12 de março de 2016

Capítulo 13

O ANO-NOVO CHEGOU E FOI EMBORA, como todos os anteriores, e nenhum navio afundou. Veio fevereiro, e nenhum tsunami varreu ninguém para o mar. Março passou, e não houve enchentes. Quando entramos em abril, a inevitabilidade de termos que cantar de novo se tornou cada vez mais real, e uma melancolia familiar tomou conta de mim. A Água podia aguentar no máximo um ano entre dois naufrágios. A fome dEla crescia a cada lua cheia, e naquele momento já estava quase completando um ano.
Comprei uma nova caderneta e me preparei. Ouvia a fome da Água em cada onda que quebrava, em cada toque na areia. Era como uma dor minha, o que fazia sentido, já que Ela estava mesmo dentro de mim. Mas a ânsia de aliviar minha dor não tornava o próximo canto mais desejável.
— Para onde você quer ir, Elizabeth? Faz tempo que você não escolhe — Miaka sugeriu.
Fui fiel à minha palavra, e daquela vez iríamos planejar juntas antes de encontrar uma casa nova.
— Eu voltaria para Miami, mas acredito que esteja fora de questão — ela respondeu, me encarando.
Era primavera, então Akinli já estaria de volta às aulas. Eu podia esconder o cabelo debaixo de um chapéu e comprar uma calça jeans. Se me mantivesse longe o suficiente, ele jamais notaria. Mas como ia me manter longe?
— Acho que não é uma boa ideia — comentei enquanto desenhava círculos no bloco de papel que usávamos de rascunho para nossas ideias. Não fui sequer capaz de escrever o nome da cidade.
— O que tem em Miami? — Padma quis saber.
— Praias — respondi rápido. — E você? Se pudesse ir para algum lugar do mundo, qual seria?
— Nova York! Quero ver a estátua — Padma respondeu com um braço erguido.
— A Estátua da Liberdade? — perguntei.
— Sim! Sempre quis ver! — ela confirmou, com os olhos arregalados e a cabeça inclinada para trás como se já pudesse visualizá-la. — Quando eu era pequena, disse ao meu pai uma vez que queria ir até lá para ver a estátua verde. Ele me deu um tapa e disse que tudo o que eu veria na vida era o interior da casa do meu marido, porque era só para isso que eu servia.
Quando terminou de falar, Padma se conteve por uns segundos antes de fechar a cara e as lágrimas aparecerem.
Tive a sensação de que quando Padma recordava os abusos, não era uma única lembrança que preenchia sua cabeça, mas dezenas e dezenas que se amontoavam até a garota arrebentar sob o peso das memórias. Era problemático, para dizer o mínimo.
— Vocês disseram que eu ia esquecer. Por que ainda está aqui? — Padma perguntou, revoltada.
— Isso vai passar — Miaka prometeu, abraçando a nova irmã. — Mas se você se apegar, pode durar mais do que você quer. Você precisa se libertar.
Apontei apara Elizabeth.
— É por isso que ela lembra de mais coisas do que nós. E Aisling também guardava muitas coisas.
— Sério? — Miaka perguntou.
— Sim. Não comentava a maior parte, mas grandes pedaços do passado dela permaneceram — respondi, para em seguida pôr a mão sobre a de Padma. — Entendemos que o abuso do seu pai foi uma parte grande da sua vida. É por isso que está impregnado em você desse jeito tão terrível. Mas vai ser mais fácil se você parar de dar importância a ele.
— Você acha que quero que ele tenha importância? — Padma gritou, se desvencilhando de nós com tanta força que derrubou a cadeira. Em seguida, ela nos encarou por um instante antes de nos dar as costas. — Aqui estou eu, linda, imortal… e só consigo pensar que ele vai se safar do meu assassinato. Ele nunca vai sofrer pelo que fez. É tão injusto!
— É terrivelmente injusto — Elizabeth concordou com raiva, voltando a segurar a mão de Padma. — Mas o melhor que você pode fazer agora é aproveitar sua nova liberdade. Ele nunca mais vai poder machucar você. Ele não tem mais poder sobre você.
Nova York era uma péssima ideia. Sim, havia bastante água ao redor, mas não ia ser muito fácil chegar a Ela sem sermos vistas. E mesmo na segurança de um apartamento, as paredes podiam não ser grossas o suficiente para isolar nossas vozes e proteger as pessoas ao nosso redor. Ainda assim, poderia aliviar um pouco a dor de Padma…
— Padma, você pode provar que seu pai estava errado pelo menos em uma coisa — comecei. — Quer morar em Nova York por um tempo?
Ela se voltou para nós.
— Mesmo?
Elizabeth sorriu.
— Claro. As irmãs mais novas escolhem a próxima cidade. É meio que uma regra — mentiu.
Padma cobriu a boca com as mãos, completamente chocada.
— Vocês não estão brincando comigo, estão?
— De jeito nenhum! — Miaka disse, já abrindo o notebook. — Vou ver se consigo encontrar um apartamento perto da água.
— Pode procurar fora de Manhattan — Elizabeth disse. — Ainda podemos ir para a cidade, tipo, o tempo todo.
— Algum nível de privacidade seria bom. Não queremos ser forçadas a tratar os vizinhos com grosseria para eles não nos incomodarem — eu disse. — E ainda temos que tomar muito cuidado para que ninguém nos ouça.
— Podemos encontrar um lugar de onde dê pra ver a Estátua da Liberdade todas as noites?
— Meninas! — Miaka disse, levantando os braços e abrindo um sorriso convencido. — Um pouquinho de confiança, por favor? Vou encontrar um lar maravilhoso para a gente.
Padma soltou um gritinho e começou a girar e girar, esquecendo temporariamente de todas as mágoas do passado. Dali a dois dias, dependendo de onde a Água encontrasse um navio, teríamos que cantar. Eu esperava que a promessa de uma nova aventura contrabalançasse a tristeza do primeiro canto e da vida que ela desejava deixar para trás.


