinha caído no sono. “Seria perfeito”, ela pensou com amargura, “fazer o jarl esperar por mim do lado de fora da Grande Mansão enquanto eu roncasse alto debaixo da coberta”. Ela se mexeu no chão duro e escolheu uma posição menos confortável. Enterrou as unhas nas palmas das mãos para que a dor a mantivesse alerta. Ela começou a contar para medir a passagem do tempo e então percebeu, quase tarde demais, que o efeito soporífero da contagem quase a tinha posto para dormir outra vez.
Finalmente, deu de ombros aborrecida e chegou à conclusão que uma hora já devia ter passado. Parecia não haver ninguém acordado na cozinha quando Evanlyn puxou a coberta e se levantou. Ela pensou que, se alguém se mexesse sempre poderia alegar que estava indo ao banheiro. Ela tinha ido para a cama totalmente vestida, com exceção das botas. Agora, Evanlyn as levava enroladas no cobertor. Como o fogo tinha diminuído, o quarto tinha ficado muito frio e ela tremeu ao ser atingida pelo ar gelado.
Teve a impressão de que a porta do pátio fez barulho suficiente para acordar os mortos quando tentou abri-la. A estrutura girou nas pesadas dobradiças com o que pareceu ser um guincho ensurdecedor. Encolhendo-se, a garota a fechou com o máximo de cuidado, espantada com o fato de que aparentemente ninguém tinha sido perturbado pelo ruído.
A lua não brilhava. A noite estava tomada por grossas nuvens, mas a neve que cobria o chão ainda refletia a pouca luz que havia, facilitando ver os detalhes. A massa negra que era o alojamento dos escravos do pátio, um celeiro frio e sem conforto, estava facilmente visível, a 30 ou 40 metros de distância.
Pulando ora num pé, ora noutro, ela calçou as botas. Em seguida, colada à parede do prédio principal, virou à esquerda e se dirigiu até a esquina como Erak tinha instruído. Ao chegar ao fim da parede, soltou um grito abafado de susto. Um vulto corpulento a esperava, encolhido sob a sombra do edifício.
Por um momento, sentiu uma onda de medo percorrer seu corpo, mas logo percebeu que era jarl Erak.
— Você está atrasada — ele sussurrou zangado.
Ela percebeu que possivelmente ele estava tão tenso quanto ela. Jarl ou não, ele estava arriscando a vida para ajudar um escravo a escapar e tinha plena consciência desse fato.
— Alguns deles ainda não tinham dormido — ela mentiu. Parecia não haver sentido em dizer a ele que não tinha como medir o tempo. Ele grunhiu em resposta e ela entendeu que a desculpa tinha sido aceita.
— Tome — Erak disse, enquanto empurrava um pequeno saco na mão dela. — Aqui tem algumas moedas de prata. Você provavelmente vai ter que subornar um dos membros do Comitê para tirar o garoto de lá. Isso deve ser suficiente. Se eu lhe der mais, eles vão suspeitar e perguntar de onde veio o dinheiro.
Evanlyn concordou. Eles tinham discutido tudo isso nos aposentos de Erak cinco noites antes. A fuga teria que ser realizada sem que desconfiassem dele. Esse era o motivo pelo qual ele tinha mandado que ela passasse os últimos dias se queixando da possibilidade de se tornar sua escrava. Aquilo iria dar um pretexto para sua tentativa de fuga.
— Pegue isso também — ele continuou, e lhe entregou uma pequena adaga num estojo de couro. — Talvez você precise dela para que o rapaz cumpra a promessa depois de ser subornado.
Evanlyn pegou a arma e a guardou no cinto largo. Ela usava calças e uma camisa e tinha enrolado o cobertor nos ombros como uma capa.
— O que faço depois que tirar Will de lá? — perguntou em voz baixa.
Erak apontou para o caminho que levava para o porto e para a vila de Hallasholm propriamente dita.
— Siga esse caminho. Perto do portão, você vai ver uma bifurcação para a esquerda subindo a colina. Vá por ela. No caminho, amarrei um pônei com comida e roupas quentes. Você vai precisar do cavalo para manter Will em movimento — Erak hesitou e então acrescentou: — Você também vai encontrar um pequeno suprimento de erva do calor na sacola pendurada na sela.
Evanlyn olhou para ele surpresa. Na outra noite, ele não tinha escondido sua aversão ao narcótico.
— Você vai precisar dela para Will — explicou simplesmente. — Quando uma pessoa fica viciada nessa coisa, pode matá-la se parar o fornecimento de uma vez. Você vai ter que tirá-la aos poucos, diminuindo a quantidade a cada semana até que a mente dele se recupere e ele possa ficar sem a droga.
— Vou fazer o melhor que puder — ela garantiu e ele apertou o pulso dela num gesto de encorajamento.
Erak olhou para as nuvens baixas acima deles e cheirou o ar.
