29 de fevereiro de 2016

Capítulo 87

O duque sobreviveu. Assim como Vernon.
Um terço de Morath tinha sido soprado para fora, e um bom número de guardas e servos com ele, junto com dois clãs e Elide Lochan.
A perda foi sólida, mas não tão devastadora quanto poderia ter sido. A própria Manon derramara três gotas de seu próprio sangue em agradecimento à Deusa de Três Faces que a maior parte dos clãs estivessem fora em um exercício de treinamento naquele dia.
Manon permanecia na câmara do conselho do duque, mãos para trás enquanto o homem vociferava.
Um grande retrocesso, ele latiu para os outros homens que estavam reunidos: líderes de guerra e lordes. Levaria meses para reparar Morath, e com tantos dos seus suprimentos incinerados, eles teriam que colocar seus planos em espera.
Dia e noite, homens arrastavam as pedras das ruínas das catacumbas – buscando, Manon sabia, o corpo de uma mulher que não era mais do que cinzas, e a pedra que ela guardara. Manon não tinha sequer falado que agora uma das Treze mancava em direção ao norte com essa pedra.
— Líder Alada — o duque chamu, e Manon preguiçosamente virou os olhos para ele.
— Sua avó chegará em duas semanas. Quero seus clãs treinados com os mais recentes planos de batalha.
Ela assentiu com a cabeça.
— Como quiser.
Batalhas. Haveria batalhas, porque mesmo agora que Dorian Havilliard era rei, o duque não tinha planos de deixar tudo de lado, não com aquele exército. Assim que as torres fossem construídas pelas bruxas e ele encontrasse outra fonte de fogo de sombras, Aelin Galathynius e suas forças seriam obliteradas.
Manon esperava silenciosamente que Elide não estivesse naqueles campos de batalha.
A reunião do conselho terminou rapidamente, e Manon fez uma pausa quando passou por Vernon em seu caminho para fora.
Ela colocou a mão em seu ombro, suas unhas cravando em sua pele, e ele gritou quando ela trouxe os dentes de ferro perto de seu ouvido.
— Só porque ela está morta, lorde, não pense que esquecerei o que tentou fazer com ela.
Vernon empalideceu.
— Você não pode me tocar.
Manon cravou as unhas mais profundas.
— Não, eu não posso — ela sussurrou em seu ouvido. — Mas Aelin Galathynius está viva. E ouvi que ela tem contas a acertar.
Ela fincou as unhas e apertou seu ombro, fazendo o sangue escorrer pela túnica verde de Vernon antes de sair da sala.



— O que acontece agora? — Asterin perguntou enquanto elas estudavam a nova torre que tinham reivindicado de um dos clãs menores. — Sua avó chega, e depois lutamos nesta guerra?
Manon olhou pela arcada aberta para o céu cinza além.
— Por enquanto, nós ficamos. Espero que minha avó traga aquelas torres.
Ela não sabia o que faria quando visse sua avó. Ela olhou de soslaio para sua imediata.
— Aquele caçador humano... como ele morreu?
Os olhos de Asterin brilharam. Por um momento ela não disse nada. Então:
— Ele estava velho – muito velho. Penso que ele foi para a floresta um dia e deitou-se em algum lugar e nunca mais voltou Ele teria gostado disso, acho. Eu nunca encontrei o corpo dele.
Mas ela tinha procurado.
— Como foi? — Manon perguntou em voz baixa. — Amar?
Porque foi amor o que se passara – o que Asterin talvez tivesse sido a única entre as bruxas Dentes de Ferro a sentir, a descobrir.
— Era como morrer um pouco todos os dias. Era como estar viva, também. Era uma alegria tão completa que se tonou dor. Me destruiu e me desfez e me forjou. Eu odiava, porque sabia que não podia escapar, e sabia que me mudaria para sempre. E aquela bruxa donzela... eu a amava de uma forma que não posso descrever, exceto por dizer-lhe que foi a coisa mais poderosa que já senti, mais do que raiva, que luxúria, que magia... — um sorriso suave. — Estou surpresa que você não esteja me fazendo o discurso de “Obediência. Disciplina. Brutalidade.”
Transformadas em monstros.
— As coisas estão mudando — disse Manon.
— Bom — respondeu Asterin. — Nós somos imortais. As coisas devem mudar, e muitas vezes, ou senão ficam chatas.
Manon ergueu as sobrancelhas, e sua imediata sorriu.
Manon balançou a cabeça e sorriu de volta.

4 comentários:

  1. Q faz não incrível
    Estou super ansiosa pelos próximos!
    Você tem ideia de quando serão lançados Karina?

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    Respostas
    1. Acho que só pro final do ano, Ana!

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    2. Em setembro vai ter o império de tempestades, e ano q vem tem mais um q nn sei quando vai lançar

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  2. essa coisa de como é amar me lembrou a seleção

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