— Não olhe para os rostos — aconselhei Padma no caminho para o local que a Água selecionara. — Algumas pessoas vão gritar, o que é difícil ignorar, mas faça o máximo para se concentrar apenas na canção.
Padma balançou a cabeça.
— Mas não sei qual é a música.
— Ela simplesmente vem — Miaka explicou. — A Água diz quando você precisa começar, e é só obedecer.
— Consigo fazer isso — ela disse. — É só cantar?
— Só cantar — confirmei.
O mar estava viçoso e morno. Fomos reduzindo a velocidade aos poucos, e Elizabeth tomou a frente e subiu para a superfície. O local em si já revelava o desespero dEla. Não havia tempestade para atrair o navio, nem rochas com que pudesse se chocar. Para qualquer lado que olhássemos não havia nada além da bela sombra tropical das nuvens e da longa linha do horizonte. Exceto a silhueta solitária do navio que nos encontraria em breve.
Elizabeth virou para Padma.
— Tudo bem com você?
— Estou com medo. Não quero matar as pessoas.
Miaka se aproximou.
— Nenhuma de nós quer. Acho que nem a Água quer. Mas é assim que funciona: uma fração das vidas sustenta todas as outras. É difícil ver o lado bom porque você não o experimenta tão de perto, mas quando chegarmos a Nova York e você caminhar pelas ruas pela primeira vez…
Padma abriu um sorriso de orelha a orelha, e sua postura revelava que ela ainda mal acreditava que iríamos mesmo para Nova York.
Miaka retribuiu o sorriso.
— Apenas lembre que todas as pessoas que encontrar lá só podem viver por causa do sacrifício que você vai fazer agora. Você e eles — ela completou, inclinando a cabeça na direção do navio.
Padma fez que sim com a cabeça.
— Entendi. Estou pronta.
Assumimos nossos postos. Deitei de lado na água, como Aisling gostava de fazer. Miaka se ajoelhou atrás de mim, balançando o vestido.
— Você fica comigo — Elizabeth disse, agarrando a mão de Padma. — A ansiedade é normal. Pode apertar a minha mão.
— Certo.
Sorri para Elizabeth, que estava ocupada demais observando Padma para notar. Tinha certeza de que seu lado selvagem ainda estava lá, que tinha hibernado em Pawleys Island e que despertaria com um rugido em Nova York.
Mas era evidente o bem que Padma fazia a ela.
— Como você está se sentindo hoje? — a Água me perguntou.
— Nervosa como sempre — reconheci. — Tentando pensar no que vai vir depois em vez de focar no que vai acontecer agora.
— Continue tentando.
— Estou.
Mas já começava a imaginar que voz ou rosto assombraria meus sonhos, junto com os outros fantasmas que pareciam me seguir.
— Cantem.
Não precisei olhar para trás para verificar Padma; ela estava segura sob os cuidados de Elizabeth. Como sempre, a canção nos preencheu e jorrou para o céu vazio, como se despejássemos chá quente numa xícara. Observei o navio desviar a rota, à procura do som. Uns instantes mais tarde, tive certeza de que quem quer que estivesse no leme tinha enxergado a miragem inacreditável.
Quatro garotas!, estaria exclamando. Quatro garotas cantando no mar!
Do nada, uma bolha enorme eclodiu do fundo do mar e quebrou a tensão da superfície, fazendo o navio se inclinar bastante. Houve um único rumor de gritos. Tapei os ouvidos e continuei a cantar, tentando acelerar o processo.
Apenas quando o navio estava quase em cima de nós, pendendo estranhamente para a direita, que o canto se tornou um novo tipo de pesadelo.
Não se tratava de um pesqueiro ou de uma balsa. Havia um tobogã que dava numa piscina no convés. Tudo que estava dentro do navio começou a tombar. Uma parede de pedra, uma tela de projeção… Era um navio de cruzeiro enorme. Quando baixei os olhos para a água na minha frente, encontrei rostos demais.
