25 de março de 2016

Capítulo XV - Tempestade à vista

Agora voltaremos a Bilbo e aos anões. Durante toda a noite, um deles estivera vigiando, mas, quando chegou a manhã, ninguém tinha ouvido ou visto qualquer sinal de perigo. Mas os pássaros ajuntavam-se em bandos cada vez maiores. Vinham voando do Sul, e os corvos que ainda viviam nas redondezas da Montanha voavam em círculos e gritavam incessantemente lá em cima.
— Algo estranho está acontecendo — disse Thorin. — Acabou-se o tempo dos voos errantes de outono, e estes são pássaros que moraram sempre nos campos, há estorninhos e bandos de tentilhões, e lá, longe, vejo muitas aves carniceiras como se houvesse uma batalha.
De repente, Bilbo apontou:
— Lá está aquele velho tordo de novo! — exclamou ele. — Parece que escapou quando Smaug destruiu a encosta da montanha, mas acho que os caracóis não escaparam!
Era mesmo o velho tordo que estava lá e, no momento em que Bilbo o apontou, voou na direção deles e pousou numa pedra próxima. Então bateu as asas e cantou, depois inclinou a cabeça para um lado, como se quisesse escutar, e mais uma vez cantou e mais uma vez parou para escutar.
— Acho que está tentando nos dizer alguma coisa — disse Balin —, mas não consigo entender a língua desses pássaros, é muito rápida e difícil. Você entende, Bolseiro?
— Não muito bem — disse Bilbo (na verdade ele não estava entendendo nada) — mas o velho camarada parece bastante aflito.
— Gostaria que ele fosse um corvo! — disse Balin.
— Pensei que não gostasse de corvos! Você parecia bastante intimidado quando passamos por aqui antes.
— Eram gralhas! Criaturas nojentas e suspeitas, além de rudes. Vocês devem ter ouvido os nomes feios que elas disseram quando passamos. Mas os corvos são diferentes. Havia grande amizade entre eles e o povo de Thror, sempre nos traziam noticias secretas, e recebiam como recompensa objetos brilhantes que cobiçavam para esconder em seus ninhos. Vivem muitos anos, têm uma memória boa e transmitem sua sabedoria aos filhos. Eu conhecia muitos corvos das rochas quando era menino. Este pico já foi chamado Morro do Corvo, porque havia um casal sábio e famoso, o velho Carc e sua esposa, que vivia acima da guarita. Mas não acho que tenha restado algum dessa raça antiga por aqui.
Assim que ele acabou de falar, o velho tordo gritou e imediatamente saiu voando.
— Não podemos entendê-lo, mas esse velho pássaro nos entende, tenho certeza — disse Balin. — Fiquem de olho agora, e vejam o que acontece!
Logo ouviu-se um bater de asas, e lá vinha o velho tordo e, com ele, vinha um outro pássaro, extremamente decrépito. Estava ficando cego, mal podia voar, e o topo de sua cabeça era calvo. Era um corvo idoso, de grande tamanho. Pousou no chão diante deles, bateu as asas devagar e fez uma mesura para Thorin.
— Ó, Thorin, filho de Thrain. E Balin, filho de Fiindin — crocitou ele (e Bilbo conseguiu entender o que ele dizia, pois ele falava em língua comum, não na língua dos pássaros). — Sou Roac, filho de Carc. Carc está morto, mas você o conhecia bem. Faz cento e cinquenta e três anos que saí do ovo, mas não me esqueço do que disse meu pai. Agora sou o chefe dos grandes corvos da Montanha. Somos poucos, mas ainda nos lembramos do rei que havia antigamente. A maioria do meu povo está fora, pois há muitas coisas acontecendo no sul. Algumas coisas que lhes trarão alegria, e outras que não acharão tão boas.
— Vejam! Os pássaros estão se juntando e retornando a Montanha e a Vaíle, vindos do sul, leste e oeste, pois espalhou-se a noticia de que Smaug está morto!
— Morto! Morto? — gritaram os anões. — Morto! Então nosso medo foi em vão: e o tesouro é nosso!
