14 de maio de 2016

Capítulo 8

Pêssegos no ar
Acho que vou desistir
Estou acabado

NÃO VOU DIZER QUE minha vida passou diante dos meus olhos.
Bem que eu queria. Teria levado vários meses e me dado tempo para pensar em um plano de fuga. O que realmente passou diante dos meus olhos foram meus arrependimentos. Embora eu seja um ser perfeito e glorioso, tenho alguns. Lembrei-me daquele dia nos estúdios da Abbey Road, quando minha inveja me fez espalhar o rancor pelos corações de John e Paul e separar os Beatles. Lembrei de Aquiles caindo nas planícies de Troia, derrubado por um arqueiro vil graças à minha fúria. Vi Jacinto, os ombros bronzeados e os cachos escuros brilhando ao sol. De pé na lateral do campo de arremesso de disco, ele abriu um sorriso brilhante para mim, provocando: Nem você consegue lançar tão longe.
Apenas observe, respondi. Lancei o disco e fiquei olhando, horrorizado, um vento repentino desviá-lo inexplicavelmente na direção do belo rosto de Jacinto. E, claro, eu a vi, o outro amor da minha vida, a pele clara se transformando em casca de árvore, folhas verdes brotando do cabelo, os olhos enrijecendo em riachos de seiva.
Essas lembranças despertaram tanta dor que era de se imaginar que eu aceitaria de bom grado a névoa de peste cintilante caindo sobre mim.
Mas meu novo eu mortal se rebelou. Era jovem demais para morrer! Sequer tinha dado meu primeiro beijo! (Sim, meu catálogo divino de ex estava lotado de gente mais bonita do que a lista de convidados das festas das Kardashian, mas nenhuma delas me parecia real.)
Para ser totalmente sincero, preciso confessar outra coisa: todos os deuses temem a morte, mesmo quando não estamos presos em uma forma mortal.
Pode parecer bobeira. Somos imortais. Mas, como você viu, a imortalidade pode ser retirada de nós. (No meu caso, três malditas vezes.)
Os deuses sabem como é sumir. Sabem como é ser esquecido ao longo dos séculos. A ideia de deixar de existir nos apavora. Na verdade (bem, Zeus não gostaria que eu compartilhasse essa informação e, se você contar para alguém, vou negar que falei isto), nós, deuses, admiramos um pouco vocês, mortais. Vocês passam a vida toda sabendo que vão morrer. Por mais que tenham amigos e parentes, sua existência medíocre vai ser esquecida depressa. Como conseguem aguentar? Por que não estão correndo de um lado para outro, gritando e arrancando os cabelos? Sua coragem, devo admitir, é admirável.
Onde eu estava mesmo?
Ah, sim. Morrendo.
Rolei na lama, prendendo a respiração. Tentei afastar a nuvem de praga, mas não era tão fácil quanto esmagar uma mosca ou um mortal arrogante.
Tive um vislumbre de Meg fazendo um jogo mortal de pique-pega com o terceiro nosos, tentando manter um pessegueiro entre ela e o espírito. A menina gritou alguma coisa para mim, mas a voz parecia metálica e distante.
Em algum lugar no campo à minha esquerda, o chão tremeu. Um gêiser em miniatura entrou em erupção. Percy rastejou desesperadamente na direção dele. Enfiou o rosto na água, limpando-o da fumaça.
Minha visão começou a ficar turva.
Percy se levantou cambaleante. Arrancou a fonte do gêiser, um cano de irrigação, e direcionou a água para mim.
Normalmente, não gosto de ser encharcado. Toda vez que vou acampar com Ártemis, ela se diverte me acordando com um balde de água gelada. Mas, nesse caso, não me importei. A água dispersou a fumaça, permitindo que eu rolasse para longe e respirasse. Ali perto, nossos dois inimigos gasosos reapareceram como cadáveres encharcados, os olhos amarelos brilhando de irritação.
Meg gritou de novo. Dessa vez, eu entendi o que ela disse.
— ABAIXA!
Achei falta de consideração, levando-se em conta que eu tinha acabado de me levantar. Por todo o pomar, os restos congelados e enegrecidos da colheita estavam começando a levitar.