Os passageiros estavam vestidos com muita elegância. Uma jovem de vestido de cetim azul escorregou em silêncio sob as ondas; seu rosto trazia um ar de concentração alegre por escutar nossa canção. Ao lado dela, um homem de smoking mergulhou fundo e jamais reemergiu. Por todo lado, as pessoas se lançavam ao mar, e os vestidos finos e as calças sociais criavam uma cena grotesca contra o pano de fundo de tantas mortes.
Mas não percebi que se tratava de um casamento até avistar a noiva.
Um véu longo e branco flutuava em volta dela, e seu vestido rendado já estava encharcado e pesado. Os olhos dela estavam fixos nos meus, serenos sob a influência do nosso canto. Tive certeza de que pensou que aquele seria o dia mais feliz da sua vida, não o último. Era impossível dizer qual dos homens de smoking ao redor dela era o noivo; talvez ele já tivesse sido engolido pelo oceano.
De repente, senti náuseas. Aquela noiva havia encontrado o amor, como eu. Mas não haveria final feliz para nenhuma de nós duas. Abalada, parei de cantar.
Embora minhas irmãs continuassem, meu silêncio trouxe a consciência de volta aos olhos da noiva e ela começou a se debater na água.
— Michael! — a noiva chamou, olhando para os lados de maneira frenética. — Michael?! — ela me encarou novamente, com os olhos suplicantes.
Quis desviar o olhar, mas me senti em dívida com ela, como se assistir à sua morte a tornasse mais digna. Lágrimas rolaram dos meus olhos.
— Por favor — ela disse, ainda me encarando. A voz dela era baixa, mas chegou até mim por cima do barulho do mar e do canto das minhas irmãs.
Sem pensar, comecei a caminhar sobre a água na direção dela, sem a menor ideia do que faria quando chegasse lá.
Antes que eu pudesse ir longe demais, Elizabeth correu e me derrubou. Então agarrou meu cabelo e virou o meu rosto para o dela. Sem jamais parar de cantar, me dirigiu um olhar cortante como uma navalha.
Comecei a lutar para me desvencilhar dos braços dela.
— Sai de cima de mim!
— Cante. — A voz da Água era rígida e urgente.
Elizabeth me forçou a ficar de pé.
— Cante! — minha irmã insistiu, interrompendo a própria canção. Atrás dela, as vozes de Miaka e Padma continuaram. — Não percebe que só está piorando as coisas? Cante! Acaba logo com isso!
Corri os olhos pelas vítimas da nossa desgraçada beleza. Alguns dos convidados do casamento estavam recobrando os sentidos com a ausência da minha voz e da de Elizabeth.
— Por favor, Kahlen. Você está pondo todas nós em perigo!
Em vez de obedecer minha irmã, implorei à Água:
— Salve-a! Há lugar para mais uma!
— Nada de esposas. Nada de mães. Você a condenaria a esta vida? — Eu podia ouvir a dor na voz dEla.
Parei. Não. Um século de assassinato era bem mais cruel do que uns instantes de medo.
Aninhei a cabeça no ombro de Elizabeth e recomecei a canção. Não conseguia suportar a visão das pessoas sofrendo, então me concentrei em Miaka e Padma. Havia emoções demais no rosto delas para que eu pudesse compreender: empatia, frustração, raiva, desconfiança.
Cantamos até o último grito se calar, até o navio repousar no fundo do mar. O silêncio que se seguiu era afiado, bem mais doloroso do que os gritos que eu acabara de suportar.
Miaka, com mais raiva do que jamais a vira demonstrar, me agarrou pelos ombros e me chacoalhou.
— Ela podia ter matado você! Já fez isso por muito menos! Como você foi capaz de fazer isso consigo mesma? Com a gente?