E todos levantaram-se de um salto e deram cambalhotas de alegria.
— Sim, morto — disse Roac. — O tordo, que nunca lhe caiam as penas, viu-o morrer, e podemos confiar nas suas palavras. Ele o viu cair lutando contra os homens de Esgaroth três noites atrás, quando a lua subia ao céu.
Demorou um pouco para Thorin conseguir que os anões fizessem silêncio e escutassem as notícias do corvo. Por fim, quando tinha contado toda a história da batalha, ele continuou:
— Estes são os motivos de alegria, Thorin Escudo de Carvalho. Pode voltar para seus salões em segurança: todo o tesouro é seu, por enquanto. Mas muitos, além dos pássaros, estão se juntando e vindo para cá. A notícia da morte do guardião já se espalhou, e a lenda da riqueza de Thror não se perdeu com os anos, muitos estão ansiosos por uma parte no espólio. Uma tropa de elfos já está a caminho, e pássaros carniceiros os acompanham, na expectativa de batalha e matança. Junto ao lago homens murmuram que seus infortúnios foram causados pelos anões, pois estão desabrigados e muitos morreram, e Smaug destruiu sua cidade. Também pensam em tirar compensação de seu tesouro, estejam vocês vivos ou mortos. Sua própria sabedoria deve decidir seu destino: mas treze é um número pequeno para os remanescentes do grande povo de Durin que outrora viveu por aqui e agora está espalhado e distante. Se quiser ouvir meu conselho, não confie no Senhor dos Homens do Lago, mas naquele que atirou no dragão com seu arco. Seu nome é Bard, da raça de Vaíle, da linhagem de Girion: é um homem soturno, mas sincero. Gostaríamos que houvesse paz outra vez entre anões, homens e elfos depois da longa desolação, mas isso pode lhes custar caro em ouro. Era o que eu tinha a dizer.
Thorin então explodiu em ódio:
— Nossos agradecimentos, Roac, filho de Carc. Você e seu povo não serão esquecidos. Mas nenhuma parte de nosso ouro será levada por ladrões ou carregada por violentos enquanto estivermos vivos. Se quiser merecer ainda mais a nossa gratidão, traga-nos notícia de qualquer um que se aproximar. Também peço, se algum de vocês ainda é jovem e tem as asas fortes, que envie mensageiros para nossos parentes nas montanhas do norte, tanto a leste quanto a oeste daqui, contando-lhes as nossas dificuldades. Mas especialmente a meu primo Dain, nas Colinas de Ferro. Pois ele tem muita gente bem armada, e mora mais perto deste local. Peça-lhes que se apressem!
— Não vou dizer se este plano é bom ou ruim — crocitou Roac —, mas farei o que estiver ao meu alcance. — Então partiu voando lentamente.
— Agora, de volta à Montanha! — gritou Thorin. — Temos pouco tempo a perder.
— E pouca comida para comer! — Gritou Bilbo, sempre muito prático nesses assuntos. De qualquer modo, achava que a aventura, propriamente falando, terminara com a morte do dragão, no que estava muito enganado, e teria dado quase toda a sua parte nos lucros pela resolução pacifica desses assuntos.
— De volta à Montanha! — gritaram os anões, como se não o tivessem ouvido, assim, Bilbo teve de voltar com eles.
Como vocês já souberam de alguns acontecimentos, vão perceber que os anões ainda tinham alguns dias à frente. Exploraram mais uma vez as cavernas e descobriram, como esperavam, que apenas o Portão Dianteiro permanecia aberto, todas as outras entradas (exceto, é claro, a pequena porta secreta) haviam sido bloqueadas e quebradas muito tempo atrás por Smaug, e não restava nenhum sinal delas. Começaram a trabalhar com afinco na fortificação da entrada principal e na construção de uma nova trilha a partir dela. Havia ferramentas em abundância, que haviam sido usadas por mineiros, escavadores e construtores de antigamente, e nesse trabalho os anões eram ainda muito habilidosos.
