4 de maio de 2016

Capítulo 22

BEBI CHAMPANHE, GARGALHEI alto demais e comi metade do meu peso em chocolate. Apenas por algumas horas, eu queria deleitar-me com a opulência ridícula que sempre tive como certa. Amanhã eu beberia um gole de água e colocaria minha cabeça no lugar. Amanhã eu me preocuparia sobre como manter meu país inteiro. Amanhã eu me faria pensar sobre maridos.
Mas esta noite? Esta noite eu aproveitaria este momento perfeito.
— Mais uma dança? — perguntou Ahren, aproximando-me no meio do gole que eu jurei que seria a minha última bebida. — Tenho que pegar um avião, mas eu queria dizer adeus.
Eu estava de pé, pegando sua mão.
— Aceitarei qualquer adeus que vier. Qualquer coisa será melhor do que a última vez.
— Ainda sinto muito por isso, mas você sabe por que eu não podia me despedir.
Nós mudamos de posição, e ele me girou ao redor da sala.
— Eu sei. Não torna mais fácil, embora. Não diminui o fato de que contribuiu para tudo o que está acontecendo, e a vida tem sido um pouco dura aqui sem você.
— Sinto muito. Mas você está indo muito bem, melhor do que pensa, aposto.
— Veremos. Eu ainda tenho que estabelecer meu governo, certificar-me de que mamãe e papai vão descansar e encontrar alguém para casar comigo.
Ele deu de ombros.
— Então, basicamente nada.
— É praticamente um período de férias.
Ele riu. Ah, como eu tinha sentido falta daquele som.
— Sinto muito se a minha carta foi dura. Mamãe e papai queriam protegê-la, mas eu tinha medo que se você não tivesse conhecimento da situação, poderia se prejudicar.
— Não foi fácil de ler, mas eu li de novo e de novo. Eu realmente deveria ter reconhecido. Se eu não tivesse sido tão autocentrada...
— Você estava tentando se proteger — ele falou rapidamente, me cortando. — Você está fazendo algo que ninguém mais neste país já fez. Claro que encontrou maneiras de tornar tudo mais fácil.
Eu balancei minha cabeça.
— Papai está esgotado. Mamãe nunca para. Você estava apaixonado, e eu tentei falar com você sobre mim. Há uma palavra para o que sou, mas eu sou muito, muito educada para falar.
Ele gargalhou, e eu o flagrei várias vezes procurando alguém, mais notadamente Camille. Eu queria estar brava com ela, esta menina que fez tudo o que eu estava tentando fazer, mas dez vezes melhor, esta garota que tinha tirado meu irmão gêmeo. Mas ficava claro como ela estava feliz em nos ver bem.
Eu ainda não entendia como ela dominara tudo tão facilmente, como fazia para parecer e ser uma líder e uma garota sem esforço. Preocupei-me que, por mais perfeito que este dia fosse, ele não duraria.
— Ei — disse ele, notando a preocupação em meus olhos. — Tudo vai ficar bem. Você conseguirá sem problemas.
Mantive meu rosto neutro, tentando encontrar a magia que estava correndo pelas minhas veias apenas momentos atrás. Eu era a nova rainha; não deveria estar triste hoje, de todos os dias.
— Eu sei. Só não estou certa de como.
A canção chegou ao fim, e Ahren se curvou profundamente.
— Você tem que vir a Paris para o Ano Novo.
— E você tem que voltar para o nosso próximo aniversário — insisti.
— Então você tem que ter a lua de mel na França.
— Não a menos que você volte aqui para o casamento.
Eles estendeu a mão.
— De acordo.
Apertamos as mãos, e meu irmão gêmeo precioso me puxou mais perto para um abraço.
— Estive triste por dias, pensando que nunca me perdoaria por ir embora. O fato de que você não está com raiva de tudo torna o ato de voltar muito mais difícil.
— Você tem que ligar. E não apenas para a mamãe e o papai, tem que me ligar.
— Ligarei.
— Eu te amo, Ahren.
— Eu te amo, Majestade.
Eu ri, e ambos levamos um momento para enxugar os olhos.
— Falando sobre o casamento — ele começou — alguma ideia de quem será o seu noivo?
Nós examinamos o cômodo. Os integrantes da Elite eram fáceis de detectar, com seus ternos e gravatas nítidos, tão bonitos quanto qualquer um dos visitantes reais. Eu os observara a noite toda, acrescentando o seu comportamento às pilhas de informações que eu tinha sobre eles.
Kile entretinha graciosamente a maioria dos visitantes mais jovens, e Fox apertara tantas mãos que eu o peguei massageando os pulsos em certo momento. Embora Ean e Hale estivessem fora da corrida, ouvi os dois fazendo comentários brilhantes sobre a minha pessoa para a imprensa, indo além de qualquer coisa que eu esperava. E então havia Henri. Ele fizera o seu melhor com Erik ao seu lado, ajudando-o através de conversas, mas enquanto eu o assistia estudando os participantes da festa de seu lugar, ficava claro que eles tiveram momentos difíceis.
— Avancei e recuei algumas vezes. É difícil saber com certeza quem é escolha certa. Eu só quero fazer o que é melhor para todos.
— Incluindo você?
Sorri, incapaz de responder.
— Se há uma coisa que aprendi deixando a minha casa — disse ele, sério, — é que você tem que fazer o que for preciso para estar com a pessoa que ama.
Amor. Como roupas, eu tinha adivinhado que era algo que se encaixava com duas pessoas exatamente da mesma maneira. Eu ainda não sabia o que a palavra parecia para mim, mas eu sentia que, mais cedo ou mais tarde, ela seria totalmente definida. Tudo o que restava era saber se eu ficaria satisfeita com a definição.
— Estou lhe dizendo, Eady, guerras, tratados e até mesmo países, todos vêm e vão. Mas sua vida é sua, única e sagrada, e você deve estar com a pessoa que a faz se sentir abençoada dessa forma, viva a cada segundo.
Olhei para baixo, estudando meu vestido, sentindo o peso da coroa na minha cabeça. Sim, minha vida era única e sagrada, mas a partir do momento do meu nascimento – apenas sete minutos antes do dele – ela passara a pertencer a todos, menos a mim.
— Obrigada, Ahren. Vou me lembrar disso.
— Por favor se lembre.
Coloquei a mão em seu ombro.
— Vá encontrar sua esposa. Chegue em casa seguro, e deixe-nos saber quando você estiver em terra, ok?
Ele pegou minha mão de sua manga e beijou-a.
— Tchau, Eady.
— Tchau.