Não era a reação que eu esperava. Era para elas compreenderem. Eram as únicas que podiam entender.
Fechei os olhos.
— Estou cansada de tanta morte.
— Todas nós estamos cansadas de tanta morte — Elizabeth disse, e a aspereza em sua voz me surpreendeu. Havia lágrimas escorrendo pelo seu rosto, algo que nunca tinha visto acontecer, e fui tomada pela vergonha ao perceber que a culpa era minha. Padma também estava abalada. Provavelmente por seus próprios motivos, mas outra camada de culpa me cobriu por criar confusão em seu primeiro canto. Elizabeth cutucou meu braço, me trazendo à tona. — Mas o seu serviço a Ela está quase no fim, então faça o seu trabalho.
Esperei a Água responder, dizer a Elizabeth que, sim, eu tinha cometido um erro, mas que ninguém sobreviveu para contar a história. Nosso canto tinha sido bem-sucedido. Mas a Água permaneceu calada.
Nunca me sentira tão sozinha.
Saí correndo e mergulhei para nadar em direção à costa.
— Sinto muito — ela disse.
— Não importa.
— Não se isole agora. Não vai ajudar.
Aumentei o ritmo, tentando me mover o mais rápido possível sem a ajuda dEla.
— Não aguento ficar com elas. Não quero nem a minha própria companhia. Passei tempo demais me convencendo de que não sou má. Mas a verdade é que sou. É a maior verdade que conheço — eu disse, dolorida por dentro.
Eu tinha aberto mão de tanta coisa, e ver a noiva se afogar me fez entender tudo.
Eu não podia amar. Eu assassinava o amor toda vez que cantava.
— Não. Você não é má. Tem o coração mais generoso que já envolvi. Na verdade, eu que sou má por te forçar a carregar esse fardo.
Contive as lágrimas e cerrei os dentes, fervilhando de raiva.
— Quer saber? Você está certa. Você é má. Você tirou tudo de mim. Não tenho família, não tenho vida. Não tenho sequer esperança. Você matou tudo de bom em mim, e A odeio por isso.
O abraço dEla, quase sempre cálido e reconfortante, estava frio, como se quisesse se afastar de mim.
— Sinto muito. Por tudo isso. Sinto tanto.
— Saia da droga da minha cabeça!
Segui para a costa, vendo o brilho de um farol e o usando como guia até a terra firme. Me arrastei pela praia pedregosa sob a escuridão fresca da noite. Me afastei da Água e fui para a grama. Sentei abraçando os joelhos, exausta. Não conseguia esquecer a expressão de súplica e desespero no rosto da noiva.
Quantas vezes mais eu teria que fazer aquilo?
Tinha sido uma vida tão longa… Não sabia quanto tempo mais eu conseguiria suportar, por quantas mortes ainda seria responsável. Não conseguia esquecer o rosto das pessoas que matei, e não me achava capaz de enfrentar mais vinte anos de morte. Tinha feito de tudo para me reconciliar com o que eu era, mas nunca, nenhuma vez sequer, estive em perfeita paz comigo mesma.
O que eu devia fazer? Talvez apenas pedir para a Água acabar com a minha vida. Meu coração estava morrendo. Talvez o corpo devesse segui-lo.
Balancei a cabeça, envergonhada por pensar nisso. De que adiantaria outra morte?
Tinha que existir algo além disso.
— Kahlen?
Havia coisas que eu imaginava ser capaz de lembrar caso tivesse uma segunda chance. Por exemplo, se eu pudesse abraçar minha mãe mais uma vez, depois de tudo, achava que seria capaz de reconhecer o abraço dela no meio de cem. E ali estava uma voz tão familiar como se eu a escutasse todos os dias, uma voz que nada além do fim da minha sentença seria capaz de apagar da minha memória.
Voltei o rosto em direção ao som, me perguntando se eu estava num conto de fadas ou se era ele quem estava.

