12 de março de 2016

Capítulo 26

ACORDEI COM O SOL BAIXO. Tinha dormido o dia inteiro, mas continuava me sentindo tonta, como se precisasse dormir ainda mais. Minha garganta e meu peito doíam, e me sentia quente e zonza.
— Miaka — chamei debilmente. — Miaka.
Em segundos, ela entrou correndo no meu quarto, alertada pelo tom preocupado da minha voz.
— O que aconteceu? Você está bem?
— Me sinto fraca. Mal consigo levantar.
Ela passou para o meu lado da cama, com um misto de preocupação e dúvida no rosto, e pôs a mão na minha testa.
— Kahlen, você está queimando de febre. Como pode? Devia ser impossível você ficar doente!
— Eu sei. Mas não é a primeira vez que algo assim acontece. Lembra da volta da Flórida? E ontem… — Fiz uma pausa, quase envergonhada de pronunciar as palavras. — A caminho do navio. Me atrasei porque não conseguia respirar. A Água teve que me levar para a superfície.
— E você também não conseguiu cantar até o fim.
Fiz que sim.
— Você pode me levar para a Água? — pedi.
Apesar dos nossos desentendimentos, ansiava por um abraço da Água. Ela poderia me ajudar, eu tinha certeza.
— Espere um pouquinho. Elizabeth!
Miaka correu para chamar nossa irmã. As três entraram no quarto cochichando, e Elizabeth arregalou os olhos quando me viu, chocada.
— Você está péssima!
— Me ajudem? Por favor? — grunhi com a garganta seca.
Miaka e Elizabeth me levantaram, cada uma me segurando de um lado, enquanto Padma ficou à frente de braços estendidos para garantir que eu não caísse. Caminhei sozinha, mas, se elas não estivessem comigo, com certeza teria caído mais de uma vez. Fomos até a Água, todas gritando por socorro.
— O que houve? — Senti as ondas agitadas de preocupação quando mergulhamos um pouco abaixo da superfície.
— Alguma coisa está errada com Kahlen — Miaka disse.
Como estávamos no mar, elas puderam me soltar e eu boiei sobre a Água, que me abraçava como uma mãe.
— Estou muito cansada.
— Olha a pele dela — Elizabeth disse. — Está tão pálida… E ela dorme o tempo todo, como se precisasse.
— Ela está com febre também — Miaka acrescentou. Eu percebia claramente que a minha temperatura não estava normal. Dava para sentir a Água esquentar ao redor do meu corpo.
Padma teve coragem de entrar no mar com a gente, mas permaneceu atrás de Elizabeth, como se pudesse se esconder. Os olhos de Miaka eram cuidadosos, observadores, mas as outras não conseguiam esconder a preocupação.
A Água me examinou. Levantou meus braços e me pediu para piscar.
— Não é desobediência?
— Não — pensei. — Não consigo controlar.
Ela se afligiu.
— Isso nunca aconteceu antes. Não sei o que fazer.
— Talvez ajudaria se ela passasse um tempo com você — Elizabeth sugeriu.
— O que foi, Miaka? — a Água perguntou de repente.
— Nada — minha irmã respondeu, embora parecesse mesmo esconder alguma coisa.
— No que você estava pensando?
— Em nada — Miaka insistiu. — Só repassando algumas ideias, nada de maisAcho que Elizabeth tem razão — minha irmã continuou, nadando até mim. — Voltamos aqui de hora em hora para ver como você está, até você querer voltar para a cama.
Não quis comentar o quanto me incomodou ela ter dito “voltar para a cama” em vez de “voltar para casa”. Era como se ela soubesse que eu não ia ficar de pé sozinha tão cedo.
— Tudo bem.
Elas foram embora a fim de preparar a casa para a irmã debilitada.
— Desculpa. Não sei o que está acontecendo.
— Há quanto tempo você se sente assim? — A Água soava desconfortável, como se suspeitasse de algo e não quisesse falar.
Franzi a testa enquanto tentava relembrar.
— Fiquei assim aos poucos. É difícil dizer.
Ela então me aninhou em Si.
— Apenas descanse. Estou aqui.
Eu estava tão exausta que segui o conselho. Era tão irreal me sentir tão amada. Bem ali, entre a rigidez da Água e Sua necessidade absoluta de manter a ordem, eu A escutava pensar sobre o que sacrificaria para me manter viva. Um sentimento tão envolvente que bastou para que eu dormisse.


