25 de abril de 2016

Fanfic: O herdeiro do tigre


Sinopse:
   Sangue. Amor. Perigo. É realmente certo que a maldição do tigre tenha acabado?
   Anik sempre foi diferente da sua família, e sempre se perguntou porquê. Comparado a seus irmãos, ele não tinha nada de comum com seus pais. Não era especial. Isso, até que o jovem herdeiro dos Rajaram se vê perdido e solitário, quando, sem deixar rastros, sua família some dos confins da Terra.
   Desesperado, Anik começa a procurar pelos seus entes queridos, para então dar de cara com o responsável por tudo isso, um seguidor de um dos feiticeiros mais abomináveis do mundo indiano.
   Preso ao corpo de um tigre, o herdeiro precisa viajar a Índia, para a terra de seus antepassados, e descobrir a verdade por trás da história de seus pais.
   "O Tigre só aparece quando o Homem mais precisa dele."


Categorias: ficção, romance, aventura, A Maldição do Tigre
Autora: Bia
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Prólogo - O Herdeiro do Tigre

O fogo creptava incansável nos confins da noite, enquanto madeira virava cinzas. Vozes,gritos, eram ouvidos aqui e acolá, como uma música de fundo em um funeral.
A aldeia estava destruída. A cada segundo, homens, mulheres e crianças caiam mortos. Seus corpos cobertos pela fuligem que provinha das chamas, sendo consumidos pela dor.
E mesmo com essa cena de puro horror, o homem se mostrava inabalável. Montado em um cavalo branco de raça, jogou seu manto para trás com indiferença.
Os gritos continuaram até a calada da noite, sumindo aos poucos quando, por fim, nenhuma alma se manteve de pé.
As construções transformaram-se em pó, levando consigo algumas das árvores mais próximas. Todas pertencentes à mesma massa de destruição.
Uma calmaria se instalou. Acompanhada, porém, de morte, e apenas morte.
O homem se aprumou em seu cavalo guiando o majestoso corcel na direção da devastada aldeia indiana. A expressão fria e o peito estufado.
Bufando, sua montaria relinchou e empinou, a fim de desviar de um mastro caído. Em vez disso, acabou por amassar sob seus cascos um osso humano, do qual, por conta das cinzas, não se podia ter certeza em que parte do corpo um dia repousara.
O homem apenas se preocupou em apertar mais firmemente as rédeas do cavalo, e a colocá-lo mais uma vez no curso certo. O centro da aldeia, que mais parecia o cenário de um filme de tragédia. Lentamente, tanto cavalo quanto cavaleiro se deslocaram. Os corpos queimados não pareciam incomodá-los em nenhuma questão.
No topo da colina, onde esse mesmo homem se encontrava segundos atrás, uma esquadra de outros quatro cavaleiros se aproximava. Todos vestidos com mantos iguais, pretos e sem nenhum detalhe. O líder, possivelmente a pessoa montada no garanhão branco, tinha tingido em sua capa uma espécie de olho vermelho sangue, o que o diferenciava dos demais.
Isso, e o olhar de repulsa que dirigia ao que tinha sobrado da aldeia. O que não era muito.
Seus companheiros mantinham-se em devasto silêncio, evitando fixar seus olhos em qualquer cadáver que se sobressaísse na rua. O cascalho era amassado pelos poderosos cascos das montarias, todavia, nenhum dos homens podia deixar de imaginar ossos sendo quebrados cada vez que davam um passo. 
Com exceção de um.
O cavaleiro líder não parecia se importar. Tinha em sua face traços rudes e fortes. Olhos estreitos e castanhos. Mas algo em sua aura o fazia parecer...perverso. E o sorriso sombrio que enfeitou seu rosto quando pararam no centro da aldeia reforçou essa hipótese.
 Os cavalos formaram um semicírculo diante da praça central. Entulhos queimados se misturavam as pedras no chão. O homem no corcel branco inspirou profundamente.
 Mais atrás, um cavalo de pelos marrons acinzentados remexeu a crina. Sobre seu dorso, outro homem, de chamativos olhos verdes, retirou de dentro das vestes um aparelho que emitia um fraco ruído.
Um telefone celular.
Ele levou-o com calma até o ouvido direito, e murmurou palavras estranhas. Em hindi.
O líder não deu atenção, apenas continuava admirando seu desgastante trabalho, enquanto esperava seu braço direito dar as informações necessárias.
O homem de olhos verdes desligou o celular e guardou-o novamente, guiando seu cavalo até ficar páreo a páreo com seu chefe. Os outros cavaleiros permitiram sua passagem sem emitir um único som, temendo qualquer coisa que um dos homens pudesse fazer.
 O braço direito inclinou-se um pouco no dorso da montaria, a fim de ficar mais próximo do ouvido do outro. Com a voz aveludada e um tanto rouca, sussurrou:
 _ Os encontraram.
 O líder abriu um sorriso diabólico. Quando falou, até o ar pareceu temê-lo.
 _ Então, cabe a nós dar-lhes as boas vindas.
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Saiba mais: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-a-maldicao-do-tigre-o-herdeiro-do-tigre-4998479

2 comentários:

  1. JA AMOOO <3
    MDS
    TO SOLTANDO FOGOS DE TÃO GRATA POR ESSA FIC 😍❤
    -Emy

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