15 comentários:

  1. Angel,filha dos Ventos13 de março de 2016 16:28

    Mano,se eu fosse ela tapava as orelhas e os olhos e cantava,sem olhar para quem eu ia matar
    Difícil assim?:'(

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    1. É o peso da consciência... não é o que ela está olhando ou vendo, é o que ela sabe que está fazendo

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    2. Caraca onde eu vou VC comenta em Aricia kkkk ta me seguindo?

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    3. Acho que na verdade é o contrário, mas ok ehauehauheuae

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  2. Isso foi horrível!
    Ass: Bina.

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  3. que horrivel ... a noiva coitada dela no seu casamento ja pensou quando vc estevir se casando isso acontecer

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  4. meu deus eu to chorandooooooo
    é o akinli cara???
    "Na verdade, eu que sou má por te forçar a carregar esse fardo.
    Contive as lágrimas e cerrei os dentes, fervilhando de raiva.
    — Quer saber? Você está certa. Você é má. Você tirou tudo de mim. Não tenho família, não tenho vida. Não tenho sequer esperança. Você matou tudo de bom em mim, e A odeio por isso."
    ARAZZOU

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  5. Cara, que horrível. Já estava triste por causar da Padma... e o pior é que existem meninas na mesma condição que ela estava.
    E essa parte em que elas fizeram o navio da noiva afundar também foi horrível, coitada da noiva... ela estava vivendo um dos melhores momentos de sua vida e acontece essa tragédia.
    A única coisa que salvou foi o final, será que é ele?

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  6. Depois dessa não quero mais entrar no mar !kkk' 😯

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  7. Se ela quer morrer ao menos se apaixone e viva o quanto puder com Akinli porque pelo amor de deus homem assim não se joga fora

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  8. nunca mais entro em um barco...
    ~S.T.

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  9. Vou viajar dia 02 de Outubro e to com medo do mar Rs eu heim!!!

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  10. Puta merda moro na praia de frente pro mar nem vou falar mal da AGUA vai q ela esculta e me afoga to aqui só ouvindo os barulhos da onda acho q Ela ta brava hojee kk

    To com medo serio ah tem outro lado vai q ela me escolhe pra ser SEREIA nunca se sabe

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