Embora eu estivesse ficando cansada, sabia que ainda não era hora de escapulir. Uma última volta, eu disse a mim mesma. Aperto algumas mãos, dou duas ou três entrevistas, e saio pela porta lateral.
Assim se foram muitos sorrisos e abraços, tantos desejos e promessas de entrar em contato em breve. Era um ciclo de energia que me expulsava quase tão rapidamente quanto me puxava.
Quando dobrei o corredor, onde Ean falava com algumas pessoas que tinham ganho a chance de vir para a coroação, outra valsa começou a tocar.
— Oh, uma dança! — uma jovem implorou. Pensei que ela quisesse Ean como par, mas ela o cutucou na minha direção, e ele foi muito feliz me tomar para dançar.
Depois de algumas voltas, tive que perguntar:
— Há quanto tempo você gosta de Hale?
Ele sorriu.
— A partir do momento em que fomos nos conhecendo. Ele parecia tão feliz, ao ponto de ser a imagem da felicidade. Era cativante.
— É agradável — concordei.
— Me desculpe, eu menti para você. Eu estava pensando em tomar isto como a minha sepultura.
— E agora?
Ele encolheu os ombros.
— Não tenho certeza. Mas com a insistência tão maldita de Hale em ser fiel a si mesmo, pelo menos não tentarei usar alguém como um apoio me esconder, como tentei com a senhorita. Não é justo para ninguém.
— É difícil ser justo consigo mesmo, por vezes, não é?
Ele assentiu.
— Eu não gostaria de comparar nossas circunstâncias, embora. No final, ninguém se preocupa comigo, e todos se preocupam com você.
— Não seja bobo. Eu me preocupo com você. Eu me preocupava com o esnobe arrogante que se apresentou naquele primeiro dia. — ele riu, pensando. Algumas das proteções dele tinham acabado. Não todas, mas eu sabia quão difícil era deixar as barreiras que nos protegiam caírem. — E eu me preocupo com essa pessoa nervosa e suave na minha frente agora.
Ean não era o tipo de chorar. Ele não engoliu ou piscou ou deu qualquer um dos sinais típicos, mas eu sentia que, se em algum momento ele já estivera perto de derramar uma lágrima, esse momento era agora.
— Estou tão feliz por ter conseguido vê-la se tornar rainha. Obrigado, Sua Majestade. Por tudo.
— A qualquer hora.
A canção chegou ao fim, e inclinamos a cabeça um para o outro.
— Tudo bem se eu sair de manhã? — perguntou. — Eu gostaria de ter algum tempo com a minha família. Falar com eles.
— Claro. Mantenha contato.
Ele balançou a cabeça e atravessou a sala, pronto para começar a sua nova vida. Eu tinha conseguido. Consegui passar o dia sem fazer nada humilhante, ninguém protestou, e eu ainda estava de pé. Tinha acabado, e eu podia escapar para a paz e tranquilidade do meu quarto.
E então, quando eu estava prestes a sair pela porta lateral, vi Marid falar na frente de uma câmera.
Ele olhou para mim, sua expressão iluminada como fogos de artifício, acenando para eu me juntar em sua entrevista. E enquanto tudo em mim queria sair e descansar, seu sorriso era tão charmoso que fui para o lado dele.