Acordei com Miaka tocando meu ombro.
— Ei. Achamos que seria uma boa você comer. Se a sua força está diminuindo, talvez uma refeição ajude. Humanos precisam se alimentar.
— Não sou humana.
Miaka sorriu.
— Claro que é. Lá no fundo.
— Talvez o calor também ajude — a Água acrescentou. — Quero ser informada de tudo.
— Claro. Padma está com muito medo para vir sozinha, então provavelmente Elizabeth vai vir.
— Tudo bem, mas não demorem demais.
— Não vamos demorar.
Miaka passou o braço por baixo do meu e me levou para casa.
— Está se sentindo melhor? — ela perguntou enquanto subíamos a encosta.
— Não me sinto pior, mas com certeza não me sinto indestrutível agora.
— Você não vai morrer. Não é possível.
— Esse tem sido o tema da minha vida ultimamente. E ainda é.
Em silêncio, Miaka me levou para dentro. Elizabeth estava na cozinha com um avental na cintura e uma concha na mão, despejando sopa numa tigela.
— Oi! — ela me cumprimentou, animada. — Fiz canja de galinha. Dizem que cura qualquer coisa.
Elas me vestiram com uma legging confortável e um casaco enorme que ainda estava com a etiqueta antes de me sentarem no sofá. Deixaram uma bandeja pequena na minha frente e, embora eu não quisesse comer, o medo no rosto delas me fez enfiar arroz, cenouras e tempero goela abaixo. Não consegui comer muito, mas eu não tinha sido feita para comer mesmo.
Quando disse que não queria mais, elas se entreolharam.
— Acho que é hora de contar pra ela — Miaka disse. — Ela precisa saber a história toda.
— Que história? — perguntei, imaginando o que elas estariam escondendo de mim.
— Eu não contei nada — Miaka jurou, sentando num pufe do outro lado da sala. — Elas descobriram sozinhas.
Franzi a testa.
— Descobriram o quê?
Elizabeth enfiou a mão no bolso da calça e sacou uma folha de papel.
— Ele.
Quase desmaiei ao ver o desenho dos olhos de Akinli.
— De onde você tirou isso?
— De você. Você jogou fora, lembra?
Fechei os olhos. Eu lembrava.
— É só um desenho. Bem ruim, por sinal. Nada perto do que Miaka faz.
Elizabeth fez que não com a cabeça.
— É bem mais do que um desenho. Eu o vi.
Perdi o chão.
— O que você quer dizer?
— Você fez esse desenho. Disse que esteve numa cidade pequena, Port Clyde. Tudo o que sempre quis foi se apaixonar, e voltou numa depressão tão profunda que logo saquei tudo. Miaka só teve que confirmar.
— Como…? Me esforcei tanto… — Mal conseguia pensar de tão chocada.
— Quando estávamos em Nova York, você chorou por dois dias e apagou. Enquanto dormia, repetia a mesma palavra o tempo todo: “Akinli” — Elizabeth disse, observando o desenho. — Primeiro pensei que fosse uma palavra inventada. Então pensei que fosse o nome de uma cidade ou de um prédio… Não percebi que se tratava de uma pessoa até você fazer isto. — Ela apontou para o papel gasto de tanto ser dobrado e desdobrado.
— Quando Elizabeth veio me perguntar, tive que contar a verdade, e decidimos encontrar o garoto. Você tinha dito o nome da cidade. Fomos para lá procurando um garoto chamado Akinli parecido com esse desenho — Miaka explicou com um sorriso triste. — A cidade era pequena. Não foi difícil.
Lágrimas brotaram nos meus olhos.
— Vocês o viram de verdade?
Ambas confirmaram. Pensei em todas aquelas viagens, nas histórias que inventaram para saírem sem que eu soubesse.
— Como ele está? — perguntei, incapaz de conter a curiosidade. — Está bem? Voltou para a faculdade? Ainda mora com Ben e Julie? Está feliz? Dava para perceber? Está feliz?
As perguntas desabaram uma atrás da outra. Não conseguia segurar. Estava desesperada para saber. Minha sensação era de que uma única palavra bastaria para trazer conforto à minha alma.
Elizabeth engoliu em seco.
— Esse é o problema, Kahlen. A gente acha que ele está morrendo.


