24 de junho de 2016

Capítulo 23

Nas semanas que se seguiram a esse confronto final com os três valentões, Horace percebeu uma mudança definitiva na vida na Escola de Guerra.
O fator mais importante na mudança foi que Alda, Bryn e Jerome foram expulsos da escola, do castelo e da vila vizinha. Sir Rodney estava desconfiado, fazia algum tempo, de que havia um problema entre as turmas de seus alunos mais novos. Uma visita discreta de Halt confirmou o problema, e a investigação resultante logo trouxe à tona toda a história de como Horace tinha sido maltratado. O julgamento de sir Rodney foi rápido e inflexível. Os três alunos do 2° ano tiveram meio dia para fazer as malas.
Eles receberam uma pequena quantia em dinheiro, suprimentos para uma semana e foram transportados para a fronteira do feudo, onde receberam ordens claras para não voltar.
Depois que foram embora, o grupo de Horace melhorou consideravelmente. A rotina diária da Escola de Guerra ainda era dura e desafiadora como antes, mas, sem a carga adicional que Alda, Bryn e Jerome colocavam sobre ele, Horace descobriu que podia lidar facilmente com os exercícios, a disciplina e os estudos. Rapidamente, começou a desenvolver o potencial que sir Rodney tinha visto nele. Além disso, seus colegas de quarto, sem medo de ser vítimas da vingança dos valentões, começaram a ser mais agradáveis e amistosos.
Em resumo, Horace sentia que as coisas estavam realmente melhorando. Ele só lamentava não ter podido agradecer adequadamente a Halt por sua vida ter melhorado. Depois dos acontecimentos na campina, Horace tinha ficado internado na enfermaria durante vários dias para tratamento dos hematomas e das contusões. Quando foi liberado, descobriu que Halt e Will já tinham partido para a Reunião dos Arqueiros.


— Falta muito? — Will perguntou, talvez pela décima vez naquela manhã.
Halt soltou um leve suspiro de desespero, mas não deu nenhuma resposta. Eles estavam na estrada havia três dias, e Will achava que deveriam estar perto do local da Reunião. Por várias vezes na última hora, ele tinha sentido um cheiro desconhecido no ar e mencionado o fato para Halt.
— É sal. Estamos chegando perto do mar — Halt mencionou brevemente, encerrando a explicação por ali.
Will olhou de relance para o seu professor, esperando que talvez ele se dignasse a lhe dar mais informações, mas os olhos vivos do arqueiro estavam examinando o chão na frente deles. Will percebeu que, de tempos em tempos, Halt olhava para as árvores que cercavam a estrada.
— Você está procurando alguma coisa? — Will perguntou, e Halt se virou na sela.
— Finalmente, uma pergunta útil. Sim, na verdade, estou. O chefe dos arqueiros colocou sentinelas ao redor do local da Reunião. Eu sempre tento enganá-los quando estou me aproximando.
— Por quê? — Will perguntou, e Halt permitiu-se dar um leve sorriso.
— Isso os mantém ocupados — ele explicou. — Eles vão tentar se esconder atrás de nós e nos seguir para poder dizer que me pegaram numa emboscada. É um jogo bobo que gostam de jogar.
— Por que bobo?
O que faziam se parecia exatamente com os exercícios de habilidades que ele e Halt realizavam regularmente. O arqueiro grisalho virou-se na sela e olhou fixamente para Will.
— Por que eles nunca conseguem me pegar — ele respondeu. — E neste ano vão tentar ainda com mais vontade porque sabem que estou trazendo um aprendiz. Querem saber se você é mesmo bom.
— Isso faz parte do teste? — Will quis saber, e Halt assentiu.
— É o começo. Você se lembra do que eu falei ontem à noite? — Will fez que sim com a cabeça. Nas duas noites anteriores, quando estavam ao redor da fogueira, Halt tinha dado conselhos e instruções para Will com sua voz macia e o tinha ensinado como agir na Reunião. Na noite passada, eles arquitetaram táticas para serem usadas no caso de uma emboscada. Exatamente o tipo de coisa que Halt tinha acabado de mencionar.