Enquanto trabalhavam, os corvos traziam-lhes notícias constantemente. Assim ficaram sabendo que o Rei Élfico desviara-se para o Lago, e que ainda lhes restava algum tempo para respirar. Melhor ainda, souberam que três de seus pôneis haviam escapado e vagavam à solta nas margens do Rio Corrente, não muito longe do ponto onde o resto de seus estoques fora deixado. Assim, enquanto os outros continuavam com seu trabalho, Fili e Kili, guiados por um corvo, foram enviados para encontrar os pôneis e trazer tudo o que pudessem.
Estiveram fora quatro dias e, então, souberam que os exércitos reunidos dos Homens do Lago e dos Elfos apressavam-se na direção da Montanha. Mas agora tinham mais esperanças, pois tinham comida para algumas semanas. Se tomassem cuidado — principalmente eram, é claro, e estavam cansados dele, mas eram é muito melhor do que nada —, e o portão já estava bloqueado com uma parede de pedras quadradas assentadas a seco, mas muito grossa e alta, fechando a abertura. Havia buracos pelos quais poderiam olhar (ou atirar), mas nenhuma entrada. Eles entravam e saíam por meio de escadas, e içavam as coisas com cordas. Para a passagem haviam preparado um pequeno arco baixo sob a nova parede, mas, perto da entrada, tinham alterado tanto o leito estreito que um amplo lago se estendia da encosta da montanha até o topo da cachoeira pela qual o rio corria na direção de Vaíle. Chegar até o Portão agora só era possível, a não ser a nado, ao longo de uma saliência estreita do penhasco, do lado direito de quem olhava da muralha. Haviam trazido os pôneis apenas até o topo da escada acima da velha ponte e, depois de descarregá-los, ordenaram que voltassem aos seus senhores, e os enviaram sozinhos para o sul.
Houve uma noite na qual, de repente, viram-se muitas luzes, como de fogueiras e tochas no sul, em Vaíle, diante deles.
— Chegaram! — exclamou Balin. — E o acampamento deles é muito grande. Devem ter atravessado o vale sob a proteção do crepúsculo, pelas duas margens do rio.
Aquela noite os anões dormiram pouco. A manhã ainda estava pálida quando viram uma companhia aproximando-se. De trás da muralha, observaram-nos subindo até o topo do vale e escalando a encosta lentamente. Logo puderam ver que homens do lago, armados para uma possível guerra, e arqueiros élficos estavam entre eles. Por fim, os que vinham na frente da companhia escalaram as pedras amontoadas e apareceram no topo da cachoeira, e muito grande foi a surpresa que tiveram ao ver o lago diante deles e o Portão bloqueado com uma muralha de pedras recém-cortadas.
Enquanto estavam parados, apontando e falando, Thorin interpelou-os:
— Quem são vocês — chamou ele, numa voz bem alta — que se aproximam dos portões de Thorin, filho de Thrain, Rei sob a Montanha, como se viessem para uma guerra, e o que desejam?
Eles nada responderam. Alguns recuaram depressa, e os outros, depois de fitarem por um momento o Portão e suas defesas, logo os seguiram. Naquele dia o acampamento foi removido para um ponto a leste do rio, entre os braços da Montanha.
As rochas então ecoaram com muitas vozes e canções, o que não acontecia havia muito tempo. Ouvia-se também o som de harpas élficas e de canções doces, e, quando os ecos chegavam até eles, era como se o ar ficasse mais quente, e sentiam a tênue fragrância das flores da mata desabrochando na primavera.
Então Bilbo desejou escapar da fortaleza escura, descer e juntar-se à alegria e aos banquetes junto às fogueiras. Alguns dos anões mais jovens também foram tocados em seus corações e murmuravam que as coisas deveriam ter acontecido de forma diferente, desejando que pudessem dar boas-vindas àquele povo, como amigos, mas Thorin tinha o semblante carregado.
Então os próprios anões pegaram as harpas e os instrumentos resgatados do tesouro, e fizeram música para apaziguar-lhe o ânimo, mas sua canção não era uma canção élfica, e era muito parecida com a que haviam cantado muito tempo antes, na pequena toca de hobbit de Bilbo.