Elas disseram à Água que eu tinha comido, sem mencionar que coloquei tudo para fora pouco depois. Disseram que eu ainda estava acordada, sem comentar que era porque não conseguia parar de chorar. Essas meias verdades serviriam por ora, embora eu soubesse que Ela logo descobriria que eu estava bem pior do que imaginava ser possível.
— Como vocês sabem que ele está morrendo? — perguntei. — Não faz sentido. Ele era saudável. É câncer?
Essa parecia a única opção, um assassino silencioso que atacava até o mais forte dos humanos, derrubando-o de surpresa.
Miaka fez que não com a cabeça.
— Fizeram exames. Consideraram um monte de coisas.
— Mas como vocês sabem disso?
— Seguimos Akinli até o médico e ficamos na sala de espera; ouvimos o primo dar as notícias aos amigos no cais; marcamos uma hora com Julie… Aliás, acho que ela sente sua falta.
— Sério?
Minha dor até diminuiu um pouco enquanto eu tentava processar aquela informação.
— Fingi ser surda, claro, e não esperava que ela fosse falar nada. Mas falou sozinha sobre como eu parecia com uma garota linda que ela conhecia e que não falava. Comentou como foi bom ter outra garota em casa e como tinha medo de você ter se afogado.
Soltei um suspiro.
— Então é isso que eles acham que aconteceu comigo. Faz sentido.
— Mas a questão é a seguinte, Kahlen: os sintomas dele são parecidos com os seus. Ele está fraco e pálido. Está de cadeira de rodas.
Levei a mão à boca.
— Está cheio de hematomas, porque qualquer coisa o machuca: dormir, sentar, qualquer movimento. Os médicos não sabem o que fazer.
— Então estamos… doentes.
— Sim. Não sei como é possível vocês terem a mesma doença, principalmente porque em tese você não fica doente. Mas estou pesquisando. Se conseguirmos descobrir o nome, talvez encontremos alguém que saiba como tratar.
— Miaka… ele vai morrer disso?
Ela deu de ombros, desconsolada.
— Não sei. Nunca estudei medicina. Mas parece cada vez pior. Talvez você tenha aguentado melhor até agora por ser sereia. Pelo que entendi, ele começou a ficar assim uns três meses depois que vocês se separaram.
Baixei a cabeça. Tentei imaginar Akinli numa cadeira de rodas durante quase um ano por causa de uma doença inexplicável.
— É contagioso, então? Peguei dele?
Ela deu de ombros.
— É o nosso palpite. Estou pesquisando agora.
— Posso ajudar?
Ela inclinou a cabeça com um ar carinhoso.
— O que você precisa fazer é descansar. Precisamos que você fique o mais forte possível para estar pronta quando descobrirmos a cura.
— Como você sabe que vai encontrar a cura um dia?
Ela me encarou com o olhar cheio de determinação.
— Kahlen, tenho pena de qualquer um que se meter no meu caminho até o antídoto. Porque sou fatal. E, pela primeira vez em todos os tempos, acho que vou ter a autorização da Água para eliminar quem me atrapalhar.
Engoli em seco. Ela provavelmente estava certa.
— Me leve até Ela. Vou descansar lá. Vai ser melhor para vocês se eu ficar fora do caminho.
Foi Elizabeth quem me acompanhou até a praia enquanto Miaka permanecia concentrada nas pesquisas.
— Ouça, Kahlen, vamos descobrir o que é isso.
— Eu sei. Confio em vocês.
Elizabeth abriu um sorriso.
— Desculpa não ter contado para onde fomos quando desaparecemos. No começo tínhamos esperança de encontrar Akinli primeiro e então contar a você como ele estava, para te animar. Quando vimos como ele estava mal, preferimos esperar que ele melhorasse. Mas…
— Mas vocês viram que ele não estava melhorando.
Ela confirmou com a cabeça.
— Sinto muito.
Paramos bem à beira do mar e ela continuou me segurando. Eu estava cansada demais para chorar.
— Sei que não devia doer — eu disse. — Porque ele nunca poderia ser meu de qualquer jeito. Sei que toda vida chega ao fim e que não é o tempo que temos que a torna preciosa. Mas meu coração dói. Só queria a felicidade dele.
— O que dificulta as coisas para nós. Porque queremos a sua felicidade, que depende da dele.
Respirei fundo entre soluços.