— Quando nós... — Halt começou, mas de repente ficou alerta. Ele levantou um dedo num pedido de silêncio, e Will o obedeceu.
A cabeça do arqueiro estava levemente inclinada para o lado. Os dois cavalos continuaram sem hesitar.
— Escutou? — Halt perguntou.
Will também inclinou a cabeça. Ele teve a ligeira impressão de ouvir um leve barulho de cascos de cavalos atrás deles, mas não tinha certeza. O andar dos cavalos deles mascarava qualquer som real vindo da trilha às suas costas. Se havia alguém ali, seu cavalo estava trotando no mesmo ritmo.
— Mude a marcha — Halt sussurrou. — No três.
Um, dois, três. Ao mesmo tempo, os dois cutucaram as laterais dos cavalos com o pé esquerdo. Aquele era só um dos muitos sinais aos quais Puxão e Abelard tinham sido treinados para responder. No mesmo instante, os dois cavalos hesitaram em sua passada. Pareceram pular um passo e depois continuaram com passadas uniformes.
Mas a hesitação tinha mudado o padrão das batidas dos cascos e, por um instante, Will pôde ouvir outro conjunto de cascos de cavalo atrás deles como um eco levemente atrasado. Então o outro cavalo também mudou o ritmo das passadas para ficar igual aos deles e o som desapareceu.
— Cavalo de arqueiro Halt — disse em voz baixa. — Tenho certeza de que é Gilan.
— Como você sabe? — Will perguntou.
— Só o cavalo de um arqueiro pode mudar a passada tão depressa. E é Gilan, porque é sempre ele. Ele adora tentar me superar.
— Por quê? — Will perguntou, e Halt olhou para ele sério.
— Porque ele foi o meu último aprendiz — explicou. — E, por algum motivo, antigos aprendizes simplesmente adoram pegar seus antigos mestres desprevenidos.
Ele olhou de um jeito acusador para o seu aprendiz atual. Will ia protestar e dizer que nunca iria se comportar daquela maneira depois de formado, e então se deu conta de que talvez fizesse isso na primeira oportunidade. O protesto morreu sem ser manifestado.
Halt pediu silêncio com um sinal e examinou a trilha diante deles.
— É aquele lugar ali — ele apontou. — Pronto?
Havia uma grande árvore ao lado da trilha, com galhos que pendiam na altura da cabeça deles. Will analisou-a por um momento e então assentiu. Puxão e Abelard continuaram no seu ritmo regular em direção à árvore. Quando se aproximaram, Will tirou os pés dos estribos, levantou-se e ficou agachado nas costas de Puxão. O cavalo não mudou o ritmo das passadas quando seu dono mudou de posição.
Ao passarem debaixo dos galhos, Will segurou o mais baixo com a mão e pendurou-se nele. No mesmo instante em que seu peso saiu das costas de Puxão, o pequeno cavalo começou a trotar mais vigorosamente, batendo os cascos com força no chão a cada passo para que o rastreador que os seguia não percebesse que sua carga tinha ficado mais leve de repente.
Em silêncio, Will subiu mais alto na árvore até encontrar um ponto em que pudesse se apoiar com firmeza e enxergar bem. Ele viu Halt e os dois cavalos andando devagar pela trilha. Quando chegaram à curva seguinte, Halt fez com que Puxão continuasse trotando, parou Abelard e desceu da sela. Ele se ajoelhou e pareceu examinar o chão em busca de pegadas.
Naquele momento, Will conseguiu ouvir o outro cavalo atrás deles. Ele olhou para o caminho que tinham percorrido, mas outra curva escondia quem os seguia. Então, o suave bater dos cascos parou.
