24 de julho de 2016

Fanfic: New reality, demigod


Sinopse:
Laís e Valentina descobriram recentemente que são semideusas, enquanto tentam se acostumar com a nova realidade, conhecem pessoas novas e precisam aprender a se defender do que existe fora do acampamento, a maior parte do tempo por conta própria. Será que sobreviveram as duas meninas ao treinamento?

Categorias: ficção, aventura, amizade, Percy Jackson
Autoras: Jac e Rita

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Capitulo 1

Laís 

- Ei, eii, Laís, ei, ou. 
- Você pode calar a boca por favor? – disse, eu já estava me irritando com aquele garoto, e era exatamente isso que ele queria, é o que todos na escola queriam, me irritar, eu sou o alvo, porque não sou muito “sociável”. Me levantei e fui até o laboratório de química, aquele lugar ficava vazio durante o intervalo, então ninguém me irritaria, acendi a luz, no instante que me virei a luz se apagou, ótimo, eu queimei a luz, de novo, não sei porque mas isso sempre acontecia, minha mãe dizia que eu era “propensa a desastres” mas então olhei para a janela e, ta pode parecer loucura, então se prepare, as sombras dos móveis em que pouca luz restava, e das árvores de fora, pareciam se movimentar e cobrir toda a luz da janela, como uma cortina se fechando, e pelo resto da janela que ainda não foi coberto pelas sombras pude ver todos os postes da rua se apagarem, okay então ou eu faço magia negra ou as luzes se apagaram por outro motivo, só não sei porque exatamente agora, tentei abrir a porta mas estava trancada, alguém devia ter feito uma brincadeira de mau gosto comigo mas não parecia somente isso.
Por mais que eu gostasse do escuro, aquilo já estava me deixando nervosa, já se passaram 10 minutos e ninguém me ouve gritar, e naquele dia não teria aula de química, eu estava muito ferrada, então  ouvi um barulho que interrompeu meus pensamentos, era um vidro se estilhaçando, olhei imediatamente para o lado, meus olhos arderam pela claridade, como quando você acorda e acende a luz, então vi uma silhueta magra pela sombra, era um garoto, realmente parecia que alguém tirou ele de um cemitério, era branco, seus olhos e cabelos extremamente pretos, ele tinha uma espada preta na mão, me encolhi em um canto que ainda estava escuro. Não conseguia gritar e nem me mexer. 
- Achei você. – disse aliviado. - Venha comigo agora. – Sua voz era fraca eu quase não ouvi.
- Quem é você? – disse quando minha voz finalmente saiu.
- Seu irmão.
Eu congelei, não podia ser, eu não tinha um irmão, eu sempre quis um irmão, mas minha mãe dizia que era sortuda de ser filha única, quer dizer antes de ela morrer.
-Eu não tenho um irmão – disse olhando para ele, enquanto meus olhos se acostumavam com a luz do sol. - Quem é você? E o que aconteceu aqui? As sombras cobriram tudo. 
- Caleb, e sim você tem um irmão, eu, e mais alguns. Você só não controlou seus poderes direito momento da raiva e daí fez isso, depois te explico melhor. Venha comigo rápido eu explico no caminho. 
Levantei e sai pela janela, não queria ficar presa lá.
- Como pode ser meu irmão, você nem se parece comigo, e, minha mãe nunca me disse de um irmão. – Disse correndo atrás dele.
- Sou filho do seu pai, bem nosso pai.
- Meu pai morreu.
- Não, não morreu. Você sabe viajar pelas sombras? Ah é claro que não sabe.
- Sei o que?
- Me de a mão.
- Mas, espere, você.. – ele pegou minha mão, e dai ficou mais estranho,  parece que ele puxou a sombra de uma árvore e puxou para perto de nós, e então me vi no escuro segurando a mão dele por um instante, comecei a soltar sua mão.
- Não solte.- disse Caleb apertando minha mão. Estávamos correndo sem parar por um segundo quando vi uma luz clara, estávamos correndo em sua direção. Quando saímos do “túnel escuro” eu me vi em um campo enorme cheio de morangos, era lindo, o verde vivo da grama e das folhas com o vermelho como sangue dos morangos me fascinavam.
- Onde estamos? – Disse maravilhada
- Acampamento meio-sangue. – Falou Caleb sorrindo com a paisagem.