— A vida não faz sentido. O amor não faz sentido. E ainda assim, será que eu viveria cada segundo de tudo isso de novo?
— Acredito que sim.
— Sem dúvida. Sim. Sim todas as vezes.
Ela sorriu para mim, para nossas vidas inúteis, e me ajudou a mergulhar.
— Estava esperando notícias! É uma doença? — A Água quis saber assim que o pé de Elizabeth tocou as ondas.
— Miaka está pesquisando. Ainda não temos muitas respostas… — ela respondeu.
— Não é verdade — interrompi, encarando minha irmã. — Me deixe sozinha com Ela. Vou contar tudo o que sabemos.
— Se é o que você quer — Elizabeth bufou.
Ela me deixou na Água com a maior delicadeza possível sem abrir mão da rapidez.
Eu sabia que ela estava preocupada consigo mesma, com Padma, mas aquela não era hora de guardar segredo.
— Estou captando trechos dos seus pensamentos, mas estão muito dispersos.
— Desculpa. — Um calafrio percorreu meu corpo. — Ainda estou tentando organizá-los.
— Comece por Nova York. É o que vejo.
Criei coragem.
— Contei a Miaka sobre Akinli e o que aconteceu em Port Clyde. Pensei que tivesse escondido tudo das outras, mas parece que disse o nome dele durante o sono, desenhei um retrato dele sem pensar, e então comentei sobre a cidade. Elas perceberam que esse era o motivo da minha tristeza e partiram para me trazer notícias dele.
— Ah, então convivo com mais mentiras do que esperava. — A voz dEla saiu carregada de censura.
— Sim. Mas talvez você se alegre com essas mentiras.
— Como assim?
— Seja lá o que tenho, Akinli também tem — informei. — Então existe pelo menos mais um caso.
Houve uma pausa longa e tensa.
— Impossível.
— Ele tem os mesmos sintomas que eu. Ou seja, sabemos por onde começar. Se foi ele quem me passou a doença, podemos deduzir que é transmissível e forte. Também sabemos que os médicos estão à procura de respostas. Miaka está atrás de outros casos para ver se conseguimos chegar à origem da doença. As mentiras delas podem salvar minha vida.
Ela suspirou aliviada.
— Suas irmãs se preocupam com você, embora eu acredite que estejam erradas. Vou ignorar a desobediência.
— Obrigada. — Meu corpo parecia pesado, como se eu estivesse prestes a afundar na areia a qualquer momento.
— Você precisa de mais alguma coisa?
— Dormir.
— Claro.
A Água se tornou minha cama, e produziu uma tensão sob o meu corpo para que eu ficasse confortável.
Tentei descansar, mas, por mais exausta que me sentisse, o sono não vinha.
Por tanto tempo tinha sentido que a vida estava fora do meu controle. Naquele momento, ela realmente estava. Não era uma questão de liberdade ou de escolha, mas de sobrevivência. E não havia nada que eu pudesse fazer.
Odiava não ajudar na pesquisa, mais pela dor de Akinli do que pela minha. Quase um ano naquele sofrimento. Quanto tempo mais ele aguentaria? Se o meu corpo estava sucumbindo, como…
Engasguei. Quando tentei respirar, engoli ainda mais água. Com a pouca energia que tinha, tentei nadar para a superfície. Mas sem dizer nada, a Água notou minha luta e me empurrou na direção do ar.
— Miaka! Elizabeth! Padma!
Fiquei estirada na superfície, vomitando água e a pouca comida que minhas irmãs me fizeram engolir. Definitivamente não queria mais saber de comer.
Eu estava perto o suficiente da casa para ver as garotas correndo. Quando tocaram a Água, Ela se solidificou para que pudessem chegar até mim mais rápido.
— Kahlen?! — Padma gritou.
— Ela está respirando! — As palavras de Elizabeth ecoaram até o meu ouvido.
— Levem-na de volta. Ela não pode ficar comigo. Não consegue respirar em mim.
Padma soltou um suspiro de espanto.
— Ah, não!
— É pior do que pensei — Miaka sussurrou.
Eu teria dito que ainda conseguia ouvi-la, mas falar me custava demais.
Elas me levantaram sem esforço e me carregaram pelo Pacífico até em casa. Reconheci o calor do chuveiro, o conforto das roupas limpas e a maneira carinhosa com que Padma me cobriu, mas eu estava tão exausta e tão assustada que nem consegui agradecer.