A boca de Will estava seca, e seu coração batia cada vez mais rápido dentro do peito. Ele tinha certeza de que o som podia ser ouvido por qualquer pessoa num raio de cerca de 50 metros. Mas seu treinamento falou mais alto, e ele ficou imóvel no galho da árvore entre as folhas e sombras, observando a trilha atrás deles.
Um movimento!
Will o viu com o canto do olho, e então o movimento parou. Ele espiou o local com atenção durante um ou dois segundos e se lembrou das lições de Halt: “Não concentre sua atenção num lugar. Deixe o foco aberto e continue investigando. Você vai ver o outro como um movimento, não como uma figura. Lembre-se, ele também é um arqueiro e foi treinado na arte de não ser visto.”
Will abriu o foco e examinou a floresta atrás deles. Dentro de segundos, foi recompensado com outro sinal de movimento. Um galho voltou ao lugar quando uma figura invisível passou silenciosamente.
Então, 10 metros adiante, um arbusto se agitou de leve. Em seguida, ele viu um feixe de grama alta voltar ao normal depois de ter sido amassado temporariamente por um pé que passou.
Will continuou imóvel como uma estátua. Ele ficou admirado com o fato de que seu perseguidor conseguia andar pela floresta sem ser visto. Obviamente, o outro arqueiro tinha deixado o cavalo para trás e estava seguindo Halt a pé. Os olhos de Will se mexeram rapidamente para dar uma olhada em Halt. Seu professor ainda parecia estar preocupado com algum tipo de sinal no chão.
Outro movimento veio da floresta. O arqueiro invisível tinha passado pelo esconderijo de Will e estava voltando para a trilha com a intenção de surpreender Halt pelas costas.
De repente, uma figura alta de capa cinza-esverdeado pareceu sair do chão no meio da trilha uns 20 metros atrás do vulto ajoelhado de Halt. Will piscou. Num momento, não havia ninguém ali; no outro, a figura pareceu se materializar do nada. A mão de Will começou a se mover na direção da aljava pendurada em suas costas, mas então ele interrompeu o movimento. Halt tinha dito na noite anterior: “Espere até que estejamos conversando. Se ele não estiver falando, vai escutar o menor movimento que você fizer.”
Will engoliu em seco e desejou que a figura alta não tivesse escutado o movimento de sua mão na direção da aljava. E ele parecia ter parado a tempo. Ouviu uma voz alegre aos gritos vinda lá de baixo.
— Halt, Halt!
Halt se virou e se levantou devagar, limpando a terra dos joelhos enquanto se erguia. Ele inclinou a cabeça para o lado e analisou o vulto no meio da trilha, apoiado num arco comprido igual ao dele.
— Ora, Gilan. Vejo que você está pregando a mesma peça.
— Parece que a peça está sendo pregada em você este ano, Halt — o alto arqueiro respondeu, dando de ombros.
Enquanto Gilan falava, a mão de Will se moveu rapidamente, mas em silêncio, para a aljava. Ele escolheu uma flecha e a posicionou na corda do arco.
— É mesmo, Gilan? E que peça é essa? — Halt perguntou.
O divertimento era evidente na voz de Gilan quando respondeu ao antigo mestre.
— Ora, Halt, admita. Desta vez consegui superar você. E você sabe há quantos anos venho tentando!
Pensativo, Halt esfregou a barba grisalha com a mão.
— E, para falar a verdade, eu me pergunto por que você continua tentando, Gilan.
— Você devia saber quanto prazer um antigo aprendiz tem ao superar o mestre, Halt. Agora, vamos lá, confesse. Este ano eu venci.
Enquanto o homem alto falava, Will puxou a flecha com cuidado, mirando o tronco de uma árvore uns 2 metros à esquerda de Gilan. As instruções de Halt ecoavam em seus ouvidos: “Escolha um alvo próximo para assustá-lo quando atirar, mas, pelo amor de Deus, não perto demais. Não vá atravessá-lo com a flecha!”
Halt não tinha mudado de posição no meio da trilha. Gilan agora estava inquieto, passando o peso do corpo de uma perna para outra. A atitude tranquila de Halt estava começando a perturbá-lo. Parecia que, de repente, ele não estava totalmente certo de que Halt estava somente tentando blefar para escapar da armadilha.