Acredite em mim, em quatro mil anos já vi coisas muito estranhas. Já vi o rosto sonhador de Urano nas estrelas e Tifão descontar toda a sua fúria pela Terra. Já vi homens virarem cobra, formigas virarem homens e pessoas teoricamente racionais dançarem a Macarena.
Mas nunca antes tinha visto um levante de frutas congeladas.
Percy e eu nos deitamos no chão enquanto pêssegos voavam pelo pomar, ricocheteando nas árvores como bolas de sinuca, destroçando os corpos cadavéricos dos nosoi. Se eu estivesse de pé, teria morrido, mas Meg estava ali, inabalável e intacta, enquanto as frutas mortas e congeladas a rodeavam.
Os três nosoi desabaram, esburacados. Todas as frutas caíram no chão.
Percy olhou para cima, os olhos vermelhos e inchados.
— O gue agonteceu?
Ele parecia congestionado, o que significava que não havia escapado completamente ileso da nuvem de peste, mas ao menos não estava morto. Isso costumava ser um bom sinal.
— Não sei — admiti. — Meg, estamos em segurança?
Ela olhava impressionada para a carnificina de frutas, cadáveres destroçados e galhos de árvore quebrados.
— Eu... não sei direito.
— Gomo você fez isso? — Percy fungou.
A menina parecia horrorizada.
— Não fiz nada! Só sabia que ia acontecer.
Um dos cadáveres começou a se mexer. Levantou-se e se equilibrou nas pernas muito perfuradas.
— Feeeez, sim — grunhiu o espírito. — Vocêêêê é forte, criança.
Os outros dois cadáveres se levantaram.
— Não o bastante — disse o segundo nosos. — Vamos acabar com vocês agora.
O terceiro mostrou os dentes podres.
— Seu guardião ficaria tãããão decepcionado.
Guardião? Talvez o espírito estivesse se referindo a mim. Em caso de dúvida, eu sempre presumia que a conversa era sobre mim.
Meg estava com cara de quem tinha levado um soco no estômago. O rosto ficou pálido. Os braços tremiam. Ela bateu o pé e gritou:
— NÃO!
Mais pêssegos giraram no ar. Dessa vez, as frutas se juntaram, dando origem a um demônio poeirento de frutose, até que, de pé na frente de Meg, havia uma criatura semelhante a uma criança pequena e gorducha usando apenas uma fralda de pano. Das costas saíam asas formadas por galhos frondosos. O rosto de bebê talvez tivesse sido fofo, não fossem os olhos verdes brilhantes e os dentes pontudos. A criatura rosnou e abocanhou o ar.
— Ah, dão. — Percy balançou a cabeça. — Odeio essas coisas.
Os três nosoi também não pareceram nada satisfeitos e começaram a se afastar do bebê rosnador.
— O q-que é isso? — perguntou Meg.
Fiquei encarando-a, atônito. Ela só podia ser a causa dessa aberração feita de frutas, mas estava tão chocada quanto nós. Infelizmente, se Meg não sabia como tinha invocado essa criatura, não saberia se livrar dela, e, assim como Percy Jackson, eu não era fã dos karpoi.
— É um espírito dos grãos — expliquei, tentando não deixar o pânico transparecer na voz. — Nunca vi um karpos de pêssegos antes, mas, se for tão cruel quanto os outros...
Eu estava prestes a dizer estamos ferrados, mas isso parecia ao mesmo tempo óbvio e deprimente.
O bebê pêssego se virou na direção dos nosoi. Por um momento, temi que eles fizessem alguma aliança infernal, um encontro do mal entre as doenças e as frutas.
O cadáver do meio, o que estava com o pêssego cravado na testa, recuou.
— Não interfira — avisou ele para o karpos. — Não vamos permitir...
O bebê pêssego se jogou no nosos e arrancou sua cabeça com uma mordida.
E não estou usando nenhuma figura de linguagem. A boca do karpos com dentes afiados se abriu em uma circunferência inacreditável e se fechou ao redor da cabeça do cadáver, arrancando-a com uma única mordida.
Ai, caraca... espero que você não esteja jantando enquanto lê isto.