— Vai nevar antes do amanhecer — ele avisou. — A neve vai cobrir suas pegadas. Além disso, vou criar pistas falsas. Simplesmente continue andando para as montanhas. Siga o caminho até chegar a uma bifurcação na trilha perto de três pedras grandes, sendo que a do meio é a maior. Então vire à esquerda e você vai chegar à cabana em mais ou menos dois dias.
Havia uma pequena cabana nas montanhas usada como abrigo dos caçadores durante o verão. Ela estaria desocupada e forneceria um refúgio relativamente seguro para eles durante o inverno.
— Lembre-se, quando o gelo começar a derreter na primavera, continue a viagem — Erak aconselhou. — O garoto já deverá estar recuperado até lá. Mas você não pode ser encontrada lá em cima por caçadores. Saia assim que a neve desaparecer e continue andando para o sul.
Ele hesitou e então deu de ombros num tom de desculpas.
— Sinto não poder fazer mais por vocês — ele disse. — Isso foi o melhor que pude arranjar em tão pouco tempo e, se não fizermos alguma coisa agora, Will não vai viver muito tempo mais.
Evanlyn se ergueu na ponta dos pés e beijou a face barbada de Erak.
— Você está fazendo muito — ela garantiu. Nunca vou me esquecer de você por isso, jarl Erak. Não sei como lhe agradecer pelo que está fazendo.
Desajeitado, ele dispensou o agradecimento. Erak olhou para o céu mais uma vez e mostrou o alojamento dos escravos com o polegar.
— É melhor você ir andando — ele falou. — Boa sorte — acrescentou.
Evanlyn sorriu para ele brevemente e atravessou o terreno deserto até as tendas. Ela se sentiu extremamente exposta ao cruzar o pátio coberto de neve e quase esperou ouvir um chamado às suas costas. Mas conseguiu chegar ao prédio sem incidentes e, agradecida, mergulhou nas sombras junto da parede.
Evanlyn parou por alguns segundos para recuperar o fôlego e esperar que o coração retomasse o ritmo normal. Em seguida, caminhou ao longo da parede até a porta. Naturalmente, ela estava trancada, mas apenas do lado de fora e só com um trinco simples. Ela o puxou para trás e prendeu a respiração quando o metal raspou em outro metal. Então empurrou a porta fraca e entrou.
Estava escuro no alojamento e não havia fogo para iluminar o ambiente. Ela esperou enquanto deixava os olhos se acostumarem à escuridão. Aos poucos, Evanlyn conseguiu discernir as formas dos escravos adormecidos, espalhados no chão de terra e embrulhados em trapos e tiras de cobertores. A luz, vinda dos espaços das paredes rústicas de pinho do edifício, caía sobre eles formando listras.
Erak tinha lhe dito que os membros do Comitê ficavam num quarto separado no fim do alojamento, onde mantinham um fogo aceso para aquecê-los. Mas havia sempre a chance de que um deles estivesse de guarda no alojamento principal. Foi por esse motivo que tinha lhe dado a prata.
E a adaga.
Evanlyn encostou a mão no cabo frio da arma para se acalmar. Ela tinha feito um reconhecimento dos alojamentos vários dias antes e tinha uma vaga noção de onde Will dormia. Começou a ir até o local, escolhendo o caminho com cuidado entre os corpos estendidos. Os olhos de Evanlyn se mexiam de um lado para outro, procurando por ele, e ela sentiu uma crescente sensação de desespero enquanto procurava. Então enxergou um tufo de cabelos inconfundível acima de um cobertor esfarrapado e, com um suspiro de alívio, aproximou-se dele.
Pelo menos, não haveria problemas em fazer Will se mover. Escravos de pátio, com os sentidos amortecidos e as mentes vagarosas por causa da droga, obedeciam qualquer comando que recebessem.
Ela se agachou ao lado de Will e sacudiu o ombro dele para acordá-lo: primeiro com delicadeza e depois, percebendo que por estar afetado pela droga ele iria dormir como um morto, com força cada vez maior.
— Will! — ela sussurrou inclinando-se perto do ouvido dele. — Levante-se! Acorde!
O garoto murmurou uma vez, mas seus olhos permaneceram firmemente fechados e a respiração pesada. Ela o sacudiu de novo com uma crescente sensação de pânico.
— Por favor, Will — ela implorou. — Acorde! — repetiu batendo no rosto dele com a palma da mão.
Isso resolveu a questão. Ele abriu os olhos e a encarou como se não a enxergasse bem. Não houve sinal de reconhecimento, mas pelo menos ele estava acordado.
— Levante — ela ordenou, puxando-o pelo ombro — me siga.
O coração de Evanlyn deu um salto de alegria quando ele obedeceu. Ele se moveu devagar, mas se moveu, levantou-se cambaleante e ficou de pé vacilante ao lado dela, esperando mais instruções.
Ela apontou a porta e a abriu, deixando uma faixa de luz branca entrar no alojamento.
— Vá. Para a porta — ela mandou.