As próximas palavras de Halt aumentaram suas suspeitas.
— Ah, sim... aprendizes e mestres. É verdade, eles formam uma combinação estranha. Mas, diga, Gilan, meu velho aprendiz, você não está esquecendo nada este ano?
Talvez tenha sido o jeito como Halt deu um pouco mais de ênfase à palavra “aprendiz”, mas de repente Gilan percebeu que tinha cometido um erro. Ele começou a virar a cabeça e a procurar o aprendiz de que tinha se esquecido.
Quando começou o movimento, Will soltou a flecha. A arma sibilou pelo ar, passou pelo alto arqueiro e penetrou, estremecendo, na árvore que Will tinha escolhido. Gilan deu um pulo para trás assustado e então seu olhar saltou para os galhos da árvore onde Will estava escondido. Este se admirou com o fato de que, mesmo tendo sido pego de surpresa, Gilan ainda tenha conseguido reagir tão rapidamente e identificar a direção de onde o atacante tinha atirado.
Gilan balançou a cabeça aborrecido. Seus olhos espertos conseguiram ver o pequeno vulto cinza e verde escondido nas sombras da folhagem da árvore.
— Desça, Will — Halt chamou. — Venha conhecer Gilan. — E para este: — Eu lhe disse quando você era garoto, não foi? Nunca seja apressado. Não corra para fazer as coisas.
Gilan assentiu um tanto desanimado. E pareceu ainda mais abatido quando Will pulou no chão e o alto arqueiro viu como ele era pequeno e jovem.
— Parece que eu estava tão determinado a apanhar uma velha raposa cinzenta que ignorei o pequeno macaco escondido nas árvores — ele disse rindo do próprio erro.
— Macaco? — Halt repetiu com aspereza. — Eu diria que hoje o macaco foi você. Will, este é Gilan, meu antigo aprendiz e agora arqueiro do feudo Meric, embora eu não tenha ideia do que eles tenham feito para merecer ele lá.
O sorriso de Gilan se alargou, e ele estendeu a mão para Will.
— E exatamente quando eu estava pensando que finalmente tinha vencido você, Halt — ele disse contente. — Então você é Will — continuou, apertando a mão do garoto com firmeza. — Estou satisfeito em te conhecer. Esse foi um excelente trabalho, meu jovem.
Will sorriu para Halt, e o arqueiro mais velho fez um leve movimento significativo com a cabeça. Will se lembrou das instruções finais que Halt tinha lhe dado na noite anterior: “Quando você superar um homem, nunca se vanglorie. Seja generoso e encontre alguma coisa nas ações dele para elogiar. Ele não vai gostar de ser vencido, mas vai enfrentar o fato com coragem. Mostre que você gostou do que ele fez. Elogios podem lhe conseguir um amigo. Divertir-se com a desgraça dos outros só cria inimigos.”
— Sim, sou Will. Será que você pode me ensinar como consegue se mover desse jeito? Foi ótimo.
— Acho que nem tanto — Gilan retrucou rindo desanimado. — É óbvio que você me viu chegando de longe.
Will balançou a cabeça negativamente, lembrando-se de como tinha sido difícil ver Gilan. Seu elogio e seu pedido eram mais verdadeiros do que tinha percebido.
— Vi quando você chegou — ele disse. — E vi onde você tinha estado, mas nunca vi você depois que fez aquela curva. Gostaria de saber me mover assim.
O rosto de Gilan se iluminou de prazer diante da sinceridade de Will.
— Bom, Halt, vejo que esse jovem rapaz não tem só talento. Ele também é muito educado.
Halt olhou para os dois, o atual aprendiz e o antigo aluno. Ele acenou para Will com a cabeça, aprovando suas palavras diplomáticas.