Valentina
Eu estava andando até minha casa, era um dia tranquilo, tinha sol mas não estava tão calor a rua estava vazia, a não ser por mim e uma idosa, de uns 80 anos, ou sei lá, não sou boa para adivinhar a idade das pessoas, ela parecia perfeitamente saudável, seu cabelo era branco, não consegui ver os olhos, ela é do meu tamanho, isso me deixou um pouco chateada, cara, até uma velhinha tem meu tamanho?  Vestia um vestido comprido branco, como aqueles da aula de história, os vestidos brancos gregos, pensei  se ela estava fantasiada ou algo assim, porque não era comum ver uma velinha do meu tamanho e perfeitamente saudável com um vestido grego na rua, né?
Um caminhão estava passando por ali, estava cheio de garrafas de água, o que me deu cede, minha garganta estava seca.
Antes que eu conte essa parte, por favor não me achem louca eu estou falando a verdade, não sei se minha imaginação criaria tudo isso, mas okay vou continuar.
A velhinha do vestido grego, não era uma daquelas avós fofas que fazem bolo e te dão doces e presentes, era mais tipo, uma avó com presas, sim presas e neste momento estava planejando me matar com essas presas, ela correu até mim, sim, uma velhinha bem saudável, eu nunca conseguiria alcançar a mesma velocidade que ela, a velha virou seu rosto para minha cara, então finalmente vi seus olhos, e não fiquei nem um pouco feliz com isso, quer dizer, não sei se posso chamar de olhos, porque onde eram para eles estarem parecia mas como uma bola de fogo que os “super vilões” faziam em desenhos animados, só que escala reduzida com as pupilas extremamente pretas, direcionadas para mim. Eu gritei mas ninguém ouviu, o caminhoneiro nem sequer se virou para o lado. Quando a mulher estava perto de mim, cai no chão, e me arrastei para trás, eu fiz um movimento brusco com a mão em direção a  velhinha demoníaca, por instinto, sabe como se defender de uma bola, e uma coisa que não esperava aconteceu, lembra do caminhão de água? Todas as garrafas simplesmente explodiram, e a água formou uma barreira entre mim e a velha a empurrando para longe.
Parei e olhei minhas mãos por um segundo, meu único pensamento no momento era como isso aconteceu e se foi por minha causa, mas não tinha tempo para isso então me levantei e corri até o lugar mais próximo, que era movimentado, o rio. Estava perdendo o folego mas mesmo assim não parei por um segundo nem para olhar para trás, quando cheguei lá, me permiti parar um pouco e checar se a velha ainda estava lá, ou se foi uma visão, o que eu adoraria, mas não, eu avistei a velha de longe, entrei em um barco com alguns turistas, e quando pensei que já tinha problemas demais para um ano, talvez mais, o piloto do barco me olhou fixamente e disse:
- Vou te levar até o acampamento filha.
A velha olhou para ele e se virou, correu para o outro lado, eu ainda estava tentando decidir se isso era bom. Não conseguia mas me mexer de cansaço então não sai do barco. 
Senti minhas roupas ensopadas e uma onda batendo em mim, abri os olhos com certa dificuldade, não estava em um barco ainda, mas sim em um lugar que nunca vi na vida, cheio de árvores e era enorme mas não consegui ver direito pois estava cercada de pessoas olhando para mim.
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2 comentários:

  1. Primeira a comentar

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  2. Oii karina eu sou novas aqui, seu blog é muito legal gosto muito de ler livros bjj karina

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