Ele começou a se arrastar naquela direção, sem se importar com onde punha os pés, chutando os outros escravos adormecidos e tropeçando neles. Surpreendentemente, quase não reagiram, apenas resmungavam ou se mexiam em seu sono. Ela se virou para segui-lo, mas uma voz fria vinda do outro lado do aposento a fez parar.
— Só um momento, senhorita. Onde pensa que vai?
Era um membro do Comitê. Até pior, era Egon. Jarl Erak estava certo. Eles faziam turnos para vigiar os outros escravos. Ela se virou para encará-lo enquanto o rapaz atravessava o quarto lotado. Como Will, ele não prestou atenção aos vultos adormecidos no chão, tropeçando neles ao se aproximar.
Evanlyn endireitou o corpo, respirou fundo e procurou falar com a foz mais firme que conseguiu.
— Jarl Erak me mandou buscar esse escravo. Ele precisa de lenha em seus aposentos.
O chefe da gangue hesitou. Não era impossível que ela estivesse falando a verdade. Se um dos jarls mais antigos ficasse sem lenha no meio da noite, ele não pensaria duas vezes em mandar um escravo levar um novo suprimento de madeira. Contudo, ele ficou desconfiado e pensou ter reconhecido a garota.
— Ele pediu esse escravo em especial? — perguntou.
— Isso mesmo — Evanlyn respondeu, enquanto tentava parecer despreocupada. Essa era a parte da história que não tinha muita lógica.
Não havia motivos para que Erak, ou qualquer outro escandinavo, especificasse que um determinado escravo do pátio realizasse uma tarefa tão simples.
— Por que este escravo? — ele insistiu, e ela soube que o blefe não iria funcionar.
Tentou outra estratégia.
— Bem, ele não disse realmente este aqui. Ele apenas disse um escravo. Mas Will é meu amigo e ele vai poder trabalhar do lado de dentro, onde está quente, por algumas horas e talvez receba uma refeição decente. Por isso pensei... — ela deixou a sentença no ar, dando de ombros, esperando que ele ficasse satisfeito.
Egon, porém, simplesmente continuou a olhar para ela. Então, finalmente, os olhos dele se estreitaram quando a reconheceu.
— É isso mesmo — ele disse. — Você esteve aqui dentro no outro dia. Eu vi você dando uma olhada por aí, não foi?
Evanlyn o amaldiçoou em pensamento. Ela sentiu que tinha que encontrar uma saída depressa. Ela procurou o pequeno saco de moedas e o balançou.
— Olhe, só estou tentado fazer o bem para um amigo — afirmou. — Vai valer a pena.
Ele olhou rapidamente por cima do ombro para se certificar de que nenhum outro membro do Comitê estivesse testemunhando a cena. Então estendeu a mão rapidamente e tirou o saco dela.
— Assim está melhor ele disse. Você faz uma coisa por mim, e eu faço outra por você.
Ele empurrou as moedas para dentro da camisa e se aproximou dela, ficando a somente alguns centímetros de distância. Olhando sobre o ombro, Evanlyn viu que Will esperava perto da porta como um espectador indiferente.
De repente, Egon a agarrou pelos ombros e a puxou para perto.
— Talvez você possa encontrar mais algumas moedas escondidas em algum lugar — ele sugeriu.
Então ele fez uma careta quando sentiu uma dor aguda no estômago e algo quente escorrendo pela pele, saindo de onde a dor começava. Evanlyn sorriu sem simpatia.
— Talvez eu possa estripar você como um peixe, se não me soltar — ela disse enfiando a adaga afiada na pele dele mais uma vez.
Ela não sabia com certeza se peixes eram estripados, mas ele também não sabia disso. O rapaz se afastou rapidamente, acenando para a porta e praguejando.
— Tudo bem — ele disse. — Saia daqui, mas vou fazer seu amigo pagar por isso quando ele voltar.
Com um grande suspiro de alívio, Evanlyn correu até a porta, agarrou o braço de Will e o arrastou para fora. Uma vez lá, ela se virou e tornou a fechar o trinco.
— Venha, Will. Vamos sair daqui — ela disse andando até o caminho que levava ao porto.
Das sombras, jarl Erak observou os dois vultos partirem e também soltou um suspiro de alívio. Dez minutos depois, os seguiu. Ainda tinha trabalho a fazer naquela noite.

7 comentários:

  1. parabens karina seu trabalho é excelente

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  2. Amando esse livro!
    Ass: Bina.

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  3. Que desespero quando o Egon apareceu!! Pensei que tinha estragado o plano deles.

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  4. Ai meu Deus!Quanto frio na barriga,ainda bem que por enquanto deu tudo certo!
    Ass: Castell

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  5. Mds do céu que desespero krl
    Ass:lana

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