28 comentários:

  1. Eu estou chocada 😲

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  2. Laura do Bom Senso 42 #Zueira18 de março de 2016 13:24

    AMANDOOOOOOOOO, só lendo no blog agora, pq deixei o livro no carro e tô com preguiça de pegar

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  3. Acho que eles estão doentes por ficar longe um do outro

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    1. Tbem penso dessa forma

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    2. Provavelmente!

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    3. Tbm acho

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  4. Ok... isso é estranho. Mais estou amando cada pedacinho do livro <3

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  5. Não estou entendendo mais nada! Isso e normal?!
    Ass: Bina.

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    1. Hum, oq vc não tá entendendo? A doença dela é bem estranha mesmo...

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  6. GEEEEEEEEENTE,isso só pode ser algum tipo de efeito por ela ta mal,sei lá algo com depressão ta fazendo ela virar humana,e como eles se amam acho q isso pode ta dando efeito nele tbm! eu to CHO-CA-DA

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  7. Acho que o canto dela se uniu com o sentimento agora eles estão conectados de alguma forma! tipo The House of Night

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  8. Gente será q é síndrome do coração partido?

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  9. Em breve nos cinemas:
    A culpa é da Água- Doentes de Amor

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  10. Eles criaram alguma espécie de ligação fora do normal por conta do sentimento. E ela é uma sereia, ela n deveria se apaixonar

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  11. Não sei mas acho que a Água é suspeita. Essas perguntas dela tá muito estranho, como se ela soubesse de algo e não quisesse contar para ninguém

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    1. Sim, a culpa é da água. Pq deu pra enteder que quando ela prometeu não matar ele , ela disse que ele não morreria por ela, mais por outra coisa. Talvez ela deu alguma doença a ele

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    2. Nmrl isso faz sentido,só q pq a estaria ficando doente tbm?

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    3. Eu acho q na verdade, ela sabe que Kahlen está voltando a ser humana, só que não quer q ela saiba pq se não ela vai abandona-la.

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  12. Cheguei até aqui sem precisar comentar nada. MAS MEU DEUS (PALAVRÃO) EU TO (PALAVRÃO) genteeee

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  13. Não sei mas eu to achando que essa doença ou seja oque eh isso foi causada pelo beijo deles... tudo bem as outras meninas tbm ficam com outros caras mas com esses dois avia um sentimento avia amor... E não sei o que pensar da água.. amiga inimiga?

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  14. MEU DEUS QUE TENSOO

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  15. essas sereias são burrinhas, é só colocar eles juntos que vão sarar imediatante.E a Água deve saber que ela esta se tornando mortal novamente só que não quer perde la

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