Em questão de segundos, o nosos foi despedaçado e devorado.
Compreensivelmente, os outros dois nosoi recuaram, mas o karpos deu impulso e pulou, caindo bem no segundo cadáver e dilacerando-o até transformá-lo em mingau sabor peste.
O último espírito se dissolveu em fumaça cintilante e tentou sair voando, mas o bebê pêssego abriu as asas frondosas e começou a persegui-lo. Ele abriu a boca e inspirou a doença, mastigando e engolindo até cada filete de fumaça ter sumido.
Pousou na frente de Meg e arrotou. Os olhos verdes brilharam. Ele não parecia nem levemente doente, o que para mim não era nenhuma surpresa, pois doenças humanas não contaminam árvores frutíferas. Na verdade, mesmo depois de comer três nosoi inteiros, o sujeitinho ainda parecia faminto.
Ele uivou e bateu no pequeno peito.
— Pêssego!
Lentamente, Percy levantou a espada. O nariz ainda estava vermelho e escorrendo, e o rosto, inchado.
— Meg, dão se mexa — disse ele, fungando. — Eu vou...
— Não! — retrucou ela. — Não o machuque. — Meg colocou a mão com hesitação na cabecinha encaracolada da criatura e disse: — Você nos salvou. Obrigada.
Comecei a preparar mentalmente uma lista de ervas medicinais para regenerar membros arrancados, mas, para minha surpresa, o bebê pêssego não mordeu a mão de Meg. Só abraçou a perna dela e olhou para nós de cara feia, como nos desafiando a chegar perto.
— Pêssego — grunhiu ele.
— Ele gosta de você — comentou Percy. — Hã... por quê?
— Não sei — respondeu Meg. — Estou falando a verdade, não o invoquei!
Eu tinha certeza de que Meg o invocara, intencionalmente ou não. Também estava começando a suspeitar sobre a paternidade divina dela, além de ter algumas perguntas sobre esse “guardião” que os espíritos mencionaram, mas decidi que seria melhor interrogá-la quando não estivesse com um bebê zangado e carnívoro abraçando sua perna.
— Bem, seja qual for o caso — falei —, devemos nossas vidas ao karpos. Isso me traz à mente uma expressão que cunhei séculos atrás: Um pêssego por dia afasta os espíritos das chagas e traz alegria!
Percy espirrou.
— Achei que fossem maçãs que trouxessem alegrias.
karpos sibilou.
— Ou pêssego — acrescentou Percy. — Com pêssego também dá certo.
— Pêssego — concordou o karpos.
Percy limpou o nariz.
— Sem querer criticar, mas por gue ele está bancando o Groot?
Meg franziu a testa.
— Groot?
— É, aguele personagem do filme... gue só fica dizendo a mesma coisa sem parar.
— Infelizmente, não vi o filme — respondi. — Mas o karpos parece ter um... vocabulário bem restrito.
— Talvez Pêssego seja o nome dele. — Meg acariciou o cabelo cacheado do karpos, o que despertou um ronronado demoníaco na garganta da criatura. — É assim que vou chamá-lo.
— Opa, você dão vai adotar essa... — Percy espirrou com tanta força que outro cano de irrigação explodiu atrás dele, gerando uma fileira de pequenos gêiseres. — Ugh. Doente.
— Você teve sorte — falei. — Seu truque com a água diluiu a força do espírito. Em vez de uma doença mortal, você pegou um resfriado.
— Odeio resfriados. — Seus olhos verdes pareciam estar afundando em um mar de sangue. — Nenhum de vocês dois ficou doente?
Meg balançou a cabeça.
— Eu tenho excelente constituição — afirmei. — Sem dúvida, foi o que me salvou.
— E eu ter tirado a fubaça da sua cara — acrescentou Percy.
— Bem, isso também.
Ele ficou me olhando como se esperasse alguma coisa. Depois de um momento constrangedor, me ocorreu que, se Percy fosse um deus, e eu, um adorador, ele talvez esperasse gratidão.
— Ah... obrigado — falei.
Ele assentiu.
— Tudo bem.
Relaxei um pouco. Se ele tivesse exigido um sacrifício, tipo de um touro branco ou um bezerro gordo, não sei bem o que faria.