Sob a Montanha alta e sombria
De novo o Rei em seu trono está!
Morto o inimigo, o Dragão do Perigo,
E sempre assim o mal tombará.
Cortante é a espada, comprida, a lança,
Rápida, a flecha, forte, o Portão,
Nem teme agouro quem busca seu ouro)
Nossos anões justiça terão.
Operavam encantos anões de outrora,
Ao som do martelo qual sino a soar
Na profudeza onde dorme a incerteza,
Em salas vazias sob penhascos no ar.
Em colares de prata eles juntaram
A luz das estrelas, fizeram corôas
De-fogo-dragão e do mesmo cordão
Tiraram o som de harpas e loas.
O rei da Montanha de novo domina!
Ó vós que passais, ouvi seu clamor
Vamos correr. Não há tempo a perder.
De amigo e parente o rei quer dispor.
Pelas montanhas gritemos todos
Vamos voltar para o nosso tesouro!
Eis ao Portão o rei de plantão,
Suas mãos cheias de gemas e ouro.
Sob a Montanha alta e sombria
De novo o rei em seu trono está!
Morto o inimigo, o Dragão do Perigo,
E sempre assim o mal tombará.

Essa canção pareceu agradar a Thorin, e ele sorriu de novo e ficou contente, começou a avaliar a distância até as Colinas de Ferro e o tempo que Dain levaria para chegar à Montanha Solitária, se tivesse partido logo após receber a mensagem. Mas o coração de Bilbo ficou pesado, por causa da canção e da conversa: pareciam belicosas demais.
Na manhã seguinte, bem cedo, uma companhia de lanceiros foi vista atravessando o rio e subindo o vale. Traziam consigo a bandeira verde do Rei Élfico e a bandeira azul do Lago e avançaram até se postarem diante da muralha do Portão. Mais uma vez Thorin interpelou-os em voz alta:
— Quem são vocês, que vêm armados para a guerra até os portões de Thorin, filho de Thrain, Rei sob a Montanha?
Dessa vez alguém respondeu. Um homem alto, de cabelos escuros e rosto soturno, adiantou-se e gritou:
— Salve, Thorin! Por que se esconde como um ladrão em seu covil? Ainda não somos inimigos, e alegramo-nos em saber que ainda estão vivos, o que é muito mais do que esperávamos. Não esperávamos encontrar ninguém vivo aqui, e, agora que nos encontramos, há assunto para uma parlamentação e conselho.
— Quem é você, e sobre o que gostaria de parlamentar?
— Eu sou Bard e por minha mão o dragão foi morto e seu tesouro, libertado. Não é assunto de seu interesse? Além disso, sou, por direito, descendente de Girion, de Vaíle, e o seu tesouro está misturado a grande parte das riquezas dos salões e cidades dele, roubadas pelo velho Smaug. Não podemos falar sobre esta questão? Em sua última batalha, Smaug destruiu as casas dos homens de Esgaroth, e eu ainda sou o servidor do Senhor deles. Venho como seu porta-voz, e pergunto se não pensa na tristeza e na miséria de seu povo. Eles o ajudaram na sua dificuldade e, como recompensa, vocês até agora só trouxeram destruição, embora, sem dúvida, esse não fosse o seu objetivo.
Aquelas palavras eram justas e verdadeiras, mesmo sendo proferidas com orgulho e rispidez, e Bilbo achou que Thorin admitiria imediatamente a justiça contida nelas. Não esperava, é claro, que alguém se lembrasse de que fora ele quem havia descoberto sozinho o ponto fraco do dragão: tanto melhor, pois realmente ninguém se lembrou. Também não contava, porém, com o poder que tem o ouro muito tempo guardado por um dragão nem com o coração dos anões. Nos últimos dias, Thorin passara muitas horas junto ao tesouro, e a avidez pelas riquezas dominava-o. Embora houvesse procurado especialmente a Pedra Arken, ainda cobiçava muitas outras coisas maravilhosas que lá jaziam e que encerravam velha s lembranças dos trabalhos e das tristezas de sua raça.