22 comentários:

  1. DIGO E REPITO: NÃO GOSTO DESSE MARID!

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    1. Também me sinto da mesma forma que você, algo me diz que ele não é tão verdadeiro quanto aparenta ser.

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    2. ~Falsiano* Kkkkk, brinks

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    3. vdd eu acho q ele esta se aproximando para poder tomar o trono ou se casar com a eady

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    4. ~Falsiano* Kkkkk, brinks... brinco não porque se ele não for uma falsiano meu desconfiometro tá quebrado.

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  2. querida sai de perto desse moço e vai la da uns beijos no eikko please

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  3. Esse Madrid tá estranho d mais... Quando a esmola é muito o pribre desconfia...

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  4. Nem eu acho que ele esta conquistando a confiança para dar o bote depois. So observando

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  5. Hale e Ean
    Que venha o casamento
    shipando
    #haean

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  6. SERIO.
    ELA NÃO FEZ NENHUMA MERDA O LIVRO TODO.
    E ELA FEZ UMAS 383819203729010472910928291101919 NO LIVRO ANTERIOR.
    Estou sentindo que vai vir uma merda. E das grandes.
    IXTOU CENTINDU UMAN TREHTA

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  7. Não gosto desse MARID ! EADY SAI DAAII TU VAI SE ENCRENCAR !!!

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  8. Eu odeio esse Marid desde o começo. Argh, ele me dá ódio. E GENTE EU FIQUEI TÃO FELIZ QUANDO SOUBE QUE O HALE E O EAN ERAM GAYS
    #Kileadlyn
    #Halean

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    1. kkkkkkkkkkkk eu fiquei foi com dó da Eadlyn... o povo desgostoso com ela, um Selecionado era um tarado sexual, outro atacando-a publicamente, agora tem a Elite e um não fala a língua dela, outros dois são gays... fora os problemas com a família... deuses, que vida desgraçada

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    2. kkkkk, ne? A despedida de Ahren me deu tristeza!

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  9. Só eu que quis chorar ? Essa cena foi tão linda meu core não aguenta

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  10. E quando tudo parece estar no lugar, aparece o Madrid .Não gosto desse cara , tenho mals presentimentos , algo vai acontecer por causa dele .

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  11. Nem dá vontade de ler mais, depois que ela se "apaixonou" pelo Eikko! Que chato cara, a perspectiva era com Kile, pra mim já estava praticamente obvio! Kiera, nesse livro você ESTRAGOU O FINAL

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  12. Concordo plenamente!
    KILE pleeeeeease!!!
    Esse capítulo foi um lixo...

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