— Podemos ir agora? — perguntou Meg.
— Excelente ideia — falei. — Mas temo que Percy não esteja em condição...
— Aguento levar vocês pelo resto do caminho — disse ele. — Se conseguirmos tirar meu carro daguelas duas árvores... — Ele olhou na direção do veículo e sua expressão ficou ainda mais infeliz. — Ai, Hades, dão...
Uma viatura de polícia estava parando no acostamento. Imaginei os olhos dos policiais acompanhando na lama as marcas de pneus que levavam a uma cerca derrubada e seguiam até o
Toyota Prius azul enfiado entre dois pessegueiros. As luzes no alto da viatura piscavam.
— Que ótimo — murmurou Percy. — Se rebocarem o Prius, estou morto. Minha mãe e Paul precisam do carro.
— Vá falar com os policiais — sugeri. — Você não vai ter nenhuma utilidade para nós nesse estado mesmo.
— É, a gente se vira — disse Meg. — Você disse que o acampamento fica logo depois daquelas colinas, né?
— Certo, mas... — Percy fez uma careta, provavelmente tentando pensar direito mesmo com os sintomas do resfriado. — A maioria das pessoas entra no acampamento pelo leste, onde fica a Colina Meio-Sangue. A fronteira a oeste é mais selvagem, com colinas e bosques, tudo fortemente encantado. Se dão tomarem cuidado, podem se perder... — Ele espirrou de novo. — Ainda dão tenho certeza de que Apolo vai conseguir entrar sendo totalmente mortal.
— Eu vou entrar. — Tentei irradiar confiança. Não tinha escolha. Se não fosse para o Acampamento Meio-Sangue... Não. Eu já tinha sido atacado duas vezes no meu primeiro dia como mortal. Não havia plano B capaz de me manter vivo.
As portas da viatura se abriram.
— Vá — falei para Percy. — Vamos encontrar o caminho pelo bosque. Explique para a polícia que está doente e perdeu o controle do carro. Eles vão pegar leve com você.
Percy riu.
— Tá. A polícia me ama quase tanto quanto os professores. — Ele olhou para Meg. — Tem certeza de que está bem com o demônio bebê das frutas?
Pêssego rosnou.
— Estou ótima — jurou Meg. — Vá para casa. Descanse. Tome muitos líquidos.
Percy contorceu os lábios.
— Você está dizendo para um filho de Poseidon tomar muitos líquidos? Tudo bem, só tentem sobreviver até o fim de semana, tá? Vou ver se consigo ir até o acampamento dar uma olhada em vocês. Tomem cuidado e a... TCHIM!
Murmurando e aborrecido, ele colocou a tampa da caneta na espada e a transformou novamente em uma simples esferográfica. Era uma sábia precaução antes de se aproximar de agentes da lei.
Desceu a colina, espirrando e fungando.
— Policial — chamou ele. — Com licença, aqui em cima. Você sabe me dizer para que lado fica Manhattan?
Meg se virou para mim.
— Pronto?
Eu estava encharcado e tremendo. Era o pior dia na história dos dias. Acabei preso a uma garota assustadora e um bebê pêssego ainda mais assustador. Não estava pronto para nada. Mas também queria desesperadamente chegar ao acampamento. Talvez encontrasse rostos conhecidos lá, talvez até adoradores felizes que me dariam uvas descascadas, Oreos e outras oferendas sagradas.
— Claro. Vamos.
karpos Pêssego grunhiu. Indicou que o seguíssemos, depois correu na direção das colinas. Talvez soubesse o caminho. Talvez só quisesse nos conduzir para uma morte horrível.
Meg correu atrás dele, se pendurando nos galhos das árvores e dando estrelas na lama conforme foi se animando. Qualquer um pensaria que tínhamos acabado de sair de um belo piquenique e não de uma batalha com cadáveres contaminados por pragas.
Olhei para o céu.
— Tem certeza, Zeus? Ainda dá tempo de me dizer que tudo não passou de uma pegadinha elaborada e me chamar de volta para o Olimpo. Já aprendi minha lição. Juro.
As nuvens cinzentas de inverno não responderam. Com um suspiro, corri atrás de Meg e seu novo subordinado homicida.