— Movimentar-se como um ser invisível sempre foi a melhor habilidade de Gilan — Halt disse. — Você se daria bem se ele concordasse em lhe dar umas aulas.
Ele foi até o ex-aprendiz e colocou o braço ao redor de seus ombros.
— É bom ver você de novo.
Eles se abraçaram com afeto, e então Halt se afastou um pouco e o observou com atenção.
— Você fica mais magro a cada ano — ele disse finalmente. — Quando vai pôr alguma carne em cima desses ossos?
Gilan sorriu e ficou evidente que aquela era uma velha piada entre eles.
— Parece que você tem o suficiente para nós dois — o rapaz retrucou, cutucando as costelas de Halt com força. — Esse é o começo de uma barriguinha de cerveja? — Ele riu para Will. — Acho que ele fica sentado na cabana e deixa você fazer todo o trabalho, não é?
Antes que Halt ou Will pudessem responder, ele se virou e soltou um assobio. Alguns segundos depois, seu cavalo apareceu, trotando pela curva na estrada. Quando o jovem arqueiro foi até o animal e montou na sela, Will notou uma espada que pendia da bainha. Ele se virou para Halt confuso.
— Pensei que não podíamos ter espadas — ele comentou em voz baixa.
Halt franziu a testa por um momento, sem compreender. Então seguiu o olhar de Will e percebeu o que tinha provocado o comentário.
— Não é que não tenhamos permissão — ele explicou enquanto os dois montavam. — É uma questão de prioridades. Leva anos para se tornar um bom espadachim, e não temos esse tempo. Temos outras habilidades para desenvolver.
Ele viu a próxima pergunta se formando nos lábios de Will e continuou.
— O pai de Gilan é um cavaleiro, então ele já vinha treinando com a espada durante alguns anos antes de se juntar aos arqueiros. Foi considerado um caso especial e teve permissão de continuar esse treinamento quando foi meu aprendiz.
— Mas pensei... — Will começou e hesitou.
O cavalo de Gilan se aproximava trotando, e Will não tinha certeza de que seria educado fazer a próxima pergunta na presença de Gilan.
— Nunca diga isso na frente de Halt — Gilan disse, ouvindo suas últimas palavras. — Ele simplesmente vai dizer: “Você é um aprendiz, não está aqui para pensar” ou “Se você tivesse pensado nisso, não iria perguntar.”
Will teve que sorrir. Halt tinha usado exatamente as mesmas palavras em mais de uma ocasião, e a imitação de Gilan era excelente. Naquele momento, contudo, os dois homens estavam olhando para Will esperando ouvir a pergunta que estava prestes a fazer, então continuou.
— Se o pai de Gilan era um cavaleiro, ele não era automaticamente candidato à Escola de Guerra? Ou acharam que ele também era muito pequeno?
Halt e Gilan trocaram um olhar. Halt ergueu uma sobrancelha e fez um gesto para que Gilan respondesse.
— Eu poderia ter ido para a Escola de Guerra, mas preferi me juntar aos arqueiros — ele contou.
— Alguns fazem isso — Halt acrescentou com suavidade.
Will pensou nisso. Ele sempre supôs que os arqueiros não tinham ligação com os nobres do reino. Aparentemente, estava enganado.
— Mas pensei... — ele começou e no mesmo instante percebeu seu erro.
Halt e Gilan olharam para ele, depois um para o outro e disseram em coro:
— Você é um aprendiz, não está aqui para pensar.
Em seguida eles viraram os cavalos e saíram trotando. Will correu para pegar Puxão e os seguiu. Quando alcançou os dois arqueiros, eles afastaram os cavalos para os lados, deixando espaço para ele. Gilan sorriu, mas Halt estava sombrio como sempre. Porém, enquanto continuavam a cavalgar num silêncio amistoso, Will teve a reconfortante sensação de que agora fazia parte de um grupo exclusivo e fortemente unido.
Era uma sensação agradável, de estar no lugar certo, como se, de alguma forma, ele tivesse chegado à sua casa pela primeira vez na vida.

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