— Você coloca seu pior motivo por último, e no lugar principal — respondeu Thorin. — Ao tesouro de meu povo nenhum homem tem direito só porque Smaug, que o roubou de nós, também roubou-lhe a vida ou a casa. O tesouro não lhe pertencia para que seus malefícios devam ser reparados com uma parte dele. O preço dos bens e da assistência que recebemos dos Homens do Lago serão justamente pagos, no devido tempo. Mas não daremos nada, nem mesmo o valor de um pão, sob ameaça de força. Enquanto um exército armado estiver diante de nossas portas, vamos considerá-los inimigos e ladrões. Quero perguntar-lhe que parte da herança vocês teriam pago a meu povo, se nos tivessem encontrado mortos e o tesouro, sem guarda.
— Uma pergunta justa — replicou Bard. — Mas vocês não estão mortos, e nós não somos ladrões. Além disso, os ricos podem ter pena dos necessitados que os acolheram quando passavam necessidade. E, ainda assim, meus outros pedidos continuam sem resposta.
— Não vou parlamentar, como disse, com homens armados às minhas portas. Muito menos com o povo do Rei Élfico, de quem me lembro com pouca simpatia. Neste debate eles não têm lugar. Partam agora, antes que nossas flechas voem! E, se quiser falar comigo novamente, primeiro dispense o exército élfico e mande-o para a floresta, onde é seu lugar, então volte, depondo as armas antes de se aproximar da soleira.
— O Rei Élfico é meu amigo e socorreu o povo do Lago em sua necessidade, embora o povo não pudesse reclamar-lhe nada além da amizade — respondeu Bard. — Dar-lhe-emos tempo para que se arrependa de suas palavras. Use de sua sabedoria antes que voltemos!
Eles então partiram e voltaram para o acampamento.
Antes que muitas horas se passassem, os porta-bandeiras voltaram, e os corneteiros deram um passo à frente e tocaram:
— Em nome de Esgaroth e da Floresta — gritou um deles —, dirigimo-nos a Thorin Escudo de Carvalho, filho de Thrain, que se intitula Rei sob a Montanha, e pedimos que considere com cuidado as exigências feitas, ou será declarado nosso inimigo. Ele deve entregar, pelo menos, um doze avos do tesouro a Bard, na condição de matador do dragão, além de herdeiro de Girion. Desta parte, o próprio Bard fará sua contribuição para ajudar Esgaroth, mas, se Thorin desejar a amizade e a honra das terras desta região, como outrora tinham seus antepassados, dará também algo de seu para o consolo dos homens do Lago.
Thorin então agarrou um arco de chifre e desferiu uma flecha contra o que falava. A flecha acertou o escudo e ficou ali fincada, tremendo.
— Já que esta é a sua resposta — disse ele então — declaro a Montanha sitiada. Não poderão sair dela, até que, de sua parte, peçam uma trégua e uma negociação. Não levantaremos armas contra vocês, mas deixá-los-emos com seu ouro. Podem comê-lo, se quiserem!
Dizendo isso, os mensageiros partiram depressa, e os anões foram deixados considerando o assunto. Thorin ficara tão severo que, mesmo que quisessem os outros, não se atreveriam a criticá-lo, na verdade, porém, a maioria deles parecia pensar da mesma maneira — exceto, talvez, o velho e gordo Bombur, Fili e Kili. Bilbo, é claro, desaprovava inteiramente o rumo que a situação havia tomado. Já estava farto da Montanha e ficar sitiado dentro dela não o agradava nem um pouco.
— Todo este lugar ainda fede a dragão — resmungou ele consigo mesmo —, e me dá engulhos. E simplesmente já não me desce goela abaixo.

Um comentário:

  1. Deviam ter dado a parte que foi pedida, afinal é direito de Bard parte do tesouro. Em vez de fazer uma aliança com esse povo, eles ficam com essa frescura. Aff

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