19 comentários:

  1. Pêssego, melhor karpoi... Groot, eu entendi a referência, Percy.

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  2. Deméter? Um deus menor? Minha curiosidade só aumenta. Morri imaginando o Percy resfriado kkkkkkk.

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    1. Eu estou entre Démeter,Perséfone,Pomona ou Vertuno.

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  3. Apolo!!! Vc separou os Beatles? Que horror!
    Pessoas teoricamente racionais dançarem a Macarena kkkkkkkk
    Concordo, gostei do Pêssego.

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  4. criança de Zeus3 de junho de 2016 10:20

    Acredite em mim, em quatro mil anos já vi coisas muito estranhas. Já vi o rosto sonhador de Urano nas estrelas e Tifão descontar toda a sua fúria pela Terra. Já vi homens virarem cobra, formigas virarem homens e pessoas teoricamente racionais dançarem a Macarena.

    Se ele acha q Macarena não é dança de gente racional ele merece ser atacado por pêssegos

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  5. Karina, acho que o nome esta errado o certo seria "A Chuva de Referências" e não "As Provações de Apolo" ashuahsuahsuahsuhaushau estou amando esse livro!!! wooo meu Percy gato resfriado tadinho vem aqui que eu cuido de vc <3

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  6. "— Pêssego — concordou o karpos.
    Percy limpou o nariz.
    — Sem querer criticar, mas por gue ele está bancando o Groot?
    Meg franziu a testa.
    — Groot?
    — É, aguele personagem do filme... gue só fica dizendo a mesma coisa sem parar."

    "— Estou ótima — jurou Meg. — Vá para casa. Descanse. Tome muitos líquidos.
    Percy contorceu os lábios.
    — Você está dizendo para um filho de Poseidon tomar muitos líquidos? Tudo bem, só tentem sobreviver até o fim de semana, tá? Vou ver se consigo ir até o acampamento dar uma olhada em vocês. Tomem cuidado e a... TCHIM!"
    kkkkkkkk

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  7. Eu tô tão desatualizada que Groot foi a primeira que referencia que consegue capitar sem os comentários (mentira quando ele falou de Annabete também notei)

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  8. "Ai, caraca... espero que você não esteja jantando enquanto lê isto." eu tava...
    Não vá, Percy! Não quero ficar nenhum capítulo sem você :(

    E COMASSIM VC QUE SEPAROU OS BEATLES, APOLO?!

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  9. Eu era novo de mais para morrer, sequer tinha dado meu primeiro beijo. Kkkkkkkk Se estiver afim, estou a disposição. Team Apollo forever.

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  10. Pq na maioria das vezes q o Percy FL "não" esta "dão"?

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  11. Pq ele estava resfriado

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